Revenge: O preço

26 Capítulo 26 - Retour à la réalité


Notas iniciais
Nossa, como eu demorei dessa vez! :o Me desculpem, seminário da facul tava me comendo as tripas e nada mais tomava minha mente, e fora de questão escrever qualquer coisa né?! Enfim, o capítulo tá curtinho porque acabou Bahamas *choro* Agora é voltar a realidade e sabe-se lá o terremoto que está por vir.. Indo responder aos comentários. Bem vindos aos novos! *-* E boa leitura!!!!

Voltamos para o quarto já eram quase quatro da tarde, nosso voo estava marcado para as oito então decidi em um impulso fazer um ultimo passeio com Emma como uma despedida de nossa deliciosa entrega que em algumas horas seria massacrada pela...amarga? realidade de uma vingança e um casamento que se aproximava a cada dia que passava. Algumas ligações e eu já esperava Swan na varanda enquanto tirava algumas fotos da linda paisagem que eu queria manter eterna em minha memória, senti a presença da loira, entretanto continuei a me concentrar apenas na paisagem do lugar.

Emma: Nunca vi lugar mais lindo! – disse enquanto me laçava com um forte abraço por trás repousando a cabeça em meu ombro direito. – Mas confesso que sinto falta daquele barulho infernal de carros, aviões, buzinas... – eu ouvia sua voz ao longe, minha cabeça voltava a encher-se de um medo...medo de ser traída pela minha sanidade que aquela altura já não tinha mais certeza se ainda tinha. –

Regina: Vamos! Daqui a pouco anoitece e se eu não chegar cedo à empresa amanhã serei morta por uma acionista...arg...minoritária. – virei afastando-a sutilmente de mim, olhei-a enfim e só então reparei o quanto a loira estava maravilhosa em um traje de praia que escondia um biquíni branco que eu estava, de fato, louca pra vê-lo, ou melhor, tira-lo. –

Emma: Não vai mesmo me dizer o lugar senhorita autoritária? – disse cheia de trejeitos e aproveitando meu momento de distração tomou o celular das minhas mãos e me fotografou de surpresa me deixando nitidamente irritada. – Como consegue ser tão linda em Mills? – mirou a foto com um sorriso lindo que me derreteria se eu não fosse... Regina Mills. –

Regina: E como você pode ser tão criança Swan? – falei ríspida indo em direção a porta fazendo-a correr para me acompanhar.

Assim que chegamos à recepção dois leões de chácara, digamos enormes, nos aguardavam e já me reconhecendo nos cumprimentou e nos levou até o golfe cart. Emma estava em silêncio um tanto desconfiada, aliás, estávamos sobre a companhia de dois seguranças que mais pareciam o incrível Huck. Logo fomos nos aproximando de um lugar rodeado de pedras enormes com inúmeras grutas, um deles desceu e entrou em uma delas, Emma me olhava com os olhos arregalados como quem buscava uma resposta para aquilo, se eu não a conhecesse poderia jurar que ela estava achando que eu a mataria e largaria seu corpo naquele lugar tão...discreto.

Leão de chácara: Senhorita está tudo pronto, podem entrar, mas não mais que 30 metros, do contrario morrerão afogadas. – o rostinho de pavor da loira me fez sorrir de maneira maliciosa. –

Regina: Lembrem-se, não permitam que nada nem ninguém nos atrapalhem entendidos? – os homens assentiram positivamente. – E não importam o que ouçam, não entrem a menos que os gritos sejam claramente um pedido de socorro. – os homens sorriram maliciosos me fazendo quase gargalhar, como dizia Emma... eu não tinha limites. –

Segurei na mão da loira que entrelaçou os dedos aos meus com força como quem pedisse proteção, puxei Emma gruta adentro e pude ver algo que vingança nenhuma poderia pagar. A gruta estava iluminada com imensas tochas que refletiam na água perfeitamente azulada, no canto esquerdo preso a areia branquinha havia um balde de gelo com champanhe e duas taças, confesso que os empregados daquele resort eram incrivelmente competentes. Podia ver as chamas das tochas refletindo nos verdes dos olhos de Emma que me encaravam com um sorriso tão grande que não cabia em seu rosto. Sim, eu sabia que estava condenada a partir do momento que esperei por Emma naquele jatinho, o preço seria devastador? Obviamente seria. Então seja lá o que fosse acontecer quando voltássemos, eu queria que nosso último momento ali fosse de veras inesquecível, como se algo me dissesse que o que viria a seguir talvez fosse a certeza de que meus momentos ao lado de Emma não passariam de um rápido lampejo de luz em meio a um oceano de trevas.

