Revenge [HIATUS]
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Como prometido chegamos, ainda em fevereiro! Ultimo dia, mas chegamos, e não foi facil não viu.. aff foi uma maratona para postarmos hoje, mas promessa é promessa!
Vamos direto ao ponto.
Queremos agradecer e dedicar o capitulo de hoje as 3 lindezas que fizeram lidíssimas recomendações Vic, MayaraCullen, Nani_meyer... Valeu amoras me emocionaram demais.
Quero aproveitar também para agradecer as recomendações que foram feitas em Imprinting One Shot, já depois dela concluída...
Katherine Black, Bruna Monteiro, Cali Black, J mary hochscheidt,não sei se todas leiem Revenge mas fica registrado nosso muito obrigado em nome de todas as autoras ok. Valeu!
Pra quem não conhece...
http://fanfiction.com.br/historia/246717/Imprinting_-_One_Shot/
Seguinte galera queremos uma capinha nova, alguém se habilita???
Fico por aki...
Beijokas, nos vemos em março e sem sem mais delongas boa leitura e não se esqueçam do lencinho.
Cris Black
O tempo passa. Mesmo quando parece impossível. Mesmo quando cada batida dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim.
(Lua Nova)
Pov. Renesmee
Sem sono, mais uma vez, em outra noite na qual eu não consigo dormir. Vejo rapidamente no visor do celular que marca 4:10hs da madrugada, olho ao meu redor e encaro a penumbra do meu quarto. Nessas horas agradeço a escuridão ao menos com ela não preciso encarar o cenário onde vivi um dos piores momentos da minha vida. Não que a escuridão ajudasse a tirar as imagens horrendas de minha memória, pois acredito que nem mudando de cômodo poderia aliviar o que afligia dentro de mim. O meu problema não era o onde, não era a casa, não era o quarto e sim quem.
Nunca tinha parado pra pensar sobre isso, e é aquela velha história de que nunca pensarmos que isso ou aquilo acontecerá com a gente. Nunca pensei que fosse passar por algo parecido, ser estuprada dentro de casa e ainda por cima pelo próprio marido. Nunca pensei que a idéia de Jacob me tocar seria repugnante, numa imaginei que um dia eu fosse odiar ser tomada por ele. Mesmo com todas suas desculpas, mesmo sabendo que não foi intencional, pois eu sei que ele estava tão perturbado pela bebida que imaginou que a relação era consentida. Mas é a mesma coisa que um alcoolizado quando decide dirigir um automóvel. Ele está assumindo o risco de machucar a si mesmo ou a alguém e sabe que é crime e que é de sua responsabilidade, e se, qualquer acidente ocorrer é de culpa unicamente sua.
O que passei é algo que nunca imaginei nem em meus piores pesadelos, mesmo que meu casamento fosse como era mesmo vivendo uma mentira por todo esse tempo, mesmo que já tivesse consciência do ódio que Jacob carrega por mim e minha família, nunca o julguei capaz de algo tão monstruoso assim. Daquele dia em diante o tempo pra mim passou a ser contado entre o antes e o depois. Os primeiros dias passaram e pra mim nada mais tinham importância. Eu só sentia o asco, a sensação de impotência, a fragilidade, a sujeira. Sentia que o mundo inteiro caia sobre a minha cabeça como se fosse uma grande bigorna. Eu não conseguia sair da cama, não distinguia se era dia ou noite, segunda ou sexta-feira, nada importava. Nada tinha significância. Às vezes eu chorava de tristeza, outras vezes de raiva e em muitas delas eu chorava por tudo. Era uma confusão de sentimentos. Eu me culpava por ter sido tão burra, tão imatura. Tudo mostrava que eu estava indo para um precipício, mas eu não tinha conseguido enxergar. Eu me sentia só, vazia e sem ninguém para me resgatar do poço de podridão na qual eu me encontrava.
Horas depois da tragédia ele apareceu, ou eu achei que eram horas, ele apareceu em meu quarto juntamente com a dona Graça, a senhora governanta que ele tinha demitido quando soube que eu tinha me afeiçoado a ela. Ele tinha trazido junto com ela vários frascos de remédios. Ele mentiu pra ela dizendo que eu estava muito doente e assim que me entregou os remédios eu relutantemente olhei para ele. – O médico os prescreveu. – Ele me respondeu lendo o questionamento em meus olhos. – Que médico? – eu pensei.
