Revenge: O preço

20 Capítulo 20 - Um passado no presente


Notas iniciais
Oiiiie, hoje vamos saber o que Regina fez para a Kristin, isso mesmo. E só posso dizer que: "Bahamas is Coming!" Recebi bastante comentário no capítulo anterior eba* Indo responder agorinha, acho que é só isso mesmo. Nome do cap. em homenagem a uma das fic's mais lindas que já li, da querida Nique *-* Boa leitura mores!

– Emma narrando –

Mesmo com a demonstração de algum sentimento por parte de Regina, nada me tirava da cabeça sua namoradinha do passado. Senti-me uma completa idiota ao ver o jeito que Regina a olhava, até mesmo sua voz se alterara perto da tal Kristin.

Na terça nada prendia minha concentração, durante todo o dia lutei contra mim mesma para não cometer o erro que estava prestes a fazer, mas Regina precisava saber minha resposta antes que a tal mulherzinha pudesse fazê-la esquecer do que estava acontecendo entre nós, por um momento deixei-me esquecer de que aquela morena era namorada do meu irmão e eu estava prestes a me casar. Eu a queria. Fui a toda velocidade permitida atrás da minha linda maçã envenenada. Apertei a campainha e para minha surpresa não foi a morena quem abriu a porta. A única pessoa que Regina amou estava somente de calça e sutiã, seus olhos tão claros quanto os meus me olhavam esperando que eu dissesse algo, mas minha voz simplesmente desaparecera. Logo Regina apareceu somente de roupão saindo do seu quarto e mil cenas horríveis passaram em minha mente: ”Desculpe! Eu não devia ter vindo sem avisar, com licença, desculpe!” foi tudo que consegui dizer enquanto as lágrimas já ousavam descer em meu rosto, ouvi distante a voz da morena me chamar, mas eu só queria sair dali, de perto daquela vagabunda por quem eu estava me apaixonando.

Kristin: Emma volte! Não tem motivos para sair desse jeito. – a mulher disse praticamente correndo atrás de mim pelo corredor. –

Emma: Nenhum veneno é tão doloroso quanto o veneno Regina Mills. – falei com ódio na voz a encarando enquanto o elevador não chegava, aquele momento pareceu horas. – Sabe o que é pior? Eu já sabia. – eu queria socar a cara daquela vadia, mas ela sofria do mesmo vicio que eu, o vicio Mills. –

Kristin: Do que está falando? – a mulher dizia confusa tentando segurar a porta do elevador. – Espere Emma, eu e Regina não... – antes que ela pudesse terminar Regina gritou “Kristin, deixe-a ir.“ e as portas se fecharam me permitindo desabar. –

Pela segunda vez eu saia do apartamento de Regina aos prantos, tentava por tudo não pensar nas coisas nojentas que elas certamente haviam feito, não podia imaginar Regina sendo tocada por outra mulher, principalmente uma mulher que já conhecia bem cada pedaço daquele corpo. Meu estômago revirava, minha cabeça latejava. Sentia-me a pior das idiotas, enquanto eu estava lutando contra meus valores para me entregar aos meus sentimentos, Regina deleitava-se em seu passado. E pensar que eu fui lá para dizer que aceitava a viajem, que aceitava qualquer coisa que fosse ao lado dela.

Estava difícil disfarçar a tristeza e a raiva, buscava todo trabalho possível na Dreams. Na sexta não houve um minuto em que eu não pensasse na viagem de Regina, pensei na hipótese dela ir com sua ex-namoradinha e meu coração doera. Após o almoço voltei disposta a me afundar em mais trabalho, estava concentrada na tela de meu computador quando minha secretária anunciara a presença da mulher, antes mesmo que eu pedisse que a mandasse para o inferno, ela já se encontrava em minha porta, no mesmo lugar em que Regina havia estado há dias atrás.

Emma: O que quer? Kristin não é mesmo? – a fitei de uma forma esnobe, arqueei minha sobrancelha tentando parecer superior, mas esse não era o tipo de coisa que eu sabia fazer, não tão bem quanto Regina. –

Kristin: Você sabe que esse é meu nome Emma. – disse fechando a porta e fitando toda a sala. – Minha esposa veio tratar de negócios com seu querido pai, decidi vir vê-la. Detesto essas reuniões de negócios. – seu sorriso carregado de cinismo me irritara, ela veio em minha direção parando frente a minha mesa. –

Fiquei surpresa ao ouvir a mulher dizer que Úrsula era sua esposa, meu pai havia comentado sobre uma reunião marcada entre eles, esse mundo pequeno me deixava cada dia mais enlouquecida.

