Reverso
4 ♦ Capítulo 4
Notas iniciais
Reverso
By Amanur
Capítulo 4
...
A própria natureza humana exige que os homens se agrupem. A vida em sociedade é condição necessária à sobrevivência da espécie humana. E para o bom convívio, é necessário que eles tenham algo em comum. Principalmente nos dias atuais. Mas ela achava que aquele esqueminha patético de panelinhas existisse somente na escola. No entanto, quando Sakura entrou para faculdade, eis que se depara com aquele mesmo esquema. Uma lástima. Lamentável. Por que será que não é possível conviver com a diversidade?, pensou. No fim, isso só torna o homem ainda mais individualista. Cada um centrado no seu próprio ego, preocupado consigo mesmo. Se está no grupo certo, conversando com as pessoas que lhe farão alguma diferença, se tem o suficiente para se enquadrar no grupo que almeja, por que tem medo de ficar excluído, sozinho... E acaba não percebendo que deixam outros abandonados.
Por que será?, insistia em se perguntar.
Por que será que os ricos não se misturam com os pobres? Por que será que os playboys não se misturam com os rippies? Ou com os góticos? Por que os roqueiros não se misturam com as patricinhas? Por que as bonitas não se misturam com os feios? Ou com os nerds? Por que todo mundo tem que ser igual?
Ela planejava manter essa organização estúpida, de cada grupo em seu quadrado. Afinal, quem ela era para ditar como as pessoas deveriam ser? Mesmo achando tudo muito ridículo, isto é. Mas tudo mudou quando o viu entrar por aquela porta, na segunda semana de aula do curso. O cara que roubou seu fôlego apenas com sua existência. Apenas por estar ali, na mesma sala que ela. Justo ela!, que não acreditava muito nessa baboseira de amor a primeira vista.
Mas claro que as coisas não poderiam ser perfeitas.
Ele era um playboy mauricinho. Ironicamente, mesmo sendo ela mesma uma patricinha — embora não gostasse muito de admitir isso —, ela não gostava muito desse tipo de pessoas. Pessoas que julgam as outras pela aparência.
Sakura sempre teve tudo o que quis, mas seu falecido pai sempre lhe ensinou o valor das coisas.
Felizmente, o Itachi não era bem como os outros. E ela tentou se ater a essa idéia: para toda regra, sempre existe uma exceção. Pois ele meio que se mantinha neutro. Sentava bem no meio da sala, entre todos os grupinhos. Se mantinha sem distinção — exceto pelas roupas de marca Gucci que vestia, e o perfume Armani que usava. Mas ela soube de longe que ele era diferente. Que não tinha preconceitos, e falava com todos.
E por isso se apaixonara perdidamente pelo Itachi. Por que ele preenchia todos os seus requisitos. O rapaz fugia completamente do padrão masculino machista playboy. Não matava as aulas para ficar com as garotas que se enquadram em seu grupo e não perdia tempo falando sobre carros, nem sobre futebol. Ele não se exibia para os amigos, nem para ninguém. E ainda conseguia ser educado, simpático, sedutor, inteligente, sexy, cabeludo e... Como a Karin diria: gostoso. Ele era a perfeição materializada em carne e osso e deveria se sentir a mais sortuda do planeta por ter conseguido captar a atenção dele.
Mas por que não se sentia mais daquela maneira?
E agora era Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2001. Segundo semestre do segundo ano do curso.
Se Sakura soubesse que sua cabeça iria começar a dar reviravoltas a partir daquele dia, não teria ido ao primeiro dia de aula — depois das férias.
Ela já estava com um pé atrás por estar em Agosto, o mês do azar. Para a sua falecida avó, o oitavo mês do ano era o pior de todos. Mas até então, na verdade, Sakura achava que não passava de superstição boba de sua nana. Apesar de os primeiros dias da semana ser sempre de chuva ininterrupta, com muita ventania e trovoada, isto é. E ter que começar o dia com o pé na lama, por causa da chuva repentina que começou a cair antes de sair de casa, só poderia não ser um bom sinal.
