Notas iniciais
Boa tarde chuchus!!!
Quem assistiu amanhecer parte II? quem amou? o/ quem odiou?
contem pra gente nos reviews ok.
Motivo da demora eu estou sem PC. É isso mesmo de novo! Mas dei um jeitinho de vir aki postar para vocês por sorte encontrei a Diê on line e nos dividimos para responder os reviews ate mesmo os dos caps anteriores, orgulhosamente agora estão todos respondidos, não somos demais???
Bem vindas leitoras novas! Gente tem muitas leitoras aparecendo nos reviews e estamos amando isso, continuem assim ♥.
Episodio dedicado à Luana Pires Nascimento e à Tanyafadinha por recomendarem a fic, (ficaram lindas amoras valeu) OMG 20 recomendações já? que emoção (preciso de um lencinho)...
Queremos mais *-*.
Sem mais delongas vamos ao cap.
Hentai fantástico inteirinho de nossa amada Diê Kellner ♥
Boa leitura...
Nos falamos lá embaixo.

Capitulo 14

Pov Jacob

Estávamos no mar na praia de La Push, Nessie sorria pra mim e brincávamos a beira da água sem nos importamos em molhar as nossas roupas. Estranhamente eu não sentia frio e a água não estava gelada como era o de costume em La Push. Trocávamos carícias e beijos, estávamos felizes, mas eu sentia que havia algo de errado. Alguma coisa estava me incomodando, caminhávamos de mãos dadas pela praia quando de repente avistamos um casal andando na praia e vindo em nossa direção senti Nessie ficar tensa ao meu lado, seu sorriso sumiu e ela me puxou na direção oposta, mas ao mesmo tempo algo me chamava como um imã para ir à outra extremidade da praia em direção aonde o outro casal estava. Sentei com Nessie na areia branca e ficamos namorando e observando o mar.

De repente minha percepção mudou, eu já não estava mais vendo o mar e sim Nessie e eu sentados na areia e como se eu fosse um mero espectador. Me senti sendo puxado em direção aquele casal, então meio que automaticamente me virei e pus-me a caminhar em direção a eles. Quanto mais me aproximava deles mais eu ficava com a sensação de que os conhecia, pois mesmo ao longe suas silhuetas me eram familiares. Momentos depois entrei em choque ao constatar quem era o casal que nos observava ao longe. Eram meus pais, Billy e Sarah Black, não pude conter a emoção e me pus a correr em direção a eles, porém quando estava a poucos a passos percebi que o semblante de ambos era de tristeza e que minha mãe tinha o rosto banhado em lágrimas, meu peito se apertou por vê-la chorando. O que será que tinha acontecido que a deixou daquela forma? Meu pai não chorava, mas também não estava com a expressão nada feliz, pelo contrário me olhava irritado como se estivesse realmente furioso por me ver.

Quando por fim cheguei até eles tive que conter minha vontade de abraçá-los para perguntar.

- O que aconteceu? Mãe o que a senhora tem?

Ela me olhou por baixo e nada me disse apenas continuou chorando, meu pai por sua vez continuava me olhando com fúria, me deixando ainda mais confuso.

- Pai o que aconteceu?

Ele soltou minha mãe e deu um passo a frente apontando o dedo indicador pra mim.

- Como você pode meu filho? Eu te pedi tanto, eu confiei em você. Como você pôde se esquecer de nós?

- Eu jamais me esqueceria de vocês pai, o que está acontecendo eu não estou entendendo.

- Ah não? E como você explica aquilo? – ele disse apontado para o outro lado da praia onde o outro “eu” beijava Renesmee com amor.

As palavras do meu pai começaram a fazer sentido, eu sabia que tudo aquilo tinha uma conexão, mas não conseguia me lembrar de qual era. Ao perceber o meu olhar confuso ele acrescentou.

— Ela é uma Cullen Jacob, é filha do homem que matou sua mãe e destruiu sua família!

— Billy não faça isso... – minha mãe pela primeira vez tentou interferir, mas meu pai não permitiu.

— Não Sarah ele tem que cair em si.

Por fim minha mente deu um estalo, abaixei minha cabeça envergonhado quando me lembrei de tudo. Eu tinha feito uma promessa ao meu pai e até então não tinha conseguido cumprir, meus sentimentos por Nessie estavam sendo mais fortes e por mais que eu fosse contra eles, meu amor por ela sempre me distraia do meu objetivo.

