Revolting Child

3 Repaginada e Revoltada


Violet chegou à conclusão de que era muito mais esperta quando tinha 7 anos do que no presente. Depois de contar tudo sobre o Sufoco pra mãe, sobre as duas vezes em que esteve lá, ela, obviamente, não acreditou. A Violet de 7 anos sabia que um adulto nunca levaria essa história a sério, mas a de 10 achou que sua mãe era a pessoa em quem mais podia confiar no mundo para contar algo tão difícil e que a fez tão mal. Mas eis a conclusão que Scarlett tirou de sua conversa: Violet tinha ficado com raiva por ser punida na escola e inventou uma história mirabolante pra sua mãe tirá-la de lá.

— Se você não tivesse ido pra fábrica do Sr. Wonka comigo e não tivesse me visto virar uma amora azul gigante por causa de um chiclete, você ia acreditar se eu te contasse? — Perguntou Violet. — Pois é, às vezes, coisas estranhas, assustadoras e difíceis de acreditar acontecem de verdade!

— Não adianta, Violet, eu não vou te tirar da escola só porque você quer! E não tem como eu acreditar em tudo que você diz, ainda mais depois de você ter falsificado a minha assinatura pra participar de uma competição.

— Tá, eu posso até ter feito isso, mas eu te contei a verdade depois da competição e... ah, foi só uma vez! E eu já pedi desculpa por como eu agi nos últimos dias, essa coisa com a escola é totalmente diferente! Nem faz sentido eu continuar estudando lá! Você quer que eu pare de ser competitiva, não é? Então eu devia ir pra uma escola normal e não pra uma escola dirigida por uma ex-campeã olímpica.

— Engraçado você dizer isso logo depois de dizer que a diretora não marca pontos na Educação Física porque não quer que nenhum aluno vença...

— Sério?! De tudo o que eu disse essa foi a única parte que você acreditou???

— Violet, eu sei que você ainda tá brava por não participar das competições! O que você quer? Ir pra uma daquelas escolas que têm equipes de esporte que competem com outras escolas ou algo assim?

Ela não tinha pensado nisso, mas era uma ótima ideia! Porém, isso não importava, porque não ia poder mudar de escola. A menina estava com muita raiva! Será que teria que esperar crescer pra ser levada a sério??? Sua mãe era tão incoerente! Se ela queria mudar tudo na vida da filha, por que não podia mudar a escola também? Obviamente porque a ideia tinha sido da criança, não da adulta...

Na verdade, o motivo pelo qual Scarlett não queria tirar Violet da Crunchem Hall era porque, mesmo que não quisesse mais que sua filha se preocupasse em ser a melhor em tudo, ainda queria que ela tivesse um futuro promissor e essa escola lhe proporcionaria isso. Além do mais, Violet estava precisando de disciplina, e a Crunchem Hall valorizava muito a disciplina. Não ia ser frequentando uma escola qualquer onde os alunos fazem o que bem entendem que o comportamento da menina ia melhorar...

Enfim, Violet havia sido ingênua em achar que as coisas poderiam mudar. Era tudo culpa do Sufoco! Ela sempre ficava tão frágil quando ia pra lá... Mas agora estava vendo que tudo o que tinha começado a pensar desde então era a maior besteira. Ela não queria seguir as novas regras de sua mãe e estava arrependida por ter pedido desculpa a ela. Ela não ligava pro que a menina queria e nem a levava a sério, só queria que ela fosse uma filha perfeita, sempre tinha sido assim! Mas agora ia deixar de ser. Até porque parecia que não importava o quanto se esforçasse, ela nunca ia conseguir ser perfeita o bastante, afinal, tinha acabado de dizer a verdade e o que sua mãe pensava? Que a garota era uma mentirosa que só queria chamar atenção e precisava de disciplina. Era como na escola: se esforçar para se comportar bem era um desperdício de energia.

Vendo que não adiantava tentar convencer a mãe, a menina parou de falar. Ficou em silêncio mas olhava pra mulher com os olhos queimando. Era tão injusto! Tinha passado a vida toda fazendo tudo que a mãe queria, se esforçando para deixá-la orgulhosa... Mas estava cansada disso, não queria ser um fantoche dela. Assim como não queria ser um fantoche da Trunchbull na escola. Não queria mais ser controlada por ninguém!