Apesar de seu pai tê-la deixado na porta da faculdade, ela ainda conseguiu sujar sua bota numa poça d’água. Quando chegou em sala de aula, o professor já estava escrevendo alguma coisa no quadro negro. De fininho, para não despertar a atenção dele, ela sentou-se ao lado da Karin, vendo seu namorado do outro lado da sala.
Para não se desconcentrarem dos estudos, eles haviam combinado que não sentariam juntos nas poucas disciplinas que cursariam juntos. Pois ambos priorizavam os estudos.
E então, mais alguém entrou na sala, fazendo barulho com suas botas de salto baixo, grosso.
— Argh! Não acredito! Ele realmente voltou! — ouviu sua amiga resmungar, batendo a testa contra a mesa. Karin parecia realmente ter repulsa pelo cara. A própria não conseguia entender como ele conseguia ser tão desprezível.
Sakura olhou para frente, vendo um cara alto de cabelos lisos e botas de cano baixo por cima da calça jeans preta. Ele vestia uma camisa vermelha por baixo de uma jaqueta de couro preta. E fumava, soltando aquela fumaça tóxica para todos os lados.
O professor parou de escrever para olhá-lo. Cruzou os braços, franzindo o cenho, enquanto metade da turma se mantinha em silêncio e a outra cochichava.
— Olá, Sasuke. É um desprazer revê-lo. Quando vi seu nome na chamada, não quis acreditar... Mas cá está você, com toda sua glória, não é mesmo? — o homem lhe disse.
Sakura ficou de boca aberta, imaginando o que aquele rapaz poderia ter feito de tão terrível para causar tanto repúdio do próprio professor — considerado um dos mais calmos do curso!
Mas tudo o que Sasuke fez, foi sorrir de canto, passando a mão nos cabelos lisos.
— Fico feliz por ouvi-lo mencionar em minha glória! — ele respondeu, cheio de sarcasmo.
O professor se desfez da posição, o encarando mais seriamente.
— Cigarros não são permitidos em sala de aula... Já te falei mil vezes.
— E eu já falei mil vezes que pode beijar meu rabo, se quiser. Estou pagando por essa merda, então faço o que eu quiser. — ele passou pelo irmão, e lançou um beijo para ele.
Itachi não estava nada contente com a atitude grosseira do Sasuke, e Sakura o compreendia completamente. O cara realmente parecia fazer jus à má fama que tinha.
Na verdade, Itachi estava se remoendo de vergonha. Seu irmão não passava de um saco vergonhoso, ambulante, que só causava problemas para todos. Odiou quando ouviu o pedido do pai para que ele fizesse a rematrícula do irmão problemático. E não entendia por que seu pai insistia com o Sasuke. O cara era, obviamente, um caso perdido.
Sakura olhou para a Karin fazendo careta e pondo o dedo na goela, para demonstrar o quão desprezível o achara. Ela tinha toda razão quando lhe disse que os Uchiha não eram nada parecidos. Quando ouviu os boatos pela primeira vez, Sakura havia pensado que ela estivesse exagerando, mas agora sabia que não. O cara parecia ser desagradável da cabeça aos pés, com aquela sobrancelha erguida e olhar presunçoso — típico de quem se acha melhor do que todos.
No entanto, a garota congelou quando ouviu a cadeira bem atrás de si sendo arrastada. Engoliu a seco, e espiou por cima do ombro. Lá estava o Sasuke, sentado com os braços cruzados, pondo os pés sobre a mesa e cuspindo a fumaça de seu cigarro em cima dela. Muito charmoso!, pensou sarcasticamente. Virou-se para frente, praguejando mil e uma coisas.
— Para sua informação, — se assustou quando percebeu que, de repente, ele estava com os lábios quase grudados em seus ouvidos — eu também não te foderia nem que me pagassem!
