Revenge: O preço
39 Capítulo 39 - Revenge 2.0
Notas iniciais
Depois de abrir mão de Emma, sim foi isso que eu fiz, abri mão verdadeiramente de alguém que eu nunca conseguiria fazer feliz, é difícil me amar, mas com certeza não tão difícil quanto me amar sabendo que eu odeio seu pai mais que tudo nesta vida. Cheguei em casa sozinha e por mais que eu quisesse finalmente me sentir segura, só conseguia me sentir pior, mais vazia e sem rumo, nunca imaginaria que o meu passado pudesse me trazer um presente tão cruel, cada centímetro do meu apartamento parecia ter algo que me lembrava Emma, seu perfume invadia minha mente deixando meu coração ridiculamente em pedaços, nunca irei cansar de dizer o quanto o amor é deplorável, amar é destruir a si mesmo mais que ao outro, essa era minha conclusão, seriam longos quatro meses até conseguir me livrar disso tudo de uma vez por todas.
Queria beber a noite inteira, só assim conseguiria dormir ou esquecê-la por um segundo que fosse, entretanto havia marcado com Ruby no dia seguinte, e pela forma como a menina me olhou eu tinha certeza que não seria uma conversa nada agradável e precisaria de todo o meu cérebro e corpo em perfeito funcionamento para lhe dar com isso, seja lá o que fosse eu sabia que tinha uma bomba em minhas mãos.
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Não passava das duas da tarde quando a campainha tocou, certifiquei mais cedo que Killian não me procuraria, respirei fundo, fechei os olhos com força e os abri juntamente com a porta. Ruby me olhava de maneira indecifrável, sua expressão séria chegaria a ser cômica se não fosse tão trágica.
Regina: Olá Ruby, entre! – a menina assentiu com um meio sorriso e entrou sem graça, voltou-se a mim ainda parada esperando que eu conduzisse suas atitudes. –
Ruby: Você tem um lindo apartamento, minha nossa olha a decoração desse lugar. – quebrando o silencio enquanto caminhávamos em direção aos sofás, Ruby sentou ainda admirando o espaço enquanto sentei no sofá a frente do dela mantendo uma distância digamos... segura, pra o tal assunto a ser tratado ali. –
Regina: Philippe Starck, o mito da decoração! – lancei-a um imenso sorriso, falar o nome do meu decorador sempre era algo que me enchia de orgulho. –
Ruby: O.M.G Emma é completamente fã desse homem, fez com que o papai investisse milhões para que ele decorasse alguns dos quartos da Dreams. – disse entusiasmada rindo como se pudesse lembrar do ocorrido. – mas isso você com certeza já deve saber.. – a menina sussurrou para si mesma, pude entender o que ela não só disse como também insinuou, mas definitivamente fiz a melhor escolha, ignorei suas palavras.-
Regina: Sim eu sei. Mas vamos direto ao ponto Ruby. Porque está aqui? – arqueei a sobrancelha penetrando meu olhar no de Ruby que prontamente se ajeitou no sofá, pigarreou buscando uma maneira de começar. –
Ruby: Há muito tempo Emma se apaixonou por uma... mulher. – “ah não, isso não” repeti em minha mente já sentindo meus músculos contraírem de nervoso, eu conhecia bem aquela historia, só não sabia onde ela podia parar e imaginar estava me deixando ainda mais apavorada. – Emma nunca foi tão feliz em toda a sua vida, então essa mulher destruiu não só o coração da minha irmã mas também sua vida, ela é venenosa, manipuladora, ela é má Regina, não má não... ela é perversa!
Regina: Eu sei. – sussurrei enquanto soltava o ar com pesar, só de ouvir o nome daquela maldita já sentia vontade de mata-la, encarei Ruby incentivando-a a prosseguir. –
Ruby: Essa mulher voltou, ela está enlouquecendo minha irmã Regina, nunca a vi tão desesperada, ela a procura para ter o prazer de provoca-la, de fazê-la chorar e sofrer, outro dia mesmo ela foi a Dreams somente pra encher Emma com seu veneno, se eu não tivesse chegado minha irmã com certeza estaria na cadeia agora por mata-la... você sabe de quem estou falando?
