Revival

7 Capítulo Sete - Carpe Noctem


A música antiga tocava no carro utilitário próximo dali. O motor ligado, pronto para dar a partida do veículo branco. Mas o que mais poderia ser estranhado por qualquer pessoa que passasse por ali era, na verdade, a ausência de um motorista. Além das pequenas pinceladas em vermelho que a lataria havia adquirido há pouco.

Do outro lado da rua, Diego esperava pacientemente até que Vanya parece de vomitar. Era uma cena forte, sabia, mas precisavam perder tanto tempo com aquilo mesmo? Tinham o que fazer, procurar os outros, entender o que tinha acontecido, como haviam parado ali. Eram coisas que precisavam saber.

Logo teriam que enfrentar um apocalipse, era para aquilo que tinham voltado afinal. Se perdessem muito tempo presos naquele lugar, não teriam como voltar, pelo menos, aquela era a sua teoria.

Vanya o tirou de seus pensamentos ao sentar na moto mais uma vez. E antes de dar a partida, jogou o isqueiro no carro, vendo-o pegar fogo. Ninguém precisava ver aquilo, o homem morto no banco de passageiro agradecia.

Virou na esquina mais próxima de propósito, apenas para confirmar as suas suspeitas. Estavam sendo seguidos.

X.X.X

― Então, é isso. ― Ele cruzou as pernas, concluindo a explicação rasa. A xícara de café já estava vazia àquele momento, e Todoroki olhava impaciente para o lado de fora do restaurante. ― Agora, podemos ir?

― Nem fodendo ― disse ele, com o dedo na boca em um gesto pensativo.

Five suspirou, cansado, era impressão sua ou havia caído logo na toca do bad boy estressado? Levantou sem interesse qualquer em continuar aquela conversa, vasculhando os armários, em busca de algo que realmente agregaria aos seus interesses.

― Ei, ei, o que pensa que está fazendo?

O garoto sorriu, ao segurar o pequeno papel em mãos.

― Uh, acho que temos que ir.

X.X.X

Tic tac, o relógio mostrava. Era hora de partir, onde eles estavam. Tic tac, os corpos no chão, gemendo, contorcendo-se pela dor. Tic tac, o barulho das cordas.

E, bang, o som do tiro.

― Chegaram tarde ― ele falou, sorridente.

Não tenho tanta certeza ― respondeu em espanhol, sabendo da origem do outro. ― O que faz aqui, Jorge?

― Trabalho.

― Hm. Pode me dizer que tipo de trabalho?

― Te matar.

― Ah, é um bom objetivo. ― Sorriu, divertido. ― Mas você matou o garoto errado.

― Eu sei. ― Piscou os olhos, nervoso. ― Quero que me diga quem ele era.

Five deixou a cabeça cair para o lado antes de responder:

― Meu irmão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.