Revenge: O preço
8 Capítulo 8 - C'est Parfait
Notas iniciais
~Regina volta a narrar~
Depois daquela reunião, voltei a OceanTur para avaliar alguns catálogos de viajem, estávamos por expandir nossos pacotes e eu estava trabalhando dobrado, cheguei em casa já passavam das sete, após um banho demorado e todos os meus cuidados de beleza, fui preparar o jantar, era o que eu mais gostava de fazer para espantar a solidão que de vez em quando invadia minha alma, a lasanha estava quase pronta e já eram quase nove, decidi ligar a tv e enquanto eu fingia que prestava atenção no que estava passando, os olhos de Emma vieram em minha mente, maldito olhar! Fui acordada dos pensamentos pelo interfone que anunciava visita, “Swan se encontra aqui, deixo subir?”, logo pensei em Killian, bufei de impaciência, aquela era minha noite, dificilmente eu me permitia estar confortável como eu estava e ele havia dito que passaria a noite com uns amigos, eu não estava vestida para recebê-lo, mas afinal, estava em minha casa e ele era meu namorado, não tinha problemas.
A campainha tocou, respirei fundo e coloquei meu melhor sorriso amoroso, o que era um grande esforço naquele momento, ao abrir a porta meu sorriso foi trocado por uma cara de surpresa que eu não costumava ter.
Regina: Emma? O que faz aqui? – A loira me olhou dos pés a cabeça, porém seus olhos não encararam os meus, desviaram pra qualquer outro ponto, Emma não disfarçou a surpresa em me ver com um short frouxo de quem pratica esporte e uma camiseta de seda sem sutiã, nem mesmo Killian teve a honra de me ver vestida daquela maneira. -
Emma: Ann...hm..Killian precisa que você assine alguns documentos pra amanhã, ele está ocupado e pediu que eu viesse, tudo bem se... – ela estava completamente perdida, sua voz tentava se manter indiferente, mas com Regina vestida daquele jeito era quase impossível, Emma foi interrompida por um apito vindo de dentro da cobertura de Regina, a mesma pediu que a loira entrasse e saiu em disparada apartamento a dentro. –
Emma fitava toda a cobertura como uma criança na Disney, o apartamento era grande e todos os móveis tinham tons escuros e um design clássico, o que a deixava ainda mais curiosa sobre Regina, tudo que ela sabia era que seu pai havia morrido e sua mãe morava em outro País, qualquer outra coisa sobre a morena era completamente desconhecido, e agora ali em seu apartamento, Emma ficara ainda mais afim de conhecer a namorada do seu irmão.
Regina: Desculpe Swan, mas se eu demorasse iria ficar sem jantar... – Regina disse saindo de um pequeno cômodo pondo uma travessa no balcão, Emma apenas assentiu e caminhou até o balcão completamente perdida, ainda segurava a pasta com força, seus olhos miraram a cozinha a deixando nitidamente surpresa com tamanha organização e beleza dos móveis daquele ambiente, ao ver os olhos de Swan curiosos, Regina prosseguiu. – Ponha a pasta na mesinha da sala e venha me acompanhar, quero ver se a minha cunhada aprova meu jantar. –
Pronunciei o “cunhada” pausadamente deixando Emma sem graça, suas ações pareciam petrificadas, foi até a mesinha e colocou a pasta voltando e sentando em um dos bancos do balcão, preparei dois pratos com arroz e lasanha, me mantive séria e indiferente, queria deixa-la o mais a vontade que podia, Emma parecia confusa,.
Emma: Realmente preciso que assine os papéis, não quero ser grossa, mas deixemos esse jantar para outra hora. – Emma não sabia qual das suas vontades eram maiores, a de sair correndo, a de beija-la, a de perguntar sobre sua vida ou a de perguntar porque Regina estava sendo...gentil?! Mas só conseguia ficar paralisada –
Regina: Não me faça essa desfeita Emma, coma e diga se aprova, assim que acabarmos eu assino tudo e pode ir embora, não lhe farei mal nenhum, querida. – Fui o mais fria que pude, a presença da loira havia me deixado surpresa, e a forma como Emma parecia curiosa e indefesa me deixou confortável, metade de mim queria apenas a confiança dela, a outra metade queria que Emma perdesse o controle ali, aliás, estávamos sozinhas em um “jantar?!”
Emma mais uma vez assentiu, sentei ao seu lado e começamos a saborear meu melhor prato, o silêncio passou a tornar aquele momento uma tortura, lembrei dos olhares daquela mulher sobre o meu apartamento e decidi, mesmo sabendo que poderia me arrepender, mas decidi iniciar de verdade uma conversa com Emma Swan.
