Revenge: O preço
27 Capítulo 27 - I'm not a Child
Notas iniciais
Havia conseguido um mês para pensar e decidir, mas o quê? Não havia nada que eu pudesse fazer, além de enrolar a mulher por quem eu estava...apaixonada? Mas e depois que passasse esse tempo o que eu faria? O que eu diria? Nunca permiti que nada nem ninguém me tirassem o chão, eu teria um mês e o faria render da melhor maneira nos braços da loira mais incrível que poderia ter conhecido. Estávamos exaustas da viajem, duas da manhã nos encontrávamos dentro de um taxi quase adormecidas.
Regina: Avisei a Killian que estou de volta, então não aconselho você ir pra casa. Vamos pro meu apartamento e você avisa que chegou amanhã, está bem? – a fitei um tanto nervosa, queria mais essa noite ao lado da loira, precisava. –
Emma: Tem razão. – sorri ao ver o rostinho exausto de Emma e a nítida vontade que ela também sentia de está comigo. Ordenei ao taxista que nos levasse para o meu apartamento e ele assim o fez. –
Chegamos praticamente arremessando as malas pela sala, tirei minha camisa de seda e já fui de encontro a Swan a enlaçando pela cintura e beijando-a com paixão.
Regina: Enfim, de volta a realidade Senhorita Swan. – sussurrei encarando aqueles lábios que me faziam esquecer qualquer cansaço. –
Emma: Não. – disse fazendo biquinho como uma criança. – Somente amanhã. Ainda estamos em Bahamas e ainda somos.. – a loira travou como se soubesse o quanto algumas palavras eram pesadas demais para serem ditas a mim. –
Regina: Emma, eu quero que saiba que... – segurei seu rosto com as duas mãos e olhei no fundo daqueles olhos sendo interrompida pela campainha, quem poderia ser àquela hora da noite? Não, Não. O destino não poderia ser tão maldito assim..ou poderia? sim, poderia. – Não acredito! Quem tem coragem de está aqui há essa hora e sem avisar?
Caminhei com pressa respirando fundo ao ver pelo olho mágico Killian com um buquê de rosas amarelas nas mãos e um sorriso que era a última coisa que eu queria ver aquela noite. “Merda! Não dá pra acreditar.” Sussurrei baixinho encostando minha cabeça a porta esperando uma ideia de expulsa-lo, mas antes que eu pudesse tomar qualquer decisão..
Emma: É ele não é? – sussurrou com os olhos fitando o chão nitidamente decepcionada. –
Regina: Emma eu...eu não sabia que ele viria aqui a essa hora, só avisei pra que ele não desconfiasse que...
Emma: Xiiu. Conheço muito bem meu irmão, melhor do que você. Temos algo em comum, não desistimos de algo que queremos muito. Atenda-o e tire ele da sala imediatamente. Tchau Regina! – Fiquei ali paralisada vendo a loira praticamente correr pra cozinha com sua mala, respirei fundo e passei as mãos em meus cabelos buscando forças pra não demonstrar minha frustração ao meu...arg...namorado. –
Regina: Que surpresa você aqui há essa hora meu...amor. – forcei um sorriso mirando as rosas, se nesse mundo houvesse magia, elas teriam murchado com meu olhar. –
Killian: Desculpa vir a essa hora meu amor, mas não aguentava mais de tantas saudades, precisava sentir sua pele a noite toda... são pra você. – seu abraço me deixara desconfortável, olhei pra cozinha umas mil vezes com medo que Swan visse aquela cena, peguei o buquê e não pude disfarçar a minha indiferença, praticamente o joguei na mesinha dizendo que eram bonitinhas. –
Regina: Vai indo pro quarto, terminarei de arrumar algumas coisas e já estou indo okay? – Praticamente o empurrei dentro da suíte sendo pega em um beijo repleto de saudades e desejo, por parte dele é claro, retribui com um nojo que nunca havia sentido antes. –
Assim que fechei a porta do quarto caminhei até a cozinha e Emma já vinha saindo, tentei dizer algo ou ao menos beija-la, mas a loira simplesmente caminhou com pressa até a porta, antes de fecha-la Emma encarou-me de forma intensa, a dor no seu peito provavelmente era tanta que eu pude ver escorrer por seus olhos, “sinto muito!” sussurrei para a loira que sem dizer mais nada, se foi. A sensação de frustração tomou-me naquele instante, esmurrei uma das almofadas do sofá como se fosse o rosto de Killian, que irmão mais inconveniente caramba. Respirei fundo buscando me recompor, após um longo banho dei de cara com Killian deitado ainda acordado, “DROGA!” Pensei.