— Me perdoe pai, mas eu estou tentando, juro que estou fazendo o meu melhor, mas não está sendo fácil. – admiti porque não adiantaria tentar negar.

— Eu sei meu filho, mas você não pode amá-la, se desapegue desses sentimentos, ela não o merece você não vê? Com certeza ela é tão suja e desumana quanto o pai e o resto de sua família.

Eu pensei em abrir a boca e confrontá-lo dizer que ele estava errado, que Renesmee era apenas mais uma inocente nessa história que estava sofrendo em minhas mãos por causa dos erros do pai, os quais ela não tinha culpa, mas não tive coragem. Principalmente ao ver minha mãe tão magoada e meu pai tão decepcionado comigo. Olhei mais uma vez para o outro lado da praia onde estávamos eu e ela, livres e felizes, meu peito doeu, pois nunca poderia ser assim.

— Eu vou me esforçar mais pai, não vou desapontá-lo. Eu juro.

Meu pai sorriu e minha mãe ficou ainda mais triste e no mesmo momento em que eu ouvi um grito de desespero.

— Jakeeeee...

Olhei para o outro lado da praia e vi Nessie desesperada procurando por mim, o outro “eu” que estava lá havia desaparecido. Ela se jogou de joelhos na areia chorando copiosamente, eu queria muito correr até ela e confortá-la, mas eu não podia. Meu pai tocou meu ombro me chamando atenção.

— Você fez a escolha certa meu filho, por favor, não nos decepcione.

Comecei ouvir ao longe uma musica familiar e aos poucos as imagens começaram a se desfazer, mas uma última coisa eu pude notar e não pude deixar de ficar curioso. Eu já havia aceitado meu papel e meu pai parecia satisfeito, entretanto minha mãe continuava em prantos. Por que ela sofria tanto?

Acordei atordoado de mais um sonho com meus pais, eu sempre me sentia péssimo depois de sonhos como esses, olhei para o lado e meu celular despertava ao som de The Reason. Eu não queria levantar, não queria sair daquela cama e ir trabalhar. Eu me sentia cansado na verdade, eu mal tinha acordado e já estava me sentindo exausto nem me lembrava da ultima vez em que tive uma noite de sono decente. Quando a bebida me fazia apagar era bom, mas eu tinha largado um pouco esse vício depois do fiasco do episódio com a empregada a pouco mais de dois meses atrás. Me senti tão sujo e tão tolo ao mesmo tempo que me negava a continuar me embebedando para dormir, afinal de contas fugir da minha realidade não ajudava em nada, pois sempre mais um novo dia nascia e com ele vinha a realidade trágica e doente da minha vida.

Porém quando deixei de beber os sonhos começaram a atormentar minhas noites, sempre eram diferentes, mas todos com o mesmo fundamento meus pais me cobrando a promessa que eu ainda tinha que cumprir, no início pensei que fosse meu subconsciente projetando toda a culpa que eu sentia por ter me apaixonado por Renesmee, mas agora eu já nem sei em que acreditar. Às vezes, acho, ou melhor, tenho a certeza de que meus pais estão realmente me cobrando o que eu devo fazer, em especial meu pai e outras vezes acredito que realmente é minha consciência me pregando peças. De uns tempos pra cá sempre que penso em ir até Renesmee é como se uma força me impedisse, por diversas vezes eu tentei entrar em seu quarto e implorar seu perdão. Nesses últimos dois meses tentei ir várias vezes e o máximo que eu fazia era chegar até a porta do seu quarto, mas nunca consegui passar dali. A lembrança de Billy Black sempre me impedia, seria isso mesmo ou estaria eu finalmente enlouquecendo?

Sem alternativa me levantei, tomei banho, me arrumei e saí de casa rumo a CB. Agora eu já nem a esperava na mesa, pois depois do incidente ela evitava tomar café comigo e com isso nos vemos muito pouco. Eu estou em um estado de quase loucura morrendo de saudades dela, de sua presença, do seu cheiro, do seu sorriso aberto que desde nosso casamento eu nunca mais vi, mas apesar de estar sofrendo como um doido varrido eu sabia que era melhor assim. Tinha que manter o mínimo de contato possível, essa tortura já estava chegando ao fim, hoje eu me encontraria com os detetives e finalmente eu teria uma resposta e com certeza provas para jogar Edward Cullen na cadeia por um bom tempo. Mesmo sabendo com certeza que Nessie nunca me perdoará por isso.