Ainda sem dizer nada, Violet deixou o quarto da mãe e foi para o seu próprio quarto. Seu quarto que estava sempre bagunçado desde que desistiu de ser perfeita e que agora ficou ainda mais bagunçado porque ela tirou todas as roupas do armário e imediatamente começou a customizá-las. Não queria mais ser um mini clone da mãe e usar uma boina não ia resolver isso, já que todas as suas roupas eram iguais às dela. Esta, ao ver um monte de roupas rasgadas no quarto da menina, logo voltou a brigar com ela. Achava que a filha estava estragando tudo por pirraça, não criando modelos novos. Mas Violet não ligou, apenas trancou a porta do quarto e continuou. No final, suas roupas, que antes eram a maioria conjuntos de apenas uma cor, ficaram com todas as cores do arco-íris (e várias outras também). Apesar da raiva que ainda sentia e dos gritos que ainda ouvia da mãe, a menina ficou feliz com o resultado. E como preveu, sua mãe odiou. Muito mais do que o cabelo azul!

Violet estava certa: mesmo tendo dito que não queria mais que a filha fosse igual a ela, Scarlett claramente ainda tinha uma ideia de como a menina devia ser. Para alguém que se preocupava tanto com a aparência quanto a Srta. Beauregarde, se vestir mal era a treva! O que as pessoas pensariam dela se ela saísse na rua com a menina vestida desse jeito??? Era quase tão ruim quanto estar toda azul... Enfim, não é de se estranhar que o que aconteceu depois foi uma outra briga.

***

Violet chegou na escola no dia seguinte com a boina vermelha e vários broches no casaco e no uniforme, muito descolada e ainda quebrando as regras de vestuário da escola mesmo depois da história do cabelo azul. E seu ar de revolta combinava com o estilo. Ela continuava furiosa: estava com raiva de sua mãe, da Dona Trunchbull e até de seu pai, que não tinha nada a ver com a história mas que se não tivesse ido embora talvez impedisse que sua vida fosse tão horrível.

As outras crianças podiam ver nitidamente a raiva de Violet enquanto ela atravessava o pátio pisando forte, dava até medo de chegar perto dela. Porém, teve alguém que viu uma ótima oportunidade pra deixá-la com ainda mais raiva: Cornelia Prinzmetal, uma das delegadas da escola, a menina asiática de trança, que era bem malvadinha e não gostava nem um pouco de Violet.

— Fiquei sabendo que você foi mandada pro Sufoco de novo — ela disse, sorrindo.

Cornelia estava duas séries acima de Violet e se lembrava do dia em que esta havia ido ao Sufoco pela primeira vez. Todos os alunos que já estavam na escola naquela época se lembravam, já que ela ter ganhado da diretora na Ed. Fis. foi um evento lendário.

Violet poderia ter ignorado o comentário de Cornelia e continuado seu caminho em direção ao prédio, mas nunca conseguia ignorar quando alguém a provocava. Estava com os nervos a flor da pele e sua vontade era de dar um soco na fuça daquela menina chata, mas se conteve, não podia arriscar ser punida de novo. Além do mais, quem merecia um soco era a Trunchbull, não a Cornelia... Sendo assim, a loira apenas respondeu:

— Isso mesmo.

— Bem feito! Finalmente pagou por alguma coisa que você fez. Aposto que ficou morrendo de medo lá!

— EU NÃO TENHO MEDO DE NADA! Pra sua informação, Cornelia, eu fiquei lá o dia inteiro! Você não ia aguentar nem uma hora! Não, não ia aguentar nem um minuto!

— Por quantas horas você ficou lá? — Perguntou uma outra criança que estava prestando atenção na conversa delas.

