Reverso

27 ♦ Capítulo 27


Notas iniciais
Mais um. Boa leitura!

Reverso

By Amanur

Capítulo 27

...

Por definição, abandono significa a desistência, renúncia, ou ainda o desprezo a alguém ou alguma coisa. Sakura sentiu-se deixada para trás, novamente.

Mais duas semanas se passaram, desde que soube da mudança de Sasuke. Na aula de estatísticas, ela enrolava uma mecha do cabelo no dedo, pensando no que fazer. Estava se sentindo frustrada e até mesmo decepcionada com as atitudes do Sasuke. Ela teria preferido até mesmo que ela a insultasse, chamando-a de imunda, ou qualquer outra coisa do tipo, do que ter simplesmente desaparecido. Depois de tudo, ele deveria ter lhe dito algo, ao invés de simplesmente se afastar. Ela não achava justo aquele silêncio.

Enquanto observava os ponteiros do relógio no alto da parede da sala de aula, ia repetindo em sua mente o que queria fazer, apesar da falta de coragem. Pelo menos uma vez na vida, ela deveria fazer algo por si mesma, quebrando as barreiras que os anos de submissão lhe imporam na mente.

Ao longe, Itachi também percebeu que a gorota andava distraída demais, nos últimos dias. E ele também havia notado a mudança de comportamento de Sasuke. O mais novo, até mesmo, parecia mais magro, além de abatido. Mas Itachi nada disse na esperança de que, talvez, conseguisse de volta a namorada. Mas vê-la andar pelos corredores como se mais nada a rodeasse, o fez repensar.

Ao final daquela aula, Sakura pediu à Karin que lhe desse carona em seu fusca a um lugar. Sakura foi dando as instruções de onde a ruiva deveria seguir pelas ruas, até chegar em frente ao prédio em que Sasuke a levara depois da primeira corrida em que a levou. Karin não sabia o que a amiga pretendia, mas suspeitou que tivesse algo a ver com Sasuke.

— Eu torço por vocês, Sah! Mas sei que é complicado entender como a mente das pessoas funciona. Cada um tem suas limitações, e ninguém pode julgá-las. Além disso, a tolerância é uma dádiva de poucos, mas não deixe que seja lá o que estiver entre vocês, separe vocês. Até mesmo a Ino viu que vocês devem ficar juntos. Vocês foram feitos um para o outro, mas só vocês ainda não perceberam isso...

— Você tem falado sobre mim com ela? — cruzou os braços, se sentindo levemente ofendida, e Karin deu de ombros.

— Ela não é tão bruxa quanto parece ser... Ok, talvez seja um pouco! Hehe. Tá, agora dê o fora do meu carro, pois eu preciso ir trabalhar. Recebi um pedido grande para fazer bonecas, para vender em uma loja de artigos de manufatura, e tenho prazo de entrega. Mas estou super feliz com isso! — a ruiva sorriu. Era bom ter algo para ocupar a mente.

Nos últimos dias, ela tem pensado em largar a faculdade para se dedicar mais à criação de suas bonecas. Afinal, nada mais a prendia ali naquele lugar. Mas cursar administração, ainda poderia lhe trazer vantagens, caso algum dia resolva abrir a própria loja, como andava pensando ultimamente. Ela pensava em contar isso para Sakura, mas ao ver que a amiga andava meio no mundo da lua com os próprios pensamentos, resolveu não perturbá-la.

Mas antes de Sakura descer do carro, Karin a chamou.

— Uma vez me disseram que pouquíssimas são as pessoas que realmente têm capacidade para amar. A maioria apenas sente carência de afeto... Eu não sei, mas acho que esse não é o caso de vocês dois, Sah. Sabe aquela estrela maior que vemos no céu? Sabemos que ela é diferente por que ela tem um brilho diferente. E quando vocês estão juntos, vocês parecem diferentes...

Sakura se perguntou sobre isso. Talvez a amiga estivesse errada. Ela se considerava muito carente de afeto, principalmente materno. Mas por que nunca se sentiu tão apegada ao Itachi, ou a ninguém mais? Como Karin achava, ela parecia não gostar de ninguém, sempre reclusa em seu próprio mundo.

A garota lhe deu um beijo no rosto, e saiu do fusca sem dizer nada, pois não tinha mais certeza de nada. Tudo dependeria agora da resposta dele. E então, lá estava ela, se sentindo minúscula diante daquele enorme prédio, logo após ver a amiga partir.

Era sexta-feira, e Sasuke se arrumava para ir à empresa, quando o porteiro o informou que a rosada estava subindo no elevador. Sentiu frio na barriga ao pensar em revê-la. Ele teria pedido ao homem para não deixá-la entrar, inventando alguma desculpa, mas ficou tão supreso ao saber de sua visita que apenas murmurou um “ok”. E agora se arrependia, por não saber com que cara deveria olhá-la.

