Reverso

19 ♦ Capítulo 19


Notas iniciais
Tcharam! Consegui escrever um capitulo inteirinho hoje! :D
Boa leitura!

Reverso

By Amanur

Capítulo 19

...

Quando Sakura era pequena, sua avó lhe disse que as suas lágrimas se transformavam em estrelas no céu. E ela costumava chorar bastante quando era pequena. Principalmente depois que sua avó se foi. Mas ainda bem que o universo é infinito!, pensou. Se não, não haveria mais espaço para ela sorrir, por que estaria cercada por lágrimas cintilantes por todos os lados, lembrando-a o quão grande era o tamanho de sua tristeza.

Mas agora ela não chorava há quase um ano. Ao final de Agosto, ela completaria o primeiro ciclo, desde que decidiu formalmente não chorar mais. Bom, de fato ela ainda se lembrava daquela noite chuvosa, em que chorou enquanto vomitava no pneu da moto do Sasuke. Mas dizia a si mesma que aquela vez não valeu, por que estava sob o efeito alcoólico, que dominara suas emoções. Só faltava esperar que esse mês de Agosto passasse. Mas não que ela fosse abrir mão de sua decisão quando um ano completasse. Ela pretendia nunca mais chorar, por que estava farta disso. Ela havia dito a si mesma que, a partir daquele dia, seria mais forte e agüentaria tudo sem problema algum, como um adulto deveria fazer. Mas isso, na verdade, era apenas a forma que ela encontrou para acreditar que ainda tinha algum controle sobre si mesma. Por que, às vezes, o sufoco preso na garganta e a fraqueza era tanta, que ela precisava se deixar descontrolar um pouco para aliviar a pressão que sentia.

Mas ela não era a única no mundo que sofria com algum problema, é claro. E Sakura sabia muito bem disso. Tanto que repetia isso em sua mente, como se fosse um mantra, todas as noites. Ela ficava na esperança de que o sofrimento dos outros a fortalecesse também. E ela sabia que era egoísmo da parte dela pensar assim, mas ela se sentia agradecida por outras pessoas sofrerem ainda mais do que ela. Afinal, sem os fracos não haveria os fortes.

E aqui estava ela, em estado de choque, olhando no fundo dos olhos negros do rapaz. Por que não imaginava que o Gaara fosse capaz de voltar a falar, já que arrancou a ponta da língua dele. Ou não arranquei? Ou teria sido insuficiente?, indagou-se. Mas ele poderia ter escrito algo também!, lembrou. Como foi ingênua!

— Eu te contei um segredo meu, que ninguém mais nesse mundo sabe! Você me deve um, Sakura. — Sasuke lhe disse.

Ele via o estado inerte em que ela estava. E percebeu o quão constrangida ela devia se sentir ali, diante dele. A garota sequer conseguia olhar nos olhos do rapaz. E então, ele viu aquela mesma expressão que ela havia feito quando entrou na banheira com ele, como se estivesse sendo sufocada por algo. Como se alguém pressionasse com força a garganta dela, para que parasse de respirar.

Mas Sakura não ia conseguir dizer nada. Era embaraçoso demais. Ela queria, mas não conseguiria. Ela precisava contar a alguém, na verdade, mas tinha medo dos julgamentos a seu respeito que pudessem fazer. E, por algum motivo, ainda tinha medo da reação dele.

Então, tudo o que ela conseguiu fazer foi pegar sua mochila e sair correndo rua afora, como uma criança que fugia dos pais para não apanhar. E, de qualquer forma, já estava tarde mesmo, e a chuva estava se aproximando, novamente. Ela precisava chegar em casa logo para não preocupar seus pais. E nem olhou para trás para não piorar a situação.

E Sasuke ficou ali, parado, vendo-a se distanciar, se sentindo muito puto com ela. Não era justo deixá-lo ali sem respostas. Ele entendia que pudesse ser difícil para ela, mas também não era como se fosse a coisa mais fácil do mundo para ele fazer também. Caso contrário, teria saído por aí, berrando aos ventos todos os seus segredos e problemas. Aliás, o fato de se chamar “segredo” já implica o ato ou circunstância que deve ser mantida oculta.É algo que não se revela ou não se deve revelar a outrem.É umconhecimento que se guarda para si ou que se comunica a alguém apenas confidencialmente.Como fizera, mas não foi retribuído.