***

Por volta do meio dia eu já esperava ansioso para meu almoço com os detetives. Marcamos em um restaurante próximo a Seattle para não levantar suspeitas. Para todos que vissem eu só estava em mais um almoço de negócios fechando um contrato com um possível cliente. Foi o argumento que usei com Jasper quando me questionou aonde eu iria, ele ainda estava preocupado comigo mas depois de tanto receber as mesmas respostas parou de me questionar, mas no fundo ele me conhecia bem e sabia que tinha algo errado.

Pedi uma água enquanto aguardava meus acompanhantes para o almoço, não demorou muito os irmãos Felix e Demitre entraram no restaurante era impossível não vê-los, pois ambos eram bastante altos. Segundos depois e a recepcionista os guiaram até mim, me levantei e cumprimentei aos dois. Já acomodados em seus lugares o garçom se aproximou e cada um fez seu pedido eu não quis nada duvidava que conseguisse comer alguma coisa tamanha era minha ansiedade, portanto só quis mesmo outra água.

— E então? O que vocês têm pra mim? – perguntei impaciente.

— Lamento informar Sr. Black, mas receio que não encontramos o que o senhor desejava de fato. – disse Sr. Demitre que aparentemente era o mais velho dos dois.

Enquanto isso Felix me entregou um pasta preta recheada de papeis, não respondi nada apenas folhei por alto os documentos que continha na pasta que ele me entregara. Neles haviam o perfil detalhado de cada membro da família Cullen, desde de local à data de nascimento. Lá continha até o que cada um fez no dia anterior, era um trabalho minucioso, porém não continha o que eu mais queria. Como seria isso possível? Será que meu pai havia se enganado? Duvido muito que ele tenha guardado rancor durante anos para o homem errado. Tinha algo estranho naquela história toda, disso eu tinha certeza, mas o quê? E como eu iria descobrir e dar continuidade a minha vingança agora? Essas perguntas povoavam minha mente enquanto os dois homens a minha frente apenas me encaravam em silencio. Por ultimo eu li atentamente o perfil e vida de Edward Cullen e só confirmei o Sr. Demetri tinha me dito que ele realmente não tinha nada que o incriminasse ou desabonasse a sua conduta. Nada foi encontrado, nem mesmo uma multa de trânsito não paga. Como eu faria para provar que ele tinha matado minha mãe há mais de 20 anos atrás? Seria Edward Cullen inocente?

— Isso não é possível. – falei mais pra mim mesmo do que para os dois que ali estavam.

— Senhor Black eu vou ser franco com senhor em anos de investigação eu nunca vi família tão limpa como os Cullens. – disse Felix pela primeira vez.

— Realmente e além de espantoso chega até mesmo ser suspeito. –completou Demitre me olhando atentamente.

— Não. Eles não são assim tão limpos, pelo menos Edward Cullen não é, e disso eu tenho absoluta certeza. – eu disse convicto de que meu pai não tinha se enganado.

— O Senhor me parece bem seguro em afirmar isso, poderia nos contar o por quê? – me questionou Felix.

— É pessoal.

— Claro e eu entendo, mas se o senhor compartilhar essa informação conosco, talvez tenhamos um novo fio a seguir e poderíamos descobrir o que tanto o senhor deseja. – completou Demitre.

Ponderei um pouco sobre o que ele disse, eu nunca falei sobre aquilo com ninguém nem mesmo com Jasper, era um segredo e uma dor que só meu pai, minha irmã, Paul e eu carregávamos. E Paul só sabia por que Rachel tinha lhe contado. Mas agora eu não tinha outra escolha teria que contar a verdade a Felix e Demitre para que talvez assim eu conseguisse provar o erro medico que resultou na morte de minha mãe.

— Edward Cullen matou a minha mãe. – soltei de uma vez enquanto olhava para o lado de fora do restaurante, mas pelo canto dos olhos eu vi o semblante de surpresa dos dois e olhar que eles trocaram entre si.