O ar escapou do pulmão quando abriu a porta e a viu parada alí. Sakura lhe parecia mais linda do que conseguia lembrar. Ela vestia uma saia preta, com um colant também preto, justo no corpo, com sandálias nos pés. Mas teve que desviar o olhar para conter a vontade de abraçá-la e beijá-la.

E Sakura sentia o corpo todo estremecer. O moreno estava vestido em uma camisa e calça social, que não combinava com ele. Mas não pôde negar que gostou do novo visual. E ambos ficaram em silêncio, sem saber o que dizer. A garota, então, suspirou, tentando lembrar-se o que veio fazer ali. Enquanto subia no elevador, se deu conta de que era ainda mais imperfeita do que já se julgava ser. Lentamente, ela começou a esboçar as palavras.

— Eu nunca me despedi apropriadamente do Itachi... Terminei com ele sem dizer nada. Acho que agora entendo um pouco como ele se sente. Quando descobri que você até mesmo se mudou, sem me dizer nada, senti como se você nunca tivesse realmente se importado comigo. Acho que, talvez, ele se sentiu assim... E isso não é verdade! Eu me importo com ele. Ele apareceu em minha vida em um dos momentos mais críticos. Foi justo quando ninguém ousava chegar perto de mim, talvez por que eu mal olhava para os outros. Somente ele e a Karin ousaram. Na escola, os meus colegas achavam que eu era metida demais para falar com eles... Mas não era isso, eu apenas me mantinha afastada dos outros por que não conseguia me aproximar deles. Eu não sabia como... Sempre que eu tentava algo, a conversa que eles tinham parecia algo de outro mundo para mim. Falavam de festas, bebidas, viagens... coisa que pouco fiz... Acho que eu deveria ter dito ao Itachi que me importo sim com ele... Mesmo que nossa relação nunca tivesse sido tão profunda assim... Eu não contei a ele nem um terço do que eu contei para você, Sasuke. Mas ainda assim, eu o considerava meio que meu anjo... Justamente por ele ter aparecido naquele momento. Justamente por ele ter quebrado a escuridão da solidão que me envolvia... O Itachi merece saber a importância que tem para mim. E isso é o mínimo que devo a ele. Além disso, não quero que ele pense o contrário. Não quero que pense que simplesmente o abandonei; que o esqueci. Ele já é parte de mim. É alguém que fez parte da minha vida e jamais o esquecerei, e jamais poderei abandoná-lo... — ela fez uma pausa, desviando o olhar dele, enquanto Sasuke olhava apenas para os próprios pés enquanto a ouvia falar sem parar. Ela queria entender o que estava se passando na mente dele, enquanto a ouvia, mas sua expressão era indecifrável — Mas acabei de me dar conta de que eu sou muito hipócrita mesmo... Eu vim para lhe exigir um motivo. Uma explicação, mínima que seja, acho que é o que eu mereço, depois de tudo, não?

Sasuke não respondeu prontamente, porque estava tentando controlar as emoções. Ela tinha toda razão. E sabia que ele também não foi justo. Às vezes, à noite, ele pensava em ir até a casa dela para dizer algo, mas sempre desistia da idéia por não saber o que dizer. Se ele tivesse dito antes suas razões, ele sabia que ela não o deixaria partir. Mas agora, ali, diante dela, a vontade que tinha de abraçá-la superava qualquer racionalismo. Ele sentiu falta de olhar para ela; sentiu falta de ouvir a sua voz; de sentir seu perfume, e seu calor em suas costas. Sentiu falta de conversar com ela. Além disso, aquele apartamento se tornara frio, e grande demais para ele. Sempre que deitava na cama, lembrava dela ali, dormindo em seu roupão. E tentava tocar a imagem dela que vinha a sua frente. Mas sempre que sua mão tocava o colchão, sentia o peito apertar, lhe faltando o ar. Várias vezes, por pouco, desistiu da idéia de se manter distante. Mas ao lembrar que era para o bem dela, ele firmava os pés no chão.

Mas agora ela estava ali, atrás dele. Aquilo significa que ela também havia pensado nele, durante todo aquele tempo. E então, ele a olhou nos olhos, para certificar de que ela parecia tão exausta quanto ele se sentia. E de fato, Sakura tinha olheiras, conseqüência das noites mal dormidas — por quebrava a promessa de nunca mais chorar, toda vez que lembrava dele.

Suspirou. Mas quando abriu a boca para esboçar alguma coisa, ela o surpreendeu, lhe entregando uma folha de papel dobrada, tirando da mochila.

Ele a olhou sem entender, mas logo compreendeu que deveria abri-lo. Havia um poema escrito à mão, com a bela caligrafia dela.

“Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar
senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença
é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto
existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa
suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém
porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente,
a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.”

Ele a olhou, sentindo novamente aquele aperto no peito lhe escapando o ar.

— Diga que você sente o mesmo. — ela sussurrou.

Ele levou mais alguns segundos, hesitando, antes de começar a se explicar. Precisava se certificar de que ela realmente estava ali.

— Se a esquecer, não terei mais vontade de tocá-la... Foi o que eu pensei. E se eu não tiver vontade de tocá-la, você não se preocuparia com o seu problema, achando que eu não fosse capaz de manter qualquer relação contigo. Eu tentei me pôr em seu lugar, imaginando o que pensaria ao me rejeitar. Você acharia que eu iria desistir de você só por que eu não teria sexo com você e, talvez, acabaria fazendo alguma bobagem, como fez com o seu padrasto. E eu não quero que você se force a nada só para me agradar, Sakura... Não quero que se torture com isso... Não quero que você reviva todo o seu pesadelo, toda vez que eu quiser tocá-la. Muito menos quero que você tenha medo de mim, como você teve daquela vez, quando a levei para ver o arco-íris. Não quero que você o veja, quando eu a tocar.... Por que eu vou querer tocá-la... Essa foi a única maneira que consegui pensar em te ajudar. Mas agora eu vejo que fui estúpido... — ele sorriu de canto, para si mesmo, se dando conta do quão cego foi — Eu não preciso de sexo para me relacionar contigo. Estando ao seu lado, acho que já me basta... Apagando a sua ausência já é o suficiente, Sakura. — ele fez menção em tocar o rosto dela, mas logo se esquivou, por receio da reação da moça.

E ela apenas acompanhou o movimento da mão dele com os olhos, sem alterar sua expressão.

— Você foi estúpido por pensar somente em mim. Do que adianta ajudar os outros se não consegue ajudar a si mesmo... Já se olhou no espelho? — a garota disse.

— E você consegue fazer isso?

— Não... E talvez seja por isso que deveríamos ficar juntos... Para um ajudar o outro. Do que adianta estar ao lado de alguém para não apoiá-la, e receber apoio em nada? O bom do relacionamento é que você nunca estará sozinho. Sempre me terá para te apoiar. Só que um relacionamento é como uma via de mão de mão dupla, Sasuke. Vai e volta. Você me ajuda, e eu te ajudo... Mas se você achar que o fardo for pesado demais, pelo menos me avise.

E então, se fez silêncio naquele corredor. Os olhos olharam para os pés, meio constrangidos pelas confissões, meio exaustos pela pressão que sentiam, meio receosos de como poderia acabar aquela conversa. Até que ele decidiu invadir o espaço silencioso.

— Eu queria poder te mostrar o que sinto, por que não sei dizer o que sinto.

Ela o olhou de canto, lembrando das últimas palavras da amiga, minutos atrás. Mas não conseguiu olhar para ele, ao dizer aquelas palavras.

— Você acha que pode ser amor?

— Não sei... Nunca senti isso antes. Mas ainda bem que você veio... Por que não sei se agüentaria mais um dia. — suas palavras saíram em tom baixo, quase inaudível por acanhamento.

Ela se aproximou dele, se pôs nas pontas dos pés, e o beijou. Ele a abraçou, suavemente, mas selando as mãos nas costas dela como se para nunca mais se distanciar da garota. Para lembrar a si mesmo que ela encaixava-se perfeitamente em seus braços, e somente ela deveria estar ali. O beijo foi suave, sem pressa. Mas quanto mais tempo passavam abraçados, mais ela se aproximava dele.

Sasuke tinha razão quanto a ela temer o fim do relacionamento por não conseguir se entregar a ele. A mesma coisa aconteceu quando estava com Itachi. Mas errou ao dizer que ela teria medo dele, pois sabia que ele não a machucaria. Ela apenas saiu correndo da primeira vez por que foi pega de surpresa. Mas talvez, se a iniciativa partisse dela, a situação fosse diferente. Como na vez em que se despiu para ajudá-lo a tomar banho.

Depois, Sasuke a levou em sua moto para casa, e partiu para a empresa com a promessa de que voltaria para vê-la mais tarde. Mas o tempo se tornou seu inimigo mais uma vez, se passando lentamente. Quanto mais olhava para os ponteiros do relógio, mais lento ele parecia. Ela ainda tentou se ocupar com alguma coisa, mas nada funcionava para afastar a ansiedade em revê-lo.

Quando chegou em casa, seu padrasto notou a inquietude da garota. Ela andava de um lado para o outro em seu quarto, depois de arrumá-lo. Então, o homem se encostou na porta do quarto dela, cruzando os braços.

— O que houve? — ele perguntou, desconfiado.

Ela se assustou com a presença dele, se virando em um salto.

