Revive-me
1 Epílogo
Notas iniciais
Está feito, penso, nós começamos a guerra.
Eu olho ao meu redor e penso que vejo soldados, mas olho de novo e não são apenas soldados.
São pessoas que perderam tudo e ainda assim encontraram motivos para lutar, pessoas que tem tudo e estão arriscando isso para também lutar, são homens e mulheres, jovens e anciões, todos unidos numa causa que vai exigir muitas vidas e muito sangue.
Mas eles não estão com medo.
Eles estão brilhando como faíscas e eu decido que vale a pena, por que eu sou pólvora e tudo aquilo que nos roubaram; nós estamos indo pegar de volta.
Sou distraída destes pensamentos por olhos sempre muito verdes, sempre muito intensos que entram na minha visão
Se nada mais valer a pena, ele vale a causa.
–"Amor, é melhor você parar de sorrir desse jeito pra mim"
Eu me sinto sorrir ainda mais enquanto me aproximo dele a ponto de colocar minha mão esquerda no seu peito, direto sobre seu coração.
–"E por que isso?"
Warner abre aquele pequeno sorriso malicioso pra mim, aquele que me toca em lugares que não sabia que existiam até à algumas noites atrás. É incrível as coisas que descobrimos juntos.
–"Por que, Juliette" ele diz lentamente enquanto traça um dedo em minha bochecha e sussurra -"Se você não parar de sorrir pra mim desse jeito, eu vou beijá-la até você parar de sorrir pra mim desse jeito".
Por que me sinto tão quente? É uma febre? Isso passa, ou vou sempre me sentir assim quando estou perto dele?
–"Aaron?" digo.
Ele me olha curioso.
–"Me beije, por que eu não consigo pensar direito"
E é como uma ordem, por que ele obedece, e o primeiro toque, sempre o primeiro toque me desmancha. Sua maciez, seu gosto, seu calor ... eu sempre me sinto caindo nessa espiral de sensações e é como se eu estivesse sobrecarregada, sensível e no limite, eu me prendo no seu pescoço para não cair.
Me afasto só o suficiente para olhar em seus olhos
–"Vamos para o nosso quarto"
Seus olhos brilham e depois escurecem -"Amor, não tenha dúvidas de que estamos indo para o nosso quarto"
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