Revenge: O preço
25 Capítulo 25 - Love Me Like You Do
Notas iniciais
Nenhuma palavra poderia descrever o que senti ao ouvir aquela frase, uma coisa é ouvi-la de alguém que você não se importa, mas ouvi-la da loira fez meu estomago embrulhar, novamente queria correr dali. Não estava preparada, não podíamos chegar a esse ponto, quis chorar, não podia retribuir. Amor? Eu? Não sei mais o que é isso e não posso descobrir com uma Swan. A beijei carinhosamente como reposta, seja lá qual resposta fosse Emma entendeu, sorriu e dormimos exaustas de tanto nos amarmos sem culpa alguma.
Acordei às nove e meia, aos poucos abri os olhos e sorri ao ver Emma dormindo como um anjo, a pouca luz que invadia a suíte iluminava sua pele clara e seus cabelos loiros, queria ficar ali em seus braços pro resto da vida, sim, eu queria. Estava muito mexida com tudo que estava acontecendo, Emma não só estava apaixonada por mim como também me amava, e o que eu podia dar a ela? Nada. Além de um coração negro e uma dor incomum se ela soubesse que pretendo me vingar do seu próprio pai. Não queria pensar nisso enquanto estivéssemos longe de tudo, levantei-me aos poucos para não acorda-la, pedi o café da manhã e fui para a banheira, usei milhões de sais de banho, meu corpo relaxava enquanto coloquei meu Ipod baixinho, fechei os olhos e fiquei ali pensando em tudo, ou melhor, em nada.
Emma: Bom Dia! – disse parada a porta enrolada em um lençol branco, estava linda com aquela carinha sonolenta e os cabelos em coque. – Já trouxeram o café da manhã.
Regina: Bom Dia! – abri os olhos e sorri continuando na mesma posição que estava. – Já estou indo. – voltei a fechar os olhos e relaxar. –
Começou a tocar “Love Me Like You Do”, fiquei curtindo a música até que senti a presença dela ainda mais perto, abri um pouco os olhos e a vi me olhando sentada na escada de mármore da banheira, abri os olhos e nos encaramos de um jeito que nunca havia acontecido antes, sua mão veio em minha direção mais hesitou parando na borda da banheira.
Regina: Vai ficar só olhando Swan? – sorri maliciosamente descendo minha mão até meu sexo e o massageando, Emma acompanhou meu movimento, mas não conseguia ver nada, pois a espuma me cobria. –
Emma: Você não tem limites. – a loira levantou jogando o lençol na pia, seu corpo nu me fez pulsar ainda mais fazendo com que um de meus dedos entrasse facilmente me arrancando um gemido. – Eu assumo agora, Regina!
Emma sentou novamente onde estava e passou a massagear meus seios cobertos pela espuma, continuei os movimentos em meu sexo até que Emma praticamente ordenou que eu me levantasse, retirei meus dedos e a obedeci fazendo-a suspirar a me ver nua, a loira entrou na banheira ficando atrás de mim, seu sexo em minha bunda me deixara louca. Emma me abraçou por trás e massageou meus seios com força, sentou na banheira me fazendo sentar entre suas pernas. Beijou, lambeu e mordeu meus ombros e pescoço até que sua mão direita desceu onde eu tanto queria, sem esperar ela me penetrou dois dedos fazendo movimentos leves que se intensificavam conforme eu gemia, arqueava minha cabeça para trás encostando-a em seus ombros: “goza pra mim, goza Mills.” Suas palavras soaram como música fazendo com que eu derramasse todo meu prazer em seus dedos que mal Emma pôde sentir pois se misturava a água. Ofegante me deixei ser cuidada, me esforçava pra beijar-la naquela posição. “Vamos pra ducha e depois comer, agora.” Ela disse em um tom autoritário que me fez rir debochadamente, estava pra nascer alguém que me controlaria, nem mesmo Emma o faria.
Regina: Quero comer agora... você.