— Nada! — respondeu, defensiva demais. E ele cerrou os olhos, suspeitando. Mas ela manteve o olhar erguido, como se o desafiasse a algo. No entanto, no fim, ele acabou cedendo, e deu as costas. Sakura sabia que apesar do autoritarismo, ele tinha medo dela. Tinha medo que ela o denunciasse pelo que fez. Mas ela nunca contou nada a ninguém, por acreditar na importância da família unida, além de se considerar culpada. Seu pai biológico já havia as abandonado, e sentiu na pele a desestruturação no relacionamento que isso causou. Se esse homem também fosse embora, temia o que poderia acontecer — ainda mais agora, que sua mãe parecia cada vez mais debilitada pela depressão.

Enquanto isso, na empresa, Itachi notou a mudança repentina no humor do irmão. Sasuke chegou em sua sala, esboçando aquele velho sorriso de deboche. Mas desta vez, no entanto, ele zombava de si mesmo, se perguntando como pode ter sido tão estúpido. Ela tinha toda razão. E achou engraçado, até mesmo irônico, como tudo aconteceu. Jamais, em toda sua curta vida, se imaginou dizendo aquelas palavras. E para ele, o dia se passou rápido demais. Queria que aquele momento no corredor de seu apartamento tivesse durado mais. Queria que a sensação de tê-la em suas costas, em sua moto, tivesse sido mais longo. E achou engraçado como as coisas pareciam funcionar para ele. Durante esse tempo em que esteve longe dela, tudo parecia dar errado. Cortava-se sempre que ia fazer a barba na frente do espelho; queimava a comida no fogão; errava a assinatura que precisava fazer na empresa; discava números errados, quando precisava telefonar para alguém... Mas aquele dia não. Tudo ocorreu perfeitamente bem, por que ele se sentia bem.

E então, o expediente acabou, e ele voltou para revê-la às dez horas da noite. Mas Sakura já o esperava na esquina da rua, por que a impaciência não lhe permitiu ficar em casa. As paredes brancas lhe sufocavam e pareciam encolher, comprimindo-a, sufocando-a. Portanto, seu coração deu um salto quando identificou o som da moto dele se aproximar. Ela estava sentada na mureta da casa da esquina, com a perna balançando, quando ele parou em frente a ela, oferecendo um capacete preto.

— O que aconteceu com o cor de rosa? — ela perguntou, antes de alcançá-lo.

— Andei fazendo uma pequena pesquisa sobre cores, e descobri que o preto além de se uma “não cor”, o que imagino que lhe tenha inspirado a se vestir assim, sempre de preto, pela a ausência que ela implica... O preto também simboliza o poder, a sobriedade, a sofisticação e elegância. Também pode sugerir silêncio, e, quando brilhante, confere nobreza. Mas sabia que, em algumas culturas orientais, o preto, na verdade, simboliza a vida ao invés da morte?

Ela cerrou os olhos, desacreditando nele. Mas ele sorriu de canto.

— Eu preciso de você viva para me ajudar, Sakura. E preciso de você viva para te ajudar também. Não posso ajudar alguém que já está morta... Não tenho poderes mágicos. Sou apenas um mero mortal.

Ela sorriu de leve, meio sem humor. Mas pensou que, talvez, ele fosse capaz de ajudá-la sim, apenas com sua presença, como ele mesmo havia dito. Tapar o buraco de sua ausência já estava lhe sendo bastante reconfortante.

Sem dizer mais nada, ela pegou a capacete novo, e o encaixou na cabeça. Subiu na moto e se abraçou a ele.

— Para qual destino devo levar a senhorita? — ele indagou.

— Itachi. Preciso falar com ele.

Ele engoliu a seco, mas consentiu. Sasuke entendeu perfeitamente as palavras que ela havia dito antes, e compreendeu como ela se sentia. Pois também ele já havia provado o gosto que o abandono causa no corpo, quando pensava que sua mãe havia os abandonado. E se havia algo que ele ainda poderia fazer pelo irmão, só poderia ser isso!, pensou.

Notas finais
Algum comentário?
Eu sei que prometi que revelaria as outras coisas dela nesse, mas nao rolou ainda.. mas no próximo acho que rola.. inclusive o hentai! :D
Ps: o poema se chama Ausência, e pertence ao senhor Vinicius de Moraes! :) Ele não está inteiro aí, por que havia uma parte que falava da terra dele, onde ele nasceu, eu acho.. como nao tem muito a ver com a historia, eu cortei ela..
Ah!! Falha minha... Devo dar crédito à parte em que a Sakura fala sobre o relacionamento ser uma via de mão dupla, para a minha guru lovely_cherry T__T na maior cara de pau, eu copiei nossa conversa mesmo!! uhauiahai T__T FAIL! I know!