Emma: Não acredito que você fez tudo isso pra...nós. – sua voz saia sussurrada. Mas espera, nós? Em que momento eu e Emma havia nos tornado...nós? Meu Deus! – Eu sempre soube que havia um coração pulsando dentro desse peito congelado em tantas... – Emma hesitou por um minuto. – mágoas.

Regina: Eu não fiz nada Emma, apenas dei as ordens, mas pelas inúmeras ligações que efetuei realmente mereço os créditos. – falei debochada fazendo Emma virar os olhos, se eu respondesse suas palavras sobre meu...coração? Nossa, será mesmo que ainda tenho um? Enfim, sabia o rumo que aquilo podia tomar e naquele momento eu só queria tê-la em meus braços. – Tem outra coisa que está pulsando bem mais Emma. – disse maliciosa em sua orelha causando o arrepio desejado. –

Imediatamente sua boca invadiu a minha com desejo e pressa, tínhamos pressa em nos sentirmos, aos poucos fui livrando Emma de sua camiseta e desamarrando seu biquíni, meus lábios percorriam seu pescoço, colo e finalmente os seios rígidos, a loira engrenhava seus dedos em meus cabelos puxando-me para um maior contato, fui descendo pela sua barriga já abrindo o short e o descendo rapidamente, fiquei de joelhos na frente de Emma, o momento pedia que eu me prestasse a isso, passei a morder e acariciar suas coxas olhando dentro dos olhos ardentes de paixão daquela mulher que implorava com gemidos pelo meu toque mais intimo, levantei com pressa e empurrei Emma para uma pedra da gruta que a permitia quase deitar-se, o desconforto não importava naquele momento, voltei a descer meus beijos e puxei as cordinhas que prendia seu biquíni pelas laterais com os dentes, uma cena dotada de luxuria que a deixou molhada suficiente para que imediatamente eu mergulhasse minha boca em seu sexo e dois dedos que eu fazia questão de investir com pressa, seus gemidos causavam eco o que tornava tudo muito mais excitante a fazendo gozar antes do que eu esperava, voltei a beija-la enquanto arrancávamos também as minhas roupas. Emma me puxou para dentro do lago azulado, a água no lugar onde estávamos batia na cintura, perfeito! Foi então a vez da loira me servir de prazer, sua boca em meu pescoço sussurrando coisas que eu não conseguia ouvir enquanto seus dedos mergulhavam em meu sexo me arrancando gemidos cada vez mais intensos até que eu explodisse em um gozo longo, sua língua brincava com meus seios enquanto eu me recuperava, Emma sabia exatamente a hora de ter as atitudes certas, nunca tinha feito sexo de forma tão completa quanto fazia com aquela loira. Mergulhamos na água gelada até que nossos corpos relaxassem, peguei o champanhe e bebíamos em silencio trocando beijos e caricias nuas naquele lugar maravilhoso, então o momento que eu tanto evitei acabou chegando..

Emma: Como as coisas ficarão quando voltarmos Regina? – a loira disse com seu corpo colado ao meu enquanto eu me encostava a uma das pedras na borda do lago. – Preciso saber o que esse final de semana significou pra você. – essa frase me deixou tonta, de fato, eu não sabia responde-la. Silenciei alguns minutos. –

Regina: Por favor, Swan! Não temos que falar sobre isso agora, apenas aproveite esse momento e depois falamos disso está bem? – sorri de forma forçada tentando voltar a beija-la, mas a loira se esquivou. –

Emma: Não Regina! Quando sairmos daqui é com uma decisão tomada, as coisas tem sido do seu jeito desde que nos conhecemos, e tenho sido paciente. Mas agora eu quero falar sobre isso e vamos falar! – sua voz alterada me fez engolir a seco, não tinha fuga, suas mãos seguraram meu rosto fazendo-me encara-la...que dor. –

Regina: O que quer? O que quer de mim Emma? – pensei alto sentindo meu peito queimar como se Emma houvesse colocado meu coração dentro de uma daquelas tochas. –

Emma: Eu quero você Regina, só isso, você. – Sua voz serena, quase um sussurro, fez a loira parecer implorar. – Tenho um noivo a minha espera, e um irmão ansioso pela namorada dele que bom... está comigo, no sentido mais inaceitável. Tem que escolher enfrentar ou fingir que nada aconteceu e...encarar isso como uma despedida. – suas últimas palavras me trouxeram um desespero que a pouco era inexistente, quando que essa sensação ridícula havia tomado conta do meu corpo? –

