Revenge: O preço

15 Capítulo 15 - Swan Queen


Notas iniciais
Cheguei, finalmente!!! As provas passaram, dodói passou e é hora de capítulo novo. lol Tive tão poucos comentários no cap. anterior que fiquei me sentindo sozinha mores :( Boa leitura e espero que gostem!!! Não demorarei com o próximo que vem com um pouco de passado em.. lala* E capítulo está enormeeee hahaha

Mais uma semana agitada começara, dessa vez fui surpreendida por um convite de um antigo amigo de meu avô que era prefeito para ir a sua cidade dizer algumas palavras na inauguração de um pequeno museu no local, era algo irrecusável, durante o tempo com meus avós aquele senhor sempre me contava boas histórias, ele era responsável pelas poucas boas lembranças que eu tinha em minha vida nesse período, era o mínimo que eu podia fazer.

Viajei sem se quer avisar a Killian, o helicóptero pousou sobre minha empresa logo após o almoço, em uma hora já estava na cidadezinha, era um lugar com poucos habitantes, havia jardins por todos os lugares e as pessoas eram sempre simpáticas, aquele lugarzinho que meus avôs me levara tantas vezes me trazia boas memórias de uma menina que tentava superar a perda do pai e bom, da mãe, buscando ouvir sempre histórias de amores que tiveram seus finais felizes. Decidi antes de voltar caminhar um pouco pelo local até que avistei em uma joalheria algo que me encantara de imediato: Uma pequena plataforma de madeira que cabia na palma da mão, sustentava uma coroa de rainha em miniatura na cor preta incrustada de brilhantes de alguns muitos quilates, perguntei se estava a venda e o homem respondera que uma mulher havia encomendado e nunca fora buscar, como os habitantes do lugar eram pessoas simples aquilo já estava a venda a muitos meses, por sorte havia deixado meu talão de cheques na bolsa e pedi que o homem fincasse na madeira uma plaqueta de prata escrita “your majesty”(vossa majestade), assim ele o fez e a noite eu voltava para casa animada com aquele dia e me preparando para encontrar Killian, ou seja, minha realidade.

Após uma noite de sexo indisposto por minha parte, passei a pensar involuntariamente na loira enquanto me recuperava sobre o peito do meu namorado, Killian colocou para tocar na cabeceira uma música baixa que eu já conhecia e até gostava, porém ignorei, era “I'll Stand By You”. Infelizmente a música lembrou-me algo que me deixou curiosa, mais uma vez fui impulsiva e quando voltei a mim, já havia perguntado.

Regina: Como Emma conheceu Neal? – Falei encarando o nada como se aquilo tivesse saído sem minha permissão –

Killian: O quê? Quer saber agora? – Ele tentou olhar-me sem sucesso, falou sutil, e com certa dúvida. Aquele não era o melhor momento pra esta conversa. –

Regina: Se não quiser falar. – Levantei meu rosto para olha-lo, foi o suficiente. –

Killian: Não, tudo bem, é que você se interessar me surpreendeu um pouco. Enfim, Neal trabalhava na empresa como assistente, sempre muito esforçado, se tornou tão confiável que meu pai logo tratou de subi-lo de cargo, assim o tornando diretor financeiro da Dreams, ele se apaixonou por Emma, eu era o único que sabia, mas ela não tinha olhos pra ele então se tornaram bons amigos. Emma era diferente nessa época, vivia grudada na gente, era doce e falava sobre amor todas as vezes que nos reuníamos, fazia viagens e mais viagens e passava mais tempo nos quartos dos nossos hotéis do que em casa, nunca soube com quem ela estava, mas Emma tinha um brilho nos olhos de apaixonada sabe? Era lindo de ver. Sinto falta dessa Emma. – Killian dizia como se pudesse ver toda a história se passar diante dos seus olhos, sua voz soava tristonha, acariciava meus braços. –

Regina: O que aconteceu?

