Reviravolta
9 Capítulo 9.
Notas iniciais
Meio da primavera. Estação essa que para Maka deveria ser amena, mas não era bem assim que aquela manhã de segunda-feira estava e sim quente. Quase que uma amostra do inferno e de como seria o verão que se aproximava. Suspirou.
— Deveria estar mais fresco. – Murmurou para si mesma enquanto se arrumava para a trilha que teria que enfrentar daqui a algumas horas.
O cheiro do café e os pães a esquentarem na chapa invadiam seu quarto e aguçava ainda mais seu estomago que ainda não tinha visto se quer um resquício de comida até aquele momento. Vestia-se com o que se achava adequado para aquele dia, um blusão cinza com um cupcake preto como estampa uma legging preta e tênis. O telefone vibrou chamando atenção da loira que terminava de colocar a blusa. No visor: Tsubaki.
— Espero que já tenha se alimentado devidamente! – Foi à primeira coisa que ouviu a amiga dizer assim que atendeu a chamada.
— Bom dia pra você também! – Saudou fazendo-a a outra rir. – Já estou indo comer, — Informou enquanto amarrava o cadarço do tênis. – só estou terminando de me arrumar.
— Ah bom. Não quero te ver passar mal ou desmaiar, estou levando remédio se precisar. – Não devia existir pessoa melhor que ela, pensava Maka, agradecendo logo em seguida. - E, espero que esteja levando algo gostoso para comermos no caminho até o cafezal.
— Tô levando sim, mas, só pra mim. – Riu ouvindo Tsubaki reclamar do outro lado da linha. – Eu espero que seja o suficiente.
— Temos o Black Star como amigo, com certeza ele deve ter levado metade da loja de conveniência. – As duas riram aquilo era bem verdade tratando-se de quem se referiam.
— Ok então. Nós vemos daqui a pouco, não se esqueça de levar uma garrafinha de água. – Recebendo a confirmação da morena as duas desligaram.
Voltou para o banheiro e escovou os cabelos que batiam até depois de seus ombros. Como seria uma caminhada e não se sabia de quanto tempo o mais indicado seria um rabo-de-cavalo e assim o fez deixando que a franja caísse sobre as suas sobrancelhas. Enquanto dava os toques finais e fechava a mochila ouviu Shiro latir indicando que alguém havia chegado, provavelmente Soul. Desceu as escadas o encontrando na cozinha junto com sua mãe.
— Bom dia!! – Saudou ambos e seu cachorro que pulava em suas pernas enquanto adentrava o local.
— Bom dia. – Corresponderam os dois.
— Vai comer com a gente? – Preguntou Maka que já ocupava uma cadeira da mesa.
— Sempre é bom. – Soul bateu na própria barriga indicando que já deveria ter comido tirando risadas de ambas as mulheres.
Serviu-se de uma xicara de café e um pão quentinho que havia acabado de sair da chapa. Observou a garota a sua frente comer dois pães com queijo e presunto e tomar um copo de nescau e depois um danone. Um café bem reforçado. Enquanto Akari comia apenas um pãozinho com uma xicara também de café.
— Já sei que faculdade sua filha irá fazer. – Comentou trazendo a atenção das duas para si. – Engenharia. Come que nem um pedreiro...
— Ora seu idiota! – Apesar de querer demonstrar sua irritação não conseguia conter a graça que havia no momento.
— Acho que é mais gastronomia. – A mãe entrava na brincadeira. – Tratando-se de comida...
— Mãe! Você deveria me defender. – Riu-se a mulher.
— Vamos ou vocês vão se atrasar. – A mais velha começou a retirar os utensílios da mesa logo Maka e Soul fizeram a mesma coisa.
Já na saída Soul recolocava o tênis e Maka colocava duas garrafas de água na mochila e pegava mais algumas guloseimas. Avisou a mãe que já estavam de saindo.
— Ei, Evans. – Akari o chamou atraindo a atenção de sua filha também, não costumava ouvir ela chamar seus amigos pelo sobrenome. – Cuide bem da minha menina, sim? – Nos lábios da mulher dançava um sorriso zombeteiro.
— Pode deixar! – Soul sorriu enquanto Maka a ignorava completamente constrangida.
Na escola alguns reclamavam do calor e da excursão enquanto outros viam o lado bom de fazer algo diferente. Tiravam fotos e falavam sobre qualquer coisa. No meio da multidão que se mantinha ao lado de fora Tsubaki avistou Maka quase que do outro lado de onde estava com alguma dificuldade cruzou o espaço entre as duas e pulou em suas costas abraçando-a ao mesmo tempo que lhe dava um susto.