Percebendo que havia outros curiosos, Violet começou a contar como tinha sido ficar no Sufoco desde antes da aula até escurecer. Mas fez isso de uma maneira que não demonstrasse o quanto ela se sentiu fraca lá dentro. Os outros alunos ficaram assustados, chocados e muito admirados pela coragem de Violet, o que ela adorou. Já que não ia poder mudar de escola, pelo menos podia tirar vantagem de alguma coisa.

Outras crianças também elogiavam seu novo estilo, mas a maioria estava curiosa pra saber sobre a Fantástica Fábrica de Chocolate. Teriam perguntado ontem, mas não puderam, já que ela ficou sumida o dia inteiro por causa do Sufoco. Então Violet contou outras histórias macabras sobre o que aconteceu na fábrica. Estava achando ótimo receber tanta atenção e ainda poder mostrar o quanto era corajosa. Porém, quando alguém perguntou se ela tinha conseguido ganhar o prêmio do Willy Wonka, teve que contar uma mentirinha. Não queria admitir que perdeu, então falou que o concurso era uma furada e que ninguém ficou com o prêmio especial no fim. Ela imaginava que quem tinha ganhado era Charlie Bucket, já que ele e o avô saíram voando num elevador de vidro com o chocolateiro enquanto as outras crianças tavam todas lascadas lá embaixo, mas aproveitou o fato de que não havia nenhuma notícia a respeito do prêmio pra dizer o que disse. Violet não sabia o que era o prêmio. Todos que participaram do concurso ganharam um caminhão cheio de doces (que a chata da mãe dela não quis importar pros Estados Unidos), mas o prêmio especial mesmo, sei lá, talvez fosse aquele elevador voador...

A raiva de Violet acabou passando quando ela se tornou o centro das atenções, mas então quem ficou com raiva foi Cornelia. Ela achava muito injusto que Violet nunca fosse punida por nada de errado que fazia. É claro que Cornelia não era a favor das punições terríveis da Dona Trunchbull, mas, por saber como a diretora era, achava que seria muito melhor se todo mundo colaborasse, assim, menos pessoas sairiam machucadas. Por isso ficava pegando no pé de todos os alunos pra eles seguirem as regras, principalmente os que eram mais novos do que ela.

Além disso, sempre que alguém aprontava com a Dona Trunchbull e ela não conseguia descobrir quem foi ou não conseguia pegar o culpado, punia arbitrariamente a primeira criança que via na sua frente. Por isso Cornelia odiava as atitudes de Violet. Como ela quase nunca era descoberta e nunca era pega, era sempre outra criança que levava a culpa por suas travessuras e isso era muito injusto! Violet era uma menina individualista e egocêntrica que não se importava com ninguém além de si mesma.

Porém, no momento, o que estava incomodando Cornelia era o fato de estar sendo ignorada enquanto as outras crianças ficavam lá alimentado o ego daquela garota que não ligava pra ninguém e que logo menos faria uma outra pegadinha com a diretora e sairia impune enquanto outra criança coitada levaria a culpa no lugar dela. Tomara que fosse algum desses abestalhados pra eles verem só!

Assim como Cornelia preveu, alguém (que ela sabia muito bem quem era) colocou um monte de larvas no almoço da Trunchbull naquele mesmo dia. É claro que Violet não ia deixar de se vingar depois de ir pro Sufoco, né? Mas foi esperta e almoçou em um de seus esconderijos, não estava nem no refeitório quando a diretora foi lá procurar o culpado. Se alguém foi punido no lugar dela ela não fazia ideia e nem se importava. Nunca parava pra pensar nessa possibilidade, na verdade...

No fim, ninguém foi punido pelas larvas, mas a Trunchbull encontrou um outro motivo aleatório pra punir uma outra criança. Ela sempre fazia isso. Por isso não importava que tipo de criança você fosse na Crunchem Hall, comportada ou não, você seria punida e isso não seria necessariamente uma escolha aleatória para uma criança levar a culpa por outra. Até a própria Cornelia já tinha sido punida na 1ª série. Por quê? Simplesmente porque costumava ir de maria chiquinha pra escola. Depois disso, passou a usar apenas uma trança ao invés de duas, não queria ser infeliz...