Killian: Não sei ninguém sabe. Do nada ela simplesmente tornou-se outra mulher, estava sempre séria e irritada, pelos cantos, a vi chorar varias vezes em seu quarto, parou de viajar e virou uma escrava do trabalho na Dreams, me partiu o peito vê-la assim mas Emma nunca quis falar sobre o assunto, sei que foi algum imbecil que partiu seu coração, sei disso, mas ela apenas havia se tornado infeliz e isso era notável. Até que Neal a pediu em namoro e ela aceitou, ele esteve do lado dela cada minuto e o resto é o que você vê. Talvez ela não o ame como deveria, mas ele cuidou tão bem dela e cuida, que ela tem dado essa chance a ele. E eu o mato caso ele a faça sentir-se como antes. – O homem sorriu demonstrando que brincara sobre mata-lo –

Regina: Entendi. – Deixei que o homem dormisse enquanto fiquei a juntar todas as peças do quebra-cabeça, Emma teve um grande amor e era uma mulher, está com Neal por conveniência e gratidão, o que deveria me deixar feliz, mas pelo contrario, isso me encheu de medo, pois eu também não amo seu irmão. Pela minha vingança magoei a única mulher que amei, e Emma fora magoada pela única mulher que amou. Perto de mim o provável é que a história se repita e esse é um preço que não estou disposta a pagar e nem fazê-la pagar. Uma pena que eu esqueça isso cada vez que me aproximo da loira.

Na quarta recebi uma ligação da secretária de David convocando-me para uma reunião de emergência na “Dreams”, não fazia ideia do que se tratava, mas minha intuição me dizia que não eram boas noticias, aproveitei que Neal e Killian haviam saído para visitar a “Dreams em StoryBrooke” devido a problemas com algum cliente estressado. Vesti uma saia tubinho preta e uma camisa de botões toda em seda na cor Azul marinho contrastando com meus sapatos Christian Louboutin, deixei dois botões abertos revelando um decote indiscreto. Levei a caixinha que guardei com segurança desde que voltei da cidadezinha, respirei fundo deixando meus temores de lado como sempre fizera quando tinha que encarar David. Cheguei à empresa meia hora antes da reunião, ainda era manhã, caminhei diretamente a sala de Emma sem se quer ser anunciada.

Regina: Atrapalho senhorita Swan? – Parei ainda próxima a porta e pronunciei-me em meio a um grande sorriso que se formara em meu rosto sem minha permissão, tirando a loira do transe que se encontrara mirando milhares de papéis. –

Emma: Regina. – A loira disse totalmente sexy como um sussurro levantando seu olhar pacientemente que miravam meu corpo desde meus sapatos até meu rosto a fazendo dar uma leve mordida ao me olhar nos olhos. – O que faz aqui? – Sua expressão foi de total surpresa, mas estava na cara que minha presença a animou. –

Regina: Na empresa? Vim para uma reunião que seu pai convocara de última hora, não sabe o motivo? – A perguntei curiosa ainda parada na mesma posição de inicio. –

Emma: Não faço a mínima ideia. – A loira balançou a cabeça em sinal negativo e continuou sentada em sua cadeira de couro. –

Regina: Hum. Enfim, vim a sua sala porque tenho algo para tratar com você, se importa que eu feche a porta? – A olhei como malícia, adorava a forma que Emma ficava quando estava nervosa, era totalmente sexy, ainda mais com aqueles óculos de grau. –

Emma: Não pode deixa-la aberta? – A loira tentou não demonstrar nenhuma expressão, mas seus olhos nunca me olhavam quando ela estava perdida, e assim o fez. –

Regina: Querida, depois do nosso último encontro, ficarmos sozinhas já deveria ser um medo superado. Estou em missão de paz. – Falava sarcástica trancando a porta e mirando Emma que engolia a seco me fitando confusa. –

Emma: Não tenho medo de ficar sozinha com você. – A loira arrastou sua cadeira pra trás ao ver que eu ia em sua direção e passou a tremer a perna compulsivamente me arrancando uma risada. –

Regina: Mesmo? – Inclinei na mesa apoiando-me em meus braços, na posição que fiquei Emma teve a melhor visão que poderia de meu decote, e não disfarçou ao mergulhar seus olhos dentro dele. –

Emma: Regina, por favor, o que você quer? – Sua voz já falhava buscando forças para agir normalmente. Emma balançou a cabeça voltando a si e olhando-me sem graça. –

Regina: Na segunda fui a uma cidadezinha que visitava com meus avós quando era mais nova, bom, vi algo que achei a minha cara e acho que vai ficar lindo em sua mesa, ao lado do seu cisne. – Segurei nas mãos a caixinha que havia pousado sobre a cadeira a frente da mesa da loira, e passei a acariciar a caixa intercalando meus olhares entre o presente e Emma. – Assim quando você sentir minha falta lembrará que estou por perto te observando. – mordi os lábios e sorri fazendo Emma vir em minha direção encostando-se a sua mesa ficando em minha frente a uma distância curta. –

