Revenge: O preço

48 Capítulo 48 - Você é o amor da minha vida!


Notas iniciais
7 meses não tem textão que justifique né?! Peço mil perdões a quem desistiu, desempolgou, esperou quietinho ou gritando comigo nas redes sociais hahah' Mas estou de volta, apenas agradeço de coração por quem me procurou pra dizer que estava esperando e graças as boas vibrações de vocês aqui estou, Revenge tem final sim! Esse é o último capítulo das duas na França e já aviso logo, acho melhore começarem tudo de novo, porque as dúvidas vão começar a serem desenroladas. Boa leitura e espero que gostem!!!

O caminho até Grenoble parecia mais distante do que deveria, o frio cada vez maior nos mostrava quão perto estávamos de nosso destino, as montanhas geladas eram cada vez mais visíveis e chamativas, Emma permanecia concentrada nas pilhas de papeis que tirava da pasta para conferir, enquanto eu apenas admirava a paisagem em um fúnebre misto de culpa e orgulho. Estava tudo tão formidável, meus planos em seu caminho sem curvas ao contrário do meu coração atordoado pelos malditos sentimentos que Emma me causava. Era uma traição, certo? A pior de todas elas. Não sabia mais se era para vingar meu pai, ou me vingar de Cora, a minha...arg...mãe que sempre duvidou que eu poderia tornar-me quem sou. O que eu sabia era que sairia daquela cidade com tudo que planejei praticamente concluído.

Emma: Senhorita Mills? – Ouvi a voz ao longe que insistiu novamente despertando-me, Emma me olhava tranquila, porém curiosa como quem tentasse decifrar meus olhares tão perdidos. – Ici, nous sommes arrivés . (É aqui, chegamos.) – Disse inclinando-se para o motorista. —

Regina: Eu ouvi Emma. – Disse em meu tom seco e superior enquanto ajeitava minha bolsa para sair do taxi arrancando um “o quê?” sussurrado da loira. – Me chamou de senhorita Mills, aqui? – a encarei levantando a sobrancelha. –

Emma: Estou ensaiando para quando entrarmos e começar a ouvir uma enxurrada de perguntas sobre meu noi... enfim, vamos amor. – Emma disse me dando um selinho e respirando fundo antes de sair do carro, me incomodava ouvir sobre Neal, mas com certeza não tanto quanto incomodava à própria Emma. –

“Margot industry corporations, li em voz alta pondo-me de frente a entrada do lugar, a rua era movimentada e o prédio de uns onze andares com sua frente repleta de mármores na cor marrom parecia ser a única coisa futurista por ali. Passamos pela imensa porta espelhada onde quadros e poltronas decoravam a imensa entrada com 4 elevadores à direita e em seu centro uma recepcionista Francesa que chamava tanta atenção quanto seu balcão extenso.

Emma iniciou um diálogo extenso com a moça, o pouco que eu entendia era uma explicação sobre o que estávamos fazendo ali, pelo visto as duas já se conheciam, consegui traduzir a mulher falando para irmos ao último andar e quando ouvi um “como estão as coisas entre você e Adéll” apenas dei as costas e me dirigi ao elevador, as portas já estavam fechando quando a loira se colocou entre elas quase sendo esmagada, sorri da maneira mais irônica que podia.

Emma: Porque não me esperou? – disse ajeitando sua roupa e encarando as portas do elevador com sua postura profissional. –

Regina: Quis deixar você em seu belo diálogo francês com aquela... menina? Quantos anos ela tem? Dezoito? – a encarei como se tivesse visto mais que uma conversa entre as duas, a boca do meu estômago doía, que sensação inconveniente. –

Emma: Na verdade, ela tem 27, mas exibe ótimas formas e sotaque ainda...É Inglesa. – seu sorriso me deixara irritada, muito irritada. –

Regina: Não perguntei! – disse seca virando o rosto. –

Emma: Ciúmes? — as portas daquele cubículo finalmente se abriram. —

Regina: Poupe-me Swan! Se me trocar, a única que perde aqui... é você! – sussurrei com meu hálito no rosto de Emma dando as costas para a loira e adentrando o andar cheio de gente elegante, finalmente! –

Emma: Vous êtes impossible!!! (Você é impossível!) – ouvi Emma dizer enquanto bufava e mais uma vez tentava acompanhar meus passos que fizeram eco no espaço voltando todos os olhares para nós. Não ia confessar, mas éramos um casal de muito poder. –

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~ Mais tarde naquele mesmo dia, de volta a Paris. ~

“Porque estou vendada Regina? É sério! Não tem absolutamente a MENOR graça” – Emma quase gritava dentro do carro enquanto eu segurava suas mãos para que a loira não jogasse a venda fora e estragasse tudo. Desde que entrei na vida de Emma havia deixado tudo de cabeça pra baixo, e depois de assinar aquele contrato me senti devendo ainda mais, como quem vende a alma ao diabo... não tem volta. Precisava fazer algo! Descemos do taxi, levei Emma com dificuldades até o local... —

Regina: Fique parada aí e não tire a venda até que eu mande. Isso é uma ordem! – sussurrei em sua orelha, abraçando a loira por trás deixando-a completamente arrepiada –

Corri para o local combinado com o controle em minhas mãos trémulas de um nervoso deplorável, “TIRE A VENDA EMMA”, gritei para a loira que prontamente obedeceu-me...

