Revenge: O preço

3 Capítulo 3 - The Swan Family


Notas iniciais
Postando capítulo novo no meio da aula de comp. gráfica em, me amem u.u hahah' Obrigada pelos comentários, e se alguém tiver lendo sem login, obrigada também.. Hoje é dia de Regina ficar frente a frente com a Família Swan. Boa leituras moços e moças do Nyah *-*

2 meses depois...

Foi tudo tão fácil que parecia irreal, Killian e eu saímos diversas vezes, alguns jantares, passeios sempre muito caros, sexo e ele finalmente me pediu em namoro, era um homem decidido, mas não esperto, esse era o passo mais importante, eu só precisava mostra-lo o quanto eu era o que faltava em sua vida, e isso eu aprendi muito bem. A família Swan faria um almoço para me conhecer, era o dia que eu esperei por 11 anos, estar frente a frente as pessoas que destruíam a minha família, a minha vida, e sim, cada um iria pagar por isso.

Um domingo quente, era um dia lindo, claro, podia estar trovejando e ainda sim seria um dia maravilhoso, coloquei um vestido bege curto, um salto médio, deixei meus cabelos soltos e um óculos escuro, Killian veio me buscar, tão bobo, se fazia de tapete para eu pisar se fosse preciso.

Era uma mansão incrível, enorme, aquela casa custava muitos milhões, foi impossível não pensar em meu pai, tive algumas lembranças daquela casa, bem poucas mas percebi que estava maior, muito maior, aquela maldita casa em que entrei algumas vezes achando que também era minha, senti meu sangue ferver, minha vontade era que aquele lugar explodisse, respirei fundo e entrei de mãos dadas com ele, a partir daquele momento eu era apenas a namorada de Killian, apenas. Seus pais nos esperavam no jardim, perto da piscina, sentamos a mesa e conversamos, não usei meu sobrenome, claro, aqueles infelizes lembrariam imediatamente, era apenas Regina Gray, os empregados nos avisaram sobre o almoço...

David: Vamos, quero que conheça toda a família e a casa.

Estava tudo tranquilo, da forma que esperei, eram receptivos e tudo que eu podia fazer era seguir com aquele personagem, entramos na casa e fomos direto para a sala de jantar, uma mesa enorme, lembrei do meu pai outra vez e quase me deixei levar, mas não, era o ódio que me dominava agora e esse ódio não me dava espaço para lágrimas.

XxX: Finalmente irei conhecer a mulher de sorte não é Killian?! – ouvi uma voz sexy e familiar vindo da porta, me virei para ver de quem se tratava e um turbilhão de reações aconteceram em uma fração de segundo –

Sim, a loira belíssima daquela noite estava ali, a minha frente, senti meu sangue esquentar na hora e dessa vez não era raiva, minhas mãos suaram, que reações desnecessárias eram aquelas, nos encaramos surpresas por alguns minutos, segundos, não sei.

Killian: Emma meu amor, minha princesa, quero muito que vocês se deem bem, essa é a Regina. – ele disse feliz, realmente feliz, abraçou Emma com força e a trouxe até mim –

Onde que eu poderia imaginar que a irmã queridinha do Killian, que havia voltado da França à uns 2 meses e que eu ainda não tinha visto nem se quer por foto se tratava da mulher que beijei naquela noite, pensei no que poderia acontecer se ela contasse que “já nos conhecíamos” e senti minhas mãos gelarem.

Emma: Então é você a mulher que roubou o coração do meu irmão...é mano, pelo visto você também é um cara de sorte, muita sorte. – me olhava enquanto dizia cada palavra de forma insinuosa, algo que só nos duas percebíamos –

Não tinha muito o que ser feito, eu não sabia qual seria o jogo dela, então apenas me contive e deixei levar pela situação. Logo, desceu a irmã mais nova, Ruby Swan, era uma linda garota de 18 anos, eu era nova quando ela nasceu, tinha um sorriso grande, era ousada, metida, eram todos muito mimentos, unidos, aquilo me enchia de nojo, de raiva, a cumprimentei de forma simpática e tímida, ela me analisava o tempo todo, durante todo aquele almoço ela me enchia de perguntas mas eu me saia de todas, aos poucos ela iria entender que estava lhe dando com Regina Mills.

