Reverso
18 ♦ Capítulo 18
Notas iniciais
Reverso
By Amanur
Capítulo 18
...
Sakura costumava se perguntar para quê serve a beleza, se ela é tão subjetiva. O que é belo para uns, pode não ser para outros. Mas depois, então, se deu conta de que nada é realmente belo, ou feio. As coisas apenas são diferentes. Somos nós quem as classificamos de acordo com o que sentimos — pois a beleza é algo que deve ser sentida, e não vista. O filósofo Immanuel Kant dizia que a beleza está no sentimento que o objeto nos transmite e, por isso, ela deve ser sentida e não visualizada. Pois a beleza externa é sempre degradada. A percebida pelos sentidos não; esta é eterna.
Ela observava a Ino e a Hinata se olharem em seus espelhos de bolso, em plena sala de aula, enquanto se perguntava se o intelecto não deveria ser priorizado à imagem. Mas, claro, ela sabia que todas as pessoas têm uma forma diferente de expressar. Entretanto, nem todos sabem como se expressar.
Mas claro que Sakura também tinha alguns problemas na frente do espelho, como toda mulher já teve algum dia. Há momentos em que ela encontra sua imagem distorcida na frente do espelho, quando queria, simplesmente, não enxergar nada.
Quando Sasuke entrou atrasado para a aula da professora Shizune, a primeira coisa que ele fez foi cumprimentá-la com um beijo no rosto, perguntando como ela estava, pois ela parecia melhor do que nunca. Ele mantinha aquele sorriso metidinho no canto dos lábios, olhando diretamente nos olhos dela. Foi meio constrangedor vê-la prestes a se derreter. Mas foi mais constrangedor por vê-lo dormir durante a aula toda depois daquele joguinho barato de sedução.
Às vezes, ele agia assim, sem perceber. Talvez por força do hábito. Talvez por ser meio mulherengo.
No final da aula, a poucos minutos de serem liberados, o Itachi apareceu na porta, pedindo à Sakura para chamar a atenção do Sasuke. Assim que o dorminhoco o viu, se levantou, arrastando os pés até a porta. E não voltou mais.
— Que saco! — Karin resmungou, enquanto saiam da sala, ao final da aula — Fiquei de buscar minha mãe no hospital hoje. Ela fez plantão ontem e não estava a fim de pegar um taxi. Não sei que diferença faz... Qualquer outro carro é melhor do que aquela porcaria de fusca... — ela revirou os olhos, dando de ombros.
— Talvez ela apenas queira passar mais tempo com a filha! Já que vive fora de casa, quero dizer... — Sakura sugeriu.
Karin suspirou.
— Duvido que seja isso... Bom, até amanhã! — e então, a ruiva saiu em disparada pelo corredor até o estacionamento.
Enquanto isso, Sakura entrou no banheiro para lavar as mãos. Ela tinha essa mania de lavar as mãos toda hora. Mas elas poderia ter esperado e deixado para ir ao banheiro quando chegasse em casa, se soubesse que a Ino e a Hinata estariam lá, retocando a maquiagem enquanto falavam do Sasuke. Mas era tarde demais para dar a meia volta, pois elas a viram. Então, o que lhe restou fazer foi forçar um sorriso semelhante à uma careta de nojo e seguir em frente.
Para a sua surpresa, no entanto, elas não disseram nada diretamente a garota. As duas apenas continuaram a conversar sobre os Uchiha, e a estranha aproximação entre eles que parecia ter acontecido e as incomodava por algum motivo.
—... Eles sequer trocavam olhares! E agora estão fazendo algumas disciplinas juntos! — a loira dizia, enquanto passava um batom nos lábios — Ouvi dizer que foi o próprio Itachi quem matriculou o Sasuke, inclusive.
— Vai ver, fizeram as pazes! — Hinata respondeu, dando de ombros.
— Não... Eles ainda estão meio distantes. Alguma outra coisa aconteceu. E aposto que essa mudança começou depois que... — e então, Ino a olhou de canto — Que o Sasuke tentou estrangular o Itachi.