Emma: Fique a vontade, mas não poderei dar atenção a você, tenho muito trabalho, então se me der licença. – sorri de forma falsa para a mulher e voltei a mirar meu computador ignorando completamente sua presença. Minha mente implorava que ela fosse embora antes que eu pulasse em seu pescoço. –

Kristin: Lindo cisne. – ela acariciou o objeto com a ponta dos dedos. – Hm Veja só o que temos aqui, uma coroa de brilhantes, lembra-me uma certa majestade ou como você dissera: um certo veneno. – seus olhos tornaram-se distantes ao mirar o presente de Regina em sua mão direita. –

Pensei em perguntar sobre sua história com Regina, embora eu estivesse com muita raiva, a maior parte de mim queria saber como a morena era antes de se tornar aquela tão fria e esnobe, antes que eu pudesse dizer algo meu celular vibrou, pensei ser Neal e decidi ler a mensagem de imediato.

De: Regina Mills

“Minha proposta ainda está de pé Emma. Aeroporto particular do Maine, lhe esperarei até às seis horas em ponto, não mais que isso. Entenderei se não for.”

Que audácia achar que depois de tudo que houve eu ainda poderia pensar na hipótese de ir, saber que ela me esperaria fez meu coração acelerar, cheguei a sorrir incrédula. Balancei minha cabeça desviando meus pensamentos e joguei meu celular em cima da mesa de forma grosseira. Kristin observou a cena e sorriu para mim como se soubesse quem era e o que estava escrito.

Kristin: Você gosta de histórias Emma? – a mulher voltou a fitar o objeto em sua mão, seus olhos voltaram a mim esperando uma reposta. –

Emma: Por quê? – fui seca, de repente respirar ficara quase impossível. –

Kristin: Tenho uma para lhe contar. – ela pousou o objeto de volta ao mesmo lugar, sentou-se a cadeira a minha frente e mirou as vidraças atrás de mim. –

Por um momento pensei em interrompê-la e expulsa-la de minha sala, mas sua seriedade e minha curiosidade fizeram-me apenas respirar fundo e ouvi-la.

Kristin: Ela era doce, não havia um dia em que não chorasse em meus braços sentindo falta do pai, e se perguntando por que Cora havia deixado-a para trás, seus avós já estavam no fim da vida, ela não tinha ninguém, a pressão para assumir a tal empresa de turismo era enorme, fomos para a universidade assim que Regina fez 18 anos. Aos poucos já não havia mais lágrimas ou se quer lembranças, sempre que eu tentava tocar no assunto ela me interrompia, foi ficando distante. Um dia eu perguntei a Regina o que estava acontecendo, ela disse que nunca me amou, que eu era seu consolo e que ela não precisava da piedade de ninguém, disse tudo isso olhando em meus olhos. – a mulher desviou seu olhar da janela e me encarou com os olhos marejados. – Eu sabia que ela estava mentindo, Regina fala pausadamente quando quer ter forças. – lembrei-me das vezes que discuti com Regina e ela dava pausa em suas palavras quando queria me machucar ao máximo, fazia sentido, ela o fazia para que eu desistisse dela e não por ser realmente fria. –

Emma: Pelo visto a bondade deixou Regina bem cedo. – falei fitando um ponto qualquer. –

Kristin: Ouça. Estava disposta a lutar por ela, fui ao seu quarto dizer que não desistiria, Regina estava aos beijos com um cara, ela me olhou e sorriu. Eu preferia a morte a ver aquela cena, de repente aquela menina era uma garota nojenta. Má, essa é a palavra, Regina havia agido como uma verdadeira Rainha Má. Antes de eu sair por aquela porta, a última coisa que ouvi de sua boca foi “Farei o meu próprio destino Kristin, e um dia irá me entender.” Minha vida mudou muito, mas não houve um só dia em que não pensei em Regina Mills, suas fotos em revistas provaram que sua frieza a dera o poder que ela queria. – Kristin não contara grande parte do que aconteceu durante aquela briga. Regina desabafou muito de sua dor e do seu desejo de justiça, mas Emma não precisava saber, não pela boca de Kristin, essa verdade só a própria Regina poderia conta-la. –

Emma: Sinto muito. – fui sincera, a olhei triste. – Mas mesmo assim você está aqui e cedeu a ela. – completei por impulso em um tom seco, quase grosseiro. A raiva ainda estava forte em meu peito. –

Kristin: Não Emma, não sinta. Aquela menina nunca deixou de existir, ela só encontrou a forma errada de seguir em frente. Temos uma família e amor, Regina perdeu isso muito cedo e de uma forma catastrófica, mataram Henry sem nenhum motivo. Ela só precisa que alguém a lembre quem ela é de verdade, e que a faça ver que o amor não é uma fraqueza e sim que é a magia mais poderosa. Eu tive certeza disso quando fui a seu apartamento aquela noite em busca do real motivo dela ter mudado tanto.

