Revivendo o Passado - HIATUS
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Será que é tão árduo para meu pai, compreender que não irei me casar com um cavalheiro, príncipe, nem rei nenhum, se eu não o amar?
Os macios e ágeis dedos da princesa titubeavam nas páginas em branco do seu novo “livro”, presente dado por sua ama. O século era XI, e o costume do casamento arranjado estava longe de acabar. Assim como o tormento da bela garota, que agora deitava de costas sobre a relva verdinha, deixando os cabelos misturar-se com as folhas secas que caiam da enorme árvore acima de si.
— Oh Zawa, imaginaste a grande sorte que tive? – os grandes olhos de chocolates grudaram na sua dama de companhia, que descansava ao longo do tronco firme da árvore. Zawa, já era uma senhora de idade, cabelos grisalhos e olhos no tom azul mais profundo, as rugas que se espalhavam pelo rosto e corpo delatavam como sua vida havia sido de certa forma sofrida. Trabalhando o tempo todo, até finalmente casar-se com o ferreiro do reino Cullen, e assim virar camareira do pequeno tesouro do reino.
— Sorte milady? Não entendo o que queres dizer!
— Claro que não entendes! – se pôs de pé,e cautelosamente andou até onde terminava o penhasco, atraindo o olhar cuidadoso da dama – Vivemos numa era, em que crianças de apenas 8 anos já se casam. Zawa, eu não consigo compreender, como alguém tão nova, tão ingênua, tão fértil mentalmente conseguiria carregar um fardo tão pesado, como o de um casamento. Sem contar que em poucos anos depois, ela estaria rodeada de crianças. Agora, eu vejo como realmente tenho sorte.
— Não vejo sorte alguma na sua situação milady! – logo a ama arrependeu-se do que havia dito – Sinto muito querida, eu não queria ter dito aquilo.
— Não tem problema. – ela sorriu docemente para a senhora – Quando eu digo que tenho sorte, isso se deve ao caso de meu pai não ter conseguido nenhum marido para mim.
— Mas o verdadeiro motivo disso à senhorita esta ciente, não esta?
— Sim, estou! – ela riu alegremente – Segundo as palavras de mamãe, dês de pequena sou impetuosa, e imponho minhas próprias idéias e regras. Nenhum homem suporta uma mulher mandona, muito menos uma que se nega.
— Oh milady, você seria capaz de se negar para seu próprio senhor?
— Se eu não o amasse? Sim, completamente. – cruzou os braços finos rente ao peito e suspirou alto – Não consigo imaginar uma vida feliz ao lado de um homem que não amo, e que acima de tudo não me ama.
— Pobre criança, ainda tem muito que aprender. Já esta cansada de saber que o amor nasce com o tempo, e que quando acontece, já é inevitável fugir.
Enquanto deixava a camareira explicar-lhe outra vez, sobre as façanhas do amor, Renesmee Cullen Swan, única filha do rei Eduwardi Cullen e da Rainha Isabel Swan viajava além das montanhas gigantescas que rodeavam o reino. Por mais que todos lhe falassem que sua hora estava chegando, ou pior, que sua hora havia passado. No fundo, ela sabia a grande sorte que tinha.
Viu quando menor, sua prima Sophie casar-se com apenas 9 anos de idade. Uma idade perfeita para a realeza, onde cortejos eram oferecidos de todos os reinos, querendo acima de tudo firmar acordos, visando aumento de terras. Ela tinha a mesma idade, e a partir daquele dia, após ver sua prima aos choros casar-se com um garoto apenas alguns anos mais velho, completamente inexperiente e desentendido das obrigações com um reino, prometeu secretamente a si mesma, que nunca se casaria tão cedo. Muito menos com alguém que não conhecia.
Viu também seu pai tentar persuadi-la milhares de vezes, colocando a sua frente, muitos condes, príncipes, cavaleiros, e futuros reis. Porém, todos ao verem a determinação, e a rebeldia da garota desistiam. O que era uma enorme infelicidade para sua mãe, que sabia o destino dela, caso não viesse se casar. O convento. E essa era a regra, ou se casava ou ia para o convento. Porém, este era ocupado praticamente pelo clero, e camadas sociais inferiores, que não conseguiam arranjar um casamento. Naquela época o convento era uma das entidades mais poderosas, pois para conseguir entrar em um, tinha que se pagar um alto dote. Nunca alguém da alta sociedade, muito menos uma futura rainha havia ido para o convento. E seu pai estava determinado a não deixar que aquilo acontecesse.
Uma mulher deve obediência e fidelidade e era objeto do seu marido. Deve-se dirigir-se a ele com respeito e usando apenas o tratamento de “meu amo e meu senhor”. Se o marido achasse que ela o havia desobedecido, ele tinha todo o direito de agredir-lhe, e essas histórias paravam entre as pessoas da vila, que contavam aos risos. Ela deve aceitar as amantes do rei, e cuidar dos filhos delas junto aos seus. Parte o meu coração, saber que minha doce prima passou e passa por isso. Eu só espero que se minha vida for destinada à escravidão, meu marido seja um velho rabugento, que esteja partindo rapidamente para o outro lado.
