Luke estava sentado na sala de briefing. Seu corpo estava desligado completamente e seu coração sangrava.

Lisa, sua namorada trabalhava para Calvin Shaw e muito provavelmente, ajudou a orquestrar todo o sequestro de Penelope.

— Infelizmente, as novas informações são perigosas e muito difíceis de acreditar. – Emily começou. – Lisa Douglas, a namorada de Luke está envolvida nessa coisa toda.

— Como assim? – Tara olhou para o amigo. – Luke. Diga que é mentira.

— Sinto muito. – Luke estava se sentindo muito culpado. – Eu acabei de descobrir.

— Precisamos prender ela logo. – Emily disse. – Você entende isso, Alvez? Sua namorada sequestrou Penelope e Spencer.

— Ela não é mais minha namorada. – Luke gemeu. – Eu pensei que ela era alguém e ela não é.

— Sabemos onde ela está? – JJ tinha pressa em suas palavras. – E ela pode nos dizer onde Penelope e Spence estão?

— Provavelmente. – Luke gemeu. – Ela está no hospital trabalhando.

Lisa estava nos fundos do hospital, atrás de equipamentos médicos que poderia levar sem darem falta.

Cat queria alguns específicos. Monitor cardíaco e bisturis e luvas de borracha. Soro, seringas e curativos, assim como sedativos e qualquer remédio que fizessem ambos entrar em uma parada cardíaca quando acabassem.

Sua vingança seria extremamente brutal.

Lisa estava tão distraída que não percebeu Emily e Rossi chegando pela porta. Quando ela percebeu, ela se virou e conseguir fugir pela porta, antes que Matt chegasse. Entrando pela escada de incêndio, ela correu até o estacionamento e obrigou um homem a entregar o carro.

— Ela está fugindo! – Rossi gritou. – No estacionamento.

— Para onde ela vai? – Emily se perguntava. – Qual a jogada dela?

— Se ela fugir, nunca acharemos Spencer e Penelope. – Matt gritou. – JJ algum visual?

— Ela está em carro prata. – JJ entrou no SUV e partiu atrás. – Eu estou perseguindo ela.

— Estamos a caminho. – Rossi disse. – Se segurem.

Tara, Matt e Emily seguiram com um Rossi correndo milhas no SUV.

Luke, não estando autorizado a participar, ficou no prédio.

— Cat, temos um problema. – Lisa gritou ao celular. – Eles sabem sobre mim.

— Lisa, você está perto? – Cat estava preocupada. – Onde você está?

— Há quarenta minutos. – Ela não sabia o que Cat queria. – Algum problema?

— Volte e se entregue. – Cat ordenou. – Finja inocência e quando puder venha até nos.

Cat desligou o telefone e foi para o porão. Olhando com deboche para Reid comendo a comida simples e Penelope ainda estava desacordada.

Subindo a escada com pressa, Cat foi até Lindsey atrás de uma explicação.

— O que você deu a ela? – Cat gritou. – Faz duas horas que Spencer está acordado e Penelope ainda não acordou.

— Lisa deu uma dose especifica para cada um. – Lindsey falou. – Ela queria se certificar que Penelope e Spencer acordassem em tempos diferentes.

— Espero que sim. – Cat estava em fúria. – Lisa está sendo perseguida pelos agentes da B.A.U e se eles a pegarem, estamos ferradas.

— Estamos? – Lindsey levantou com raiva. – Foi Meadows que trouxe aquela garota para o nosso plano e eu nem sei de onde ela a conhece.

— Ora, não se faça de estúpida. – Cat riu. – Meadows E Lisa são irmãs.

— Como isso é possível? – Lindsey se sentiu fraca. – Não é possível.

— Eu não sei de tudo. – Cat jogou as mãos para cima. – Eu só sei que Lisa e ela estavam em cultos diferentes e agora, não é hora.

Pegando uma faca, Cat desceu ao porão outra vez. Seus nervos estavam calmos, mas a vingança que ela planejara estava em pleno funcionamento.

— Eu preciso dar crédito a sua equipe. – Cat parou na frente de Spencer. – Eles acharam nossa quarta irmã e eles a estão perseguindo.