Contei em poucas palavras a trágica noite em que perdi minha mãe, tentando também resumir sem deixar de fora os detalhes mais importantes. Quando terminei Demitre me olhava surpreso e pensativo ao mesmo tempo, depois de uma longa pausa ele por fim falou:

— Eu não entendo como alguém pode conseguir apagar do passado uma coisa assim, mesmo este homem sendo Edward Cullen.

— Eu também não entendo para que essa queixa fosse encerrada ele teria que ter provado sua inocência antes mesmo de se tornar um processo o que não é fácil, diga-se de passagem. – Acrescentou Felix.

— Ok Sr. Black, eu vou aprofundar essa investigação, mas não quero lhe dar esperanças fomos muito detalhistas até aqui, mas eu lhe dou minha palavra. Se existir provas que Edward Cullen tenha cometido um erro medico nos vamos encontrá-las.

Fiquei mais um tempo conversando com eles, revelando tudo que eu conhecia da história para que ficasse mais fácil a nova investigação, eu tentei me lembrar dos detalhes mais importantes que eu conhecia. Eu ainda estava atordoado e furioso por ainda não ter em minhas mãos as provas que eu precisava, sempre contei que seria fácil e certo em consegui-las. O que eu faria agora? Não consegui comer então sai dali e os deixei almoçarem em paz.

Eu estava na saída do restaurante esperando o manobrista do restaurante trazer meu carro quando eu vi a cena que fez meu sangue ferver...

O carro já tão conhecido por mim estava parado no semáforo a minha frente, o porche vermelho sangue estava com a capota abaixada me possibilitando ver nitidamente as duas pessoas que estavam dentro dele. Sim duas! A minha mulher e um maldito que de principio eu não reconheci quem era. Fechei as mãos em punho e enxerguei tudo vermelho, cheguei a dar dois passos na calçada em direção à rua, mas me estaquei no lugar quando vi Renesmee sorrindo. Há quanto tempo eu não a via sorrindo daquela forma? Era o sorriso de quando ela era feliz, de quando eu me permitia fingir e ficar ao lado dela, era o mesmo sorriso que ela só esboçava quando estava comigo na época em que nós nos conhecemos e começamos a namorar, era o sorriso apaixonado e sincero, o sorriso bobo mais lindo do mundo que fazia surgir em suas bochechas duas lindas covinhas e agora ela sorria assim pra ele.

Olhei melhor para o energúmeno que estava com ela e o reconheci de um relatório que estava em minha na gaveta da minha mesa em meu escritório, Nahuel Tuner era o nome do vagabundo miserável pra quem minha Nessie sorria. Mais uma vez quis ir até lá e fazer sabe Deus o quê, mas o maldito sinal ficou verde e o carro se foi, comecei a xingar em voz alta, chamando a atenção de todos que entravam ou saiam do restaurante

— Cadê a porra do manobrista com meu carro?

Minutos que me pareceram horas depois ele apareceu, não xinguei mais, simplesmente entrei no meu carro e saí dali cantando pneu rumo a minha casa, Renesmee ia me explicar direitinho aquela história, mas quando estava chegando em casa percebi que meu dia ia piorar ainda mais, o carro dela não estava na garagem, entrei berrando dentro de casa.

— AMELIA!

Logo a cozinheira da casa apareceu secando as mãos em um pano de prato e me olhando com espanto geralmente eu era educado e amável com ela.

— Onde está minha mulher?

— Ela ainda não chegou Sr. Black, ela... – Interrompi antes que ela pudesse terminar.

— Ela já devia ter chegado, isso tem acontecido sempre? – Os seguranças e o Embry sempre me garantiam que não, mas resolvi perguntar apenas pra confirmar.

— Não senhor, ela sempre já está em casa nesse horário, porém pouco antes do senhor chegar ela ligou avisando que teve um imprevisto e vai se atrasar.

Imprevisto? Era assim que se chama traição agora? A pobre senhora ainda me olhava assustada, acenei pra ela e tentei se mais gentil.

— Tudo bem Amélia, me avise quando ela voltar está bem?

