Revenge Is Never Sweet

16 Calvin - Conclusão.


Luke precisou de todas as forças ao chegar na lancheria. Ele não contava com a presença dele. Indo até o intruso, seus ânimos não pareciam bons.

— O que acha que está fazendo aqui? – Luke gritou para o homem. – Eu sei quem é você.

— Soube que Penny estava aqui, então eu vim. – Kevin respondeu. – Afinal, eu ainda a amo.

— Não. – Luke estava perdendo a paciência. – Eu sei o que você fez para ela.

— Águas passadas não movem moinhos. – Kevin pagou pelo lanche. – Eu ainda acho que posso ter algo bom ela.

— Penelope não está disponível. – Luke estava se segurando. – Ela e eu estamos namorando agora.

Derek estava à procura de Luke, o viu com Kevin. Não em uma conversa normal. O namorado de Penelope estava em uma postura que sugeria algo mais.

— Vá embora, Kevin. – Luke gritou. – Você não é bem-vindo aqui.

— Parece um cão de guarda dela. – Kevin riu de Luke. – Diga, a boca dela é tão deliciosa assim?

Derek avançou e acertou um soco em Kevin. E no segundo seguinte, havia troca de socos entre Kevin e os dois homens.

— Parem com isso! – Rossi chegou correndo. – Kevin, você sabe que não é bem-vindo aqui, então por que você veio?

— Eu a quero de volta! – Ele viu Derek avançar. – Tudo que eu perdi por estar na cadeia por dois anos.

— Você nem deveria ter saído. – Rossi disse, honesto. – Você a machucou tanto que ela fechou seu coração. Até Sam, aquele babaca saiu. Vocês estão bem? – Rossi examinou os machucados dos dois agentes. – Acho que vocês deveriam ir ver isso. Eu cuido de Lynch.

Kevin não perdeu tempo e saiu correndo de lá. Ele quase esbarrou em Matt que o olhou cheio de ódio.

Indo para o quarto de Penelope ele viu sua melhor amiga, deitada e adormecida. Kristy chegou com um ramalhete de flores e apenas ficou olhando.

— Ela vai ficar bem. – Kristy disse, antes de sentar ao lado de Penelope. – Eu sei disso.

Michigan...

Reid suspirou. Ele finalmente estava à frente de Calvin Shaw. Ele segurou as mãos no bolso, temendo que ele enforcasse o homem com elas.

— Você parece melhor, Reid. – Calvin começou. – Como vai sua namorada?

— Fale de novo sobre ela e eu vou arrancar seus dentes. – Spencer estava sem paciência. – Você não tem esse direito.

— Você e seu amigo me jogaram aqui. – Calvin estava tentando se controlar. – Logo onde todos esses presos da máfia estão.

— Bem, você mereceu. – Spencer precisou ser mais forte que ele. – Depois de tentar me proteger, você foi lá e se uniu aos que queriam me matar.

— Eu não queria te proteger. – Calvin riu. – Seu amigo, aquele latino me ameaçou por causa da sua amiga loirinha.

— E você se vingou tentando matar ela. – Spencer tirou as mãos do bolso. – Vai ficar feliz em saber que ela ainda sobreviveu. Porque senão, sua pena seria de morte.

— Você me tirou do meu filho. – Calvin estava pronto para um ataque direto. – Então a morte seria a melhor coisa que eu poderia ter.

— Eu sei o que está havendo. – Algo clicou em Spencer. – Sua primeira opção era a mim ou a minha namorada, mas resolveu ir direto a Garcia. O que sugere que alguém está te dando informações.

— Não sabe o tanto de coisas que você consegue sendo ex agente. – Calvin zombou. – Eles cantam como pássaros.

— Eu vou te dar um aviso antes de seguirmos. – Reid se aproximou de Calvin. – Se algo de ruim acontecer com Abby e o bebê eu mesmo vou me certificar que você apareça morto no dia seguinte. – Ele aproximou ainda mais. – Nem que para isso eu precise ir para a cadeia depois. Eu te mato.

Calvin ficou como um cervo preso aos faróis. Esse não era o Spencer assustado que ele conheceu na cadeia. Era uma versão melhorada do agente.

— Se acontecer algo com Penelope, Luke ou qualquer um dos meus amigos, eu também te mato. – Reid concluiu com calma. – Vamos conversar sobre essa sua aliança com Lisa.

— Lisa? – Calvin riu. – Eu descobri quando ela veio tratar um dos ferimentos que eu ganhei. Ela cantou feito um passarinho. Disse que era namorada de Alvez e eu pensei: Por que não usar um deles contra eles mesmos?

— Como fez isso? – Reid queria qualquer informação. – Como convenceu a namorada de um agente ser sua putinha pessoal?

— Eu joguei com ela. – Calvin respondeu, calmamente. – Disse as palavras certas e ela caiu na história.

— Me conte. – Reid se sentou de volta na cadeira. – Eu quero ouvir antes que eu possa te dar sua punição.

Cinco meses antes...

— Outra vez, Calvin? – O guarda recolheu o homem do chão. – Elas estão ficando piores.

— Eu sei. – Sua voz estava tremendo. – Aquele agente sabia que isso aconteceria.

— Vou levar você para o PS. – O guarda levou o homem. – Isso precisa de atendimento profissional.