Eram sete da tarde, quando Sasuke botou os pés dentro de casa. Itachi não havia chegado ainda, e foi direto pegar uma garrafa de tequila que tinha na geladeira. Trancou-se sem seu quarto, deixando o volume do seu aparelho de som ao máximo, e tirou o último cigarro do seu fumo que escondia no criado mudo.

No dia seguinte, Sakura foi uma dos primeiros alunos a chegar em sala. Mas antes de pôr os pés na lama, para sair do carro, seu pai ainda foi enfático.

— Esteja me esperando aqui ao meio dia. O fotógrafo estará nos esperando.

— Ok.

Todo ano a empresa de seu pai promovia campanhas sociais para ajudar um hospital infantil, que cuida de pacientes com leucemia. Como dono de uma das maiores indústrias farmacêuticas do país, ele sempre fazia doações de medicamente e outro produtos que o hospital necessitava. E para ajudar na imagem da empresa e da campanha, ele tirava fotos anuais com as crianças para os jornais e revistas. E fazia questão que sua família estivesse sempre presente.

Enquanto saía do carro, após receber o beijo na testa de seu pai, Sasuke e Itachi chegavam juntos no sedã do mais velho. E do outro lado da rua, chegava Karin em seu velho fusca.

Itachi fingiu não ter visto a rosada, mas Sasuke olhava bem para o carro bacana do pai dela se afastar, após a garota ter entrado no prédio.

— O que você sabe sobre os pais da Sakura? — perguntou.

Itachi o olhou de canto, enquanto fazia uma manobra para estacionar o carro numa vaga do estacionamento.

— Sasuke, acredite quando eu digo que posso te derrubar no chão! Não teste minha paciência.

— Eu só fiz uma pergunta! — resmungou.

— Sobre a minha namorada!

— Tem certeza que ela é sua namorada? Eu não nunca vi vocês juntos, uma vez sequer!

— Não se meta onde não é chamado!

— Você sabe que ela é carente? — insistiu.

— Hã?

Sasuke revirou os olhos, se perguntando o que diabos ela viu nele. Itachi era incapaz de demonstrar qualquer coisa. Mas o cabeludo sabia muito bem sobre o que seu irmão lhe falava sim. Afinal, namorou a moça por um ano, e já havia percebido que a garota tinha dificuldade para expressar certas coisas. Só não gostava de saber que seu irmão já havia tido algum contato mais íntimo com ela, para ter percebido isso em tão pouco tempo, enquanto ele mesmo havia levado uns bons meses para descobrir isso. Na raiva, ele puxou o freio de mão com tanta força que quase o arrancou.

Mas ao ver a ruiva passando pelo portão com seu guarda-chuva nas mãos, Sasuke desceu do carro às pressas, tentando se proteger da chuva com sua jaqueta, deixando seu irmão para trás. Quando a alcançou, puxou a Karin para um canto abrigado da chuva, e onde não fossem vistos.

— O que pensa que está fazendo? — ela o indagou, sem entender o que o moreno pretendia.

— O que você sabe sobre os pais da Sakura? — perguntou.

A ruiva cruzou os braços, e ergueu a sobrancelha.

— Por que você quer saber?

— E por que eu não posso saber? — ele fez o mesmo, cruzando os braços, encarando-a.

Karin o olhou de canto, mas desviou o olhar, em seguida. Não conseguia manter seu olhar diante dele por muito tempo.

— Talvez eu deva perguntar a outra pessoa. — ele conclui, ao ver que ela tinha lágrimas contidas nos olhos.

Mas ela engoliu a seco, por que seu orgulho ferido não a permitia chorar na frente dele.

Piscou os olhos algumas vezes com força, e fungou o nariz para poder se reerguer.

— Ela não é como a Ino, Sasuke.

— Ninguém é como a Ino. Ninguém é como você, assim como ninguém é como eu!