Eu sentia tanta dor que os tomei e abracei com vontade o torpor na qual eles me proporcionaram. Certa vez fiquei tentada a tomar todos, como uma patética saída para a morte. Acho que Jacob imaginou essa possibilidade, pois, retirou os fracos deixando apenas a quantidade certa que eu tinha que tomar. Nas horas da alimentação, ou achava que eram as horas certas, Jacob aparecia com alguma coisa para eu comer, sempre ele e nunca dona Graça, parecia que queria impor sua presença, mesmo sem emitir uma palavra pra mim, mas sabia que ela ainda estava na casa, pois ela sempre passava no quarto, para ver se eu estava bem. – Porque a senhora voltou? – Perguntei um dia curiosa. – Oh minha jovem senhora! O Sr. Jacob estava desesperado e me implorou para que voltasse e ficasse com a senhora que está muito doente. Ele a ama tanto! Não sei o que tanto ele lhe fez, mas posso ver que se arrependeu e que a ama incondicionalmente. – Ela me respondeu. Há! _Eu pensei. – Até parece!
Sempre que ele aparecia eu estremecia por dentro, e mesmo tentando mascarar, me fingir de forte o medo ainda estava lá. O medo de que ele se encontrasse fora de si novamente me atormentava. Mas nunca mais vi indícios de bebida nele. Dias depois assim que me restabeleci, procurei arrumar alguma das minhas coisas e ir embora, mas ele não deixou. Jacob ficou desesperado, disse que me amava e que ele mesmo não se perdoava pelo o que tinha me feito, seu semblante estava tão ou mais abatido do que o meu, ele estava mais magro e também não havia saído de casa um dia sequer. Mas agora era tarde demais eu não sentia nada além de repulsa, ódio, decepção e tristeza. Eu tinha lhe dado tantas chances e ele pisoteou em todas, ele pegou meu coração que eu tinha lhe entregado gratuitamente e estraçalhou até que se tornasse poeira e sumissem com a força do vento. Lágrimas de desespero saiam de seus olhos e depois de tudo quando ele viu que elas de nada adiantariam apresentou-me ameaças das quais seus investigadores tinham descoberto. Entre elas havia algumas sobre tia Alice que mantinha contato com o ex-marido, sem a ciência de Jasper; Sobre tio Emmett estar envolvido em um affair com uma promotora em Seattle, irregularidades no hospital do vovô... Ele ameaçou jogar a merda no ventilador se eu saísse de casa. Isso sem contar no processo que ele diz estar quase para abrir pelo assassinato de sua mãe. Disse que por mim ele desistiria de tudo, que tinha visto o quanto tinha sido burro e de que nada adiantava sem o meu amor. Que precisava de uma chance. Que ia mudar e que iria me provar com suas atitudes. Suas palavras pareceram totalmente sinceras, mas eu não acreditei, aliás, acreditei, mesmo não querendo acreditar, tanto é que voltei para o meu quarto com minhas coisas e apodreci na minha depressão. A chance de respirar que eu tanto almejava tinha ido embora.
***
Depois de ter agonizado por quase três semanas decidi que ia averiguar todas as supostas ameaças das quais ele tinha descoberto sobre minha família. Já tinha “aceitado” toda aquela situação, não o tinha denunciado a policia, não tinha ido visitar um médico ambos por medo e vergonha. Ele estava saindo muito bem dessa. Se ele contratou investigadores porque eu não contrataria também? Eu tinha condições, não era rica, mas tinhas minhas economias. Se averiguasse que suas ameaças eram inverídicas eu o abandonaria e quando ele percebesse eu já estaria muito longe. Se elas fosse verdadeiras, tentaria ajudar a minha família a sair dessa, para que eu também pudesse sair, mas o meu amor ele nunca mais não o teria. Não que ele não estivesse tentando, o Jacob que eu achei que tinha conhecido no início tinha voltado, um homem agradável, não que eu disponibilizasse tempo para suas investidas. E ele também não estava forçando nada comigo, ele sabia que eu estava magoada, ele sabia que não seria fácil, mas eu sabia que seria impossível. Para ele eu estava lhe dando uma chance, mas isso ele não teria mais. A idéia de um dia voltar a estar na mesma cama com ele, de estar o tocando era repulsiva pra mim. Sorri com o pensamento de que a possibilidade de beijar Mike Junior era mais atrativa do que estar com Jacob Black novamente.