Ela apenas assentiu não falei mais nada e fui para meu escritório, lá e liguei para a única pessoa pra quem deveria me dizer do paradeiro de minha mulher, mas para piorar ainda mais o meu dia o celular de Embry informava fora de área ou desligado. Para que eu pagava aquele imbecil mesmo? Ele é só mais um que terá de me dar explicações afrouxei minhas roupas e me sentei na poltrona que havia ali com um copo e uma garrafa de whisky nas mãos, hoje não teria jeito, eu teria que beber pra tentar suportar esse dia infernal.

Ali sentado e sozinho eu avaliava minha atual situação. Eu não tinha provas contra os Cullens e nem mesmo a certeza de que pudesse ter um dia, tinha apenas a promessa e a esperança de que os investigadores fossem conseguir provar pelo menos a história da minha mãe, o que já seria um começo, mas não era o suficiente para o estrago que eu pretendia fazer na vida dos Cullens. Meus planos estavam indo por água abaixo e eu nada podia fazer. E ainda como se não bastasse tinha Renesmee, minha amada esposa, a cena que eu vi no carro não saia da minha cabeça, o que mais me doía era que no fundo eu tinha consciência de que eu não tinha o menor direito de sentir ciúmes uma vez que Renesmee acreditava que eu a traía.

Depois do episódio com a arrumadeira eu tive a brilhante ideia de continuar com aquilo uma vez que nossa convivência e nossa relação sexual já tinha ido para o brejo de uma vez por todas. Comprei um perfume barato e algumas marcas de batom nas camisas foram mais do que o suficiente para que ela acreditasse e passasse e me olhar diferente, ela não sabia que de fato eu nunca a traí, pelo menos não depois do casamento. A única mulher com que estive foi ela, a arrumadeira para mim nem conta já que eu acreditava ser ela tal era meu estado de embriaguez. Nunca me imaginei nessa situação rendido a uma mulher só, mas o amor por ela me fez ser seu escravo e não suportaria mais que outra mulher além dela me tocasse.

Era doloroso admitir que Rachel e Paul estavam certos, cada vez que eu fazia mal e causava dor a Renesmee eu me sentia muito pior, eu estava me destruindo aos poucos estava cavando minha própria cova. A tarde passava lá fora e nada dela voltar, a garrafa secou então eu peguei outra eu já sentia os sintomas da embriaguez, mas não me importei tudo que eu queria era me sentir melhor e esquecer parte da minha maldita vida.

Meu mundo caiu quando vi Renesmee naquele carro com outro, eu não era ingênuo. Não era o fato de ela estar com ele que me atormentava e sim ver a forma que ela sorriu ao olhá-lo. Nessie já tinha me dito que me desprezava, mas a gente acaba se acostumando com a situação e se esquecendo das coisas que tínhamos e que perdemos. Mesmo estando louco de amor e saudades eu tinha me acostumado a viver sabendo que ela estava debaixo do mesmo teto que eu. Tinha me esquecido o quanto ela era linda quando me dispensava um sorriso. Ao vê-la com outro vi que ela viveria bem sem mim, coisa que eu já não garantia a mim mesmo.

Depois de tudo que eu fiz eu sabia que não era digno do seu amor, mas eu sabia que ele existia eu tinha certeza de que ele estava lá eu podia ver em seus olhos. Eu sabia que ela havia tentado. Saber que eu era amado por ela de certa forma me deixa feliz e com uma certa esperança embora eu sempre soube que nosso futuro juntos e felizes era impossível. Mas agora depois do que vi hoje não era só o ciúmes que me corrompia, mas também a incerteza e a insegurança, será que ela deixou de me amar? Eu me negava a aceitar isso, mas era possível sim, como alguém pode amar um monstro como eu? E o que mais me atormentava eu poderia viver com isso?

Todas essas perguntas ainda me atormentavam enquanto eu via pela janela o sol se pôr e dar lugar a noite fria que chegava, tentei pela milésima vez ligar para aquele inútil do Embry, mas ainda continuava fora de área, eu já tinha me decidido a não ligar pra ela, queria ver o que ela me diria quando chegasse em casa, por certo ela não espera me encontrar aqui. Depois de horas pensando eu já tinha tomado uma decisão, eu não ia perdê-la eu cumpriria minha promessa a meu pai, mas não faria mal a Renesmee, eu acharia um jeito de tê-la comigo. Talvez quando eu provasse o erro do seu pai ela me entendesse. É isso eu a amo e não vou mais abrir mão dela, pronto eu tinha me decidido, vou recuperar o seu amor. Sim eu faria isso!