Levantei puxando Emma comigo, a sentei na ponta da banheira e ela logo entendeu o que eu queria. a beijei com desejo, de joelho entre suas belas pernas que me puxavam com vontade para si, Emma mordeu meu lábio com uma força que quase o rasgou, “filha da mãe”, pensei. Peguei o chuveirinho ali do lado e fui tirando a espuma de sua barriga, pernas e da parte que eu tanto desejava, Emma estava quase pra gozar só em me ver naquela cena com meus olhos presos aos seus, nua a sua frente acariciando seu corpo livrando-o da espuma. Finalmente fui lambendo sua barriga, Emma se apoiou nos cotovelos e abriu as pernas já totalmente entregue, arranhei suas coxas e mergulhei meus lábios em seu sexo encharcado, seus gemidos cada vez mais intensos me enlouqueciam e sem mesmo colocar-lhe nenhum dedo a fiz gozar na minha boca, me deliciei completamente do seu néctar e levantei indo pro chuveiro.
Regina: Vai ficar aí me olhando? – fitei-a por cima de meus ombros. –
Emma: Por mim... Ficaria te olhando sempre. – seu sorriso doce me fez apenas sorrir de volta, não tinha ação diante do jeito apaixonado da loira. Ela entrou no box e tomamos banho, tentamos na verdade, pois os beijos e os toques eram inevitáveis. Tomamos café já eram quase onze e em duas horas tínhamos um almoço com os empresários do Resort, achei melhor nos arrumarmos pro almoço e irmos dar uma volta já prontas, pois naquele lugar as horas voavam. Coloquei uma saia tubinho preta com uma camisa grafite e um blazer marrom escuro, maquiagem leve e um scarpin, Já Emma não havia trago muita coisa então vestiu uma calça jeans, emprestei-a uma de minhas camisas, uma azul clara de seda e uma bota cano curto de salto que a deixou linda, como sempre. Demos um longo beijo e descemos em direção as piscinas, nos divertíamos vendo as crianças nadando com golfinhos completamente felizes, seus pais as seguravam e as protegiam, lembrei de Henry, passei a fitar a cena completamente séria e sem brilho nos olhos.
Emma: Você tá bem? Quer sair daqui Regina? – ouvia sua voz ao longe – Ei, vamos ver os aquários, é melhor. – Emma tentou me puxar pela mão nitidamente preocupada com meu olhar perdido -
Regina: Não, está tudo bem, vamos ficar mais um pouco. – disse com a voz quase falhada voltando a mirar aquelas famílias tão felizes. –
Emma: Você senta tanta falta dele não é?!
Regina: Mais do que isso... Sinto falta de uma família. – falei sem olha-la, desarmada, não me importei com ela me vendo fraca. –
Emma: Não é como a sua, mas...você tem uma família agora. – sua mão apertou a minha e seus olhos brilharam ao me encarar com um sorriso tímido nos lábios. –
Regina: Nunca Emma. – fui grossa, seca, não só havia perdido o brilho dos olhos como também havia recuperado minha rispidez, Emma não sabia que ela era a única exceção naquela família. –
Emma: Desculpa! Só achei...que... – sua expressão fora de susto, ela afastou-se um pouco pro lado respirando fundo – Porque sua mãe foi embora?
Regina: O homem que mandou matar meu pai a fez ir embora. – droga! Falei o que não devia. Mas não importa, uma parte dessa historia ela tem o direito de saber. – Bom, isso não explica o porquê ela me abandonou aqui, mas tanto faz, ela não me amava mesmo. – dei de ombros mostrando minha indiferença. –
Emma: Mas ele não foi preso? Não podia fazer nenhum mal a ela e nem você. – seu rosto mostrava total confusão. – Ela a amava sim Regina, do jeito dela.