Sakura suspeitou ter ficado com uma expressão ainda mais estranha do que tinha feito ao forçar aquele sorriso para elas, pois não fazia idéia do quão séria era a briga entre os dois. Lembrou-se de ter ouvido seu namorado resmungar sobre o Sasuke algumas vezes, antes de conhecê-lo, mas nunca suspeitou de algo dessa magnitude.
— Está olhando o quê? — a loira lhe perguntou.
— É verdade que o Sasuke esfaqueou um homem também? — a rosada perguntou, se lembrando do que a Karin havia dito uma vez.
— É o que dizem.
— E vocês acreditam em tudo o que ouvem? Alguma vez já perguntaram a ele o que é verdade ou não?
— O Itachi apareceu na faculdade, no dia seguinte, com as marcas do estrangulamento! Foi no ultimo dia de aula, do segundo semestre. — Ino respondeu, enquanto passava o batom nos lábios.
— Até hoje sinto calafrios só de olhar para ele! — Hinata comentou — Não sei como você consegue andar com o Sasuke por aí, tranquilamente. — ela se referiu à amiga loira, é claro — Ele bebe vodca como se fosse água.
Ino deu de ombros, como se não se importasse com os comentários. E Sakura ainda notou o olhar em divertimento que a loira tinha, ao falar naquele assunto. Talvez ela tivesse algo a mais em mente, que não contava para ninguém. Talvez ela gostasse da sensação de perigo que sentia ao andar com o Sasuke. Talvez ela quisesse que algo trágico acontecesse com ela... Ou talvez tudo isso fosse apenas fruto da imaginação fértil de Sakura. Seja como for, ela também não se importou. Troquei sua mochila de ombro, e saiu correndo pelo corredor. Tanto a moto do Sasuke, quanto o sedã do Itachi já haviam sumido do estacionamento.
Seu pai havia lhe dito que não poderia ir buscá-la por ter o dia cheio de reuniões. Então, lhe restou correr para pegar um taxi. Ela deveria ir para casa, para preencher o lugar da sua mãe naquela família, mas acabou se desviando do percurso. Desceu a algumas quadras da casa deles. O carro do Itachi estava parado em frente à casa, mas a moto do Sasuke era invisível. Não apertou a campainha. Quando encostou no dispositivo, a coragem pareceu escorregar dos seus dedos — mais uma prova de que a coragem não fazia parte do seu DNA. Aí, Sakura ficou dando voltas pela rua, sem ter certeza de que deveria mesmo apertar a campainha. Vou ou não vou?, se perguntava. Por que deveria? O que tinha para dizer? O que diabos estava fazendo ali?
Mas já que estava ali, talvez fosse melhor não perder a viagem!, pensou. Mas quando achou que tinha recuperado a coragem outra vez, para apertar aquele bendito botão, eis que o próprio Itachi aparece, vestido em um terno escuro, com o cabelo bem penteado e preso um rabo de cavalo baixo. Não havia um fio de frizz sequer levantado, pra mulher nenhuma botar defeito. E ainda matá-las de inveja.
— Sakura?
— Oi! — sua voz saiu tão esganiçada que se arrependeu de ter aberto a boca.
— O Sasuke não está em casa, mas, se quiser, posso deixar recado. — ele arrumava as mangas da blusa que vestia por baixo do paletó, sem prestar muita atenção a ela. Mas por dentro, ele estava se mordendo de ciúmes e raiva por ela não ter ido falar com ele ainda.
Então, Sakura respirou fundo.
— Na verdade, é com você quem eu quereria falar...
Aí, ela conseguiu sua atenção.
— Comigo? Bom, se for rápido, tudo bem... Eu estou com um pouco de pressa, na verdade... — ele tentou parecer o mais casual e despreocupado o possível, mas estava louco para ouvi-la. No entanto, apesar da espectativa, tinha medo de se iludir.
— É rápido sim. Tenho apenas uma pergunta a fazer... — ela comenta, com sua pergunta em mente. Algo que estava pensando há um tempo.