Regina: Estou muito cansada Killian, preciso dormir! – deitei ao seu lado buscando a distancia que podia naquele momento. –
Killian: Eu sei meu amor! Só preciso ficar ao seu lado esta noite. – sorri de forma doce, ou melhor, com pena. – Senti tanto a sua falta! – completou. –
Regina: Também. – disse sem gosto algum antes de virar-me de costas e pensar em cada minuto que passei com Emma até adormecer. –
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~Emma narrando~
Pedi ao porteiro que chamasse um taxi o mais rápido possível, seu olhar era julgador eu diria, abaixei a cabeça sentindo a frustração bater dentro do meu peito, Regina parecia brincar e se divertir com essa situação ridícula que era está com meu irmão e comigo, embora quando éramos apenas nós duas eu podia ver os sentimentos em seus olhos e por várias vezes em suas atitudes. Se eu sou uma trouxa por ter aceitado esperar um mês? Obviamente sou, mas Regina não é a única que tem uma vida cheia de complicações, embora as dela pareçam piores tendo em vista que a morena é afogada em segredos e objetivos ocultos. Tenho Neal, ele é um bom homem e não merece o que estou fazendo com ele, esse tempo se faz necessário pra que eu tenha certeza que é justo deixa-lo ir e seguir minha vida arriscando um amor verdadeiro, outra vez, só que agora bem mais perigoso e...intenso.
Depois de uma noite mal dormida num quarto da Dreams decidi passar em casa rapidamente para me trocar e ir pro trabalho, tinha um noivo e uma família a minha espera para um interrogatório, sou péssima com mentiras, isso vai ser um massacre. Cheguei à empresa por volta das dez e imediatamente fui pra minha sala, antes mesmo que eu pudesse sentar meu pai já entrava na sala um tanto quanto nervoso.
David: Que ideia foi essa de viajar sem avisar nada a ninguém Emma? Já se passaram muitos anos pra que você decidisse voltar a fazer esse tipo de coisa agora. – parou em frente a minha mesa dizendo como se eu fosse uma criança que tinha fugido de casa. –
Emma: Já estou grandinha pra sermões David. – Fiquei de pé encarando-o. – Deixei recado com Ruby e conversei com Neal quando cheguei a Boston. Já estou aqui...sem drama.
David: Sua mãe ficou preocupada, só queríamos que tivesse ligado, só isso, sei que não é mais uma criança Emma. Mas às vezes age como uma... – Estava sem clima alguma pra ouvir sermões àquela hora da manhã, amo meu pai, mas jamais gostei de me sentir controlada, nem mesmo por eles. Felizmente fomos interrompidos pela secretária.. –
Secretaria: Dona Emma, tem uma entrega para a senhora, deixo entrar?
Respondi que sim e imediatamente três homens começaram a invadir a minha sala, cada um com duas caixas em mãos as colocando-a com total cuidado em cima da minha mesa de decoração que estava vazia depois que Regina me fez o favor de arremessar tudo contra a parede, um deles se aproximou me entregando um pequeno envelope, assinei os papeis e eles saíram deixando eu e David com uma enorme interrogação. Caminhei com pressa em direção as caixas e não pude disfarçar o brilho em meus olhos ao me deparar com seis vasos maravilhosos e claramente raros e caros, meu pai me fitou como se buscasse em minha face a resposta. Imediatamente abri o envelope:
“Três vasos Indianos e três vasos egípcios. Desculpe a demora, por mim tínhamos ido pessoalmente escolhê-los. Mas um fim de semana em Bahamas já foi arriscado suficiente. Espero que aqueles incompetentes não tenham demorado com a entrega. Quando eu chegar já quero vê-los em seus devidos lugares em contraste com a peça mais maravilhosa que tem em sua sala...você! –Regina Mills”
Não pude conter o imenso sorriso ao ler aquilo, a mulher não tinha limite mesmo, ainda estava chateada com a noite anterior, Regina desde que apareceu tinha me feito passar vários constrangimentos que eu jamais admitiria se viessem de outra pessoa, mas aquela era Regina Mills, sempre conseguia o que queria. Pedi que chamassem alguém para arruma-los imediatamente, David sorriu ao ver o brilho que havia em meus olhos.