Regina: Conhece Philippe Starck?! – Disse sorrindo levemente para ela –
Emma: o maravilhoso designer francês? – A loira permaneceu encarando sua comida, mas pude notar sua expressão surpresa –
Regina: Exato, quando me mudei para Storybrooke ele estava na cidade, era amigo do meu avô, bom, resumindo, meu apartamento é fruto de um de seus trabalhos, inclusive foi fotografado pro site dele em Paris, sinto que moro dentro de um quadro raro do século XVIIII. – pela primeira vez os olhos de Emma me encararam, brilhavam de uma forma que senti meu rosto derreter, seu sorriso arrancou de mim uma expressão que a muito tempo eu não tinha, o silêncio reinou por mais alguns minutos até que terminássemos de saborear minha comida. –
Emma: Amo o trabalho do Starck, e essa lasanha está como o designer do seu apartamento...incrível. – a loira sorriu de forma tímida, levantando-se e ficando de frente pra mim, sorrimos uma para a outra por alguns segundos. –
Emma tentou me ajudar a tirar os pratos, mas insisti que cuidaria disso depois, caminhamos até o sofá e sentamos lado a lado, a loira começou a abrir a pasta e tirar uns papéis enquanto peguei uma garrafa de vinho e nos servi, a principio a loira tentou rejeitar a bebida, mas seu desconforto de estar sozinha comigo era tanto que logo começou a me acompanhar em cada gole, Emma me explicava do que se tratava cada documento, mas minha mente apenas vagava em suas expressões e a forma cuidadosa com a qual ela me explicava. Entre várias e várias taças de vinho comecei a ler rapidamente cada documento e assina-los em silêncio, ainda era nítido o desconforto que tínhamos por estarmos juntas depois de tudo que vinha acontecendo entre nós duas, e esse desconforto fez com que ambas secássemos rapidamente mais de duas garrafas.
Emma: Aliás, existem dois quartos da “Dreams in storybrooke” decorados por Philippe Starck, esse foi um dos motivos dele ter vindo para cá. Não faz ideia do que tive que fazer pra que meu pai investisse tanto. – Emma gargalhou como se lembrasse da história, suas mãos se secavam na sua calça freneticamente, mostrando que a loira estava nervosa, inquieta e alterada pela bebida, já era quase onze e ainda estávamos ali, sentadas no sofá, assinando inúmeros papéis.
Regina: Mal posso acreditar, pedirei a Killian que me apresente esses quartos, cada trabalho de Starck é único. – Emma apenas assentiu, bufou e balançou a cabeça negativamente como se ouvir o nome de seu irmão a tirasse de algum pensamento. –
Entreguei todos os papéis nas mãos da loira e levantei-me indo até a porta de vidro que separava a sala da varanda, o vinho e o clima me encheram de calor, estávamos levemente alteradas, mas jamais bêbadas, fiz um cock bagunçado em meus cabelos, virei-me rapidamente fazendo com que Emma desviasse completamente sem graça, não tive como ficar séria, soltei uma risada irônica fazendo as bochechas de Emma corarem, ela estava encarando meu corpo como um pedreiro, fui em sua direção ficando a centímetros de seu corpo, inclinei-me até sua orelha e usei a voz mais sexy e rouca que eu tinha.
Regina: Era só isso senhorita Swan?!
Emma assentiu e caminhou devagar até a porta. – Obrigada pelo jantar, estava uma delicia, e parabéns pelo apartamento, é lindo. Ah e pelo vinho, claro. – Emma falava baixo, travando em suas próprias palavras, havia uma tensão entre nós que dificilmente poderia ser explicada, a loira parou na porta me fazendo ter uma ideia impulsiva. –
Regina: Tem que ver o quarto então... ele caprichou. – soou malicioso, mas não tive maldades em minha mente naquele momento, não naquele, Emma corou e abriu a porta com pressa, a puxei levemente pelo braço para que ela me ouvisse. – Venha, quero te mostrar uma coisa.
Emma: Não vou conhecer seu quarto Regina. – a loira pronunciou irritada soltando seu braço de minha mão e me arrancando uma gargalhada irônica. – Do que você está rindo?!
Regina: Não seja maliciosa Swan. Adoraria te levar lá, contanto, sou uma mulher com postura. Não irei morder-la, venha. – sussurrei as últimas palavras deixando Emma confusa, sua irritação era nítida e isso me deixava mais animada, Emma revirou os olhos e bufou sem resposta já que eu já puxava seu braço indo em direção a varanda. – Pedi a Starck que decorasse essa parte com carinho, essa é uma das visões mais privilegiadas da cidade, e meu lugar favorito. O ar é cativante, a vista maravilhosa, as flores e os tons claros fazem parecer que tudo está na mais perfeita ordem. Embora não esteja. Não acha?! –
Emma: Meu Deus Regina! Esse lugar é...é... c'est parfait. – Emma sussurou “perfeito” em Francês fazendo meu sexo pulsar com seu sotaque, seus olhos fitavam cada pedacinho daquela varanda como se desejasse que ali fosse parte de sua casa, respirou fundo o ar e permaneceu de olhos fechados sentindo a brisa, Emma finalmente havia baixado a guarda, e mais uma vez fui pega de surpresa por meus próprios impulsos e me coloquei na frente de Swan selando seus lábios, a loira não se moveu, não foi um beijo, nossos lábios ficaram ali, se tocando apenas, até que minhas mãos foram ao encontro da cintura da loira, e suas mãos vieram em meu pescoço, nossas línguas já buscavam contato até que Emma pareceu despertar sendo outra pessoa, se afastando com força.