O escritório estava escuro e ao longe eu pude ouvir o ronco conhecido do motor do Porshe, me levantei apressado e fiquei surpreso com a falta de equilíbrio que senti, não me importei ainda com o copo na mão e a garrafa no outro fui andando cambaleante em direção a sala, cheguei lá ao mesmo tempo que ela entrava pela porta.

— Posso saber onde você estava querida? – Ela me olhou com um misto de surpresa e raiva. Logo depois vi o seu semblante ficar sério.

— Na casa dos meus pais Jacob, meu carro quebrou e meu pai apareceu e insistiu para que eu esperasse o concerto lá.

— Só eu mecho em seu carro.

— E há quanto tempo você não faz isso hein? – ela me acusou andando em minha direção, mas depois mudou o curso e foi em direção as escadas. –Por isso mesmo ele deu problema, e quer saber eu vou subir por que estou cansada e tenho que estudar.

— Nessie eu...

— Agora não Jacob, você sabe que eu não converso com bêbados. –dizendo isso ela subiu as escadas com seus tradicionais passos firmes.

Não tinha sido como eu esperava, e agora eu estava frustrado e irritado, mas isso não ia ficar assim, porém quando comecei a subir as escadas para segui-la escutei meu celular tocando dentro do escritório e voltei para atendê-lo. Olhei no visor e não reconheci o número.

— Alô.

- Senhor Black, é o Embry. Imagino que o senhor queira falar comigo.

— Eu te liguei a tarde toda, o que diabos aconteceu? Por acaso quer perder seu emprego? – falei sério para que o idiota entendesse logo pra quem ele trabalhava.

- Me desculpe senhor, mas é que o meu celular quebrou e como eu fiquei atrás de sua esposa só agora cheguei em casa e ...

— Tá tá bem, me diga logo o que ela fez.

- Bom ela saiu da faculdade dando uma carona para o Nahuel, ela na verdade nem queria, mas ele insistiu muito, pois estava sem carro, eu inclusive estava presente e me ofereci para levá-lo, mas ele não quis.

— E pra onde eles foram? – Perguntei logo o que me interessava saber.

— Em lugar nenhum, e os segui de perto e vi quando ela o deixou no trabalho dele e seguiu, como eu disse senhor Black eles são apenas amigos, fui só uma carona inocente. – Inocente ou não eu não tinha gostado nada daquilo e não ia admitir aquilo novamente.

— MENTIRA! E onde ela esteve a tarde toda?

— Na casa dos avós, ela estava indo pra casa quando o seu carro deu problema, eu não podia me aproximar para ajudar ou ia levantar suspeitas, então ela mesma chamou ajuda e ficou esperando, ela estava conversando com o mecânico quando o avô e o pai dela chegaram, eu não pude me aproximar para ouvi-los, mas pelo o que eu consegui entender eles insistiram para que ela almoçasse com eles, e ela foi para a casa dos avós, e foi só agora a pouco que o carro foi entregue na residência dos Cullens e ela pôde ir embora, acho que ela só estava mesmo esperando que o carro ficasse pronto.

Eu detestava admitir, mas fazia sentido, Renesmee quase não vai em sua antiga casa. E conhecendo sua família e eles iriam mesmo se aproveitar do problema do carro para passar um tempo com ela, a história de Embry batia com a dela.

— Tudo bem, dessa vez eu não vou demitir você, mas trate de andar com um celular reserva e cuide para que esse Nahuel não volte e se aproximar de minha mulher. Você me entendeu?

— Mas senhor ele...

— EU FUI CLARO EMBRY? – Gritei sem mais nenhum resquício de paciência.

— Sim senhor.

Depois de desligar o telefone eu tremia de ódio e algo me preocupava profundamente e não era apenas o fato de Nessie ter se aproximado do tal Nahuel e sim o que ela tinha dito enquanto ficou com a família, ela não seria louca de contar a verdade, seria? Me senti ainda mais furioso pois ela me desobedeceu de todas as formas possíveis hoje, e pela pose que entrou em casa parecia não se preocupar mais com isso, mas ela ia me escutar e ia me explicar direitinho tudo aquilo, tomei mais alguns goles de minha bebida e me pus a caminhar para o andar de cima, eu mal conseguia me manter em pé de forma decente. O álcool já tinha inebriado todos os meus sentidos. Momentos depois eu entrei em seu quarto abri a porta em um só rompante, eu queria explicações e não seria educado, mas e fui totalmente surpreendido pela cena que vi.