Ruby: E seus pais? Killian já conhece os sogros? – ela sorria, mas aquele assunto me descia como um deboche. Pela milésima vez me contive, queria cortar a cabeça daquela pirralha metida –

Regina: Minha mãe mora na Inglaterra. E bom... meu pai... ele morreu à alguns anos, câncer. – Disse com um tom de voz baixo, soltei meus talheres no prato como se aquele assunto me fizesse ter perdido a fome, aqueles coitados se encheram de constrangimento, pude notar em seus rostos a vergonha pela pergunta de Ruby –

Mary Margaret: Eu sinto muito Regina, não poderíamos imaginar, sinto muito mesmo. – foi a primeira vez que ouvi realmente a voz daquela mulher, e já sentia nojo, sua carinha de humilde não me engava, devia ser tão perigosa quanto seu marido –

Regina: Tudo bem, ela não poderia adivinhar, é algo superado. – Killian imediatamente apertou minha mão como se me desse forças e disse baixinho “por isso não quis falar deles amor?” olhei triste nos olhos dele, sua pena me causava náuseas. –

“Preciso ir ao toalete!”, eu disse me levantando com pressa, pensei rápido, como sempre.

Regina: Pode me levar até lá Emma? – a olhei da forma mais comum que pude naquele momento, ela apenas se levantou e fez que “sim” com a cabeça, Emma estava tão perdida e ao mesmo tempo tão segura que cheguei a achar que a estava confundindo com a loira da convenção. Pude ouvir os mil pedidos de desculpas de Ruby na mesa, sorri disfarçadamente antes de subir as escadas. –

Emma subia com certa pressa, não me olhava um minuto se quer, eu apenas a seguia admirando suas curvas e como podia ser aquele corpo sem aquele shortinho frouxo e aquela camiseta decotada.

Ela me mostrou a porta do banheiro da mesma forma que eu havia feito naquele dia, sorri de imediato, ela não conseguia falar sobre aquela noite na convenção, mas seus olhos mostravam o quanto ela queria dizer algo, ou perguntar algo, não sei. Eu não estava com vontade de ir ao banheiro, foi só um pretexto pra me sair daquele assunto, a encarei e sorri abrindo a porta o mais devagar que podia...

Emma: aquela marca que deixou no meu pescoço me trouxe muitos problemas Regina. – ela sorria ironicamente engolindo a seco, estava nitidamente nervosa, e aquilo me fazia esquecer o perigo. –

Regina: Quer que eu diga que sinto muito senhorita Swan? Sinto muito querida. – fui totalmente irônica e aquilo a provocou, seus olhos mostravam confusão e certa raiva, com certeza ela esperava uma resposta diferente –

Emma: Você não poupa nada...nem ninguém, não é mesmo?! O que você quer com meu irmão, Regina?

Regina: Entra, que lhe digo, mas não aqui na porta, é perigoso. Não está com medo Swan? Está? – ela hesitou e eu a provoquei, acabava de descobrir que Emma Swan detestava ser desafiada. Ela entrou como num impulso, encostando-se á pia e me olhando confusa, muito confusa. –

Emma: estão todos lá embaixo, seja rápida, não existem muitas explicações caso nos encontrem aqui trancadas.

Regina: Relaxa, sobre o que aconteceu, apenas esqueça. Eu não imaginei que me apaixonaria por Killian, e muito menos que aquela loira deliciosa era a irmã querida dele. – fui completamente maliciosa, falava encarando seus lábios, decote, Emma estava constrangida, sem graça, mas completamente paralisada –

Emma: é isso? Se você me beijou, isso não significa que você é...

