Reviravolta

10 Capítulo 10.


Notas iniciais
Postei e sai correndo, novamente.

Como previsto por Akari, Maka estava acordada no dia seguinte. Sendo medicada e monitorada vez ou outra. A única visita que tivera fora de sua mãe. No inicio da tarde Tsubaki e Black Star estavam no quarto conversando com a loira normalmente. Duas batidas foram ouvidas na porta fazendo com que os três olhassem para o local.

Soul então percebeu que algo estava errado, Maka não havia lhe cumprimentado e o azulado que se encontrava sentado na poltrona estava com a cara triste o olhar do albino voltou-se para a melhor amiga da paciente, que lhe sorriu tristemente.

— Tsu... – Sussurrou a garota. – Quem é ele?

— O que?!

O mundo do Evans não poderia ter caído de forma pior. Os olhos verdes encararam a surpresa dos carmins fitando-a. Isso não poderia ser verdade...

— Ela não se lembra de mim também. – Informou o azulado tristemente. Levantou-se e aproximou-se do amigo que ainda estava atônito com aquela informação.

— Maka... Não se lembra de mim? – A pergunta saiu com dificuldade e Tsubaki apenas negou com um aceno de cabeça. – Amnesia?!

— O doutor disse que pode ser temporário. – Tentou tranquilizar. Soul tinha quase certeza que todos naquela sala conseguiam escutar as batidas aceleradas do seu coração.

— Maka. – Aproximou-se daquela que em algum momento de sua vida queria como namorada encarou-a firmemente. – Realmente não se lembra de mim? – A garota negou com a cabeça. – Nada?! – Negou novamente.

Passou uma das mãos sobre os cabelos bagunçando-os na intenção de se acalmar. Aquilo não poderia ser verdade... Elizabeth. A mente gritou e todos os piores pensamentos se apossaram de si. A culpa era toda dela, a pancada na cabeça fora mais forte do que imaginou quando a viu desacordada, mesmo havendo essa possibilidade não achava que fosse para tanto. Estava enganado, afinal. O suspirou saiu pesado de seus pulmões.

O recinto continuou silencioso cada um imerso em seus pensamentos. Maka suspirou em certo momento chamando a atenção dos companheiros principalmente a de Soul. A loira então sorriu e riu ainda mais vendo o estranhamento do albino para si.

— Brincadeirinha...? – Sussurrou encolhendo os ombros assim que os orbes carmins se arregalaram em repreensão.

— Maka! – Foi à única coisa que Soul pode falar depois de se jogar na poltrona. – Como pode...

— Eu ainda achei que ela ia conseguir por mais tempo. – Lamentou-se o azulado recebendo um chute do amigo.

— Acho que é o sonho de qualquer um fazer isso com alguém. – Comentou a morena.

— Exatamente. – Concordou a loira.

— Vão se catar!

Após o quase ataque do companheiro, os quatro se puseram conversar e contar os fatos decorridos no dia anterior. Informaram que as medidas haviam sido tão rápidas que Elizabeth já tinha sido expulsa da escola, apesar de algo assim só acontecer depois de três advertências algo como o que ela havia feito era imperdoável. Patty havia se desculpado milhares de vezes aos amigos dizendo que não conseguiria encara-la para fazê-lo pessoalmente a Maka. Era compreensível.

Seriam necessário apenas de três a cinco dias para que a loira levasse alta o medico havia informado, medico esse que surpreendeu os quatro por ser seu professor de ciências e a eterna paixão de Maka.

— Vamos dizer que esse é um dos meus passa tempos. – Stain sorriu para os alunos. – Bom, o horário de visitas acabou. Só pode ficar aqui o acompanhante que passara a noite.

E assim o casal se despediu dos amigos e os deixaram sozinhos. Soul voltou seu olhar para a loira que se mantinha pensativa sobre o que havia acontecido, Elizabeth teria a matado se não tivessem a parado a tempo. Era inacreditável e tudo isso por quê?

Amor. Foi o que a irmã mais nova disse.

Ao que as explicações indicavam Patrícia sempre fora apaixonada por Soul, embora este nunca tivesse descoberto ela foi bem sigilosa... E por Elizabeth sempre a ver suspirar por um amor que nunca seria correspondido quis mexer os palitos e então, um empecilho chamado Maka Albarn interrompeu seus planos fazendo com que o albino se apaixonasse.

— Ainda assim... – Maka tentava entender até batidas na porta serem ouvidas dispersando-a de seus pensamentos.

A porta encontrava-se uma mulher de cabelos longos castanhos claro quase loiros e olhos azul piscina, Maka tinha certeza que nunca a tinha visto, mas seus traços lembravam alguém...