Fechou seu livro, e levantou-se novamente da relva, sacudindo o vestido verde musgo para que as folhas secas caíssem. Entregou a pena com o potinho de tinta e o pequeno livro para a dama que os guardou na cesta. Ainda era cedo, o sol demoraria a despencar do céu, mas a princesa precisava voltar ao castelo. Segundo ordens expressas de seu pai, o jantar seria servido às 19 horas, e dessa vez ele não toleraria nenhum atraso, pois tinha um assunto importante a tratar com toda a família.
Renesmee e Zawa andavam pela praia. A ama mais ao longe carregando os cobertores e a cesta, e a princesa carregava em suas pequenas mãos apenas a borda de seu vestido, deixando a mostra seus tornozelos molhados pela água gélida do mar.
Tinha 16 anos completados aquele mês, era doce e saudável como uma rosa. Era muito bela para os padrões de beleza estabelecido pela realeza, o que deixava outras rainhas e princesas roendo-se de inveja. Os grandes e expressivos olhos chocolates, haviam sido doados pela mãe, assim como os cabelos longos do tom de cobre escuro doados pelo pai. A boca cheia e em formato de coração, ganhou uma pitada da avó paterna, e o corpo magro, porém muito esbelto, com curvas acentuadas, veio com o tempo. Uma mistura perfeita de toda sua família. E o que a distinguia de todo o resto, era sua pele acetinada, de um branco brilhoso e sem nenhuma imperfeição.
Ninguém podia negar, ela era uma raridade. Porém uma raridade teimosa e impetuosa.
Renesmee e a dama de companhia chegaram pouco tempo depois ao castelo. A princesa logo mandou providenciarem um banho quente. Subiu ao quarto que já a esperava aquecido, devido a lareira que mantinham em chamas o dia inteiro. Os castelos eram frios e mal iluminados, por isso havia lareira em todos os cômodos, mantendo o ambiente um pouco mais confortável. Deitou-se sobre a enorme cama, e ficou a sonhar com o dia do seu casamento. Porém faltava o principal, o rosto do noivo. Logo um enorme barril com a água quentinha adentrou seu quarto, e foi deixado no local destinado ao banho, embaixo da janela. Dessa vez Renesmee mandou que todas as damas, camareiras saíssem do quarto, iria tomar banho sozinha, e quando precisasse de ajuda com a vestimenta as chamaria.
E assim o fez, banhou-se até sentir que a água já não lhe esquentava mais o corpo. Em poucos instantes, camareiras rodearam-na, ajeitando o vestido carmim em seu corpo, e fazendo uma bela trança em seus cabelos cacheados. Zawa acercou-se dela, e deu dois beliscões em suas bochechas, deixando duas rodelas vermelhas. Deu a volta, e puxou alguns fios do vestido, Renesmee teve que respirar profundamente para conseguir suportar o pequeno susto que os puxões trouxeram. Agora com a postura completamente correta, e devidamente arrumada, desceu para o salão de jantar formal. Onde todos já a esperavam em uma mesa farta de comida e bebida.
Cumprimentou um por um, até sentar ao lado esquerdo do rei, e a frente de sua mãe. Sabia que o pai tinha um pronunciamento a fazer, mas não entendia porque necessitava de toda família presente. Lá estavam seus avós paternos, o antigo rei e rainha, seus quatro tios e tias, e alguns primos pequenos.
O jantar transcorreu bem, em meio a muitas risadas e discussões por parte dos homens sobre batalhas futuras. Quando o banquete terminou de ser servido, Renesmee entornou seu copo de vinho tinto e esperou solenemente pelo pronunciamento do pai. Ela não entendia porque, mas já sentia seu estômago rejeitar toda a comida ingerida, não queria acreditar, mas achava que tudo aquilo a envolvia. Pensou em até pedir licença e retirar-se, mas seria muita falta de educação com seus familiares. Eles moravam distantes, cada um em seu reino, e para eles virem a um jantar imposto por seu pai, o motivo deveria ser realmente bom.
— Mamãe, não estou me sentindo bem. – comentou baixinho, olhando para a amorosa senhora a sua frente.
— Seu pai não demorará, querida. Espere um pouco mais, o assunto lhe interessa.
Era como ela havia previsto, se o assunto lhe interessava, significava que o assunto era ela. Renesmee tinha grande afeição por seus pais, morreria por eles. Mas não aceitaria de maneira alguma se um dia arranjassem um casamento e não lhe falassem nada. Sem mais delongas, Rei Eduwardi, cujas batalhas e os longos anos não lhe tiraram a beleza e a presença marcante, levantou-se, pegando o copo de madeira e erguendo-o, atraindo a atenção de todos.
— Senhores e senhoras. Eu os chamei aqui hoje pois tenho um comunicado a fazer.