Emma: É linda Regina, muita linda! – O verde de seus olhos brilhava tanto quanto os brilhantes da coroa, Emma mirava o presente na palma de sua mão. – E você sempre audaciosa, o que não me surpreende. Não deveria aceitar, mas tendo em vista que suas demonstrações de afeto são raras, não posso fazer essa desfeita. – A loira usou o mesmo tom de voz que eu sempre usava quando queria ser sarcástica me arrancando um riso bobo, a loira pousou a plataforma de madeira ao lado do cisne sorrindo ao sussurrar a frase escrita na placa prateada. –

Regina: Swan. – apontei para o cisne – Queen – apontei para a coroa. –. Não importa o que aconteça, sempre a deixe neste mesmo lugar. – Olhei em seus olhos e usei o tom de voz normal que raramente eu utilizava, dei um passo à frente quase a encaixar minha perna entre as de Emma. –

Emma: Eu não tiraria por nada. – A loira sorriu tímida tirando os óculos e os pondo na mesa voltando a me encarar, não pude resistir, acariciei o rosto de Emma e desapareci com o pouco da distância que nos mantinha afastadas. Minha boca já se se aproximava da sua, Emma apenas deu espaço entre seus lábios para que os encaixasse aos meus, mas antes mesmo disso acontecer o interfone tocou nos afastando no susto. –

David: Regina está com você Emma?

Emma: Sim, ela está aqui. – Emma me olhou desconfiada como se seu pai pudesse ter visto o que quase aconteceu. –

David: Peça que venha a minha sala imediatamente.

Emma: Você ouviu Mills, está na hora de trabalhar. Obrigada pelo presente.

Sorri para a loira me retirando da sala a passos largos, aquele pouco tempo ao seu lado já havia me deixado mais tranquila, era incrível como aquela mulher só em está próxima a mim já me domava como ninguém pudera fazer, estava feliz pela forma como ela recebeu meu presente. Cheguei à sala de reuniões guiada pela secretária que David havia mandado, na sala estava David e um segurança com alguns machucados no rosto, balancei a cabeça autorizando que começassem a falar.

David: Sente-se Regina. – O homem apontou-me uma das cadeiras a sua frente. –

Regina: Estou bem em pé. – Limitei-me a dizer o fitando com dúvida. –

David: Esse é o segurança responsável por acompanhar nosso entregador, eles que cuidam de levar nossos documentos mais importantes aos bancos, aos empresários, enfim. Pedi que levassem toda a documentação que havíamos já assinado esta manhã para o banco e assim darmos inicio ao acordo das empresas, mas o caminhão foi assaltado e incendiaram todos os papéis que havia lá dentro. – Ele dizia com preocupação, mas eu apenas enxergava cinismo. –

Segurança: Eram dois e estavam armados, um nos rendeu na parede, estavam com o rosto coberto, o outro parece ter vasculhado todo o caminhão destruindo tudo a sua frente, levou nossas carteiras e em seguida incendiou todos os papéis, não entendo, isso nunca havia acontecido antes. Nos agrediram e fugiram em uma moto vermelha a toda velocidade. – O homem dizia com rapidez demonstrando total incredulidade diante do acontecido, e provavelmente medo de perder seu emprego. –

Sentei-me na cadeira, na verdade, me joguei sobre ela, fiquei processando em minha mente tudo que aqueles dois homens tinham dito e não era possível, não tinha motivo algum para que isso acontecesse e justo aos papéis do acordo de nossas empresas. Tomei fôlego em busca de disfarçar a ira que rapidamente tomou conta de mim e levantei-me novamente retomando minha postura inicial.

Regina: Isso significa que começaremos tudo outra vez, correto? – Pareci calma, mas por dentro o descontrole me consumia a cada minuto. –

David: Infelizmente sim Regina, sinto muito. Nesse final de semana será o grande evento de “Turismo e Hotelaria” e estaremos muito ocupados, mas na semana que vem começaremos tudo outra vez.

Segurança: Eu lhes prometo que isso não acontecerá novamente, sinto muito, reforçarei a segurança, não irá se repetir senhor David. – O pobre homem falava rápido intercalando seus olhares entre mim e seu patrão. –

David: Está tudo bem, o importante é que vocês estão bem, daremos um jeito.