— Quer me matar!
— Talvez! – Continuava a abraçando. – E eu sabia que você iria vir com essa blusa. Tcharam. – A morena colocou-se a sua frente com a mesma blusa diferente do cupcake havia uma rosquinha estampada. As duas riram.
— Soul, — Black Star chamou atenção do albino após ver as duas amigas demostrando todo aquele afeto. – nós somos amigos não somos?!
— Lógico que sim.
— Então deveríamos ter blusas iguais! – Afirmou o azulado vendo a cara descrente do pianista e depois ouvindo um “não ferra, vai” e claro as meninas caíram na risada.
Stain chegou avisando que formassem filas e a chamada foi feita e cada um dos alunos foi sentando acompanhados de seus respectivos amigos a viagem começou com aquelas famosas cantigas e brincadeiras. Algum tempo depois cansados de fazer às mesmas coisas começaram a abrir as besteiras que haviam comprado, assim como a Nakatsukasa tinha comentado Black star estava carregado de doces entre outras coisas. No ônibus como monitor só estava o professor Stain que se encontrava ao lado do motorista onde mantinham um dialogo simples. Maka o encarava vez ou outra pensando se deveria entregar-lhe algum de seus doces, parando pra pensar naquele momento ela parecia uma aluna boba da quinta serie apaixonada. Bufou.
— Vai logo. – Tsubaki lhe cutucou com o cotovelo. – Se não entregar vai ter gastado dinheiro atoa. – Revirou os olhos, por um momento esqueceu-se de que a pessoa que estava ao seu lado a conhecia melhor do que a ela mesma.
— Não. – Maka olhou o embrulho com três bombons. – É só eu comer, oras.
— Maka! – Repreendeu-a ainda que risse.
— Ok. Ok.
Caminhou pelas fileiras de cadeiras até a frente do veiculo o professor notou o movimento e sorriu após ver de quem se tratava, Maka estendeu o braço e entregou o chocolate Stain agradeceu dizendo que deixaria pelo menos um para Marie fazendo a garota rir. De longe Soul observava a situação com cara de poucos amigos tentando entender o que se passava, agora Maka trocava algumas palavras sobre a matéria da semana passada ganhando um pouco mais de tempo com o professor.
— Ciúmes? – Questionou a morena que se encontrava debruçada sobre as costas da cadeira em frente ao azulado os olhos azul-meia-noite encaravam os carmins um sorriso travesso nos lábios.
— Hm. – O albino ignorou o questionamento virando o rosto e encarando paisagem da janela do outro lado.
— É normal sentir ciúmes. – Comentava o azulado com a boca cheia de biscoitos. – Mataria qualquer um que chegasse perto de Tsubaki. Quer dizer que não estivesse com uma intenção adequada, matar sem nenhum propósito não é legal. – Disse sinceramente fazendo com que a morena risse nervosamente.
— Cala a boca. – Bufou o albino. – Só não entendo todo esse sentimento pelo professor.
— Maka é apaixonada por ele desde o nono ano. – Esclareceu Tsubaki, ganhando a atenção do pianista. – Não o trate como um rival. – A morena riu com a careta que ganhou.
Chegando ao destino o ônibus parou e todos desceram de ambos os veículos. Até aqueles que estavam cansados da caminhada antes mesmo de começar ficaram encantados com o lugar. Na entrada um belo portal vermelho os recepcionava assim como aqueles que trabalham ali que se encontravam à espera dos alunos. Em fileiras ordenadas pelos professores eles seguiram ate a entrada conhecendo cada um dos que guiariam o turismo.
Primeiro foi feita uma pequeno giro pela casa principal onde se encontravam alguns artifícios históricos de quando começaram a se plantar cafés naquela área. Demorou cerca de trinta minutos de recepção e então se encaminharam para um pátio aberto onde haviam mesas distribuídas pelo local.
— Vamos servir uma pequena especialidade nossa, por isso fiquem a vontade. – Uma das guias informou. Sem demora os alunos já escolhiam a ondem ficariam.
Mais do que todos ali, uma aluna em particular inspecionava o lugar milimetricamente a procura de algo em especial. Seu interior coçava, precisava amenizar toda aquela tensão. E iria, no momento certo, só precisava esperar mais um pouco.