A frieza tomou conta de mim enquanto a amabilidade se apossava de Jacob. Eu passava o meu tempo livre tentando maquinar em uma forma de destruí-lo de me vingar dele, de fazer a vida dele virar um nada. Eu queria tirar tudo dele, tudo o que ele tinha ou poderia ter. A minha vontade era de humilhá-lo, de fazê-lo pagar na mesma moeda, cada dor, cada vergonha, cada insulto. O choque me tomou quando percebi que eu estava me igualando a aquilo que ele tinha se tornado e no qual eu passei a odiar que era seu jeito vingativo, pois eu queria usar tudo o que tinha ao meu redor para fazê-lo infeliz, até mesmo a preciosa amizade de Nahuel. Quando vi que estava indo ao mesmo caminho no qual o fez destruir toda a sua felicidade e a dos que estavam ao seu redor eu descobri que estava indo pelo mesmo caminho e não gostei de ver qual seria o meu destino ao tentar me vingar dele. Não magoaria somente a ele e sim a outras pessoas que eram importantes pra mim. Ainda não sabia se um dia eu conseguiria perdoá-lo, mas sabia que não entraria no mesmo caminho que ele seguiu. A minha maior vingança seria ser feliz e ser feliz longe dele. Reconstruiria a minha vida.
Um mês depois retornei a minha rotina, e foi à parte mais difícil, pela primeira vez tive coragem de me olhar no espelho e o que vi foi surpreendente, por dentro e por fora só tinha a casca da garota que um dia eu tinha sido. Os olhos estavam sem brilho, os cabelos opacos, olheiras arroxeadas em volta dos meus olhos, isso devido às noites insones que agora me acompanhavam. Pela primeira vez na minha vida me senti verdadeiramente feia. Agora eu entendia o porquê Jacob sofria ao olhar pra mim e isso me deu uma ponta de alegria, ele não gostou do trabalho que realizou? Pensei. As roupas estavam folgadas e nem toda maquiagem em grande escala elaborada da qual nunca tinha precisado recorrer foi o suficiente para disfarçar o que eu tinha me tornado.
Voltei para a universidade e a história que Jacob me fez inventar era tínhamos viajado de lua de mel atrasada, já que a nossa não tinha sido possível. Sobre a minha situação resolvi contar que tinha pegado um vírus e ficado doente, aquilo deveria servir para alguns.
Por estar no final do semestre eu tinha perdido as provas finais, mas o senhor todo poderoso conseguiu com que eu as fizesse sem perder o semestre. Embry, Kim e especialmente Naú estavam magoados com o meu desaparecimento, durante o meu tempo de reclusão eu só consegui responder as ligações e sms que Nau me mandava na quarta semana. E já com a desculpa que estava viajando com o Jacob em lua de mel.
_Pronto Renesmee agora que estamos sós nós dois aqui, você pode me contar o que diabos aconteceu pra você desaparecer e voltar nessa situação? Meu Deus mulher parece que você foi atropelada por um caminhão mil vezes. E não me venha com esse papo de lua de mel porque eu não acredito! Pela amizade que nós temos, por favor, confie em mim. – Eu não tinha falado com ninguém e a idéia de ter que relembrar tudo o que aconteceu em seus detalhes e o pior expressar tudo em palavras logo me veio à mente o olhar perturbador de Jake e como se fosse aquele mesmo instante lembrei-me da dor que senti como se ela ainda se fizesse presente naquele momento. Isso fez descer uma enxurrada de lágrimas que pareciam não ter fim, chorei durante um bom tempo nos braços de Nahuel que me ninava falando que tudo ia ficar bem e deixando-me chorar livremente. – Foi tão ruim assim? – Ele me perguntou quando eu já estava mais calma e eu só pude somente assentir a cabeça em resposta. – Não precisa me contar então, se um dia você tiver coragem para me falar eu vou estar ao seu lado. Só que há uma fúria em mim agora. Eu não consigo entender porque você ainda está com aquele troglodita? – Eu nunca tinha visto tanto ódio nos olhos de Nahuel apesar de não saber o que tinha acontecido, eu sabia que ele estava imaginando milhões de possibilidades, não sei se a idéia de Jake ter me forçado passou por sua mente, já que ele sabia/imaginava que eu era apaixonada por meu marido e que tinha esperanças de déssemos certo. Então contei pra ele sobre as ameaças que ele tinha contra a minha família, principalmente o assassinato de sua mãe. Ele disse tudo o que eu já tinha pensado muitas vezes... Você não tem culpa, você nem tinha nascido – essa vingança não tem lógica... e por aí vinha. Contei a ele sobre os meus planos de tentar sair dessa furada de também contratar detetives particulares e ele se propôs a me ajudar. A cada dia que se passava nos tornávamos mais amigos. Eu sabia que Nau tinha sentimentos por mim, eu também estava sentindo algo, mas eu sabia também que se o correspondesse nesse momento eu estaria cometendo um grande erro. Antes de partir para outra eu precisava estar livre, até mesmo para saber se era aquilo mesmo que eu desejaria, já na condição em que eu me encontrava qualquer tipo de carinho e atenção eram bem vindos.