Ele não sabia que estava falando com a cunhada?, ela se perguntou. Mas óbvio que não! Certamente, Itachi não o mantinha atualizado sobre suas relações.
E, então, o professor bateu com o apagador do quadro sobre sua mesa, pedindo atenção para a turma.
— Silêncio, por gentileza. E acomode-se em sua cadeira, Sasuke. Você não está mais na escola para fazer birras. E eu ainda posso expulsá-lo, como já fiz antes.
— Hum. Se ao menos eu me importasse com isso... — ele voltou para sua cadeira, jogando ruidosamente os pés sobre a mesa, desdenhando o professor. Para ele, seria até melhor se fosse expulso outra vez. Assim, achava que não teriam mais como poder voltar para a faculdade, já que um professor insistia em expulsá-lo. Seria tudo perfeitamente conveniente para ele.
Sakura revirou os olhos. Imaginou que o restante da aula se seguiria calma, e que ele iria esquecer tudo o que aconteceu, mas se enganou. O cara era mesmo infantil, um mala sem alça, e passou o tempo inteiro chutando sua cadeira, e jogando bolinhas de papel em cima da garota. Mas Sakura não fez nada. Ficou quieta, na sua. Respirava fundo toda vez que ele fazia algo, ignorando-o. Afinal, ela não era mais uma menininha para se deixar atingir por um moleque se fazendo de rebelde qualquer. Ela tinha maturidade suficiente para lidar com aquilo da forma mais pacífica possível.
Mas para o Sasuke, aquilo tudo não passava de uma bela perda de tempo e a vida era inútil mesmo. Ficou contando os ponteiros do relógio no alto do quadro negro do professor Yamato, enquanto tentava matar o tempo às custas daquela idiota que ousou lhe menosprezar. Afinal, quem ela pensa que é? Melhor do que ele? Rá! Ela bem que tentava ignorá-lo, fingindo que estava mesmo concentrada no que o Yamato dizia. Mas isso não importava, enquanto ele chutava os pés de sua cadeira ou atirava bolinhas de papel em cima dela, pois qualquer coisa era melhor do que ficar ouvindo aquele blah-blah-blah inútil, que não lhe servirá para nada. Aliás, todo o conceito de vida na terra lhe estúpido e inútil. Para quê trabalhar, estudar e se sacrificar aqui, acumulando bens materiais, para depois morrer e não levar nada consigo? Isso não lhe fazia sentido algum! Para Sasuke, a vida é a maior das inutilidades existentes, seja lá qual for o propósito de Deus — se é que existe mesmo um.
Do outro lado da sala, no entanto, Itachi se revirava sem parar em sua cadeira. Não estava conseguindo se concentrar, vendo o irmão importunar sua namorada. Quando entraram na faculdade, Itachi não tinha problema algum em conseguir se focar em algo, mesmo tendo o irmão inconveniente por perto. Mas agora, tudo era diferente. Agora ele tinha a Sakura.
Sasuke foi o primeiro a sair daquela sala de aula insuportável, quando chegou o horário para o intervalo. Foi até o restaurante para pegar algo para comer e beber — pois como havia acordado tarde, vendo filmes pornôs até tarde da noite, teve que sair de casa sem meter nada no estômago.
Ele já estava na metade de um sanduíche com meia lata de refrigerante misturada com um pouco do seu líquido transparente mágico, que sempre carregava dentro da jaqueta, quando uma loira e uma morena sentaram-se a sua frente, sorridentes, com bandejas nas mãos.
— E aí, meninas! — se ergueu para beijá-las no rosto.
— Sumido! — a loira lhe diz, com um leve soco em seu braço — Achei que não fôssemos mais vê-lo.
Sasuke deu de ombro, sorrindo de canto para elas.
— Eu não pretendia mesmo voltar... Mas acho que já está na hora de assumir minhas responsabilidades. — ele lhes diz, sinicamente.