— A rainha Bel esta grávida? VIDAS LONGAS AO REI E A RAINHA!- perguntei divertido o irmão mais novo do rei, Emmert, que ainda não havia se tornado rei, pois o pai da sua esposa Roselyn ainda liderava o reino em que viviam.
— Infelizmente essa não é a noticia caro irmão. — desta vez foi vez do rei rir com a piada. – A noticia que irei dar, é algo que a muito tempo venho pensando. Aqui estão presentes três reinos, que respeito profundamente. – o rei Jazz e a rainha Allie ergueram os copos, assim como Emmert e Roselyn que representavam o outro reino, e Isabel e Eduawardi saudaram-se. – Como vocês sabem, minha adorável filha Renesmee, ainda não se casou, e bem, até agora não consegui encontrar nenhum marido decente para ela. Ou melhor, não consegui achar nenhum pretendente que estivesse disposto a lidar com a fera! – todos riram em coro, até mesmo os empregados. Menos a princesa, que continuou calada, esperando o enorme bolo em sua garganta descer.
— Renesmee é uma moça belíssima, dona de dotes extravagantes. Porém cabeçuda, e traiçoeira. Ontem à noite, “línguas soltas” vieram até mim, e me contaram a ultima façanha da minha adorável filha. Renesmee contou a seu ultimo pretendente que não era mais pura. O acordo estava quase sendo fechado, quando o conde desistiu de imediato, e não me falou o motivo. Todavia, todos sabem que mais pura que minha filha ainda esta para nascer. E diante a seu comportamento indisciplinado, eu tomei uma decisão. Dolorosa? De certo modo sim. Arriscada? Muito. Mas, dessa vez tenho certeza que o tiro será certeiro, e que até o fim do mês Renesmee estará casada, e contribuindo com a continuação do legado Cullen.
— Fale logo de uma vez homem! – o pai do novo rei alterou-se.
— Condes, cavaleiros, reis e príncipes de todos os reinos existentes poderão participar de um circuito, envolvendo lutas, disputas a cavalo, entre muitas outras formas de concorrência. Onde o prêmio mais valioso, será nada mais, nada menos que a mão de Renesmee CullenSwan .
O sonoro “OH” for geral. A garganta da princesa fechou-se completamente, impedindo-a de respirar. Seus olhos encheram-se de lágrimas traiçoeiras, e seu estômago preparava-se para despejar a comida ingerida. Enquanto o restando dos presentes congratulavam o rei pela atitude, Renesmee sentia seus ouvidos ensurdecerem-se, seus olhos nublarem devido o acumulo de água, e o bolo da garganta impedir que o ar transpassasse pelo seu corpo. Com a mão na barriga, como se quisesse desatar os fios que comprimiam seu diafragma, ela levantou-se brutamente, deixando todos atônicos com o estado que se encontrava, e retirou-se do grande salão. Sem conseguir pronunciar nada, nem mesmo um “com licença”. A voz raivosa de seu pai entrava por um ouvido e saia por outro, e mesmo ela sabendo que seria extremamente castigada por sua tamanha desobediência diante as visitas, subiu as escadas do castelo aos tropeços com Zawa ao seu encalço. Ao chegar o quarto, teve tempo apenas de pegar o travesseiro de pena e, abafar o grito molhado mais doloroso que já havia dado em toda sua vida.
Notas finais
Volto a reforçar que nao sou formada em história, então eu conhecimento por aquela época é pouca, mas estou aprimorando isso. Este foi um cap pequeno, pra demonstrar como as coisas estão andando!! tenho certeza que tem mta gent pensando um mont de coisa sobre essas disputa pela mão dela não é?
Venho avisar, que essa fic é diferente das outras minhas fics, que envolvem muito hentai (sexo) e comédia. Essa será drama mesmo, mas óbvio que nao faltará o que todo mundo gosta de ler, romance e cenas quentes. Se alguém não entender alguma coisa que vier ao decorrer da fic, por favor me avise, que eu tentarei explicar o próx. cap, mostrará o que acontecerá com Jacob (tadenho), e só no terceiro eles se encontrarão *.*
Outra coisa, eu pedi esses tempos atras para meu pai alugar todos os filmes da era medieval que ele achasse na locadora (isso foi quando a idéia surgiu) e ai eu passei um find inteiro assistindo filmes e mais filmes, ou seja, se houver alguma semelhança entre cenas e o enredo da fic, deixo bem claro que é coincidência mesmo,eu ja estava com a fic toda pronta na cabeça quando vi os filmes. FATO: ACEITO SUGESTÕES!!
Sobre os nomes, todo mundo deve ter percebido que mudei os nomes dos personagens! alguns ficaram sem fundamento, mas era preciso. e se notará mudanças nas personalidades e nas aparências. (aiuhsuiahsiuau)
Bem, se eu tinha algo a mais para falar, eu me esqueci :P
Espero que tenham apreciado a leitura *.*
Reviews please, nem que sejam de xingamento!
Enormes beijos xuxu's e jujuba's da minha life!
Isa Sartor!
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