***
Dois meses se passaram desde aquela noite e por mais que o tempo passasse ainda revivo cada maldita lembrança, e a cada dia que se passa mais tenho certeza de que jamais poderei perdoá-lo, as marcas em meu corpo já sumiram há muito, porém, para sempre ficaram as cicatrizes em minha alma, e eu sei que não importa quanto tempo passe certas elas ficarão marcadas e eu tenho absoluta certeza de que jamais esquecerei o que Jacob Black me fez.
Já que ele disse que iria mudar aproveitei a sua bondade para remover algumas regras dentro daquela casa, com isso removi os horários de entrar e sair de casa; Saí com Leah, visitava minha família sempre que tinha vontade, apesar de evitar ir vê-los, pois tinha medo de que percebessem que algo não ia bem e as investigações ainda não tinha se iniciado, e eu precisava ser cautelosa. Levei meus amigos para ir conhecer minha casa e fiz com se sentissem a vontade para que me visitassem sempre que quisessem.
Jacob sempre vinha com presentes, conversava assuntos neutros que eram agradáveis, fazia questão de tomar café e jantar comigo. Tentou me levar para jantar e fazer algum programa a dois, mas eu sempre me esquivava e inventava uma desculpa. Eu estava me esforçando ao máximo para suportá-lo. Se ele me amasse como dizia me deixaria livre, a mim e a toda minha família. Se houve erros no passado que fossem corrigidos, que a justiça fosse feita. Eu não me importaria apesar de saber que iria sofrer com meus familiares. Mas tenho certeza que teria paz.
***
Hoje era o dia do casamento da Claire e Quil, ambos voltaram para os Estados Unidos a fim de formalizarem a união. O casamento de Clarie estava impecável, como sempre minhas tias e minha avó haviam se superado mais uma vez. Tudo muito bem organizado assim como o meu dia e o de tia Alice foram. A igreja foi a mesma, o salão onde aconteceu a recepção foi o mesmo, quase os mesmos convidados, incluindo a banda que agradou muito em ambas as cerimônias. A principal diferença era que Clarie seria feliz como eu jamais seria. ela viveria uma história real ao lado de um homem bom que a amava, pois isso estava estampado nos olhos de Quil.
Logo após a cerimônia fomos para o salão onde seria a festa, todos estavam animados e embora eu estivesse feliz por minha prima eu não conseguia sorrir. Todo aquele clima de casamento me fez lembrar-me do meu, em como eu estava feliz e ansiosa quando me casei com Jacob, em como eu estava aliviada por finalmente sair do cercadinho que minha mãe criou pra mim. Eu pensava na época que iria finalmente ser livre, viver minha vida e construir uma família linda ao lado do homem que eu amava. Se naquela noite eu imaginasse que meu castelo era de areia e que meu príncipe era na verdade um vilão cruel e malvado eu teria usado todas as minhas forças para correr daquela igreja. Por outro lado eu também não conseguia deixar de imaginar que minha história poderia ter sido diferente se Jacob tivesse deixado sua amargura de lado. Ao pensar nisso não pude deixar de culpar meus pais, se eles não tivessem segredos sujos escondidos tudo seria diferente, era como um efeito dominó, decisões e erros cometidos no passado que levaram a mim e ao Jacob a sofrermos devido a tudo isso, cada um com seu jeito. Ele com a morte dos pais e eu sentenciada a pagar pelos erros dos meus.