***

Violet acusou sua mãe de ter apenas amigas falsas, mas isso não era totalmente verdade. Quer dizer, Scarlett falava mal de todas as suas amigas e, sempre que estava com alguma delas, ambas falavam mal de outra. E Violet já tinha presenciado vários desses momentos. Entretanto, apesar de tudo, no fundo, elas realmente se importavam umas com as outras e sentiam falta caso uma delas se distanciasse um pouco, como era o caso de Scarlett no momento. Desde que voltou da Fantástica Fábrica de Chocolate, ela não encontrou nenhuma de suas amigas e elas se perguntavam o que estaria acontecendo.

Scarlett havia conseguido um emprego numa empresa famosa que vendia produtos farmacêuticos, porém, estava trabalhando de casa e praticamente não saía, a não ser para levar e buscar a filha na escola ou fazer suas corridas matinais. Alguns dias depois da mudança radical no visual de Violet (dias esses que não passaram sem pelo menos uma outra briga cada), Scarlett estava justamente trabalhando quando recebeu uma visita de uma de suas amigas, a Julie, uma mulher ruiva, magra e bonita (ainda que parte de sua beleza não fosse natural) que a conhecia desde a época da faculdade. Pode-se considerar que era a sua melhor amiga, apesar das duas sempre terem tido uma relação meio competitiva, uma sempre querendo mostrar que era melhor do que a outra.

A princípio, Scarlett teve vontade de dizer que estava trabalhando e que era melhor ela voltar outra hora, pois estava sentindo como se estivesse em uma das piores fases de sua vida (com certeza era a pior fase de sua maternidade) e não queria ficar falando disso pra sua amiga que ficaria se sentindo super bem com a própria vida enquanto ouvia o quanto a outra era fracassada. Por outro lado... Scarlett precisava desabafar com alguém. E esse alguém não podia ser sua mãe, que sempre tinha desaprovado a maneira como ela criava Violet e agora iria ter a prova de que estava certa.

Enfim, Julie pôde entrar. Scarlett resolveu dar uma pausinha no trabalho e oferecer refresco e uns biscoitinhos para a amiga enquanto conversavam.

— Os biscoitos eu não vou poder aceitar, tô de dieta. — Disse Julie.

— Eu também.

A ruiva ficou desconfiada. Sabia que Scarlett sempre tentava manter uma alimentação saudável mas que, em determinadas situações, se permitia comer doces compulsivamente. E achava que, seja lá o que estivesse acontecendo com a amiga no momento, ela com certeza estava mal o suficiente para comer assim. E a verdade é que Scarlett tinha mesmo muita vontade de comer doces ultimamente, mas não queria dar um mal exemplo pra sua filha que tinha começado a ir na nutricionista, então encontrou uma brecha: biscoitos integrais. E, ao saber dessa informação sobre os referidos biscoitos, sua amiga aceitou.

— Então amiga, por que você tem andado tão sumida? — Perguntou Julie.

Scarlett suspirou e disse:

— Sabe como é... muito trabalho...

— E com a Violet, tá tudo bem? Eu notei que você tirou os troféus dela da estante... — Ela apontou para o móvel na sala, que agora só tinha coisas como porta-retratos e livros. Então continuou: — Ela ganhou o tal prêmio lá da Fábrica de Chocolate? Não saiu mais nenhuma notícia sobre isso nos jornais...

Scarlett ficou enrolando no começo, mas depois acabou contando tudo o que aconteceu desde o acidente da torta de amora azul. E disse que os troféus e medalhas da menina agora estavam distribuídos entre o quarto dela e o sótão, assim como o prêmio da própria Scarlett como baliza estava em seu próprio quarto. Ela não queria mais ficar ostentando aquelas coisas na sala pra qualquer visita reparar logo nisso, afinal, estava vendo as coisas de outra maneira agora. Via aqueles prêmios todos como uma prova de que era uma péssima mãe que ficava explorando os talentos da filha ao invés vê-los como uma prova de que elas eram campeãs.