Emma: Será que você não consegue ser gentil uma única vez sem uma segunda intenção Regina? É só abrir um pouco de espaço pra você e você estraga. – A loira gesticulava incrédula, me deixando um tanto quanto assustada, sua reação foi dura, mas ela estava lhe dando com Regina Mills. –
Regina: Não se faça de coitada Swan, sabe que quando nos aproximamos algo acontece. E se não estivesse afim teria saído por aquela porta, ou melhor, nem teria entrado. – Fui seca em cada palavra, fazendo Emma arregalar seus olhos incrédulos, eu estava culpando-a por ser gentil. Sim, eu estava. –
Emma: O que meu irmão viu em você? Você é louca e impulsiva. Só queria que me dissesse o que quer com ele se quando se aproxima de mim, veja o que você faz. – A loira alterou seu tom de voz de modo que as veias de sua garganta passaram a saltar, me encarava e apontava o dedo em meu rosto com raiva.-
Regina: Não ponha seu irmão nisso Emma, ele é tão meu quanto Neal é seu. Talvez você esteja levando isso a sério demais. – minhas últimas palavras soaram tão pesadas a ponto de me fazer virar as costas para não encarar aqueles olhos verdes –
Emma: SIM, talvez eu esteja mesmo. – Emma se virou e caminhou devagar até a mesinha buscando sua pasta e indo a porta. –
A frase da loira me congelou a alma, senti medo de realmente ter entendido o que ela quis dizer, e por mais que eu negasse para mim mesma, eu havia entendido bem suas palavras. Tive pouco tempo para pensar, a última palavra sempre era a minha, e Swan não me faria mudar, nunca.
Regina: Ei Swan, provavelmente seu irmão viu em mim o mesmo que você. Louca, porém, gostosa. Bem...gostosa. – Disse andando devagar na direção de Emma que já estava com a mão no trinco da porta e parou de costas me ouvindo, sussurrei cada palavra pausadamente, usei meu melhor tom de provocação, e naquele momento aprendi algo sobre Emma. Ela odiava ser provocada, odiava.
Emma: Droga Swan! Droga Swan! Nunca mais vou beber essa porcaria! – foi tudo que a loira disse repetidas vezes para sí mesma enquanto largava a pasta no chão e vinha em minha direção com toda raiva e tensão que acumulou durante nossa conversa, sua boca invadiu a minha vorazmente. –
Sua mão foi em minha nuca enquanto a outra apertava minha cintura tentando manter nossos corpos o mais próximos possível, era uma briga de línguas pra ver quem dominaria naquele momento, Emma puxou meus cabelos para trás os soltando e deixando meu pescoço livre pra que sua boca passeasse com fome por todo meu pescoço, dando leves sugadas que me deixava cada vez mais úmida, usei a força que eu tinha para empurra-la no sofá e sentar em seu colo rebolando enquanto a beijava vorazmente, seus olhos verdes escureceram de desejo, a loira com sua força inquestionável simplesmente quebrou as alças de minha camiseta de seda fazendo-a escorrer sobre meu tórax e deixando meus seios rígidos a mostra.
Regina: Droga Emma! Era uma rara dolce & gabbana! – disse segurando seu queixo e dando um leve tapa em seu rosto no final, deixando a loira ainda mais irritada e dobrando sua vontade de me ter ali e me dominar de alguma forma –
Emma: Cala essa boca Regina! Compensarei! – A loira sussurrou sua última frase me fazendo liberar um leve gemido, enquanto sua boca abocanhou meu seio esquerdo uma de suas mãos foram em minhas costas e a outra em minha bunda me fazendo rebolar freneticamente em seu colo, em seguida uma de suas mãos afastaram meu short, Emma me sentiu completamente molhada fazendo-a me jogar para o lado, a loira arrancou meu short junto com a calcinha, seus olhos se voltaram confusos para a tatuagem que eu tinha, mas naquele momento, ela apenas ignorou e abocanhou minha intimidade com fome, a boca mais maravilhosa que eu já havia sentido, introduziu um dedo e em seguida outro, suas estocadas eram rápidas me fazendo arquear as costas para senti-la mais, seus olhos verdes sorriam encarando minha expressão de mais puro prazer, Emma se divertia agachada entre minhas pernas. –
Regina: De joelhos pra mim Emma, de joelhos. – Pedi com a força que me restava que ela se ajoelhasse enquanto me comia ali, mas a loira era dura demais, permaneceu apenas agachada estocando cada vez mais rápido e forte. –
Emma: Nunca vai me ver de joelhos pra você, mon amour. – ouvir seu sotaque francês foi o suficiente para me fazer liberar todo meu prazer em seus dedos, Emma colocou a boca imediatamente sugando todo meu liquido, fiquei jogada no sofá recuperando o folego enquanto Emma distribuía beijos em meu colo, pescoço e selinhos. –
Aquele era o momento que nenhuma das duas conseguia pensar, era uma noite completamente nossa, Emma deitou sobre meu peito tentando se encaixar entre o meu corpo e o sofá.