Emma: E? – ajeitei em minha cadeira sentindo meu estômago revirar e minha cabeça doer. –

Kristin: Ela me deu o motivo. Sempre irei ama-la, mas como alguém que me fez crescer embora a dor. – a mulher me olhou e levantou-se. – Regina precisa de alguém que acredite nela mesmo quando ela agir da pior maneira. Espero que seu irmão consiga. – ela enxugou as lágrimas e sorriu sem graça pelo desabafo. –

Emma: É... meu irmão. – deixei uma lágrima solitária cair de meu rosto, de todas as pessoas meu irmão era o último capaz de muda-la. – Regina nunca vai mudar Kristin. – levantei em busca de ar, toda essa história só me deixava mais curiosa para saber o que tornou Regina tão fria. –

Kristin: Você não vai saber se não tentar. – a mulher sorriu para mim como se soubesse tudo que eu sentia por sua ex-namorada. – A propósito, eu não cedi a Regina, aquela noite apenas conversamos, ela me explicou seus motivos e eu a perdoei. Estava sem blusa porque senti calor. Tentei te explicar, mas você saiu correndo feito uma louca. – a mulher fez alguns gestos que nos fez rir. – Confesso que tentei beija-la, não resisti. – a olhei com ódio, quis arremessar um vaso em sua face, mas antes que eu o fizesse a loira completou. – Mills não aceitou o beijo, você deve saber por quê. Boa sorte Emma! – foram suas últimas palavras antes de abrir a porta e sumir.

“Não fui capaz de fazê-la desistir. Mas talvez você seja Emma Swan!” – A mulher disse em sussurro enquanto abria a porta do escritório, Emma não pôde ouvir. Mas Kristin agora torcia para que Emma fizesse o que seu coração mandava. –

Eram quase quatro horas da tarde e eu permanecia em minha sala intacta, a história de Kristin e Regina era dolorosa. Suas palavras martelavam minha cabeça, diante de tudo Kristin Bauer acreditava que alguém pudesse derrubar os muros de Regina. Sorri ao lembrar-me do fato de Regina ter recusado o beijo daquela mulher tão atraente, e no fundo eu realmente sabia o porquê. Ela tinha razão, só havia uma forma de descobrir quem era Regina Mills e porque ela havia se tornado tão fria e tão fechada para sentimentos, sim eu só saberia se tentasse.

Respirei fundo e corri empresa a fora, liguei para um taxi pedindo que me buscasse em 40 minutos, acelerei meu carro em direção a minha casa e arrumei uma mala com algumas roupas e produtos pessoais; não me permiti parar pra pensar, primeiro porque não havia tempo e segundo porque certamente eu desistiria dessa loucura. Mandei um sms para Neal dizendo que viajaria para Boston, disse que uma antiga amiga de faculdade acabara de ser mãe e eu tinha que vê-la, foi a desculpa que pude pensar naquele pouco tempo. Ruby me observava da porta gargalhando de minha forma desastrada, não tive tempo de me preocupar com o que minha irmã pensara naquele momento, apenas fiz um pedido.

Emma: Você não viu nada. – ela apenas assentiu e continuou a sorrir. –

Já se passava das cinco quando o táxi chegara, o trânsito estava fora do comum, liguei várias vezes para Regina, mas seu celular estava desligado, para meu desespero o carro mal saía do lugar, e quanto mais próximo estávamos do aeroporto mais nervosa eu ficava. Meu relógio marcou seis horas e a sensação que tive fora a pior possível. O taxista ao ver meu desespero acelerou como um louco, corri com minha mala pelo lugar pedindo informação, um homem disse que o avião de Regina já devia ter decolado, eram seis e vinte, sentei em um banquinho qualquer recuperando o fôlego e sentindo a tristeza me consumir.

XxX: Por algum motivo o avião da senhorita Mills ainda não decolou. Corra moça, corra. – abri um enorme sorriso para o rapaz que me apontava a porta que me levaria ao avião de Regina. –

Emma: Somente eu posso chama-la assim. – encarei um homem de uma forma esnobe, sorri e voltei a correr como uma louca. –

Notas finais
Sim, minha Kristin só veio ajudar e acho que ela ainda volta em um futuro aí.. Emma foi atrás de Regina sim, vai ter Bahamas sim. u.u Agora preciso que me digam, escrevi uma viagem grande, querem saber como foi tudo ou resumido para a volta já cheia de babados em em? Comentem, recomendem, vamos interagir mores! *-* Até loguinho...