Renesmee acabara de sair do banho, tinha o corpo coberto somente por uma toalha, seus cabelos estavam molhados a visão era de fazer qualquer um babar, eu não podia mais me controlar, depois do dia infernal que passei eu precisava tê-la, precisava ter certeza de que ela ainda era minha. Que ela me amava.

- O que você está fazendo aqui?

- Eu vim ver minha esposa? Por que não posso?

- Jacob saia do meu quarto AGORA!

- Seu quarto? Aqui não é seu quarto. É meu quarto, minha casa. Aqui tudo é meu inclusive você.

Ela olhou pra mim com indiguinação, mas logo percebeu que eu tinha mudado de ideia, que eu não estava ali pra discutir e sim para amar. Ela deve ter visto o desejo em meus olhos, pois era isso que eu via nos seus. Ela me queria e diante de todos os meus dilemas e culpas resolvi me entregar a ela novamente. Eu estava louco de saudades dela, de possuir aquele corpo viciante que eu tanto desejava. Queria ter a mulher que eu amava em meus braços novamente.

Tirei minha camisa, largando-a descuidadamente ao lado. Ela e estava ali parada, só com a toalha enrolada em seu corpo. Ela dizia alguma coisa, mas eu não conseguia ouvir, estava atordoado de desejo. Parte de meu cérebro me avisava para sufocar o violento arroubo de prazer que corria por minhas veias chegando até meu membro. Outra parte dizia que era urgente possuir. Ah... e como eu desejava a possuir. Violento, rápido e descuidadamente. Renesmee era fogo em mim, eu sabia que não era imune ao seu charme e ao entrar desprevenido em seu quarto e ver seu corpo escondido naquela pequena toalha, não conseguiria me conter. Ficando duro como aço. As minhas mãos estava cerradas, enquanto via aqueles cachos de ouro e fogo molhados se derramando sobre os ombros nus de porcelana branca. Ela era a perfeição.

Eu podia ouvir minha própria res­piração muito rápida e rude. E não via a hora de provar daquele calor quando a minha boca se fechasse avidamente sobre ela. Escutei a voz do meu pai que vivia me atormentando nos últimos dias “Ela é uma Cullen Jacob, é filha do homem que matou sua mãe e destruiu sua família!” Por um instante obriguei-me a me virar. Só precisava de um momento, um único momento garanti a mim mesmo, para recuperar o controle. Mas a quem eu queria enganar? Sem sucesso algum, virei-me e ela estava tentando fugir. Sabia que ela provavelmente ainda estaria magoada.

- Não tão rápido mocinha. Eu disse que quero você Ness... E eu estou vendo que você também quer...

Falei isso a puxando de encontro a mim, enterrando os meus dedos em sua carne. Pude ver a perplexidade nos olhos dela dando lugar ao começo da compreensão, e então ao pânico. E agarrei-a. Ela não podia me temer, eu só queria amá-la como ela merecia. Como era devido. – Maldição! – disse ao ver que nunca seria páreo para o desejo que sentia por ela.

A minha boca esmagava a dela, faminta, desesperada. Ela tentou me empurrar querendo se afastar, mas eu sabia que ela me queria. Sabia que ela também não era imune ao desejo que sentia por mim. Logo ela parou de protestar, afastei-me um pouco para olhar em seus olhos.

- Eu preciso de você Nessie... Eu amo tanto você

Eu a puxei de volta pra mim amarando um braço em sua cintura enquanto meus lábios tomavam os seus. E os meus dedos invadiam sua carne. Eu não estava sendo o amante paciente e terno que conhecia. Eu estava selvagem, à beira da violência, minhas mãos que puxavam, e rasgavam, e possuíam. Tudo em mim era agressivo minha boca, minhas mãos, meu corpo. E eu usava tudo isso para golpear seus sentidos. Para matar a sede de tê-la somente pra mim. O lado negro dos meus desejos me arrastou, chocou, me excitou e aterrorizou ao mesmo tempo.