— Boa noite... Chamo-me Charlotte Thompson. – A senhorita Thompson sorriu tristemente sobre o olhar espantado dos adolescentes. Ela adentrou o local e fechou a porta atrás de si. – Eu vim aqui averiguar como está e lhe pedir desculpas... Não, por favor. – Pediu a mulher impedindo quaisquer que fossem as palavras de Maka.- Sei que só isso não será o suficiente, o que minha filha fez fugiu completamente... Fugiu totalmente do controle. Do nosso controle... – Ela mordeu o lábio inferior remoendo algum pensamento. – Elizabeth sobre de distúrbios desde bem pequena, e a única vez que deu indícios de algo mais agressivo foi também para proteger Patrícia quando era mais nova também e dai em diante ela vem tomando remédios controlados... – A mulher soluçou. – Peço perdão pelo mal que nossa família tem lhe causado. – Ela curvou-se diante dos dois.

— Senhora Thompson... Eu...

— Não precisa dizer nada... – A mulher sorriu ainda triste. – Eu vou indo, então. – Ela lançou um aceno de cabeça para Soul e saiu.

Os dois ficaram em silencio por alguns minutos depois que a mulher foi embora, soul voltou seu olhar para os da companheira que ainda encontravam-se intrigados. Ele se levantou e se sentou sobre a cama pegando-a desprevenida em um abraço apertado, afinal desde que chegara ali não a tinha sentido ainda.

— Esta tudo bem agora. – Ela anuiu o apertando também.

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MESES DEPOIS.

As férias de inverno chegavam carregando o frio e suas paisagens cinzenta. Os alunos estavam na quadra esperando ansiosos para que a cerimonia de encerramento encerrasse, literalmente. O diretor do Shibussen falava algumas palavras que eram ouvidas por meia dúzia de alunos. Assim que este terminou o burburinho começou, calor humano sendo trocado ali e aqui pelos amigos que não se veriam mais a partir daquele novo ciclo, também havia aqueles que mantinham o cronograma a risca para que se vissem com frequência até o novo ano que se iniciaria na esperança que caíssem na mesma classe. E no em meio aquela barulheira toda, algo os chamou toda a atenção.

— O grande eu pede a atenção de todos! – Black star se encontrava em cima do palco com o micro fone na mão, com a atenção toda para si ele procurou alguém em particular em meio a toda aquela gente. – Eu tenho algo importante para falar. – Pausa. – Tsubaki. – Pigarro. – sobre o olhar de todas estas testemunhas, eu gostaria de perguntar... Se você gostaria de se tornar a minha namorada. – Pediu sem rodeios.

A plateia foi ao delírio, à morena mantinha os olhos sobre Black star completamente atônita, Maka estava espantada com a ousadia do amigo assim como Soul que apenas piscava algumas vezes digerindo todo o ocorrido. E então a loira cutucou Tsubaki com o cotovelo.

— Ah, é... A resposta. – Ela falou com sigo mesma, encabulando-se ainda mais com o silencio que todos se uniram para fazer. – Eu aceito! – Ela sorriu abertamente e todo mundo explodiu em assovios e gritos eufóricos.

Black star pulou do palco e correu pelo mar de gente que ia abrindo caminho até a sua morena, agarrando sem demoras nos braços e beijando-a. Todos aplaudiam e parabenizavam o mais novo casal que ia tentando sair com dificuldade do local.

As semanas iam passando, o inverno ia sendo aproveitado pelo grupo das melhores formas, desde parques de diversões a banhos nas termas e passeios mais luxuosos por parte da família Hoshizoku. Assim como Tsubaki, Maka vinculava-se cada vez mais a família Evans, sendo prontamente aceita a medida com que ela participava ativamente dos eventos da família. Seu pai, ciumento de nascença apenas observava de longe e mandava ameaças àquele que tomaria sua filha dele, algum dia que sabia que não estava muito longe dali.

No natal os dois revezaram para que se pudessem aproveitar ambas as famílias e no Ano Novo as família se reuniram e comemoraram juntos na casa dos Evans, ideia muito boa que lhes causou boas lembranças para serem recordadas daqui a uns anos. Diferente do que Soul havia pensado, não havia sido uma ideia ruim, o casal pode conhecer mais a fundo um pouco de cada família.

E no festival de inverno, quando os fogos subiam aos céus e iluminavam a todos em um canto isolado Maka e Soul observavam o momento tão esperado por todos colorirem o ambiente até o albino chamar sua atenção.

— Algum problema? – Ela perguntou assim que viu o parceiro levantar estranhamente.

— Sim. – Concordou virando-se pra ela que mantinha as esmeraldas sobre si.

