Reversão

7 Capítulo Sete: Botando Os Pingos Nos IS


Notas iniciais
Eitha que agora vai pegar fogo kkkk aproveitem a leitura mais um da ''Rose de Inversão'' minha amiga perfect :P bjs galerinha espero que gostem

Por Bella:

Depois de duas semanas aquilo já estava me matando. Eu tinha que resolveu aquilo de uma vez ou ficaria louca.

–Edward, eu vou à casa da Rosalie e do Emmett. Hoje ela vem tocar aqui não vem? A tal música que vocês dois insistem em manter segredo da letra.

–Vem. É melhor você ir mesmo. Emmett não gosta muito de ficar sozinho.

–Eu sei. É por isso que eu estou indo. -Menti.

Corri até a casa deles. Senti-me tremer. Estava mais nervosa do que o comum, na verdade eu estava uma pilha de nervos, mas não ia deixar demonstrar. Eu iria fingir que nada aconteceu. Se eu conseguisse manter o controle perto dele eu estaria pronta para voltar ao normal. Para a minha vida voltar o Normal. Decidida bati na porta:

–Ah, olá Bella.

–Oi Emm. A Rose já foi?

–Acabou de partir. Pode entrar.

Entrei com os nervos á flor da pele. Eu precisava muito do Jasper naquele momento. Sentei-me e sorri:

–E aí, já se conformou em ser mais fraco que eu?

–Eu não sou mais fraco que você Belinha.

–Duvidoeódó.

–Ah é?

–É. E eu te desafio senhor Emmett. Vamos ver se o senhor consegue separar meus braços.

Eu juntei meus dois braços á frente do meu corpo e levantei uma sobrancelha. Ele deu um sorrisinho que dizia "Desafio aceito".

Ele colocou as duas mãos, ambas em cada braço (O que me fez agradecer por não precisar respirar) e começou a tentar separá-los. Quando ele começava a conseguir eu os juntava mais forte. E ficamos assim por alguns minutos até que ele deu um meio sorriso:

–Chega de brincar.

E ele realmente conseguiu separar meus braços, mas com a força que ele fez o fez cair em cima de mim. Pensei em empurrá-lo e me levantar, mas não consegui. Um magnetismo nos atraía como imãs, não conseguiríamos nos separar nem se quiséssemos. Uma confusão parecia passar pela cabeça dele:

–Dane-se. -Ele sibilou e me beijou. Foi um beijo cheio de desejo, de ânsia, de saudade. Começou quente e foi ficando mais ainda. Ele começou a beijar não só os meus lábios, mas começou a descer, distribuindo beijos quentes pelo meu pescoço me fazendo estremecer. Ele desceu mais e beijou o meu colo logo depois começou a beijar o meu braço, subindo para o ombro e voltando para o pescoço, me fazendo soltar um gemido baixinho, mas é claro que ele ouviu e nesse momento começou a beijar meus lábios com voracidade.

Por Rosalie:

Eu estava uma pilha de nervos. Voltar á tocar com o Edward? Da ultima vez que isso aconteceu acabou num beijo. E dos muito bons. Suspirei e sacudi a cabeça tentando afastar esses pensamentos. As lembranças que insistiam em me assolar. Tentando manter a calma e a sanidade bati na porta. Ele abriu muito rápido, como se já estivesse lá, me esperando:

–Oi Rose. Finalmente você chegou. Temos uma música para fazer.

Eu entrei um pouco temerosa. Aquele lugar, aquele piano, aquela música me fazia lembrar demais no nosso beijo. Aquele era o nosso lugar, o nosso piano, a nossa música. Suspirei e tomei meu lugar ao piano.

Começamos a tocar e eu cantava as partes da letra que nós já tínhamos feito, sendo que ainda faltavam algumas coisas para terminar. Mas ele parecia desconfortável, cada vez mais. Parecia querer estar em outro lugar, com outra pessoa. Aquilo partiu meu coração em dois, mas eu tentei não ligar e ignorar, mas chegou á um ponto que eu tive que parar a música:

–Edward, por que está assim?-Perguntei de maneira doce, mas firme. — Parece desconfortável com a minha presença. Não queria estar comigo?

–É CLARO QUE NÃO! -Ele explodiu em gritos. -CLARO QUE EU NÃO QUERIA ESTAR COM VOCÊ! VOCÊ É A MULHER MAIS EGOISTA, MIMADA, EGOCÊNTRICA, IRRITANTE E INSUPORTÁVEL QUE EU JÁ CONHECI! EU QUERIA ESTAR FAZENDO ESSA MÚSICA COM QUALQUER UM MENOS COM VOCÊ!

Se fosse qualquer outra pessoa falando aquilo eu teria rebatido ou batido na pessoa até ela retirar o que disse, mas não com ele. Tentei segurar os soluços, mas eles vieram com uma intensidade absurda. Tudo o que ele disse me ferira muito. É claro que feriu, é claro que doeu.

–Eu entendo. -Eu disse num sussurro e resolvi sair daquele lugar, mas ele me segurou pelo braço, me puxou e me abraçou.

–Desculpa. -Ele murmurou. -Perdoe-me eu sou um idiota. Eu não devia ter falado assim, me desculpa. -A expressão dele era dolorida.