— Lizz!! – Olhou para os brilhantes olhos da irmã que ainda estavam fascinados pelo lugar. Perguntava-se como alguém poderia ficar assim tão facilmente.
— Hm?
— Sentiu como o ar aqui é gostoso. Tem cheirinho de café. – Ria-se de si mesma. – Poderia viver aqui.
— Diz isso agora. Não é tão fácil assim.
— Ah, irmã. – Apoiou o queixo sobre as mãos.
Kid chegou pouco tempo depois se juntando as irmãs. Não andavam muito juntos por conta da vida escolar corrida, mas mantinham uma boa amizade já que partilhavam do mesmo sangue por serem primos de segundo grau. Elizabeth fitava de longe o quarteto alegria que a enjoava um tanto, mas se mantinha com um desinteresse falso para que ninguém percebesse suas verdadeiras intenções. Ruminava sobre seu plano. Era loucura o que queria, mas era necessário, pelo menos para ela.
— Aqui. – Uma das guias chamou atenção dos alunos que estavam assentados. – Um creme de cappuccino e cookies de chocolate com um misto de café. Esperamos que gostem. – Com um sorriso pediu para que os ajudantes distribuíssem os alimentos.
Minutos depois de todos comendo, um burburinho recheado de elogios se espelhou pelo recinto tirando sorrisos envergonhados dos cozinheiros enquanto agradeciam. Instantes depois de tudo arrumado rumaram para mais algumas partes turísticas do local e ai começou a tão esperada caminhada naquele inicio de tarde quente, o que salvava eram as sombras das árvores que os protegiam mesmo que um pouco dos raios solares do meio dia.
O riacho por qual passavam chamou atenção de Elizabeth, apesar de bem ariscado para o que planeja fazer. Mas se tivesse sorte ninguém sairia tão machucado. Mas pra quem ela queria mentir, ela não estava nem ai para o que realmente iria acontecer. Olhou para as amigas que andavam ao seu lado observando o local e as notificou do que pretendia fazer tirando alguns olhares e palavras surpresas que chamaram a atenção de Kid que caminhava com Crona que mais a frente, Elizabeth desconversou dizendo que apenas haviam visto um passo diferente e sorriu assim que eles voltaram a olhar para frente.
— Não estraguem tudo. – Advertiu a Thompson mais velha, as outras entre tanto apenas assentiram desculpando-se.
Depois de quase quarenta e cinco minutos de pequenas descidas e subidas chegaram a uma colina onde dava vista mais para baixo da onde era feito a colheita do café.
— Uau. São muitos hectares. – Admirava o representante da turma. – Não tinha ideia de que fosse tão grande.
— Iremos colher de todos? – Resmungou uma das meninas que andavam com as Thompson.
— É claro que não. – Uma voz risonha pareceu. Uma senhora com seus sessenta anos. – Seria um abuso não é mesmo? Iremos fazer o necessário só para que saibam como funciona. – Sorriu à senhora.
— Sim. – Albarn se pôs a falar. – Estamos aqui pra ajudar. Me chamo Maka e estarei aqui para o que precisar. Assim como Kid e Crona. – Sorriu docemente fazendo com que a senhorinha também a retribuísse.
— Muito prazer. – Curvou-se brevemente. – Me chamo Midoriko. Conto com vocês então.
A tarde estava quente, onde se encontravam não havia sombra, pois estavam nos campos colhendo o café. Suar era inevitável. No relógio marcavam duas horas e vinte e três minutos apesar do cansaço a colheita havia se tornado divertida, os coordenadores da excursão haviam separado os alunos em grupos de quatro para que ficasse melhor para os guias ajudarem e auxiliarem os de mais.
Só mais um pouco, murmurava mentalmente. Só mais um pouco. Olhava nervosa pelo local, ninguém suspeitava do que ela estava prestes a fazer nem mesmo sua irmã que sorria ao colher os frutos indicados pela auxiliar. Ela não ia fazer nada de mais, era só botar medo, afinal ela tinha a avisado. Olhou Maka que estava alheia a qualquer coisa que se passasse pela cabeça da Thompson. Elizabeth não se achava errada. Não estava. Eu não estou. Ela tinha sido avisada. O suor correu pelo lado direito do seu rosto, estava nervosa.
— Agora. – Elizabeth balbuciou e as amigas se entre olharam.