— Posso saber qual é então?!

— O problema é que eu não entendo por que demorei tanto pra fazer isso... – Ele suspirou e sorriu de final tirando uma pequena caixinha do bolso de sua hakama. Maka abriu a boca, mas sem pronunciar uma palavra se quer. – Maka Albarn, você aceita ser a minha namorada?

E antes que ele pudesse raciocinar ela havia o agarrado em um abraço apertado gritando muitas palavras em aceitação o fazendo rir. Afastando-a um pouco ele pegou a aliança prata e colocou em seu dedo anelar logo depois ela fazendo mesmo com ele. Maka deu pulinhos de alegria e o beijou sendo prontamente retribuída.

— Finalmente. – Ele suspirou fazendo com que ela o acompanhasse na risada.

E o terceiro ano começou com a correria de cursinhos auxiliares, preparação para o vestibular. O futuro os esperava e com eles as primeiras dificuldades. Soul seguiu sua vontade de ser medico, e seus primeiros anos de faculdade seriam fora do país o que apertou tanto seu coração como de namorada. Maka por outro lado dava duro para conseguir uma boa bolça de direito na cidade onde morava. Tsubaki iria também prestar para direito e Black Star iria cursar Engenharia Mecânica e de Armamento pois leva muito jeito para tal.

No final daquele ano eles se encontravam em uma despedida dolorosa. O aeroporto esta cheio o grupo estava em um misto de sentimentos. Maka sentiu sua mão ser apertada pelo namorado que encarava qualquer ponto adiante, receoso.

— Vai ficar tudo bem... São só alguns meses. – Tentou amenizar a situação.

— Três anos... Muitas coisas podem mudar em três anos sabia? – A menina riu.

— É verdade... Mas, não vamos pensar nisso agora esta bem? – Soul assentiu ainda que seu estomago estivesse o matando. – e você vira aqui nas férias e eu irei te visitar e também depois desse período você irá se formar aqui... – Ela sorriu ternamente para o namorado o confortando.

— Querida. – O casal olhou na direção de Akari que se encontrava ao lado de Spirit. – Quer um café?

— Sim, por favor. – A menina riu após o pai mostrar a língua para o seu namorado.

— Acho que ele nunca vai superar. – Comentou vendo-a concordar. – eles estão se dando bem não é?

— Sim, na medida do possível... Ele parece querer reatar as coisas, acho que mamãe ira lhe dar uma chance...

— Isso é bom.

— Sim, é.

— Tsu... – Reclamava Black Star. – Eu já disse que peguei tudo, fiz ate a lista que pediu. Se acalma, eu vou sobreviver. – O azulado abriu um de seus melhores sorrisos para namorada que não conseguia parar de se preocupar com seu bem estar durante a viagem e estadia em outro país.

— É o que todos nos esperamos, pelo menos. – Murmurou Soul ás costas do amigo levando uma cotovelada na costela de Maka. – Ai. Mas não é verdade?

— Me abraça. – Choramingou a morena sendo prontamente atendida. – Eu sei que vai ficar bem, só não exploda nada se não te pedirem tá.

— A fé de vocês em mim é admirável. – Retrucou Black star os fazendo rir.

“Ultima chamada para os voos... “

O grupo olhou um para o outro e soltaram sorrisos tristes. Abraçaram-se uma ultima vez aquele dia desejando tudo de bom e que, claro, ligassem assim que se acomodassem devidamente.

— Você vai esperar por mim não é? – Quis saber o Evans.

— Mais é claro que sim. – Maka confirmou o óbvio para o alivio de Soul dando-lhe um beijo de despedida.

— Você também vai né? – O futuro militar pegou a deixa das frases do amigo, fazendo a namorada rir.

— A quem mais? – Ela sorriu e selou seus lábios com os dele. – Até.

— Até. – Ambos disseram.

As duas amigas se abraçaram vendo uma pequena parte delas indo embora, as duas se entre olharam e sorriram andando de volta para o carro onde os pais de Maka as esperavam. E enquanto voltavam para a casa não podiam de deixar de pensar em todas as coisas que passaram até ali e no que mais o destino estaria planejando para suas vidas, ansiosas estavam, entretanto viveriam cada dia calmamente sem nenhuma pressa.

Cada dia, como uma grande novidade.

Notas finais
É, eu demoro, chego com esse cap super pequeno mostrando praticamente o fim da fic. E, é. Provavelmente o próximo será o último com algum bônus *coça a nuca um pouco acanhada* eu espero que tenham gostado. Eu não queria mesmo me prolongar mais, mas ao mesmo tempo queria deixar claro algumas coisas e etc. Nos vemos na próxima galerinha!!! ♥