Regina: — a interrompi – Não. Não seja tão antiquada Swan, não somos as únicas que fazem esse tipo de coisas, apenas esqueça, e esqueça isso também... – eu disse olhando em seus olhos e me aproximando lentamente, ela não desviou-se em nenhum momento, parecia querer de novo, e não me contive a ter aquela mulher outra vez. –

Beijei seus lábios com certa pressa, segurava seu rosto com as duas mãos para que ela nem pensasse em se sair, beijei o seu pescoço, Emma pedia baixinho para que eu parasse mas aquilo soava mais como um “continua”, desci as alças da sua camiseta, queria arrancar aquele sutiã com os dentes, mas antes que o fizesse Emma me empurrou para trás me batendo forte na parede, veio em minha direção e com um certo temor em seus olhos foi colocando as mãos debaixo do meu vestido e o subindo devagar, a loira era “marrenta” e tinha uma pegada forte, suas mãos apertaram minha bunda enquanto a mesma me beijava vorazmente, decidi ir mais além, mas quando levei a sua mão a minha intimidade, um barulho vindo da escada nos afastou em um susto, nos ajeitamos com pressa e Emma arregalou seus olhos como quem estava completamente perdida.

Killian: Emma, Regina, onde vocês estão? Que demora é essa?

Ruby: Será que Emma teve um ataque de ciúmes do irmão e matou Regina? – Ruby disse entre risadas –

Respirei fundo, eles gritavam nossos nomes o que deixava Emma ainda mais apavorada, apertei sua mão para dar-lhe segurança e disse em sussurro “Apenas deixe que eu falo.” Comecei a dar gargalhadas altas e abri a porta deixando Emma completamente perdida, os dois nos olharam um tanto quanto surpresos e/ou confusos.

Killian: O que vocês duas estavam fazendo? – ele nos olhava sorrindo confuso –

Regina: Emma estava me ajudando com aquele probleminha mensal de mulheres amor. – Disse em sua orelha o beijando firmemente ao final para que ele nem se quer pudesse refletir no assunto –

Killian: Fico feliz que vocês já estejam intimas. – Disse enquanto apertava minha mão–

Emma: Si...sim. – Emma sorria de tão nervosa, ela não pôde ouvir o que eu falei mas viu que deu certo então deixou pra lá. –

Ruby: Regina, quero pedir desculpas pela minha pergunta, não quis deixa-la constrangida, sinto muito. – ela me olhava com arrependimento, mas mais do que isso tinha desconfiava em seus olhos, pelo visto ela não engolia o ocorrido, sim, Ruby seria um problema para mim. –

Regina: Esqueça isso querida, não foi sua culpa, como poderia saber não é mesmo?! – Eu disse segurando suas mãos e sorrindo –

XxX: Onde está a segunda mulher mais linda desta casa? Pois a primeira é Mary Margaret,claro. – ele disse subindo as escadas com o sorriso grande de otário que tinha, vestia um smoking, naquele clima quente. Ficou obvio que aquele almofadinha era o tal noivo de Emma –

Emma foi em sua direção com tanta pressa e o abraçou como se ele fosse seu bote salva-vidas, e naquele momento, de fato ele era.

Emma: Achei que nunca iria chegar Neal. –disse quase entredentes, ajeitando a gravata do noivo –

Neal: Tive que ajudar um amigo, o carro quebrou na estrada dá pra acreditar?! Você está bem? – Ele disse sorrindo de forma sínica, pude notar, a abraçou e rapidamente veio puxar assunto conosco.

Aquele homem me deu nojo de imediato, eu sempre fui boa em reconhecer um ser repugnante apenas em passar o olho, e aquele homem era um desses. O resto do dia encaminhou tranquilamente, sentamos todos no deck e tive que ouvir a belíssima historia daquela família nojenta, na verdade, eu estava no automático, pois minha mente viajava no corpo de Emma, seus olhos cruzaram os meus algumas vezes naquela tarde, incrível como aquela mulher era indecifrável para mim, talvez a única que eu realmente não conseguia entender o que seus olhares significavam, e isso definitivamente a tornava ainda mais desejável ao meu ver.

Notas finais
Regina namorando Killian.. ai ai viu... Ela é muito impulsiva, perceberam?! Essa impulsividade vai render tanto ainda... No próximo já teremos um avanço grande pra vingança da Regina, e quanto a ela e Emma, só digo que: Vai começar...Aguardem... Ah e não julguem Emma antes da hora, todos tem um passado e seus motivos, dica pra vocês.. Comentem pra que eu saiba se estão gostando *-*