Eu pensava em tudo isso sentada à mesa com ele e sua família, Lee e tia Alice me perguntavam o tempo todo qual era o problema, era impossível enganar as duas, e o meu teatrinho não estava colando, portanto apenas disse que me sentia indisposta o que não era mentira já que já fazia dias que eu realmente não me sentia bem, provavelmente devido a falta de alimentação adequada, eu perdi a vontade de tudo inclusive de comer, em um certo momento Lee perguntou se era algum problema com Jacob já que a expressão dele também não era nada alegre. Estava impossível pra ambos fazer uma boa atuação perante toda aquela felicidade alheia, como resposta eu disse pra Lee que nós havíamos nos desentendidos mais cedo, mas que era por uma coisa boba e que logo ia passar.
Todos em nossa mesa se divertiam e em um momento senti Jacob colocar sua mão sobre a minha que estava descansando sobre a minha coxa em baixo da perna. Olhei para o seu rosto e vi o carinho, em mais uma tentativa de reconciliação, mas o que senti foi à sensação de ser violada ao ser tocada sem o meu consentimento. Incontrolavelmente o pavor chegou rápido, me fazendo suar frio jogando uma carga de adrenalina e deixando meu coração totalmente acelerado. De repente me senti estranhamente sem ar e me levantei com a desculpa de ir ao banheiro.
_Você esta bem Nessie? – Perguntou Lee.
_Sim amiga só vou ao banheiro por um instante.
_Tem certeza Nessie, querida você esta branca eu vou chamar o seu pai. – Disse tia Alice fazendo menção em se levantar.
_Não precisa tia, só preciso lavar o rosto.
Jacob assistia tudo com um olhar preocupado como se importasse realmente comigo.
Andei o mais rápido que eu pude em direção ao banheiro, o mal estar que eu sentia há dias estava se intensificando e meu estomago dava voltas e em um momento precisei me apoiar na parede, mas antes mesmo de chegar ao banheiro, minha visão ficou turva quando senti um cheiro familiar e um par de mãos quentes me segurando antes de perder a consciência.
Quando voltei a mim estava deitada em um sofá na sala, e na minha frente estavam meu pai, Jacob, Lee, tia Alice e meu avô, todos com uma expressão séria, não foi possível pensar muito pra entender o que tinha acontecido. Eu já tinha desmaiado outras vezes e é claro que meu pai iria se aproveitar disso para me passar um enorme sermão acompanhado de um longo discurso sobre alimentação. Sentei-me devagar com ajuda dele e pra minha surpresa ele fez o que eu mais queria.
_Poderiam nos dar licença para que eu a examine melhor, é só por um instante.
Todos assentiram e rapidamente saíram pela porta, menos Jacob que estava mais branco do que eu provavelmente estaria, ele me olhava fixamente com uma expressão de desespero que eu não conseguia decifrar qual era. Ao perceber que ele não arredou um músculo meu pai gentilmente pediu que ele se retirasse, garantindo que eu estava bem e que ele só queria uns momentos comigo para fazer algumas perguntas. Antes de sair ele me direcionou um olhar de arrependimento. Assim que ele saiu me voltei a meu preocupado pai, que estava ali ajoelhado a minha frente com um aparelho de pressão e um estetoscópio em mãos. Onde foi que ele conseguiu aquilo tão rápido em um casamento? – pensei seriamente em perguntar, mas eu não estava com animo para piadas, me sentia extremamente cansada embora o mal estar já estivesse passado. No momento tudo que eu queria era sair daquela festa repleta da felicidade que eu jamais poderia ter e voltar para minha cama no meu triste mundo real.
_Pai eu estou bem, e...
_É Dr. Edward para você mocinha – ele disse com um sorriso no rosto enquanto já aferia minha pressão – Tem se alimentado direito?
_Sim, quer dizer, mais ou menos pai eu estou bem foi só um mal estar provavelmente foi o calor e a emoção do casamento.
_Emoção do casamento? Aham... Sei... Tente outra Renesmee você não ficou assim nem quando você se casou, conta pro seu pai o que esta acontecendo?