David: São vasos caros Emma, e pela sua carinha, veio de alguém muito especial! Não vai me contar? – meu pai mirou-me como seu fosse uma criança, fiquei completamente desconfortável. –
Emma: Não viaja! – me senti uma menina de 13 anos. – Tive um incidente com os outros e encomendei novos, só isso. – caminhei em direção a minha mesa sem sentar. –
Continuei a fitar o envelope sendo interrompida por Neal, por instinto arremessei o cartão dentro de uma das gavetas de minha mesa e fui a sua direção cumprimenta-lo. David nos deixou sozinhos e meu noivo beijou-me com total paixão, algo que eu não conseguia mais corresponder, senti um aperto por me forçar a toca-lo, essa viajem havia me dado a infeliz certeza de que só havia um corpo que eu queria pra mim, o de Regina.
Neal: Como foi a viajem? Total loucura o que você fez Emma, não avisou, nem se quer sabia que você era o tipo de mulher que gostava de crianças. – Neal me encarava...preocupado? Não parecia exatamente preocupação. –
Emma: Não fui pelo bebê em si Neal, fui pela minha amiga. Nunca faço esse tipo de coisa, um impulso, desculpe. – não consegui se quer olhar nos olhos dele, encostei-me a mesa. –
Neal: Da próxima eu irei com você. Trouxe as fotos que eu pedi? – me abraçou ficando entre as minhas pernas me deixando desconfortável e nervosa com a pergunta. –
Emma: Não tive tempo pra isso, agora me deixe trabalhar antes que eu seja demitida pelo meu próprio pai super bravo com minha viajem. – sorri gesticulando e o afastando de mim, pra minha sorte...ou azar.. Killian entrou na hora que Neal estava saindo. –
Killian: E esses vasos caríssimos aqui em? Presente?
Emma: Saudades de viajar, decidi compra-los pra amenizar essa dorzinha. – sorri buscando controle pra não perguntar o que eu queria saber. –
Killian: Temos que marcar uma viajem com Regina e Neal, viajem de casais que tal?
Emma: Pensarei nisso. – “definitivamente não.” Pensei. – Hmm Regina já chegou das Bahamas?
Killian: Sim, não aguentei de saudades e fui vê-la na madrugada, você tinha que ver como ela fica linda com o rostinho cansado, quase doce eu diria. – sorrimos e senti o peito doer, conhecia bem aquele rosto, linda mesmo quando estava exausta. –
Emma: A noite deve ter sido maravilhosa.. – me arrependi assim que terminei a frase, não queria ouvir a resposta, mas talvez saber que eles...arg...transaram. me fizesse ser forte e resistir aquela mulher. –
Killian: Ela disse que estava cansada e dormiu, mas só em vê-la ali ao meu lado já foi o suficiente. – não pude conter o sorriso em saber que não aconteceu nada, poderia ser assim um mês inteiro não poderia? Sorri com meu pensamento. Sendo despertada pela voz do meu irmão. – Em breve é o aniversário de Regina, saiba que você vai me ajudar nisto.
Minha nossa, sentei em minha cadeira e passei a refletir nisso, o aniversário de Regina se aproximava, sei que meu irmão vai tratar de fazer algo muito especial pra ela, mas eu vou dar um jeito de fazer algo ainda mais inesquecível. Será um dia que Regina nunca irá esquecer. Após o almoço, decidi finalmente trabalhar pra valer, abri uma pasta com os novos documentos da empresa de Regina que começavam a chegar depois do acidente com os outros, meu pensamento imediatamente voltou à Bahamas, foi tudo tão maravilhoso, aquela mulher o que tinha de amarga tinha de...sensível. Senti naquela viajem que no fundo Regina só queria ser amada e cuidada como não se permitiu durante tantos anos, e pela forma que ela falou do tal homem que mandou matar seu pai, sua mágoa era muito pior do que eu podia Imaginar.
Dizem que o pensamento tem poder, não acredito nessas coisas, mas confesso que quase acreditei ao ouvir aquela voz tão única soar da porta de minha sala justo no momento em que eu pensava nela.
Regina: Que vasos maravilhosos Swan! Quem os escolheu tem muito bom gosto.
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