Algemando Calvin, dois guardas o levaram para o PS do hospital. Lisa estava de plantão naquela noite.

— Está chegando um preso para tratamento. – A supervisora de Lisa respondeu. – Ele precisa de pontos e de remédios. Ele levou uma surra e tanto.

— Ele está na cadeia. – Lisa pegou o celular. – Ele não me mandou nenhuma outra mensagem.

— Seu namorado é agente federal, Lisa. – A mulher falou. – Ele deve estar ocupado com o trabalho.

— Ou com ela. – Lisa estava nervosa. – Com aquela garota estúpida. Você precisa ver como ele a toca.

— Você anda paranoica. – A mulher viu os dois guardas e o preso. – Hora do trabalho, senhorita Douglas.

Vendo o homem negro espancado, Lisa correu para ajudar.

— Coloque-o na mesa. – Lisa disse. – Senhor. Pode me dizer seu nome?

— Calvin. – Ele encontrou os olhos da mulher. – Calvin Shaw.

— Muito, bem senhor Calvin. – Lisa começou o atendimento. – Sou Lisa Douglas.

— Lisa. – Ele sabia exatamente quem ela era. – Muito prazer.

Depois de ser totalmente atendimento, Calvin ficou esperando com Lisa.

— Você tem namorado? – Ele jogou verde, pronto para colher maduro. – Eu acharia triste se uma mulher bonita não tivesse alguém.

— Meu namorado é agente federal. – Lisa respondeu, impressionada com Calvin. – Talvez ele possa te ajudar.

— Eu fui colocado por um lá. – Calvin disse. – Não vai adiantar.

Aconteceu tão rápido que nenhum dos dois notou. Calvin beijou Lisa e ela respondeu.

— A gente não deveria estar fazendo isso. – Ela disse, mas não conseguia parar. – Meu Deus.

— Shii. – Ele a beijou de novo. – Eu estou me sentindo atraído por você.

Lisa correu até a porta, girando a chave. Voltando para o bandido, eles se encontraram e fizeram uma rapinha na sala.

— Isso nunca pode sair daqui. – Lisa ajeitou suas roupas. – Se Luke souber, ele não vai mais me querer e então aquela nerd vai ter chances.

— Não se preocupe. – Calvin sorriu diabólico. – Isso nunca vai sair entre nós.

Agora...

Spencer estava enojado depois de ouvir a história. Lisa traia Luke bem debaixo do nariz de todos. Quando ele poderia ter sido feliz com Penelope.

— E como você passou de amante para chantageador? – Spencer precisava focar. – Como fez ela fazer tudo o que você queria?

— Isso foi mais difícil. – Calvin respondeu. – Eu usei nossa diversão para chantagear ela no começo. Mas depois de um mês, ela queria tanto Penelope fora que fazia por conta própria.

Spencer se levantou e foi em direção a saída. Virando-se para o homem, ele lhe dirigiu algumas últimas palavras.

— Lembre-se do que eu disse. – Spencer o lembrou. – Se qualquer coisa acontecer com Abby, meu bebê ou meus amigos e eu, você vai sofrer as consequências.

— Boa sorte, Spencer. – Calvin sabia que era seu fim. – Espero que você seja feliz.

— Você ainda pode ser feliz, Calvin. – Reid sabia que deveria dar algum fechamento. – Vingança não faz bem à alma. Ela corrói por dentro até a pessoa não ter nada ao seu redor.

— Eu não tenho nada ao meu redor. – Calvin apenas respondeu, sabendo que não era uma pergunta. – Estou longe do meu filho, a mãe dele me odeia e a máfia me persegue. Você tem tudo o que eu sempre quis ter.

— Eu ainda fui torturado. – Spencer voltou. – Vi minha melhor amiga quase morrer várias vezes, apenas por uma vingança estúpida. Lisa está presa e vai continuar assim. E quando Penelope acordar ela e Luke vão ficar juntos.

— Eu ainda estarei sem meu filho. Calvin respondeu. – Eu preciso ver meu filho.

— Vamos fazer um acordo. – Spencer se aproximou de Calvin. – Se esquecer essa vingança estúpida eu posso fazer com que seja transferido para outro presidio mais perto. Deixamos a máfia de lado, você tem seu filho de volta e claro, você esquece essa birra.

— Por que faria isso por mim? – Calvin não entendeu. – Depois que eu fiz tudo aquilo?

— Porque ao contrário de você, Calvin. – Spencer o olhou. – Eu não resolvo meus problemas com violência.

— Obrigado. – Shaw disse. – Eu espero que a senhorita Garcia fique bem.

— Ela vai. – Reid se levantou. – Boa sorte.

Calvin caiu de volta na cadeira depois que Reid saiu. Ele percebeu tudo o que fez de errado.

Ele retiraria a ordem de morte logo pela manhã. Reid cumpriu sua promessa e negociou uma troca de prisão e uma permissão de visita. Ele falou com a ex de Shaw e conseguiu convencer de que ele seria cooperativo.

Chegando em sua casa, ele subiu as escadas e abriu a porta do quarto. A mão de Abby estava em sua barriga e ele entrou nas cobertas com ela. A puxando para perto dele, eles adormeceram.

Talvez, eles tivessem paz agora.