Regina: Em alguns momentos acho que você me subestima, em outros eu tenho certeza. – Levei Emma para o chão e subi em cima da loira, a encarei com meu ar de superior de sempre, arqueei a sobrancelha e comecei a despir Emma com tanta calma que a mesma já tirava o que havia sobrado de suas roupas, me deliciei em seus seios, sua barriga, lambi e mordi entre suas coxas, o sexo da loira exalava um perfume de desejo, massageei seu sexo com minha língua a fazendo segurar meus cabelos com força, aquilo me despertou ainda mais vontade, comecei a me saborear em sua intimidade e enfiei dois dedos de uma única vez, minhas estocadas aumentavam a cada gemido de Emma, a loira rebolava em meus dedos me dando a visão maravilhosa de seu rosto demonstrando o quanto queria aquilo, lembrei-me do dia em que Emma se negou a gozar pra mim, nunca deixaria passar, senti seus músculos se contraírem..
Regina: Agora vai me dar o prazer de te ver gozar pra mim, como não foi capaz de fazer em meu escritório. – sorri desafiando Emma na pior hora que tinha para fazer aquilo, mas eu não brinquei quando disse que teria volta, não mesmo –
Emma: Eu...não acredito que...maldita... – A loira disse entre loucos gemidos, as duas se desafiavam até na hora menos adequada pra isso, Emma fez o que podia pra atrasar seu orgasmo ou para nem tê-lo, mas Regina intensificou suas estocadas e colocou sua língua no clitóris de Emma a fazendo gozar como nunca, não tinha como segurar seu desejo, não ali, não com aquela morena. –
Ficamos ali, abraçadas no carpete da minha sala, sem saber que horas ou o que acontecia no mundo lá fora, na verdade isso nem importava naquele momento, apenas senti as mãos de Swan me envolverem em seus braços enquanto nos recuperávamos de todo o prazer que havíamos sentindo juntas. –
Emma: Acho que demos um pouco de prejuízo a Starck. – a loira disse sorrindo se referindo ao fato de ter gozado em meu carpete caríssimo –
Regina: Na verdade, o prejuízo é meu Swan. Todo meu. – Eu disse encarando seus olhos verdes, não sei mais se falava do carpete ou do fato de está ali com a filha do homem que destruiu minha vida –
Emma: Você tem uma tatuagem. Que tipo de mulher do seu nível tem uma tatuagem Regina? – a loira me fitou com curiosidade e um leve sorriso, a ponta de seus dedos acariciaram a tatuagem que ficava na marca da calcinha do lado esquerdo, era uma pequena frase. –
Regina: Irei ficar te devendo essa história Swan. – Fiquei nitidamente desconfortável com sua pergunta, lembrei-me da frase e meu estômago embrulhou, Killian também me questionou sobre a tatoo, mas nem ele e nem Emma insistiram em saber, e isso me fez ignorar a situação por aquele momento. –
Dormimos no chão da sala mesmo, lembro-me de ter levantado para pegar o edredom e uns travesseiros. Acordei com a luz da varanda invadindo toda a sala, aos poucos consegui ter uma boa visão do lugar e percebi que estava sozinha no chão, sentei-me e senti minha cabeça palpitar de dor, reparei que estava nua e levantei-me coberta com o edredom, dei de cara com Emma já completamente vestida tomando um café encarando a cidade pelas vidraças, senti um enjoo ao lembrar-me do que tínhamos feito.
Regina: Emma. – Eu disse com a voz manhosa por ter acabado de acordar, tamanha foi minha surpresa quando a loira me encarara com uma expressão única, seus olhos estavam vermelhos, o verde de seus olhos não tinha brilho algum, sua expressão era de quem chorava a horas, mais lagrimas voltaram a sair de seus olhos me deixando paralisada, senti vontade de abraça-la e aperta-la em meus braços, mas essa não seria eu, senti meu peito doer por vê-la assim, mas a mulher que me tornei não era capaz de fazer nada. Absolutamente nada. –
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