Ela gritou de prazer, enquanto meus dedos impacientes a invadiam. A minha visão se turvou diante do prazer que eu a proporcionava, mas eu ainda podia vê-la em meio às luzes, que tinha deixado acesa, os seus olhos também eram ferozes. O animal que estava em mim estava nela também que gritava avidamente diante do prazer que eu a fazia sentir.

- Só uma vez – murmurei, arrastando-a para a cama. – Só uma

Chamei-a pelo nome, enquanto eu puxava a toalha de seu corpo atirando no chão. Fazendo-a deitar de costas na cama. Logo estava colando meu corpo ao dela, as minhas mãos lhe moldando, levando-a cruelmen­te à loucura.

Senti os seus dentes a arranharem a minha garganta em mordidas agressivas, o que fazia o meu tesão aumentar. Em retribuição eu então a suguei avidamente, faminto pelo gosto dela, enquanto meus dedos impacientes trabalhavam em sua carne.

Eu não conseguia pensar. Todas às vezes em que fiz amor com ela, tinha lutado para manter um lado do cérebro frio o suficiente para manter as mãos gentis, o ritmo leve. Desta vez, só havia fogo, uma espécie de inferno cheio de contentamento, que brotava tanto da mente quanto do corpo, afastando qualquer civilidade que havia em mim. Era puro extinto e desejo de possuir. Agora, bom­bardeado pelo meu próprio desejo, o controle esta­va fora do meu alcance. Desejava-a padecendo, gritando por mim. E a tive.

Furioso agora, empurrando-a sobre as costas desabotoei minhas calças, para poder devorar lhe a carne exposta. Podia sentir as mãos dela se enfiando em seus cabelos, as unhas dela cravando em minhas costas, enquanto me atirava nela, cheio de prazer.

Então ouvi seu arquejar, o estremecimento, o grito abafado quando eu decidi mergulhar dentro dela. As sensações se atropelavam, sobrepondo-se rápido demais para que eu fosse capaz de separá-las. Apenas sabia que eu estava fazendo coi­sas nela, coisas incríveis, perversas, deliciosas. Minha boca corria sobre ela, tão ávida agora quanto arrebatada.

Agora! Agora! – Tinha de ser agora. Eu não podia mais me con­ter. Minhas mãos deslizaram pela pele úmida, agarraram firmemente seus quadris para erguê-la. Mergulhei profundamente dentro dela, ofegante, enquanto a posicionava para receber ainda mais de mim.

Montei nela firme, penetrando-a mais cada vez mais fundo. Olhei seu rosto, quando me afundei na vertigem do derradeiro clímax. Sentindo algo perigosamente próximo à dor, me esvaziei dentro dela.

- Nessie... Meu amor.

Notas finais
N/B: OMGosh! Foi isso mesmo que escrevemos? Não acredito que dona Nessie se entregou de novo! Mel deos ela não consegue se controlar? Não tem amor a si mesma? Se bem que apesar de tudo estamos falando de Jacobão né!
E por falar em Jake.. Gente tadinho desse homi... Ele ta ficando doidão! Sei que na passada estava tacando pedras nele, mas o coitado está pirando o cabeção de amor e ao mesmo tempo, com a responsabilidade da promessa que fez ao pai em seu leito de morte. Tomara que haja um reconciliamento entre eles néh?
Torcendo os dedinho...
Cris prometemos voltar antes do natal? Vamos tentar muitoooooooo!
Um super beijo pra vocês!
*´¨)
¸.·´¸.·*´¨) ¸.·*¨)
(¸.·´ (¸.·´ Diê Kellner ;)
N/A: Bom... não tenho muito a falar do episodio, acho que ele falou por si só não é mesmo?
Falemos do próximo então.
Se ele vem antes do natal? ainda não sei, mas como a Diê disse vamos nos esforçar muito pra isso, o mais provável é que sim, mas não quero fazer promessas estando sem PC, vocês me entendem né? o que vocês precisam saber sobre ele, é que ele está I.N.C.R.I.V.E.L vai surpreender muita gente isso eu garanto!
Pra quem ainda não leu:
http://fanfiction.com.br/historia/145150/Century_Loved/
http://fanfiction.com.br/historia/246717/Imprinting_-_One_Short/
No mais, reviews e recomendações pra nós e Beijokas pra vocês. Até breve, Cris Black