— Estou falando sério.

— Eu também.

Ela teve que se forçar a olhar nos olhos dele para ter certeza de que ele realmente estava falando a sério. Ela conhecia bem todas as expressões dele, por que já passou um bom tempo olhando para ele. Por tanto, era fácil identificar aquele olhar que ele tinha agora no rosto.

Suspirou.

— O Itachi é um bunda mole mesmo! — resmungou.

— Eu sempre digo isso. — ele sorriu de canto.

— Ela tem a família perfeita que todo mundo quer. Seus pais são unidos, fazem caridade, e o homem é dono da maior farmacêutica do país. Eles dão tudo o que ela quer. Menos liberdade, se me pergunte. — e ela revirou os olhos.

— Hum... — só que ele ainda não estava satisfeito com as respostas — E sobre o passado dela? Quando ela era criança, ou adolescente... Você sabe de algo?

— Eu a conheci aqui na faculdade, Sasuke... A única coisa que sei, é que ela fez terapia quando era menor, por que me contou meio que por acaso.

— Terapia?

— É... Parece que ela tinha Androfobia. Os pais dela achavam que ela fosse lésbica, e por isso a obrigaram a fazer terapia. Depois parece que ela melhorou, e parou com a terapia.

— O que diabos é Androfobia?

— Err... É medo de homem, Sasuke.

— Oh! — agora, ele estava mais contente com o resultado, por ter conseguido alguma informação mais substancial a respeito da garota.

Mas Karin ainda suspeitava das intenções dele.

— Ela terminou com o Itachi? — ela perguntou.

— Que eu saiba não. Por quê?

— Eles parecem não se falar mais...

— Eles eram muito unidos?

— Bom, eles não viviam de amassos por todos os lados, mas dava pra ver que se gostavam. Quero dizer... Dava para ver que ele gostava dela.

— Como assim? A Sakura não gosta do Itachi?

— Ela dizia que sim, mas... Ela parece não gostar de ninguém, na verdade.

Karin costumava a sentar na frente da Sakura, mas, depois que viu o jeito com que a amiga olhava para os outros estudantes, resolveu sentar sempre ao lado dela, para poder observá-la também. Foi então que viu a maneira fria que a amiga olhava para os outros. O que era estranho, pois, quando conversavam, Sakura parecia a pessoa mais meiga e delicada do mundo. Mas Karin suspeitava que sua amiga fosse apenas meio distraída.

Enquanto isso, antes de entrar na sala de aula, Itachi foi até à biblioteca para devolver alguns livros que havia pegado emprestado. Tantas coisas atordoavam sua cabeça, que nem sabia a qual delas deveria dar atenção primeiro. Eram os trabalhos da faculdade para entregar; a posse da empresa que ainda precisava de algumas medidas a ser tomadas; Sasuke tomando sua namorada; Sakura se afastando cada vez mais do seu alcance; ainda deveria resolver a questão da imagem da marca que tinham, que havia se desfalecido pelos escândalos que Sasuke criou com a família, e acabou prejudicando os negócios; os advogados do seu falecido pai exigiam o pagamento deles; e ainda tinha mais aquele pesadelo que teve na última noite com sua mãe — algo que não tinha há anos. Era demais para uma cabeça só. Ele não sabia com o que lidar primeiro.

Gandhi disse que o que quer que você faça na vida será insignificante. Mas é importante que você faça, pois ninguém mais o fará. Ele repetia isso para si mesmo como uma oração, tentando convencer a si mesmo que havia um propósito em sua vida. Mas quanto mais o tempo passa, menos fé levava em sua crença. E se perguntava até quando conseguiria suportar tudo.

No fundo, ele invejava o Sasuke. Invejava profundamente. Era uma inveja tão forte que criava ilusões em sua mente. Quem lhe dera poder fazer o que quiser. Quem lhe dera poder se livre como queria ser. Mas acreditava que a responsabilidade era algo mais importante a se levar em conta do que a libertinagem que Sasuke tanto pregava.