— Ok. – Uma morena baixou o olhar. Levantando-se seguiu em direção ao professor Stain e pediu para que a ajudasse a levar as cestas com o café para onde tinham informado, de bom grado o professor o fez.
Assim como ela, outra de suas amigas movimentou-se pelo local e pôs-se a caminhar em direção a Maka e informou que Stain estaria na trilha a sua espera, mesmo que achasse estranho ela não questionou talvez o professor precisasse de algo e ela era a representante de classe nada mais certo que ele a chamasse. Com esse pensamento começou a andar até o local mencionado sobre o olhar atento de Lizz.
— Tem certeza loira? – A voz conhecida chamou sua atenção para o rapaz que se encontrava a alguns passos de si braços cruzados olhos serrados como de costume os cabelos pretos em contraste com a pele pálida.
— Asura. – Suspirou a garota levantando-se. – Tenho certeza. – O menino assentiu vendo-a sumir pelas folhagens da mata.
Seguiu pelo mesmo caminho que Maka estava a pouco, cautelosamente para que ninguém percebesse a movimentação e suspeitasse.
Maka parou em parte do percurso vendo que o professor não estava ali. Olhou em volta e esperou mais um pouco até sua atenção ser tomada por ninguém mais que Elizabeth e então a ficha caiu, a loira a sua frende deveria ter feito sua amiga ter inventado aquilo para si. Engoliu em seco.
— O que quer?
— Você deve se lembrar de que eu a avisei. – Maka estreitou os olhos. – Vai pagar por ter se metido no meu caminho.
E com aquelas palavras Maka só pode arregalar os olhos e defender-se da brutalidade com que foi atacada pela “colega” de classe. Elizabeth na primeira investida conseguiu jogar a Albarn no chão e agora se encontrava em cima da mesma. Maka erguia as mãos e desferia tapas e arranhões no rosto da agressora, mais do que sair dali Maka queria se ver longe do riacho, o que Elizabeth pretendia com aquilo? Não conseguia falar. A pressão em volta do seu pescoço a assustava. Precisava fazer alguma coisa e rápido. Viu a maior elevar a mão para logo choca-la em seu rosto o que doeu bastante, visto que ela faria de novo pôs-se a tentar girar o corpo fazendo aquilo que não queria.
Rolaram até poucos centímetros do riacho. Tentou levantar e correr dali, mas Elizabeth agarrou seu pé fazendo-a cair de novo. Maka olhou pra ela mais assustada do que antes os olhos da menina emanavam vingança era quase irreconhecível. Debateu-se. Poderia chuta-la, mas não queria aquilo.
— Pare! – Gritou. – Pare com isso!!
— Você vai pagar. Vai pagar por cada lagrima.
Elizabeth avançou sobre ela. Maka agarrou os cabelos da Thompson e ela começou a fazer o mesmo. Lagrimas caiam dos olhos esverdeados que não entendiam o porquê de tudo aquilo estar acontecendo. O que ela queria dizer com pagar cada lagrima de quem seriam essas lagrimas?! Elizabeth puxou fortemente os cabelos loiros da garota fazendo-a gritar. Uma pancada em sua cabeça fez com que ela fraquejasse e tudo ficasse lento e embaçado ao seu redor.
Longe dali Soul seguia pelo mesmo caminho. Estava de olho em Maka desde o momento em que a amiga de Elizabeth fora falar com ela. A representante saiu dizendo que Stain havia solicitado sua ajuda, mas momento depois o havia visto ajudando outra aluna, que também era amiga da fruta podre. Para ele aquilo não cheirava bem ainda mais quando não encontrou com o grupo. Alguma coisa iria acontecer. Um grito foi escutado seguido por um baque mudo. Correu o mais rápido que suas pernas conseguiam.
Asura estava agoniado, apesar de seu rosto sempre ser o mais sádico de todos naquele momento encontrava-se preocupado. Avistou o grupo que seria o da representante e sem pensar duas vezes andou até eles, percebeu que Black Star encarava o celular de modo estranho, aproximou-se.
— Black Star, o que ouve? – Indagou Tsubaki.
— Um torpedo de Soul. – Franziu o cenho. – S.O.S riacho. – Encarou a morena e antes que ela perguntasse algo foi interrompida.
— Vocês tem que ir pra lá! – Exclamou Asura. – É a Elizabeth.
— Minha irmã? – Patty que passava por ali com uma saca de café parou imediatamente. – O que aconteceu? – A menina perguntava, mas ninguém sabia responder ou realmente entender o que ocorria. Até que Tsubaki perdeu o folego.