–Não deixa de ser verdade tudo o que disse.

–Não é verdade. -Ele me puxou e fez-me olhar diretamente para ele. -Olhe para mim Rose. Não ligue para nada que eu disse. Você é a garota mais doce, mais linda e mais maravilhosa que alguém pode conhecer, entendeu?

Eu assenti um pouco assustada. Primeiro uma torrente de insultos e agora uma torrente de elogios? Não estou entendendo mais nada.

–Desculpa. -Ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e colocou delicadamente atrás da minha orelha. -Você é a ultima pessoa do mundo na qual eu queria magoar.

Suspirei e fiquei de costas para ele de cabeça baixa. Ainda tentava digerir tudo aquilo que ele me dissera. Senti suas mãos no meu ombro:

–Área proibida. -Eu disse sem olhá-lo.

–Desculpa.

Ele sussurrou e tirou. Suspirei, puxei as mãos dele e coloquei na minha cintura:

–Aqui. Aqui é o lugar delas. -E virei-me para ele. Ele balançou a cabeça, sorriu me puxou e me beijou.

O beijo começou carinhoso, mas logo começou a ficar quente. Passei as mãos pela sua nuca a fim de puxá-lo mais para mim enquanto suas mãos estavam na minha cintura. Ele deixou meus lábios, mas sem se afastar. Depois delicadamente beijou minha testa, meus olhos, minhas bochechas e minhas mãos. Depois olhou dentro dos meus olhos:

–Nunca mais vou te magoar de novo.

E voltou a me beijar, mas dessa vez com desejo. Logo estávamos os dois prensados numa parede enquanto ele beijava com voracidade meu pescoço:

–Eu não vou conseguir me controlar Rose.

–Que se dane o controle.

Por Esme:

Eu estava imersa em pensamentos quando ouvi batidas na porta. Com aquelas batidas acordei para a vida e fui atender. Quase caí para trás ao ver Jasper e Alice.

–Olá. -Falei me esforçando para encontrar voz. -Entrem.

Os dois entraram. Alice sorriu:

–Onde está Carlisle?

–Ainda no hospital. O carro dele estragou Alice você pode ir buscar ele?

–Claro.

Ela saiu no Porshe amarelo enquanto eu ligava o rádio para ter algo para me distrair que não fosse Jasper. Saber que ele estava tão perto de mim me deixava louca, até aquela música começar. Eu adorava aquela música e Jasper percebeu porque me estendeu a mão:

–Quer dançar?

Eu não recusaria nem se quisesse. Coloquei minha mão sobre a dele e fechei os olhos deixando que ele me conduzisse. Deixei a música entrar em mim e pelo visto tinha entrado nele porque estávamos ambos totalmente entregues ali.

–Eu não consigo te esquecer. -Ele sussurrou no meu ouvido me fazendo estremecer e me arrepiar da cabeça aos pés. Ele beijou o meu rosto sem parar de dançar até que os lábios deles tocaram os meus. Foi como uma corrente elétrica, meu coração se aqueceu e percebi que era daquilo que eu estava sentindo falta. Correspondi ao beijo no mesmo momento, como um extinto. Não era mais minha mente que me guiava, o coração havia tomado totalmente o controle. Naquele momento já não me importava mais se aquilo era certou ou errado, só me importava nós dois ali, naquele momento.

Sem parar de me beijar ele foi me deitando no sofá, com as mãos nos meus cabelos, ora puxando um pouco porque o clima estava esquentando cada vez mais rápido.

Por Alice:

Quando Esme me pediu para ir buscar Carlisle eu falei "sim" sem pensar nas consequências. Vê-lo de novo com certeza iria mexer muito comigo. Mas eu tinha que lidar com isso. Não podia evitá-lo para sempre.

Parei em frente ao hospital mordendo a unha do meu dedo mindinho só para vocês verem o quanto eu estava nervosa. Para eu estar estragando uma unha pode saber que estou desmoronando por dentro.

–Oi Alice. -Ele entrou no carro no banco do passageiro.

–Oi Carl.

O clima ficou um pouco tenso. Comecei a dirigir, mas sem prestar muita atenção na estrada então volta eu meia eu quase capotava o carro. Culpa do Carlisle que estava ao meu lado com sua maravilhosa existência e eu não podia tocá-lo.

–Chega Alice! -Ele disse rindo. -É melhor eu dirigir antes que nós dois soframos um acidente.

–Não iria nos machucar.

–Aham. E você iria explicar como não nos machucamos para os humanos como?

–É você tem razão.

Parei o carro. Abri a porta do carro e saí enquanto ele fazia o mesmo o que acabou com nós dois esbarrando um no outro, mas ao invés de nos afastarmos ficamos ali, olhando um para o outro sem saber o que fazer. Revirei os olhos:

–Você vai me beijar ou não?

–É, acho que vou.

E ele me beijou. Foi um beijo com desejo, com ânsia... Antes de nós dois darmos por nós mesmo estávamos em cima do capô do meu carro. Nossa sorte era de que estava de noite e aquela estrada era deserta.

Notas finais
E aí estão gostando?? O próximo será uma grande surpresa minhas idéias estão fervendo... Opinem PF