O segurança saiu da sala nos deixando sozinhos. Era obvio que David havia mandado alguém fazer esse trabalho sujo, era bem a cara dele. Mas por qual motivo esse infeliz queria atrasar nossos negócios? Será que ele estava desconfiando das minhas intenções? Não posso correr esse risco, precisava ter certeza de que ele estava acreditando que o motivo maior da minha presença era apenas meu (falso) amor pelo seu filho e nada mais. Precisava agir com mais cautela. Até darmos entrada nos papéis novamente e assinar levaria mais alguns meses, a ira me consumira de forma que saia ao meu domínio, odiava a sensação de perder, precisava descontar em qualquer coisa antes que descontasse em David.

Regina: Não se preocupe com isso David, tenho toda a paciência do mundo, vou esperar Killian na sala de Emma. Qualquer coisa me informe, licença. – eu disse em total controle aparente dirigindo-me a porta. –

David: Temos a paciência em comum Regina. Tudo no tempo certo, desculpe pelo imprevisto, não acontecerá novamente. – o homem olhou em meus olhos sorrindo como se fosse capaz de me passar alguma confiança. –

Regina: Disso eu tenho certeza. – Parei já na porta virando-me em sua direção e sai com pressa dali. –

Caminhei ate a sala de Emma a passos largos, praticamente a invadi sem nada dizer a secretária que me olhou assustada, tranquei a porta e encarei Emma com toda a raiva que havia guardado, a loira estava assustada me olhando como se buscasse a resposta para o que via, caminhei em absoluto silêncio sob os olhares de Swan em direção a uma mesinha no canto da enorme sala onde haviam vários vasos e jarras, respirei fundo e segurei o primeiro vaso nas mãos.

Regina: Odeio surpresas. – Falei entredentes atirando o vaso na parede contrária a que eu estava, Emma arregalou os olhos completamente assustada. –

Emma: O que está fazendo Regina? – A loira levantou-se boquiaberta com minha atitude, porém não saíra de trás de sua mesa. –

Regina: Surpresas são ameaçadoras. – falei para Emma com um tom calmo que a assustou ainda mais. Atirei o segundo vaso na mesma direção que o anterior fazendo Emma praticamente correr em minha direção e segurar meus braços. –

Emma: O que você está fazendo? – a loira olhou em meus olhos apertado firme meus braços –

Regina: Eu já disse que odeio me sentir ameaçada? – A questionei com o mesmo tom anterior, Emma apenas me olhava com os olhos verdes arregalados buscando uma resposta para aquela loucura que via a sua frente, ao ver que eu aparentava estar calma a loira me soltou, antes que pudesse me segurar outra vez arremessei o terceiro vaso em direção aos outros dois e caminhei em direção à mesa ficando de costas para a loira. –

Emma: Sorte sua que minha sala é acústica sua maluca. Sempre que acredito que você é normal logo você trata de mudar minha opinião, eu não te entendo Regina Mills. – ouvia a voz da loira cada vez mais próxima e seus passos em minha direção. –

Regina: Me desculpe! – Falei em sussurro, estava ofegante e fitava a mesa de Emma sem fazer ideia do quão louca eu estava sendo. –

Emma: Me explica o que houve. Brigou com meu pai ou Killian? O que teve nessa reunião? – Sua voz saía rapidamente, o pouco da minha visão que buscava a loira sem virar-me podia notar o quanto ela gesticulava e coçava a cabeça incrédula. –

Regina: Nada, não tem nada haver com eles. – Percebi finalmente o nível da loucura que acabava de cometer, minha respiração estava ofegante, a raiva de David era tanta que quando vi o presente que tinha dado a Emma pensei na fraqueza que meus sentimentos poderiam trazer. Aquele maldito tinha mesmo que pagar. –

Segurei a coroa nas mãos e quando ameacei arremessa-la ao mesmo lugar que os outros objetos senti a mão forte de Emma sobre a minha e seu braço entrelaçar minha cintura.

Emma: Nem ouse fazer isso. – a loira disse pausadamente ao meu ouvido enquanto guiava minha mão até a mesa pousando o objeto. –

Regina: Me dê um bom motivo. – minha pele se arrepiara ao sentir seu toque e sua voz tão perto me paralisando por completa. –

Olhei a enorme janela atrás da cadeira de Emma e nada passara em minha mente aquele instante, o perfume da loira aos poucos me causava amnesia. Emma abraçou-me por trás segurando meus dois braços e pousando seu queixo sobre meu ombro.