— A onde está Maka?!
Depois daqueles questionamentos sem respostas começou uma correria para avisar aos professores do sumiço das duas integrantes. Patrícia chorava sem saber o que fazer não acreditando que a irmã mais velha pudesse passar dos limites. Tsubaki ficou ao lado da menor até que os de mais voltassem. Stain seguiu o caminho de folhas até o riacho, Black star estava mais a frente em passos mais rápidos seguidos por dois ajudantes do local.
Elizabeth olhava o corpo imóvel da garota agredida, parte do corpo em terra e a outra afundando na água pousou o pé sobre o quadril de Maka e empurrou para que o resto afundasse no riacho. Antes que o ato fosse concretizado alguém gritou seu nome e esta paralisou virando-se vagarosamente para onde a chamava.
— Se afaste dela! – O tom de voz agressivo ecoou novamente pelo ambiente. Pôs-se a escorrer pelo pequeno barranco até chegar perto de ambas empurrando Elizabeth de perto do outro corpo. – Oe! Maka! Acorde. – Soul pedia enquanto a balançava cuidadosamente com medo que a machuca-se mais do que aparentava estar. – O que você fez Elizabth! – O questionamento saiu de forma retorica. Os olhos carmins ardiam com aquela visão.
Passos pesados foram escutados por perto fazendo com que Soul erguesse a cabeça e visse as cabeleiras azuis, graças aos Céus o torpedo tinha sido enviado. Pediu para que chamassem a emergência o mais rápido possível. Enquanto toda a movimentação acontecia a Thompson não se pronunciou uma única vez. Stain a segurava pelo braço voltando com ela para onde os restantes dos alunos os esperavam. Assim que Patrícia viu a irmã entrar em seu campo de visão correu até ela mais o que se seguiu adiante ninguém esperava. O tapa estalou no rosto da maior o local ficando levemente avermelhado.
— Como pode? Você tem noção do que iria fazer?! – Tsubaki segurou os braços da menor que gritava sem parar. – Como pode!! – A morena a envolveu em um abraço que foi prontamente retribuído seguido de repetidos pedidos de desculpa.
Soul mantinha-se a uma distancia segura da agressora, não iria se responsabilizar de perdesse a compostura e fizesse algo a ela. Black Star encontrava-se ao seu lado oferecendo uma ajuda silenciosa. Os dois viram o ocorrido de longe. A ambulância chegou rápido ao local e colocaram o corpo frágil dentro do veiculo o albino ao seu lado, segurava uma de suas mãos, apreensivo. Aquilo era loucura.
O dia terminou mais cedo do que esperavam. Os alunos foram direcionados a voltar para os ônibus. Kid não se perdoava por aquilo ter passado despercebido por si, mesmo que Crona dissesse que não era sua culpa ele continuava dizendo que poderia ter feito algo.
No hospital Maka encontrava-se em um dos quartos do hospital entubada e desacordada, Black Star estava no quarto assentado na poltrona esperando que Soul voltasse o albino fora telefonar para a mãe de Maka teria de avisar sobre o ocorrido. Akari prendeu a respiração quando ouviu sobre o que tinha acontecido pegando o carro e dirigindo-se para o hospital.
Quando a matriarca entrou no local Soul levantou-se de imediato os olhos da maior encheram-se de água.
— O que aconteceu? – A mulher perguntou em um fio de voz enquanto acariciava o rosto da filha. O Evans baixou os olhos e começou a explicar o que sabia sendo ouvido atentamente.
— Desculpe... – Pediu ao final da explicação recebendo um olhar interrogativo da maior. – Eu não tomei conta dela como deveria...
— A culpa não é sua querido... – Sorriu-lhe tristemente. – Por hora volte para casa, tome um banho e descanse.
— Descansar é uma palavra difícil...
— Ao menos tente, sim? Tenho certeza que amanhã ela já estará acordada esperando para vê-lo – Sorriu Akari ao perceber o semblante avermelhado do menino. – Vou deixar vocês a sós. – Piscou-lhe um olho e saiu do recinto.
Soul riu minimamente e voltou a olhar Maka. Aproximou-se devagar depositando um beijo na testa enfaixada pedindo mentalmente que ela estivesse bem na manhã seguinte.
— Seja forte. – Pediu em um sussurro agora selando seus lábios rapidamente.
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