Regina: NÃO! – Enlacei sua cintura em uma total e deplorável demonstração de desespero. – Emma as coisas são muito mais complicadas do que imagina, você não entende! O caminho pelo qual estamos seguindo é negro é...doloroso. – sussurrei quase sem forças, lutando para que lágrimas de fraqueza não me derrubassem. –

Emma: Ótimo! Está respondido, agora se me der licença. – sua voz seca me apavorou, a loira se esquivou dos meus braços e já se retirava do lago quando a puxei de volta pra mim a prendendo entre meu corpo e a pedra. –

Regina: Deixe-me terminar Swan! – minha capacidade de pensar rápido sempre me salvava. – Ainda é cedo, sei que está entorpecida por tantos sentimentos que ficaram ausentes tanto tempo, então me ouça. As férias já irão chegar e com ela a alta estação e muito trabalho para nós duas, não podemos lidar com isso agora, além do mais, existem muitos corações frágeis envolvidos nessa historia. – Só dois corações me preocupavam, o nosso, mas tinha que sensibiliza-la. – Um mês Emma, quando terminar esse prazo voltaremos com esse assunto e tomaremos uma decisão...juntas. Tudo bem...amor? – as palavras “juntas” e “amor” na mesma frase foram completamente propositais, sabia que Emma cederia dessa maneira. –

Emma: Pra você é tão fácil. – seus olhos e sua voz revelavam a decepção que a loira sentira com minha atitude. – Quer saber, que seja Regina, tudo bem, um mês então. Um mês a mais me sentindo suja por querer a mulher que vai está na cama com meu irmão...mais uma pra variar. – sua última frase sussurrada ergueu minha ira. –

Regina: Calada Emma! Não sou uma vadiazinha como essa sua deplorável...ex. Então tome cuidado ao insinuar qualquer comparação querida. – alterei a voz fazendo Emma arregalar os olhos. – Não haja como se eu fosse amar vê-la se amando com o noivinho babaca.

Emma: Mais respeito com ele Mills, ainda sim, ele é meu noivo. – falou com um sorriso ralo nos lábios, total provocação. Inaceitável. –

Regina: Seu...arg...noivo que não te dá um orgasmo tão intenso quanto os meus. – falei em sua orelha sensualmente mordendo-a sem seguida. –

Emma: E...se você descobrir que está mesmo apaixonada por Killian? – a loira sussurrou quase em desespero, eu queria rir daquela infâmia, mas apenas a olhei com um carinho que insistia em aparecer quando estava sozinha com ela. –

Regina: Um dia você vai me entender... – “ou melhor, me odiar!” pensei. – é só um mês Swan, passará num piscar de olhos. – sorri na tentativa de anima-la, lá fora já estava completamente escuro, não fazia ideia de que horas eram. A beijei com desejo, vontade, querendo eternizar aquele momento, nossos corpos nus roçando um ao outro mergulhando e já nos acedendo outra vez, precisei parar bruscamente. – Vamos logo, ou congelaremos aqui.

Vestimos nossas roupas e saímos dando de cara com os dois seguranças praticamente dormindo um no ombro do outro no Golfe Cart, rimos da cena, sentamos em silencio, fui até a orelha dos homens e de forma grosseira falei: “Acordem inúteis, acelerem essa droga de carrinho que estamos com pressa.” Emma bufou com a minha forma grosseira de trata-los, mas os obedientes trataram de nos deixar no hall do Resort em poucos minutos, trocávamos caricias sem nenhum pudor na frente de todos, olhei pro relógio de parede e surtei, eram sete horas e tínhamos apenas uma hora para resolver tudo. Tomamos um rápido banho e jogamos tudo na mala de qualquer jeito, chamei um dos empregados para levar tudo para o carro e demos o nosso último beijo em Bahamas. Antes de entrar no carro fui cumprimentada por um corredor de empregados que se intimidavam com o barulho dos meus saltos, ao final antes de entrar no carro, os dois donos do Resort nos cumprimentaram e agradeceram. Não queria admitir, mas a felicidade era nítida em meu rosto, Emma foi todo o percurso do jatinho dormindo em meus braços se sentindo...protegida? “Me perdoa Emma!” sussurrei..

Notas finais
Regina fazendo a egípcia sempre né, que mulher!!! Mon Dieu! Agora que elas vão voltar alguém arrisca qual o próximo poço que as duas vão cair? hahah' Preparem-se e lembrem-se, capítulos sem emoções eu não demoro a vir com o próximo! Então comentem, recomendem,vamos interagir.. *-* Até loguinho!!!