Ele estava pensando em levar uma conversa mais séria com a Sakura, para tentarem resolver as diferenças, enquanto caminhava pelos corredores. Ele não teria aula com ela naquele dia, mas como haviam chegado cedo, ainda tinham tempo para trocarem algumas palavras antes do professor entrar em sala de aula. Quando parou na porta da sala dela, no entanto, a encontrou rindo de alguma piada que Sasuke havia contado. E ainda reconheceu o caderno de poesias dela, ao qual nunca teve acesso, nas mãos do Sasuke.

Ele teria quebrado um copo de vidro nas mãos, se estivesse com um, naquele momento. E naquele mesmo instante, Karin, que havia dado uma saída para o banheiro para prender os cabelos, viu o cabeludo trincar os dentes olhando aquela cena.

— Acho que eles estão passando mais tempo juntos do que sabemos. O jeito como se olham não é coisa de quem apenas trocou algumas palavrinhas em sala de aula, não! — ela comentou, cruzando os braços.

— E você, não vai fazer nada? — ele perguntou entre os dentes, sem sequer olhá-la.

— E fazer o que? Matar a minha amiga que sorri pela primeira vez em não sei quanto tempo?

Agora, ele a olhou.

— Eu já a fiz sorrir! — o cabeludo se sentiu até ofendido com a insinuação dela.

— Sim, mas não dessa forma.

Ele revirou os olhos.

— Você não o ama? — Itachi perguntou, sem entender a atitude dela.

— Sim, e é por isso que vou deixá-lo em paz para ficar com que quiser.

Mas ele ainda não compreendeu.

— Você é estúpida. Depois de tudo o que passou para ficar perto dele, vai deixá-lo assim?

— Qual é a pessoa que ama sem cometer estupidez?

Itachi ainda não compreendeu. Revirou os olhos outra vez, e deu as costas, indo para a sua sala. Karin ficou na porta da sua sala de aula, observando-o se afastar.

Depois que terminaram de conversar, Sasuke e Karin havia seguido para a sala de aula. Foi quando encontraram Sakura escrevendo em seu caderno de poesias para passar o tempo. Ela estava tão concentrada no que escrevia, que nem percebeu quando os dois sentaram-se em suas cadeiras de sempre. Karin mal havia posto suas coisas sobre a mesa, e resolveu ir ao banheiro. E assim que a ruiva deu as costas, Sasuke puxou o caderno da rosada de supetão, para bisbilhotar o que a garota escrevia.

Sakura, é claro, se assustou com aquilo. Não esperava ser interrompida daquela forma, e muito menos imaginava que em seu próximo encontro com o Sasuke o veria sorrir daquela forma para ela.

— Você prometeu que me deixaria ler seus poemas, lembra? — ele esticou os braços para trás, para que ela não alcançasse o caderno. Mas, então, eles ouviram sua coluna estralar, num som de “crec, crec”, o que fez com que ele fizesse uma careta engraçada — Para que fique bem claro, eu não estou ficando velho, tá? Só estou ficando crocante!

— Hahahahahaha! — ela riu, tanto da piada, quando da expressão dele. Ele sempre parecia sério e melancólico com seus problemas.

E ele adorou ver e ouvir aquela risada que ela soltou.

— E então, voltando ao assunto, que poema será que vou ler hoje? — ele começou a passar as folhas do caderno dela, vendo que faltavam poucas folhas em branco.

— Na verdade, tenho certeza de que não prometi nada parecido com isso a ninguém! — ela respondeu, tentando reaver seu pertence. Aquele caderno era como um diário para ela, onde escrevia o que sempre sentia, em forma de poesias ou poemas. E por isso, ele não poderia ler de jeito algum.

— Não seja chata! Deixe-me ler uma peça, pelo menos. Você escolhe! — ele estendeu o caderno de volta — Se não eu o tomarei de novo!

— A maioria são rascunhos... Você não vai entender! — ela respondeu, constrangendo-se com a insistência dele.

— Err. Você está mesmo me chamando de burro? — para fazer alguma graça, ele puxou a orelha dela, mas de leve.

— Não! Não, claro que não. Não foi o que eu quis dizer! É só que... Está tudo muito confuso.