Julie ficou muito chocada com tudo o que ouviu e, ao contrário do que a amiga achou que fosse acontecer, não debochou nem uma vez, pois estava realmente preocupada. Nunca imaginou que sua amiga tão competitiva fosse desistir assim de toda a carreira que havia construído para a filha, mas, realmente, vê-la virar uma amora não poderia causar uma reação diferente... Porém, como foi a própria Violet quem virou amora, era de se esperar que a reação da menina fosse muito pior!

— Será que essas atitudes dela têm a ver com esse trauma que ela passou na fábrica? — Perguntou Julie.

— Eu não sei, acho que o problema sou eu mesmo. É estranho, parece que ela nem liga pro que aconteceu lá! Foi uma situação traumática, mas ela fica agindo como se não fosse nada! Você acredita que quando a gente começou a balancear a alimentação dela e eu perguntei que frutas ela ia querer comer ela escolheu logo amoras azuis??? Eu não consigo nem olhar pra essa fruta e nem fui eu que fiquei toda inchada que nem ela!

— Ai, que horror! Mas pelo menos ela concordou em ter uma alimentação saudável, né? Já é um começo...

— É... mas isso não muda o fato de que ela me odeia agora. E que ainda masca chiclete escondida que eu sei.

— Olha... eu não entendo totalmente pelo que você tá passando porque a minha filha só tem 2 anos de idade, então ela me dá trabalho de um jeito bem diferente, mas quando a minha irmã mais velha se separou do marido, os filhos dela, que tinham mais ou menos a idade da sua na época, ficaram impossíveis, porque a situação foi muito difícil pra eles...

— E como ela lidou com isso?

— Colocou os dois na terapia, e ela disse que ajudou bastante! Se você quiser, eu posso pedir pra ela te indicar um psicólogo pra Violet.

Scarlett ficou pensando se seguiria o conselho da amiga. Não sabia se era uma boa ideia, porque sempre falam da mãe nessas coisas de terapia, ela provavelmente seria culpada por qualquer problema que a filha tivesse... Porém, por outro lado, no fundo, ela sabia que era mesmo culpada por muita coisa e faria tudo o que estivesse ao seu alcance para que sua menininha ficasse bem. Mas ainda tinha um problema... Violet provavelmente não ia gostar disso! E teria ainda mais um motivo pra ficar com raiva da mãe... Entretanto, mesmo que resistisse no começo, podia ser que ela realmente melhorasse com a terapia, então, depois de um tempo, talvez deixasse de ser competitiva, rebelde e mentirosa e agisse como uma criança normal.

Scarlett agradeceu o apoio de Julie, que disse que a amiga sabia que podia contar com ela para o que precisasse. E era verdade. Como Scarlett ficou grávida no último semestre da faculdade e as duas estudavam juntas, Julie foi a primeira a saber e sempre a apoiou. Elas até podiam ter brigado muito ao longo dos anos, mas, no fundo, eram amigas de verdade. Scarlett se sentiu muito melhor após a visita dela e, mais tarde, recebeu uma ligação da irmã de Julie falando sobre o psicológico que tratou de seus filhos. A Srta. Beauregarde anotou o número dele e, assim que criou coragem (mais ou menos uns 3 dias depois), ligou para marcar a primeira consulta de Violet. Porém, antes da consulta, o doutor teria que fazer uma entrevista com a mãe da paciente. Ela ficou bem nervosa, não queria expor o quanto errou na criação de sua filha, mas... o doutor precisava saber dessas coisas, ou não poderia tratar da menina, né? Scarlett respirou fundo e concordou em fazer a entrevista. Seria num momento em que Violet estivesse na escola.

Notas finais
Pra quem não conhece a Cornelia Prinzmetal, ela é mencionada no livro e em outras versões da Fantástica Fábrica de Chocolate como sendo a melhor amiga/rival da Violet que também tentou bater o recorde de mascar chiclete. Como vcs puderam ver, ela tem uma personalidade um pouco diferente aqui na fanfic, mas isso é pq, assim como a Violet, a Cornelia também tá assumindo uma personagem de Matilda: a Delegada Principal, a menina que apresenta a escola pra Matilda e pra Lavender cantando a música do alfabeto depois da Hortensia. Link da cena: https://youtu.be/Ss-2UbqE0us?feature=shared