— Responsabilidades? Hahaha... Me desculpe, Sasuke, mas não consigo imaginá-lo como um homem de responsabilidades! — o rapaz estava prestes a esboçar seu melhor sorriso, quando se deu conta de que havia se descuidado.
A morena pegou sua latinha para beber. Sasuke bem que tentou impedi-la, mas ela foi mais rápida. E quando se deu conta de que havia vodca, ela começou a rir. Sasuke piscou o olho para elas, enquanto a morena passava a lata para a loira.
— E aí, o que você vai aprontar hoje? — Hinata o questionou, bem na hora em que Itachi-estraga-prazeres sentou ao seu lado, tomando aquela lata da mão da Ino.
— Ele vai ralar o rabo estudando, por que a partir de agora ele corre sérios riscos de morar na rua, vivendo de esmolas, se não conseguir o diploma. — o cabeludo deu uma cheirada na lata, só para ter o prazer de lançar aquele olhar acusatório para o irmão irresponsável que tinha. E Sasuke odiava aquele olhar.
— Não, obrigado. Prefiro morrer atingido por um vaso sanitário na cabeça. — respondeu entre os dentes.
Sasuke quis socar a fuça do irmão ali na frente de todo mundo por ter dito aquilo na frente das garotas. Já bastava ter um pai controlador! Seu irmão não precisava tomar o lugar daquele velho insuportável. Mas enquanto o fuzilava com seus olhos, Itachi o lançou um beijo, como troco. E ele odeia como o Itachi gosta de se mostrar o melhor na frente dos outros.
Olhou de canto para as duas garotas, que os olhavam com espanto.
— Sérioooooo??? — Ino perguntou — Hahahahaha! Tadinhoooo! Sasuke, se você quiser, posso te dar umas aulas particulares! — ela certamente tinha segundas intenções, e ele sorriu por isso.
— Você é, sem sombra de dúvidas, uma excelente amiga, Ino. — Itachi encostou suas patas em suas costas — Mas deixe que eu mesmo vou ajudá-lo. Afinal, estamos nesse barco juntos.
Aí, o mais velho se levantou e cruzou os braços sorrindo para o irmão, fazendo um sinal com a cabeça lhe indicando a porta de saída do restaurante. Sasuke revirou os olhos, pegou o resto do seu sanduíche, piscou para as meninas, e o acompanhou para fora do restaurante se perguntando que baboseira ele iria lhe contar desta vez. Afinal, desde que voltou para casa, não trocaram uma só palavra.
— O pai teve que vender um terço de suas ações para o tratamento, mas ele acha que não vai conseguir se recuperar desta vez, Sasuke.
— E você quer que eu faça o quê, Itachi? Que eu chore pelo nosso papai querido? Sinto muito, mas você veio pedir isso para o irmão errado. — Itachi revirou os olhos, enquanto arrumava o elástico que prendia seu cabelo, logo após jogar aquela lata de refrigerante com vodca na primeira lata de lixo que encontrou pelo caminho.
— Eu nunca o vi falar tão sério, Sasuke. Ele vai te deixar na merda, se você não se cuidar. Se eu fosse você, consideraria o aviso desta vez. — e então, o mais velho se afastou do mais novo, caminhando a passos mais apressados, bem na hora em Sasuke viu a Karin passar com sua amiga estranha no saguão do prédio da faculdade. Ele percebeu como a garota olhou para o Itachi, com um sorriso idiota de criança apaixonada, enquanto seu irmão mal a cumprimentou. Provavelmente deve ter ficado de mau humor, como sempre ficava depois que eles se encontravam. Mas aquele encontro também não lhe era dos mais felizes.
Ele revirou os olhos, mas sem conseguir conter o sorriso. Passou por elas, esbarrando no ombro da menina estranha, sem olhar para trás. A ouviu resmungar algo, junto com a ruiva.
— Animal estúpido! — Karin brandiu.
Virou-se para ela.
— Hum? O que foi? Está pronta para um sexo selvagem agora? — sorriu.