Emma: Primeiro que não se pega de volta um presente, é falta de educação. – virou seu rosto me olhando com expressão de raiva. – Segundo, você acaba de quebrar três vasos raros que vieram direto da Índia e eu os amava. Terceiro, não sei o que aconteceu, eu sabia que você é louca, mas não a esse nível senhorita Mills, mesmo assim, fique calma, nada de ruim vai acontecer, estou aqui, prometa que posso solta-la sem arriscar perder minha cabeça. – A loira gargalhou deixando o susto da situação e se entregando a parte divertida de tudo, Emma me achava mesmo uma louca, senti vergonha da minha atitude, mas a loira estava sendo tão compreensiva que sorri com as coisas que ela dissera. –

Regina: Mas não quero que me solte. – falei em impulso pigarreando em seguida. –Desculpe pelo que fiz, precisava descontar em algo, não sei lhe dar com coisas inesperadas. – Falei realmente calma segurando o riso e a vergonha de ter destruído a sala da mulher sem nem explica-la o motivo. –

Emma: Mais uma coisa sobre você que descubro da pior maneira. – Emma me soltou me virando para que pudesse me olhar. – Enfim, acalme-se. Você é Regina Mills, ninguém ameaça vossa majestade, certo? – A loira fazia gestos que me arrancaram risadas. – Não contarei a ninguém sobre o quanto você pode ser louca ao nível de destruir minha sala e meus vasos prediletos. – seu entortar de lábios mostrando irritação me fez puxa-la para mim e quase começar um beijo. –

Antes mesmo que pudesse sentir totalmente os lábios da loira, fomos interrompidas por batidas na porta nos afastando bruscamente pela segunda vez, ajeitei-me rapidamente e fui com pressa em direção à saída antes mesmo que qualquer pessoa pudesse entrar, não havia nenhuma explicação sensata para os cacos de vaso por toda a sala. Killian sorriu feliz ao me ver, Emma veio logo atrás nos observando de longe pois caminhávamos em direção a David.

Killian: Meu pai contou o que aconteceu. Malditos sejam os idiotas que fizeram isso. – Killian disse com seu braço ao redor de minha cintura fazendo seu pai apenas assentir com a cabeça. –

Regina: Está tudo bem querido. Estava lhe esperando apenas para dar-lhe um beijo, tenho um dia cheio, mas não queria sair sem vê-lo meu amor. – Virei-me de frente para Killian, não notei que Emma nos mirava da porta, tentei ser o mais doce que podia, era difícil fingir sentimentos por aquele homem, mas naquele momento minha segurança dependia disto. –

Killian: Ainda bem, porque eu iria bater a sua porta de saudades. – seus olhos cheios de amor encaravam os meus cheios de ódio, mas sua paixão não o deixava ver o vazio que havia em mim. –

Regina: Eu amo você Killian! – Falei alto para que David pudesse ouvir, acariciei o rosto do meu namorado e caminhei ao elevador, ele não disse nada, era a primeira vez que ouvia algo assim da minha boca. –

A última visão que tive antes da porta fechar-se foi a de Emma parada em sua porta entreaberta me encarando com um rosto que demonstrava...decepção ou tristeza. Tenho certeza que ela ouviu o que eu disse pro seu irmão, droga! Queria voltar e explica-la que não era verdade, que eu apenas precisava ter dito, mas porque eu faria isso? Porque eu a queria de verdade e não o seu irmão? Jamais confessaria.

Encostei-me no estofado de meu carro, minha cabeça girava em tantas informações, Emma cada dia que passava me fazia sentir mais e mais borboletas no estômago, parecia uma jovem apaixonada pela primeira vez, porque justo a filha do homem que eu tanto odiara? Logo lembrei da sua face ao me ver dizer que amo o seu irmão, “droga Regina!” repeti várias vezes para mim mesma. O medo de David está desconfiado de mim não chegava aos pés do medo da reação de Emma diante da minha atitude depois de todo o carinho que ela tivera na sala. Não posso machucar alguém que já sofreu tanto por amor, ou por falta dele.

Notas finais
Regina dexxtruidora, literalmente hahaha' Regina precipitada desde sempre, o que acharam desse assalto aos documentos? hm estranho em... Próximo capítulo tem gente nova(ou velha na vdd) entrando nessa história, quem será em? Até loguinho!!! ps: Está sem espaço entre as falas mas não é culpa minha :/ espero que não fique confuso, me desculpem! Obrigada a todos que estão comentando e bem vindo novos acompanhantes!!! *---*