Revenge: O preço
13 Capítulo 13 - I'm sorry
Notas iniciais
Obviamente não comuniquei nada a Swan sobre o lindo presente, queria ver se ela seria capaz de ir além para que eu a desculpasse ou se pararia por ali, o que eu achava bem mais provável tendo em vista que nossa proximidade sempre acabaria com nossas bocas se encontrando. A semana se passava rapidamente, havia visto Killian em um almoço e um jantar em dias diferentes, fugia do rapaz como podia, mas de fato estava cansada. Junho era o mês em que as pessoas começavam a fazer suas reservas de férias, a empresa estava sobrecarregada. Quanto aos nossos negócios, não obtive nenhuma resposta e David ainda não havia tomado nenhuma atitude depois de ter descoberto quem eu era, nem mesmo conversado comigo sobre meu pai. E Emma também desaparecera como eu imaginara, fiquei um tanto decepcionada, mas talvez fosse melhor assim.
Na quinta cheguei em casa eram quase sete, comprei meu jantar no caminho e após um longo banho quente e relaxante, vesti uma calça de pijama e uma camiseta bege, gostava de ficar em casa o mais confortável que podia, sentei em meu sofá e comecei a ler um livro de filosofia que eu amava, “Além do bem e do mal de Nietzsche”, não notei quanto tempo se passara, estava concentrada até assustar-me com o barulho da campainha tocando freneticamente, levantei-me as pressas colocando um hobby preto, não haviam me interfonado o que logo chutei que seria Killian querendo fazer surpresinha para mim aquela hora da noite, nem perdi meu tempo em olhar pelo olho mágico, apenas abri mais uma vez sendo surpreendida pela loira em minha porta.
Regina: Preciso parar de tentar adivinhar qual Swan está em minha porta. – a olhei com um leve sorriso em meus lábios e completamente surpresa, àquela altura eu esperava qualquer coisa, menos a visita de Emma, a loira estava linda com uma calça de tecido estampada e uma camiseta amarela de mangas longas, seus cabelos soltos a deixavam ainda mais encantadora. –
Emma: O que disse? — Emma me olhou confusa, não estava séria, estava...normal?! Suas mãos no bolso da calça revelava certo nervosismo. –
Regina: Nada. O que faz aqui há essa hora senhorita Swan? – fitei-a dos pés a cabeça ficando séria, por dentro meu coração saltava de meu peito, mas aquela jogada de irritação havia me agradado tanto que decidi pagar pra ver qual era a da loira. –
Emma: Tenho algo pra lhe dizer...na verdade não é bem dizer, digamos que... -a loira tropeçava nas próprias palavras, chegava a ser engraçado a forma como Emma tentava se explicar. –
Fiquei parada na porta esperando que ela continuasse, mas Emma não disse nada, olhou para o corredor que se encontrava totalmente vazio, algumas luzes já estava inclusive apagadas, Emma me olhou novamente e respirou fundo como se buscasse coragem para tomar alguma atitude, balancei minha cabeça em um gesto de quem esperasse ainda a resposta até que fui completamente surpreendida pela mão de Emma me puxando para si, suas mãos foram uma em minha nuca e outra em minha cintura me prendendo com força, sua língua invadiu minha boca vorazmente, a loira era mais forte do que eu e mesmo que não fosse eu não queria sair dali. Era um beijo completamente sexual que deixaria qualquer um que visse a cena, excitado. Nosso ar já faltava, mas estava impossível parar, pois sabíamos que quando nossos lábios fossem afastados, a realidade trataria de estragar tudo outra vez. Após o longo beijo de minutos Emma me afastou de si docemente, estava ofegante e olhava para baixo segurando meus ombros, seus olhos enfim subiram e encontraram os meus, sem nenhuma expressão de arrependimento, o que me trouxe alguma animação.
Emma: Acho que esse pedido de desculpas você entende melhor. – A loira arqueou as sobrancelhas como se me desafiasse. – Já que as flores de nada serviram. – Emma completou com um leve entortar dos lábios como se estivesse chateada por eu ter ignorado seu lindo presente. –
Regina: Ainda diz que não me conhece. – Sorri para Emma que parecia surpresa com minha postura comum, tentei puxa-la pela cintura, mas a mesma recuou. Para minha sorte...ou azar... o barulho da porta do elevador abrindo nos assustou a tal modo que entramos em meu apartamento rapidamente, sabíamos que o medo era de que pudesse ser Killian, mas nada dissemos, encostei-me à porta já trancada ficando de frente para Emma e quebramos o silêncio gargalhando juntas diante do susto. –
Emma: Okay, agora estamos realmente empatadas, tenho que ir. – Emma se dirigia a porta, mas parou ao perceber que eu não sairia da frente para que ela fosse embora, a loira me encarou como se esperasse que eu a deixasse passar. – Por favor Regina, não estrague!