Karin lhe mostrou seu dedo do meio, enquanto ele mesmo deslizava a língua pelos lábios, em divertimento à custas das duas.
— Tenho certeza de que meu dedo é mais habilidoso do que o seu, querida. Além de ser maior... Você sabe, certo? Penetra deliciosamente mais fundo! — sorriu, mais uma vez.
A ruiva revirou os olhos e deu as costas, arrastando sua amiga junto. Sasuke olhou para aquela bunda rebolar enquanto se afastavam. Enquanto entravam no restaurante universitário, ele correu para alcançar o seu irmão, que já subia as escadas para o segundo andar do prédio. Chegando na sala de aula, o encontrou conversando algo com Naruto, um dos caras que o acompanhava na bebedeira, depois das aulas. O cumprimentou com um gesto com as mãos, e puxou o Itachi para o lado.
— Ei, quem é aquela amiga da Karin? — perguntou.
— Por quê? Não me diga que está interessado nela também? Oh! Que grande choque, Sasuke. — ele fingiu surpresa, revirando os olhos logo em seguida. Mas para a surpresa do Sasuke, Itachi o empurrou contra a parede, o segurando pela gola da camisa, o sufocando — Mas deixe-me avisá-lo de uma coisa! Se encostar mais um dedo na Sakura, juro que o faço se arrepender de respirar.
O próprio Itachi estava surpreso consigo mesmo. Jamais havia confrontado o irmão daquela forma. Ele sempre dava de ombros para tudo o que o Sasuke aprontava, pois julgava o irmão indigno de qualquer esforço. Mas imaginá-lo encostando o dedo em sua namorada era algo que não poderia aceitar de modo algum. Por tanto, sentir seu sangue ferver nas veias foi tão impressionante para ele quanto para o Sasuke, que o olhava espantado com a falta de controle repentina do inabalável Itachi.
Assim que conseguiu pôr as idéias em ordem, Sasuke apenas soltou uma gargalhada estúpida, debochando de cara de paspalho do irmão.
— Deixe-me ver se entendi direitinho mesmo essa história... Você está dizendo para mim!, eu, Sasuke, que a guria é... Tipo, um fruto proibido? Hum... Interessante, Itachi... Isso é muito interessante! — Sasuke o empurrou para longe de si, vendo que além do Naruto, Neji e Gaara estavam rondando os dois, prontos para apartarem qualquer eventual briga que pudesse surgir entre os dois.
Deu de ombros, foi até a sua mesa para pegar seu capacete, que havia deixado sobre a cadeira, enquanto Itachi se remoia por dentro, rangendo os dentes. E, então, sem dizer mais nada, continuou com o meu caminho para fora da sala.
Sasuke era louco para dar uma surra bem dada no irmão paspalho, songa-monga, capacho, puxa-sacos, molenga... — tinha um monte de adjetivos para lhe dar! Afinal, se o irmão tivesse se unido a ele naquela rebelião contra o pai autoritário, nada daquilo teria acontecido. Mas como nunca tinha encontrado motivo suficiente para isso, nunca encostou no irmão. E por isso, agora, Sasuke sorria. Finalmente encontrou o que queria.
— Vai matar a aula, Sasuke? — Itachi ainda o interrogou, mas sem saber por que. Pouco se importava com o que o idiota fazia. No entanto, Sasuke apenas o ignorou.
Não devia satisfação a ninguém.
Foi até o pátio da faculdade, para puxar um cigarro até o horário da próxima aula, que levaria mais uns cinco minutos. Ele estava seriamente considerando matar as próximas aulas, sim, já que lhe seriam completamente inúteis mesmo. Além disso, seu capacete já estava ali, pronto para partir, em suas mãos. Afinal, não tinha a menor vocação para administrar os negócios do seu pai. Muito menos junto com o seu irmão.
Terminou o cigarro, enfiou o capacete na cabeça e foi correr pela cidade vizinha, talvez. Lá tinha coisas mais interessantes para fazer.
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