Emma: Você só pode tá brincando, você ficou maluca? – a loira gritava para que eu ouvisse enquanto seu sorriso deixava claro quão surpresa ela estava. –

Apertei o botão fazendo com que todas as luzes do barco acendessem revelando uma Regina completamente...feliz?! ISSO, não faço ideia de como esses sentimentos bons haviam surgido, mas eles estavam presente. Rio sena, reservei um barco onde havia sido preparado um típico jantar francês com uma pessoa a qual Emma amava, por conhecer meu avó e mais uns acordos com a OceanTur ele topara um jantar com sua...fã?!

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Emma correu até mim e como uma adolescente boba segurou-me em seus braços me enchendo de beijos, estava totalmente confusa com meu coração festejando e minha mente me condenando por estar sendo completamente ridícula e sensível.

Regina: Pare pare...PARE EMMA! – pigarreei ajeitando meu vestido vermelho na altura dos joelhos, Emma ficou séria fazendo cara de poucos amigos. – Não estamos sozinhas Swan. – sussurrei deixando as expressões faciais de Emma ainda mais confusas. – Venha temos um convidado especial. – a conduzi até o outro lado do convés onde a mesa estava posta. –

Emma: Você não pode tá falando sério? – sussurrou ao ver quem a esperava para o jantar. –

Philippe Starck: Quel plaisir de voir son Emma Swan!

O jantar ocorrera da melhor forma possível, sai um tempo para atender Killian, fora insuportável trata-lo como se sentisse saudade, como se o amasse, como se quisesse vê-lo novamente, respirei fundo e voltei à mesa onde Emma ainda se encontrava totalmente entretida com seu designer favorito da vida, em um dialeto francês que me excluía. Fim do jantar, Starck se despediu e deixou o barco onde finalmente ficamos sozinhas e ordenei que começassem a nos levar pelo rio, a loira me puxou pela mão para dentro do convés, um espaço pequeno, discreto, com um colchão coberto por lençóis brancos, um balde com champanhe e duas taças, uma bisnaga de chocolate em cauda e nós duas que nos arremessamos naquele lugar cheias de más intenções. Era minha última noite com Emma naquela paz, tinha de ser a melhor de todas as noites em que já nos amamos.

~ Regina aperta o play do pequeno som e começa Quelqu'un M'a Dit de Carla Bruni ~

Despíamo-nos uma a outra sem pressa, a música nos causava uma sensação de desespero e realização, encaixei meu corpo ao de Emma, uma de frente para a outra totalmente desarmadas, nos abraçamos forte como se pressentíssemos algo ruim por vir.

Emma: Não quero voltar, não quero ter de encarar Neal, e muito menos ver você nos braços do meu...irmão. – Sua voz soava triste em minha orelha, seu nariz veio acariciando meu pescoço e rosto até seus olhos encontrarem os meus. –

Regina: Por favor Emma, não pense nisso, não agora. – acariciei seus cabelos buscando forças para olhar em seus olhos sem chorar. – Tudo ficará bem, eu prometo! – disse engolindo a seco. –

Emma: Como pode me prometer isso? Tenho medo que você o mate, não te perdoaria. – seus olhos fixaram nos meus fazendo todo meu corpo congelar, sabia exatamente de quem ela estava falando, e isso era uma dor sem tamanho. –

Regina: Matar quem Emma?

Emma: O homem que você tanto odeia. – seus dedos acariciavam meus braços em uma visível luta para não estragar o momento. –

Regina: Não sou uma assassina, não sou ele. E já disse que não quero mais saber disso, eu desisti não desisti Swan? – segurei seu rosto para que a loira me olhasse novamente, enganei a mim mesma para por fim engana-la, ou estava falando a verdade? Não sabia mais. –

Emma: Eu acredito em você mas... se me ferir de novo, não irei voltar Regina, essa é a última chance que dou a você, definitivamente a última, quero ser a sua mulher e não seu saco de pancadas.

Regina: Você é a minha mulher, ao menos será, será a minha mulher Emma, só minha! – falei em um súbito desespero de quem talvez soubesse que não queria errar, mas iria. –

Emma: Vous êtes l'amour de ma vie! (Você é o amor da minha vida)

Regina: Vous êtes l'amour de ma vie!— “pardonnez-moi” sussurrei em um abraço apertado antes de começarmos a nos amar, por toda a noite, em nossa recíproca esperança de que as coisas finalmente dessem certo ali e por toda a nossa eternidade.

Notas finais
Quando ouvi a música da Carla Bruni pensei imediatamente nessa cena do barco, a tradução descreve muito da relação futura dessas duas, ouçam! Sim, Regina uniu as duas empresas, não detalhei muita coisa porque realmente acho melhor focar nas duas, mas tentarei aos poucos explicar as coisas que giram em torno dessa vingança. Próximo capítulo já será em Storybrooke e então teremos MUITAS emoções nessa longa reta final! Por favor, me digam que ainda estão aqui e que mesmo essa autora sendo uma irresponsável vocês vão até o fim comigo. Alguém aqui ainda? :( Conto com vocês!