— Nossa equipe é a melhor. – Reid falou. – Não machuque Penelope.

— Foi ela quem nos achou, docinho. – Cat brincava com a faca. – E ela ainda não acordou.

Penelope estava lentamente voltando a si. Qualquer coisa que eles deram a ela foi forte para deixar ela apagada por 15 horas.

Ela olhou para o lado com todo o cuidado quando sentiu que suas mãos estavam presas a parede. Garcia não poderia entender o que Cat discutia com Spencer, mas sua respiração ficou presa quando Cat olhou em sua direção.

— Olha quem acordou. – Cat se ajoelhou na frente dela. – Bem-vinda Penelope.

— O que está havendo? – Pen perguntou hesitante. – O que estou fazendo aqui?

— Você está aqui porque parte da culpa é sua. – Cat acertou um soco nela. – E você vai pagar por cada parte dela.

Ainda se recuperando do primeiro soco, Penelope sentiu um segundo. Ela podia provar o gosto do sangue em sua boca.

— Já chega. – Spencer não iria mais permitir. – Deixe-a em paz. Bata em mim, mas deixe-a em paz, Cat.

— Haverá mito disso para ambos. – Ela acertou um soco em Spencer. – Eu quero que os dois paguem por tudo o que eu passei naquela cadeia.

— Já chega! – Meadows gritou do alto. – Precisamos de você aqui.

Reid e Penelope olharam para a ex agente. Mary sorria como se fosse uma piada e agora era como se tudo fizesse sentido.

Quando Cat deixou os dois sozinhos, Penelope cuspiu o sangue da boca e começou a chorar.

Spencer se aproximou o máximo que pode de Penelope e a abraçou do melhor jeito.

— Vai ficar tudo bem, Pen. – Ele tocou sua mão. – Eu não vou permitir que ela te machuque de novo.

— Eu não quero que você se machuque, Spencer. – Pen sentia dor. – A equipe precisa de você.

— Não. – Reid não permitiria. – Eles precisam da gente. A gente precisa da gente.

— Como eles vão nos encontrar? – Penelope tinha olhos suplicantes. – Se nem a gente sabe onde estamos.

— Cat disse que a equipe estava perseguindo uma cumplice delas. – Reid explicou. – Talvez seja alguém mais perto do que imaginamos.

E eles nem faziam idéia do quão perto ela estava.

Lisa ainda estava sendo perseguida pelos agentes. Logo a frente, havia uma ponte. Descendo do carro, ela correu em direção a ela e ficou na borda, enquanto Emily e Rossi se aproximavam dela.

— Lisa! – Emily desenhou a arma para ela. – FBI. Não pense em pular.

— Eu não vou sair daqui. – Lisa estava em fúria. – Não até Luke estar aqui.

— Vamos conversar, sim? – Emily pediu, abaixando a arma. – Não vamos nos precipitar.

Luke chegou até a ponte a tempo. Lisa pendia perigosamente nela. Seu coração estava cansado de ser enganado e todo esse tempo poderia ser gasto namorando Penelope.

— Lisa! – Luke gritou tão alto quando pode. – Você não pode se matar.

— E por que não? – Ela se virou ainda na borda. – Eu te traí.

— Sim. Exatamente. – Luke ficou chateado. – E mesmo que você tenha feito isso, eu ainda quero saber o porquê.

Lisa considerou suas opções. Ela desceu da borda da ponte e deixou Emily se aproximar.

— Lisa Douglas. Você está presa. – Emily a algemou. – Por cumplicidade em sequestro, fuga e direção perigosa e espionagem a agentes federais. Tem o direito de ficar calada. Tudo o que disser pode ser usado contra você. Tem direito a um advogado. Se não puder pagar um, o estado lhe designará um. Tem direito a uma ligação que será monitorada.

— Eu sei que você me odeia, Luke. – Lisa disse. – Mas eu te amo de qualquer jeito.

Luke apenas ficou olhando. Ele sabia que mesmo tendo Lisa, não significava ter Reid e Garcia.