Regina: Trouxe um vinho maravilhoso de Miami, me acompanha? – Falei em um tom malicioso que certamente deixou Swan arrepiada a fazendo umedecer os lábios de uma maneira tão sexy que senti um pulsar entre minhas pernas. –
Emma: Posso fazer isso completamente sóbria senhorita Mills.
A forma irônica que Emma usou o “senhorita Mills” foi suficiente para me tirar de toda a postura que lutei para manter, tentei puxar a loira contra meu corpo, mas ela foi mais rápida me jogando com força contra a porta e abrindo meu hobby com toda pressa que podia, ao tira-lo, reparou as roupas que eu estava usando, o que a fez gargalhar com certa zombaria me deixando irritada. “Custava nada estar com uma lingerie preta em vez desse pijama Regina.” A loira disse me olhando dos pés a cabeça, sua risada me deixou excitadamente irritada.
Regina: Se não te agrada é só tira-lo querida.
A fitei com um tom desafiador em minha voz recebendo um “com certeza” sussurrado em minha orelha, Emma tirou minha blusa com pressa, em seguida arqueou meus braços pro alto entrelaçando nossos dedos, passou a beijar e lamber todo meu colo, a loira admirou meus seios por alguns segundos e encarou-me com os olhos verdes e ardentes de desejo: “você não gosta mesmo de usar sutiã não é...” ignorei completamente suas palavras pedindo que Emma devorasse meus seios enrijecidos de vontade e a mesma fora completamente obediente. Após deliciar-se em meus seios a loira soltou meus braços vindo de encontro a minha boca, beijei Emma com toda a saudade reprimida que sentia, arranquei sua blusa e sutiã enquanto a mesma já descia minha calça me deixando somente com uma calcinha de renda branca. Compartilhávamos um delicioso beijo quando tomei uma decisão que embora simples, eu sabia o que significava...
Segurei o rosto de Emma com as duas mãos a fazendo me encarar por alguns segundos, dei um selinho demorado e a fiz me abraçar por trás, a loira agarrada a mim fora caminhando comigo entre tropeços, massageando meus seios e distribuindo beijos molhados em minha nuca, ombros e mordidas na orelha. Levei Emma para o meu quarto, mas quando chegamos a minha cama a loira apenas se afastou me virando de frente, fitou todo o quarto ficando encantada com a beleza do espaço, Starck era definitivamente o designer mais incrível do mundo. Emma quis dizer algo, mas com medo do que fosse, eu não deixei, a empurrei em minha cama e subi em cima da loira a deixando entre minhas pernas, passei a distribuir beijos e pequenos chupões por seu pescoço, ombros, colo e seios, quanta saudade eu senti daquele perfume que me era como uma droga, encarei Emma enquanto mordia meu lábio inferior lentamente a fazendo sorrir como se implorasse para me ter, cobri os olhos da loira com as duas mãos e passei a devorar seus seios com todo desejo que sentia, notei algo incômodo que me fez parar e olha-la, o que eu vi me fez sentir um soco na boca do estômago me fazendo retirar as mãos que estavam úmidas e ver as lágrimas de Emma descendo sobre seus olhos vazios. Sentei ao seu lado respirando fundo para acalmar meus hormônios que ainda pediam pelo corpo de Emma, a loira sentou e passou a enxugar as lágrimas com certa tranquilidade me olhando em seguida.