— Ok.
— Eu sei que não é da minha conta, mas... Você realmente odeia o Sasuke? — ela questiona, pegando o cabeludo de suspresa.
Sakura era filha única, e sabia bem o que é compartilhar a solidão com as quatro paredes do quarto. E sabia bem que a solidão não é uma boa companhia. O isolamento assusta, assombra e a deixa com frio. Trás monstros para dentro da sua cabeça. Ela é capaz de enlouquecer... Por isso não podia acreditar que alguém deseje tanto o desaparecimento de uma pessoa tão próxima, quanto um irmão. Mesmo se tivesse que ser presa com seu pior inimigo numa ilha isolada, ela preferiria estar com ele a ficar enclausurada com a solidão. Pelo menos, teria alguém para discutir alguma coisa, ela pensava.
Itachi suspirou pesadamente, tentando controlar suas emoções.
— Você veio até aqui para saber do Sasuke? O que está acontecendo entre vocês?
— Nada está acontecendo! — ela se recriminou, em seguida, por ter soado tão defensiva.
— É mesmo? Você nunca pôs tanto os pés aqui em casa, como tem feito ultimamente, Sakura!
— Por que VOCÊ nunca me chamou!
— Exatamente! E eu ainda não te chamei Sakura. No entanto, foi só o Sasuke aparecer e pronto. Cá está. Outra vez! Você está mudando, Sakura. Eu quase não a reconheço mais. — e ele se referia àquela noite de festa também.
— É tão ruim assim, mudar? — ela desviou o olhar dele, cruzando os braços. Ela gostava de acreditar que mudanças são sempre algo bom.
— Às vezes, sim. É muito ruim. Por que não foi com essa Sakura quem eu quis ficar. — mas ele não concordava com ela. E entrou no carro para dar a partida, deixando-a ali, sozinha, na calçada. Ficou tão aborrecido que nem olhou para o espelho retrovisor, para ver o reflexo dela diminuindo até desaparecer.
E Sakura não sabia o que pensar. O que ele quis dizer com aquilo?, se perguntou. Era o fim para eles? Nunca tivera uma discussão tão séria com ele. Mas o mais estranho era perceber que não sentia nada. Absolutamente nada. Tristeza, alívio, frustração, qualquer coisa que pudesse sentir com relação ao que aconteceu, ela não percebia nada dentro de si.
Enquanto isso, Sasuke ia se lembrando que Nicolau Maquiavel acreditava que natureza humana seria essencialmente má e que os seres humanos querem obter o máximo de ganho a partir do menor esforço, apenas fazendo o bem quando forçados a isso. A natureza humana também não se alteraria ao longo da história fazendo com que seus contemporâneos agissem da mesma maneira que os antigos romanos e que a história dessa, e de outras civilizações, servissem de exemplo. Por que falta-lhe um senso das mudanças históricas. Como consequência acha inútil imaginar utopias, visto que nunca antes postos em prática não representam importância alguma, e prefere pensar no real, no concreto ao imáginário.
Mas o rapaz não sabia se concordava mesmo com isso. Ele preferia a teoria de Jean-Jacques Rousseau, que diz que o homem não é mau, nem bom. É apenas suscetível às mudanças que o cerca. Ou seja, é o ambiente em que vive que o molda. Para toda ação, existe uma reação. E para toda reação, existe uma explicação.
Ele ficou uma hora e meia quebrando a cabeça com o que o Naruto havia acabado de lhe contar. A Sakura arrancou a ponta da língua de alguém, e ainda sorria. Essa imagem, simplesmente, não entrava na sua cabeça. Ele estava prestes a levantar a cabeça e perguntar a ela se aquela história era mesmo verídica, quando a própria o cutuca, avisando que seu irmão o chamava à porta da sala de aula.
Coisa boa não era. Bastava olhar para a cara de bunda do Itachi para saber disso.
— A secretária do nosso pai quer que nos apresentemos na empresa para nos passar todos os procedimentos que precisamos tomar. Os advogados estarão presentes para assinarmos alguns documentos também. Você vem comigo, não vem, Sasuke?