Regina: Quem matou meu pai foi preso, quem mandou matar não. – fui seca novamente deixando-a surpresa. – Cora nunca soube o que é amor, é outra que só amava o dinheiro. Sinceramente, ainda bem que ela foi embora, o que Cora me deixou fez minha vida ter mais sentido do que se ela tivesse ficado. – a encarei –
Emma: Como assim quem mandou matar, do que você tá falando? – segurou meu braço para que eu a olhasse. – O que ela deixou? – suspirou –
Regina: Ela me deixou a verdade Emma. – sorri ironicamente e tomei folego buscando uma maneira de falar somente a parte da historia que ela podia saber. – Um homem ordenou que matassem meu pai e por isso minha mãe fugiu, achou que me largar com meus avós era minha melhor chance, bom, ela estava certa. – falei entredentes. –Assim como meu pai ela nem se despediu, assim como ele quando acordei ela não estava mais lá. – a encarei com os olhos marejados, não havia força para manter minha postura. –
Emma: Meu pai sempre me disse que até mesmo as lembranças ruins fazem parte de nós, do que somos. – sua mão acariciava meu rosto com carinho e cuidado. – Quando você estiver pronta pra me dizer toda a verdade Regina, eu vou está aqui pra te ouvir e juntas apagaremos essa sua dor. – suas mãos apertaram as minhas, seus olhos verdes brilhavam cheio de uma esperança inútil. –
Regina: Eu não quero apagar minha dor Swan. Preciso dela, ela faz de mim quem eu sou. – larguei suas mãos de forma brusca, a Regina de gelo havia voltado com aquele assunto. – Vamos beber alguma coisa e ir pro almoço. – sai andando em disparada fazendo-a correr para me acompanhar. – Guarde segredo Emma, por favor.
Emma: Essa é sua história Regina. Não interferirei. – seus olhar e sua voz quase seca revelaram a decepção que a causei com meu jeito de lhe dar com nossa conversa. Ela queria que eu me abrisse e não era sua culpa eu não conseguir encarar meu passado. Respirei fundo e segurei sua mão, sorri pra loira que correspondeu com um sorriso maior ainda, apertou forte minha mão e fomos para o bar. –
Confiava em Emma, ela me contou sua historia com a tal mulher como se nos conhecêssemos há anos, ela merecia ouvir um pouco da minha, sei que as coisas que eu disse a deixaram ainda mais confusa, mas agora Emma sabia que o homem que mandou matar meu pai havia destruído a minha vida, quem sabe quando ela souber que esse homem é seu pai ela me perdoe por vingar-me dele. Sei que não perdoará, mas talvez me entenda, talvez me odeie menos. Droga! Me importar com isso é um péssimo sinal, sinto apenas um carinho pela loira, apenas, e direi essa mentira para mim mesma até que ela se torne uma verdade.
Chegamos ao bar de mãos dadas, sentamos no balcão e bebemos dois drinks até que notei que já estávamos atrasadas há dez minutos, odeio atrasos, puxei Swan pelo braço e saímos quase correndo rumo ao restaurante. Assim que chegamos um homem muito bem vestido já me aguardava na porta, precisei dizer apenas meu nome para que ele nos levasse a mesa dos empresários. O lugar tinha uma decoração rustica, de cara notava-se que era um restaurante privado, havia poucas pessoas e todas bem vestidas, diferente dos outros ambientes mais despojados.
Regina: Boa tarde senhores!
Empresários: Boa Tarde Regina.. Sente-se – Havia três homens na mesa, já com uma idade avançada, porém elegantes e saidinhos demais eu diria, de cara reconheci um deles do jatinho, ele também nos reconheceu, pois seus olhos despiram Emma descaradamente.