Regina: ARIEL! – ignorei qualquer senso ao ouvir as palavras de Ruby, levantei-me gritando seu nome, bufei e passei as mãos em meus cabelos buscando me recompor, quando consegui voltei a sentar-me e ouvi-la. –
Ruby: Ótimo, você sabe, isso poupa tempo! Então você também sabe de quem ela é esposa, do seu status social, da sua beleza manipuladora e bom... que ela dormiu com Killian também. – Ruby me encarou esperando alguma expressão absurda diante daquilo, mas tudo que viu foi eu apenas assentindo sem incomodo algum. – Não posso contar com ninguém da minha família, muito menos com Neal, não só o odeio como não tenho confiança alguma naquele imbecil. – sorri largo – Só me restou você! – seus olhos esperançosos me deixaram desconfortável, pelo visto eu, a mulher que estava prestes a acabar com toda aquela família, estava sendo cotada a “salvar” a vida da mulher que eu acabara de “dar um fora”, claramente a vida é uma torrente de ironias e o destino? Uma vadia! –
Regina: O que quer que eu faça querida? – sorri de um jeito maligno, eu diria. –
Ruby: Até as melhores pessoas tem seus segredos, imagina então uma vadia mentirosa como aquela... Ela jurou infernizar a vida de Emma o quanto pudesse, tem que existir algo em sua vida que a faça recuar, do contrário... – Ruby respirou fundo como se temesse suas palavras até por fim continuar. – Ou ela vai acabar com Emma, ou minha irmã vai acabar com ela.
Odeio confessar, mas subestimei a menina a minha frente, Ruby era esperta e estava disposta a entrar numa guerra para proteger a irmã, certamente havia puxado a mãe, mas se considerarmos que a menina estava disposta a destruir a vida de Ariel se fosse preciso, provavelmente essa parte havia herdado do pai. Refleti em suas palavras, estava tudo muito claro, Ruby queria chantagear Ariel para que a mesma desaparecesse, mas sabia que só alguém com poder e influencias, no caso eu, poderia realizar aquilo com maestria, mas porque eu me meteria naquilo? Porque parti o coração de Emma? Porque aquela maldita ruiva me usou? Se olhasse por outro lado eu devia agradece-la, graças a isso eu estava de volta ao meu plano de vingança, mas graças a ela trai a confiança de alguém que não merecia, a confusão era nítida em meus olhos.
Ruby: Você deve isso a ela Regina, é o mínimo que pode fazer por Emma. – o olhar de Ruby de repente pareceu completamente julgador, senti meus pêlos arrepiarem com suas palavras, parecia que Ruby sabia exatamente de tudo, não poderia perguntar, sua resposta poderia me fazer recuar, será que Emma havia dito algo? Me pus de pé e passei a caminhar de um lado pro outro deixando Ruby nervosa, ela estava certa, em todos os sentidos possíveis ela estava certa. Era por Emma, era por mim, era por nós. Se Emma tivesse que matar alguém, que esse alguém fosse eu, não deixaria a loira sujar as mãos com aquela piranha de baixo nível, eu poderia fazer isso tranquilamente, sim eu poderia e iria fazer. –
Regina: Quando tempo essa mulher ainda ficará na cidade?
Ruby: Ouvi meu pai falando que eles decidiram estender para um mês sua estadia por aqui, sabe o que pode acontecer em um mês?
Regina: Me dê alguns dias, precisarei de um tempo para colocar meus planos em ação, então entrarei em contato.