Itachi já sabia da resposta. Lhe perguntava só para ter o prazer de ouvir aquelas palavras sair da boca do Sasuke. Mas ele se recusou a satisfazê-lo. O mais novo deu as costas e foi marchando até o estacionamento da faculdade. Peguou sua moto e se mandei para qualquer lugar longe dele, longe daquela empresa, longe de qualquer coisa que o lembrasse do destino imposto a ele.
Só que as malditas palavras do velho não lhe saiam da cabeça. “Não há vergonha maior para um homem do que colher os frutos dos outros”. Seu pai queria que ele fosse para o tumulo carrengando aquela vergonha consigo. Nem depois de morto aquele velho o deixaria em paz.
Depois de dar algumas voltas pela cidade, ele deixou a moto em uma mecânica para cuidar dos reparos que ela precisava. A roda estava torta, o freio não funcionava direito, o acelerador não acelerava tão bem quanto antes, sem mencionar toda a lataria amassada e arranhada que precisava de reparos. Sairia uma nota preta, mas quem se importa?, pensava. Ele já se considerava condenado a gastar o dinheiro do seu pai lavando o chão da empresa com a própria cara mesmo.
Pegou um taxi de volta para casa. Já estava anoitecendo quando desceu do carro, vendo um ponto rosa sentado na calçada. Ela parou de escrever algo em um carderno quando o viu caminhando em sua direção.
— Eu te conto um segredo, se você me contar outro. — ela disse, assim que Sasuke sentou ao seu lado.
— E quem disse que eu quero contar um segredo? — ele perguntou, desafiando-a.
— Todo mundo deseja contar um segredo. Eles te sufocam, te atormentam... Por que você não iria querer?
— Hum... talvez. Mas o que te faz pensar que eu contaria algo para você? — ele insistiu. Só não sabia por que estava agindo meio hostil, daquela forma. Talvez, apenas, não estivesse de bom humor. E Sakura percebeu o jeito estranho dele, mas não se deixou intimidar.
— Você já me contou tantas coisas... — ela deu de ombros. Mas foi interrompida por ele.
Sasuke riu, mas de si mesmo, pela tolice que cometeu. Realmente não deveria ter contado nada a ninguém. Mas o que poderia ter feito se era tão fácil falar com ela?
Suspirou. Olhou para dentro do jardim, se perguntando se Itachi já teria chegado em casa.
— Eu matei um homem, quando tinha dezoito anos.
— De novo essa história de assassinato, Sasuke? — ela perguntou, duvidando de sua palavra.
Mas ele nunca falou tão sério em sua vida. Lembrava de segundo daquele momento como se tivesse passado por aquilo infinitas vezes.
— Foi logo que ganhei a moto do meu tio. Comecei a fazer rachas de rua. Foi na minha segunda corrida. Atropelei o cara sem querer, e não pude prestar socorro por que havia apostado a moto. Foi a maior babaquice que já fiz na vida. — admitiu.
E era justamente por isso que Sasuke não fazia mais apostas em suas corridas. Ele não queria arriscar cometer o mesmo erro duas vezes, embora que, para isso, ele teria que, mais precisamente, parar de correr. Só que isso era algo que estava totalmente fora de cogitação para ele. Algumas pessoas nascem para serem cantores, outras para atuarem, outras para escreverem, e ele havia nascido para correr. Viver em alta velocidade.
Sasuke não conseguia decifrar a expressão dela. Sakura não parecia muito chocada; estava mais para preocupada. Não conseguia imaginar o peso da culpa que ele deveria ter suportado nos ombros.
E, de fato, aquele foi o pior dia da vida dele. Até hoje ainda tinha pesadelos com aquela noite. Sonha com aquele homem se levantando do chão para lhe derrubar da moto e me fazê-lo cair no asfalto. Sonhava com aquele homem pedindo por justiça.
— O que aconteceu com o corpo? — ela perguntou.