Walter: Como se chama sua.. – o homem me olhou esperando uma resposta. Voltou a encarar Emma descaradamente. Senti ciú...raiva? Isso, raiva. Fuzilei-o com o olhar. –
Regina: Secretária. – completei no impulso fazendo a loira me olhar espantada e abrir um enorme sorriso para aquele velho idiota –
Walter: Está ainda mais linda que aquela noite em nosso jatinho. – disse ao beijar a mão de Emma, quis vomitar, mas antes queria afoga-lo em sua taça de champanhe. –
Emma: Obrigada senhor Walter. – seu sorriso me fez encara-la incrédula, mordi meu lábio com força buscando controle. Respirei fundo. –
Walter: Me chame apenas de Walter minha cara. – o homem devolveu o sorriso, mas de uma maneira tão cafajeste que pigarreei cortando o clima daquele imbecil. –
Regina: Vamos fazer os pedidos e falar de negócios agora, meu dia está cheio de afazeres se não se importam. – fui seca, quase grosseira eu diria, Emma se acomodou na cadeira completamente sem graça sobre os olhares maliciosos daquele idiota. –
Conversávamos sobre tudo que eu havia gostado no lugar e os homens ouviam atentamente, assim que terminamos de almoçar passamos a tomar champanhe, os outros dois senhores eram muito profissionais, entretanto o tal de Walter era como um inseto a mesa, suas piadinhas me enojavam e Emma parecia corresponder com sorrisos, tudo ele pedia a opinião da loira que fingia muito bem entender tudo do meu mundo de turismo. Estava irritada a um nível que não achava minha pasta, Emma a pegou do meu lado e me entregou encarando-me de uma maneira tão linda que quis beija-la ali mesmo, controlei-me, mostrei-os vários documentos que comprovavam a qualidade da OceanTur, por fim, decidimos que eu os mandaria os pacotes com os preços por eles ofertados, eles mandariam um representante para Storybrooke e assinaríamos o contrato, era um grande negocio, eu ganharia muito em cima disso e quando meu império unisse-se a Dreams, ninguém poderia me deter, finalmente. Levantei com pressa quase arrastando Emma para a saída, infelizmente o inseto me alcançou segurando-me pelo braço, quis cuspir em seu rosto, mas incrivelmente me contive.
Walter: Estou animado que iremos trabalhar juntos senhorita Mills. Aliás, gostaria de vê-las mais vezes, em especial a sua linda e maravilhosa secretária, se é que me entende. – ele a olhou voltando seu olhar para mim em seguida –
Regina: Seu resort será apenas mais um em meus catálogos, não confunda com trabalho em equipe querido. – falei de forma irônica o fazendo engolir a seco. – Aliás, Emma é noiva e sensata, se é que me entende.
Walter: Não estou pedindo-a em casamento, mas digamos que, um encontro com ela poderia lhe render grandes benefícios senhorita. Prometo respeita-la, será somente uma conversa. – seu riso cafajeste encheu-me de ira. –
Regina: haha Vamos esclarecer algumas coisas aqui. Primeiro, Emma não é esse tipo de mulher na qual você está acostumado. Segundo, se faltar com respeito a ela mais uma vez, acharão seu corpo boiando em uma das inúmeras piscinas deste lugar. – ele deu um passo atrás e eu outro em sua direção. – Ah e terceiro, ela não precisa de amante, ela já tem a mim. – fuzilei-o com o olhar. –
Larguei o homem lá com a maior cara de imbecil do mundo, ameacei aquele inseto rastejante de morte?! A que ponto eu cheguei..Ultrajante. Sorri pra Emma e a segurei pela mão, sim, sai de mãos dadas com ela restaurante a fora, assim que chegamos às piscinas soltei-a com pressa como se aquele carinho me sufocasse, Emma parou a minha frente com seus olhos confusos.
Emma: O que ele queria?
Regina: Você.. que idiota. – disse entredentes. – Podia ter sido mais firme e não ter sorrido tanto Swan. – encarei-a séria recebendo um sorriso, feliz?! De volta. –
Emma: Achei que ajudaria de alguma forma se o mantivesse interessado. – sua voz manhosa me derretia por dentro, mas por fora continuava firme encarando-a. – O que você disse? – a loira colocou suas mãos em minha cintura. –
Regina: Que você já me tem como amante, não precisa de mais um. – falei debochada encarando minha blusa em seu corpo brincando com as golas. – E não preciso de ajuda em meus negócios, Swan.
Emma: Você é realmente louca... e impulsiva. – sua risada aberta me fez rir também, ficava retardada na presença daquela mulher, meu Deus. – Desculpe por tentar ajuda-la senhorita poderosa Mills. – sua voz carregada de ironia me excitara, nos encaramos e o tempo parou, esquecemos que estávamos em local aberto. — Eu te... – selei seus lábios antes que ela pudesse terminar, se eu ouvisse tais palavras da boca de Emma mais uma vez, não sei o que seria capaz de fazer, ou sabia, esse era o problema. –
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