Notas iniciais
Esta fanfic é bem diferente do que estou acostumada a fazer, porém me foi dito, na review de uma fic com os gêmeos, que deveria fazer uma Haruhi x Tamaki. Se estiver ruim, desculpem-me, não estou acostumada com este casal. ^^"
Não estou considerando os eventos do mangá e nem os episódios finais do anime.
- Boa leitura! o/

"Vejo uma revira-volta poderosa na sua vida, Suou. Kufufufu...”

Tudo começara com aquelas palavras de Nekozawa-senpai em um encontro repentino no corredor. Tamaki estava paranóico desde então, sempre fora supersticioso, aquela ‘premonição’ apenas lhe fez agir como se o mundo fosse acabar.

-Tamaki, remova já este cordão de alho do seu pescoço, vai afastar as clientes. –Reclamou o ‘rei das trevas’ do Host Club.

-Minha beleza estonteante será suficiente para disfarçar... E se eu me livrar disto talvez... Talvez... –O loiro tremia ao imaginar as atrocidades que lhe poderiam acontecer.

-BOO!!! –Gritaram os gêmeos Hitachiin fazendo com que o ‘king’ gritasse em desespero pulando no colo de Haruhi sobre o sofá.

-Filhinha, protege seu humilde pai, que está sendo perseguido pelos seus outros filhos desnaturados! –Reclamou em um choro exagerado. Enquanto isso, Hikaru e Kaoru riam desesperadamente, apoiando-se um no outro.

Não haveria atividade do clube naquele dia, haviam decidido fazer o planejamento para os temas do bimestre com antecedência, porém Kyoya parecia o único trabalhando. Não que Haruhi não quisesse ajudar, no entanto realmente não sabia planejar esse tipo de coisa.

-Tamaki-senpai, você pesa. –Avisou Haruhi, visivelmente esmagada.

-AAA!!! Estou ficando gordo! –Chorou mais ainda, encolhendo-se em seu ‘canto da depressão’.

-Não foi isso que eu quis dizer! –Irritou-se a garota.

Mitsukuni e Takashi haviam saído cedo para uma reunião de família, logo seriam somente eles cinco naquele dia. Renge deixara uma lista de temas úteis para Kyoya, com a qual ele trabalhava no momento. Alterado com a desordem no clube levantou-se de seu pequeno trono.

-Já que ninguém aqui está ajudando, irei terminar o planejamento sozinho em casa, e nenhum de vocês terá direito de opinar. –Anuncia, juntando suas coisas.

-Tudo bem por nós. –Disseram os gêmeos em uníssono.

-Ei! Kyoya-senpai, por favor, espere! –Pediu Haruhi, a moça temia ter de fazer alguma coisa muito embaraçosa. Se bem que cada dia naquele clube de anfitriões já era embaraçoso o suficiente.

-Me liguem mais tarde. Tamaki, isso é pra você! –Avisou, ignorando as súplicas da moça. –Estou indo embora.

-Melhor irmos também, Hikaru! –Pede o irmão mais delicado puxando o outro pelo braço.

-Mas não é seguro deixar a Haruhi sozinha com o tono! –Tentou argumentar, no entanto fora inútil, os três deixaram a sala de música.

Fujioka olhou ao redor, estava sozinha com Tamaki, ainda em seu cantinho. Aquilo era perigoso.

-Senpai talvez eu deva ir também... –Comentou.

-Não! –Gritou o exagerado líder do clube puxando a moça para um abraço inesperado. –Fique mais um pouco.

Tamaki corava ao dizer aquelas palavras, nem ele próprio sabia o que estava fazendo, sentia-se um ladrão furtivo aproveitando-se da solidão. A morena corou também, aquela aproximação não era comum de Tamaki, imaginou se devera correr, não queria fazê-lo na verdade.

-Tamaki-senpai, o Honey-senpai me falou umas coisas ontem... –Começou, separando seu corpo do outro.

-Ah? O Hani-senpai? O que ele disse? – indagou curioso.

-Disse que você gostava de mim... De um jeito diferente. –O loiro sentiu suas bochechas queimarem, por que se sentia assim?Haruhi o fazia sentir diferente... Ele deu um passo para trás.

-Er... Como assim?

-Ele falou que... –A menina, apesar de racional, também se sentia envergonhada ao falar deste assunto. – falou que...

-Haruhi.

-Huh? –Quando a jovem levantou seus grande olhos amendoados para encarar o loiro já era tarde demais. Sentiu a umidez da boca deste contra a sua, teve, por um segundo, vontade de empurrá-lo, porém não pôde... Não quis.

Suou Tamaki a estava beijando, muitas garotas em Ouran matariam para estar ali.Ou pelo menos para ver aquela cena. Visto que, até segunda ordem, ela era ,na verdade, “ele”.

-Desculpe, Haruhi... –Ele murmurou ao fim do ato. Estava tão vermelho quanto um tomate. – Eu não deveria ter...

-Tudo bem. –Ela o cortou, também corada. –Não me importo desde que não passe disso.

O rosto do ‘rei’ se encheu de luz.

-Quer dizer que...

— Sou de família, vai ter que tomar responsabilidade. –Avisou.

-Eu prometo! –Assentiu, com entusiasmo, segurando as mão da jovem.

-Sabia que prometeria. –Sorriu. –Acho que o Nekozawa-senpai estava certo desta vez.

A macumba dele tem poder. –Tremeu o loiro.

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Um pouco depois dos dois terem saído...

-Isso vai vender como água no deserto amanhã!!! –Comemorou Renge, deixando a sala carregando seu equipamento de filmagem.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!