— A polícia o encontrou no dia seguinte. Mas como não houve testemunhas do acidente, tudo o que puderam fazer foi reportar que foi vítima de um atropelamento por moto. Pelo estado em que o cara ficou, a perícia conseguiu identificar que se tratava de uma moto em altissima velocidade. A polícia, naquela época, na verdade, já sabia que alguns rachas ilegais estavam acontecendo pela cidade, mas como o percurso é sempre alterado, meio de surpresa, e a data marcada era sempre aleatória, nunca conseguiram nos descobrir. No máximo, uma vez, passamos em frente à um mercado com camera externa que nos captou. Mas nunca conseguiram nos identificar também por que tiramos as placas das nossas motos.
— E você? Nunca pensou em se entregar para a policia?
Suspirou. Ele não se orgulhava nem um pouco da sua atitude, mas achava que também não teve muitas opções.
— Não. Se me perguntar se me arrependo do que fiz, te direi que sim. Mas me entregar para a polícia, não. Eu fui ao enterro do cara, inclusive. O acidente foi noticiado pelos jornais. Mas nunca contei nada a ninguém. Foi um acidente, Sakura. Não matei o cara de propósito. Se eu tivesse sido descoberto, a minha vida teria ficado ainda mais fodida do que já é.
Ela ficou tamborilando na capa dura de seu caderno, olhando para a rua, pensativa. Perguntava-se quantos criminosos na mesma situação que ele, estavam soltos por aí. E se questionava, também, qual o verdadeiro sentido da palavra justiça. Estava estampado no rosto dele o arrependimento que sentia e que não cometera o acidente de propósito. Seria mesmo justo fazê-lo sofrer ainda mais com algo que ele já sofria? Seria mesmo justo tirar parte da vida de uma pessoa com um futuro pela frente, trancando-o em uma cadeia, por exemplo, por uma vida que já não tem mais volta?
Mas então, de repente, ela começou a rir. Uma risada fraca, meio nervosa, sem humor.
— Sabe de uma coisa? Quando pedi por um segredo, eu me referia à algo relacionado ao Itachi, e não à você, Sasuke.
Ele engoliu a seco. Ficou um tempo olhando para o perfil dela. Sakura não olhava mais para ele. E então, o rapaz meio que foi se sentindo frustrado por ter caído na dela feito um idiota.
— Então por que você não disse?
— Por que você pensou que eu estivesse interessado em você?
E ela o pegou de surpresa, outra vez.
— Quer saber? Vai à merda, Sakura! — ele se levantou do chão, sentindo a raiva borbulhando.
Os trovões que ouviram a distância, do temporal prestes a desabar novamente, pareciam vir de sua cabeça, como se fosse um efeito da raiva que ele sentia.
— Eu pensei que você soubesse que meu interesse era plenamente no Itachi. Mas tudo o que você fez até agora foi me mostrar você mesmo.
— Do que está falando? E a corrida?
— Eu sei que o Itachi não corre! Você realmente pesou que eu fosse tão estúpida assim? Você está me ofendendo!
Droga!, ele praguejou. Não esperava que as coisas pudessem dar essa reviravolta. Seu plano era para ter dado certo.
— Se você sabia disso o tempo todo, então por que me pediu para levá-la comigo em uma próxima vez?
— Por que tudo o que eu precisava era de uma confirmação para as minhas suspeitas. Mas deixe-me dizer uma coisa: eu não posso ficar com você, Sasuke. Eu não posso sequer ficar com o Itachi... — sua última frase saiu como um resmungo baixo, como se quisesse que ele não ouvisse.
Mas ele ouviu, e ficou surpreso com isso.
— Do que você... Por acaso isso tem a ver com... A mordida que você deu naquele ruivo? — ele suspeitou.
Notas finais
Bom, eu havia dito que tinha alguns capítulos prontos e, por isso, eu postaria todos os dias. Bem, esses capítulos acabaram T__T e agora, acho que postarei a cada dois dias, mais ou menos. Vai depender da inspiração! Mas acho que ainda estou em modo dramático: on! T__T
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