Ruby: É claro que você já tem um plano, por isso recorri a você. – o sorriso orgulhoso da menina me fez quase sorrir também, ela se pôs de pé. –
Regina: Ouça bem. Continue agindo normalmente, deixe Emma bem longe dessa mulher, a vigie se for preciso. E jamais, em hipótese nenhuma você me entendeu Ruby? – ela assentiu – Não conte a ninguém, principalmente para Emma que eu tive algo haver com isso, eu não sei de nada e muito menos você estamos de acordo?
Ruby: Estamos de acordo. – a menina me estendeu a mão que eu prontamente apertei, seu sorriso era mais maldoso do que satisfeito, novamente optei por ignorar, estava feito, e minha alma sentia-se feliz por finalmente ter a chance digamos... justa, de acertar as contas com aquela maldita sereia, como diria Swan. –
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Eu sabia exatamente a quem recorrer para dar inicio aos meus planos, havia algo sobre meu avó que não me atrevia nem mesmo a lembrar, entretanto esse era o momento necessário para usar algumas artimanhas do velho, durante um tempo o via na sala com um homem que sempre o entregava alguns relatórios, anos depois que assumi a OceanTur, descobri que Archie Hopper era um detetive renomado que investigava sobre um antigo acionista da empresa, foi graças a ele que meu avó demitiu o golpista, e era de alguém dessa magnitude que eu necessitava para os serviços, junto a Ruby reuni tudo que pude sobre a vida e o passado de Ariel, assim como o seu “feliz” presente, entreguei ao homem e deixei que ele cuidasse do resto.
Não demorou quatro dias para que eu tivesse em mãos uma informação que era surpreendentemente mais prazerosa do que eu imaginara, finalmente eu faria a vadia pagar e bem caro, assim ela aprenderia da pior maneira o que acontece com aquele que provoca a fúria de Regina Mills. Liguei para Ruby para contar do plano, Regina Mills de amiguinha de vingança, a que nível uma pessoa...arg... apaixonada chega não é mesmo?
Ruby: Não seja louca! Desculpe, quer dizer, se você publica isso nos jornais e revistas de fofoca George será exposto ao ridículo, isso o prejudicaria muito e aquele velho tarado não é o nosso foco, só temos uma pessoa que queremos atingir Regina, você é incrivelmente esperta, pense...
Regina: arg... – bufei – você tem razão – revirei os olhos ao admitir aquilo – George move uma boa economia para meus negócios, e sim, existe outra maneira, e isso não é um pedido Ruby, é um aviso: Se não funcionar, todos saberão!
Ruby: Conte-me vossa vontade majestade... – não contive o riso ao ouvir tal coisa, que mania as pessoas tinham de me comparar a uma rainha, e tenho certeza que não era no bom sentido – se não funcionar então tudo bem, todos saberão!
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Uma linda tarde de quinta-feira, se eu estava nervosa? Claro que não. Meu único medo era o que Ruby poderia ouvir atrás da porta, insisti de todas as formas para que a menina não se metesse nisso mas ela insistiu que era dona da ideia e que era pela sua irmã, bom, eu era filha única então aquele sentimento do qual eu não entedia não poderia ser questionado. Por fim a campainha finalmente tocou, sorri da maneira mais maléfica que podia, minha vingança 2.0 estava prestes a começar e que sensação deliciosa.
Regina: Fico...feliz, que tenha aceitado meu convite meu bem! – disse de uma maneira completamente irônica ao abrir a porta para que a ruiva entrasse. –
Ariel: Fiquei surpresa com o seu convite Regina, sei que não está nada feliz comigo. – o sorriso nervoso da mulher me deixava ainda mais animada. – Não vai me matar vai?
Regina: Porque eu faria isso? Existem maneiras bem mais eficazes e menos perigosas de exterminar um inseto feito você, querida. – sorri largo fazendo a ruiva dotar uma expressão séria, quase apavorada, ela era esperta suficiente pra saber que eu não havia chamado-a para um café e esperta suficiente para saber que eu não era o tipo de mulher que pegaria leve. –
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