— Não tem problema. Só quero ver que palavras você escreveu...

Nesse momento, a Karin entrou junto com o professor. E então, a aula prosseguiu normalmente. No horário de intervalo, no entanto, algo aconteceu. A aula terminou alguns minutos mais cedo e, por isso, quando entrou no restaurante universitário, encontrou o lugar praticamente vazio. Além dos poucos funcionários, havia apenas uma meia dúzia de estudantes de outras turmas que matavam aula ali, entre alguns colegas que saíram na frente deles. Karin havia ido ao banheiro e deixou suas coisas com a Sakura, que ficou encarregada, também, de pegar uma mesa para elas. Enquanto isso, Sasuke foi correndo para o estacionamento para fumar. Mas ela mal havia escolhido uma mesa, e sentado, quando Ino, Hinata, Gaara e Naruto puxaram cadeiras para o lado dela, cercando-a.

— Me diga, Sakura... Você tem algum problema mental? — Ino sentou-se bem de frente a rosada, cruzando as pernas exposta na saia que vestia.

— Não que eu saiba. — a garota olhou para os colegas que a encarava com o cenho franzido.

— Oh... Vai ver você tem. Bom, problemas com interpretação, com certeza, você tem.

— Gosto de pensar que não tenho. — afinal, ela já leu e escreveu mais do que todos os alunos daquela faculdade juntos.

— Bom, mas eu tenho certeza de que sim. Por que eu te dei um recado e, pelo visto, você não entendeu o que eu quis dizer.

Sakura não disse nada. Não por que não tivesse o que responder, mas por que detestava com todas as forças confrontar alguém. Em parte por que sempre foi instruída a não contestar ninguém, mesmo que seu intelecto lhe dissesse para fazer o contrário.

Mas pena que nem todos têm capacidade para ler o significado do silêncio das pessoas. E, para Ino, o silêncio de Sakura foi um irritante sinal de submissão que precisava ser mais atiçado para fazê-la reagir de alguma outra forma.

— Quem diria que a mocinha queridinha da turma fosse, no fundo, uma biscate louca. — a loira, então, insistiu jogar com seu veneno — Primeiro arranca a língua do colega por querer dançar, e depois você faz um strip-tease em cima da mesa para todo mundo ver. E agora trai o namorado com o irmão dele! Tsc, tsc! Que feio!

Todos eles tinham visto Sasuke se desviar do caminho, indo para o estacionamento, e acharam que ele fosse matar a aula como costumava fazer. E por isso, resolveram investir contra a garota, que estava sozinha. Só que não esperavam que Sasuke fosse voltar para reivindicar o poema que Sakura não lhe entregou, e ainda tivesse ouvido tudo.

— E eu me pergunto para quantos você já abriu as pernas numa festa! Sua boceta está tão esgarçada que eu não sinto mais porra alguma quando te fodo. Sinceramente, não acho que você tenha muita moral para falar disso não, Ino. — o moreno ainda apoiou o braço no ombro do ruivo, que segurava um copo descartável com café, que havia recém comprado. Ele tirou o cigarro da boca, e o enfiou dentro do copo para apagá-lo. Ao ver a cara de espanto dele, Sasuke resolveu dizer mais uma de suas gracinhas — O que foi? A gata comeu a sua língua?

Sakura mordeu o lábio para conter a risada, enquanto o restante ia se afastando. Menos a Ino que ainda a olhava com raiva expressa nos olhos. A loira se inclinou em direção da garota para sussurrar ao pé do seu ouvido.

— Você sabe o que é ver a única pessoa com quem você se importa te dando as costas? — e então, a olhou novamente. Mas desta vez, Sakura percebeu que seu olhar mudou. Pareciam suplicantes.

— Não...

Mas essa era mais uma mentira que ela contava. Uma das mentiras mais dolorosas que já contou, na verdade.

Notas finais
Algum comentário?
Não me apedrejem! Eu vou revelar tudo sobre ela daqui a mais alguns capítulos. não está longe. só quero fazer com que eles se aproximem mais. E digo que, depois desse capítulos as coisas vão ficar mais intensas entre eles! :)