Regina: Pelo menos dessa vez você está tendo um ataque antes de acontecer. Posso me vestir antes ou quer começar a me chamar de puta agora? – Falei calma a olhando com certa preocupação, não tive forças para manter qualquer postura, deixei pela primeira vez, que minhas atitudes fossem as que eu realmente queria ter. –
Emma: Quando acordei, fiz café para que nós pudéssemos tomar juntas na sua varanda, enquanto você não acordava fui ler as mensagens do meu celular e as mensagens de Killian e Neal massacrou-me o peito, não foi certo Regina e você sabe disso, assim como não está certo agora. – Emma fitava a mesinha de cabeceira como se visse no vácuo tudo que aconteceu aquela manhã. –
Regina: Espera. Então foi por isso que você agiu daquela maneira? – Senti pena daquela mulher, mas mais do que isso senti culpa, fui completamente fria e seca enquanto Emma carregou sozinha o peso da nossa atitude. Busquei seus olhos que continuaram firmes a mirar o nada. –
Emma: Também. Eu agi como tinha que agir, do contrário, provavelmente ainda estaria aqui com você Regina. – Swan passou a mirar as mãos e brincar com seus dedos como se sentisse completamente perdida com o que acabara de confessar. E por fim, olhou em meus olhos. –
Regina: Não se culpe Swan. Eu comecei com isso e eu vou terminar. Prometo não ficar em seu caminho, mas antes preciso que me diga uma coisa. Já esteve com uma mulher antes não esteve? – A confissão de Emma me causou uma sensação que me faltou o ar, por um minuto eu quis abraça-la, contive-me, tínhamos caminhos completamente diferentes, e naquele momento percebi que embora doesse, deixa-la em paz era a melhor chance que eu poderia dar a ela. –
Emma: Tenho meu passado do qual não quero falar, assim como você tem o seu. – a loira aproximou-se passando a sussurrar as palavras, aquilo foi o suficiente para eu saber qual era a resposta. – E você certamente esteve com várias. – Emma completou numa tentativa falha de sorrir com deboche. –
Regina: Que bela impressão você tem de mim senhorita Swan. Se quer saber, eu já amei alguém além de mim mesma, uma vez. – Falei sussurrando próxima a sua boca mas sem toca-la, apenas nos confessamos baixinho, Emma não disfarçou a surpresa ao me ver dizendo aquilo, mas optou por não continuar o assunto. –
Emma: Você ama meu irmão? – A loira encarou-me com curiosidade no olhar e afastei-me voltando a posição de inicio. –
Regina: Nem sempre o amor é o que nos completa, existem outras necessidades. Sinto muito. – pensei em minha vingança, mas era obvio que Emma não enxergava dessa maneira, não sei como ela entendeu, mas apenas fez que sim com a cabeça como se fingisse me entender. – Agora você tem que ir. – Disse levantando-me e buscando um hobby no meu closet, vesti um cinza e voltei a encarar Swan que já vestia suas roupas. –
Emma: Só não quebre o coração do meu irmão em tantos pedaços, só isso. – disse me fitando tranquila fazendo um pedido de irmã, que eu não podia cumprir. – Sei que irei me arrepender do que vou dizer... Pela primeira vez queria não ter uma consciência e ficar aqui no seu quarto, com você... – a loira me segurou pela cintura e me encarou triste, devolvi o mesmo olhar tristonho para ela enquanto acariciava seus braços. – Mas preciso ir.
Regina: Sim, você precisa Swan. Obrigada pelas flores, camélias são minhas preferidas. – Passei minhas mãos pelos longos cabelos loiros de Emma os ajeitando, passei meus dedos em seu rosto o acariciando, como aquela mulher era maravilhosa, me deixara completamente desarmada. –
Emma: São as minhas também. – Emma sorriu doce e deu um beijo em minha testa –
Caminhamos para a sala em completo silêncio, depois do que houve não havia nada a ser dito. Decidimos em consenso parar ali, a loira era noiva e minha cunhada, não era justo com ela, e eu tinha uma vingança para executar contra seu próprio pai, mesmo que aquilo fosse adiante, Emma nunca me perdoaria por destruir sua família, e eu não abriria mão de fazer justiça pelo meu pai, nunca. A deixei na porta e fui surpreendida pela mão de Emma apertando a minha, a mesma foi caminhando lentamente, mas a segurei tão firme que a fez voltar, a loira selou meus lábios rapidamente e caminhou até o elevador, Emma não me olhou enquanto esperava, mas fiquei a encara-la enquanto tentava entender o que eu estava sentindo, acordei dos meus pensamentos quando Emma sorriu para mim e entrou na cabine, fechei a porta e me joguei no sofá com um sorriso que não fazia parte de mim, não tínhamos feito nada e aquilo era tecnicamente uma despedida, e mesmo assim eu estava me sentindo nas nuvens, pois Emma fora atrás de mim, me procurou, pensei em tudo que a loira me disse no quarto até o sono chegar e eu dormir tranquila, me perguntando se aquele era mesmo o fim de algo que nem havia começado.
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