_Meu pai? O que aconteceu com o Dr. Edward que estava aqui? Eu estou bem pai, é serio.
_Ok. Minha filha você mudou muito, está mais adulta, mais responsável e com certeza mais triste também, sabe que pode me contar qualquer coisa não sabe?
Olhei por uns instantes para o homem que se encontrava em minha frente meu herói e meu pai, sempre me protegendo. Ele que sempre foi manipulado por minha mãe, mas mesmo assim sempre esteve ao meu lado, sempre amoroso e cuidadoso com todos. Como um homem como ele poderia ser culpado por matar a mãe de Jacob? Ele era um ser humano exemplar um homem perfeito certo? Não ele não era perfeito “Foi um acidente Bella, não era para ter acontecido, mas aconteceu” me lembrei da discussão dele com minha mãe na noite em que aceitei me casar com Jacob, meu pai escondia algo sim, mas eu me recusava a acreditar que poderia ser a morte de alguém, toquei seu rosto de leve.
_Está tudo bem pai, qualquer coisa eu conto pra você, afinal você não tem segredos pra mim certo? – Vi sua expressão mudar enquanto ele se remexia e olhava para o chão.
_Claro que não querida, mas vamos continuar com sua consulta, esse desmaio foi o primeiro?
_Sim. – Vi que não adiantava mentir então apenas me limitei a respondê-lo.
_Tem sentido algo mais?
_Não só fraqueza mesmo e um certo desconforto no estomago. Está tudo bem pai você apenas me pegou em momento em que eu não tenho me alimentado bem.
_Eu sabia! Você vai fazer um exame de sangue segunda feira pra vermos se já se trata de uma anemia mocinha! E até lá trate de comer bem.
_Sim senhor, já estou liberada Doutor? Estou cansada.
_Só mais uma coisa querida, quando foi sua última menstruação?
_Foi a... – Abri a boca de forma automática para responder, mas não conseguia me lembrar de resposta e logo minha mente deu um estalo e finalmente entendi onde meu pai estava querendo chegar, fiz as contas mentalmente e minha menstruação estava atrasada, aliás, muito atrasada. Com tudo o que aconteceu eu não percebi isso, como pude ser tão idiota? Meu Deus isso não podia estar acontecendo... Poderia?
Pov. Jacob
Dirigindo de volta pra casa eu tentava me acalmar, a situação era extremante estranha, eu estava louco de preocupação com Renesmee mesmo seu pai me afirmando que ela estava bem e que foi apenas um mal estar. Aquela cena havia me assustado bastante, eu queria fazer um monte de perguntas, mas ao mesmo tempo eu tinha medo de puxar conversa, pois por mais incrível que se pareça eu Jacob Black me sentia intimidado pela presença dela.
Estava quase impossível me controlar eu apertava o volante com uma força desnecessária fazendo os nós dos meus dedos ficarem brancos, enquanto ela permanecia muda no banco ao lado olhando para fixamente para o breu que se encontrava lá fora. Seu semblante permanecia frio como já carregava desde maldita noite em que eu perdi totalmente o controle e a violentei. Eu ainda tinha dificuldade para acreditar que eu fora capaz daquilo, tem sido dias difíceis e mesmo com todo meu esforço ela nem sequer me olha nos olhos e me dirige a palavra apenas o necessário. Fiz o que estava ao meu alcance para conseguir seu perdão, porém, eu como perfeito animal que sou tinha feito meu trabalho direito, Renesmee me odeia com todas suas forças. Teve um dia que ela arrumou todas suas coisas para ir embora, naquele momento percebi o quanto eu estava acostumado com sua presença com o amor que ela tinha me devotado e no quanto eu a amava. Tentei de todas as formas fazer com que ela ficasse, até apelar para mentiras, já que meus investigadores não conseguiram achar nada que desabonasse a conduta dos Cullens.
Das poucas vezes que ela me encarou nos olhos tudo que consegui ver neles foi repulsa e rancor, e não há nada que eu faça que pareça ser o suficiente para poder amenizar todo o sofrimento que a fiz passar. Se ela ao menos pudesse entender o quanto eu me arrependo, o quanto eu sinto por ter começado tudo isso. Mesmo com o peso da promessa que fiz a meu pai se eu pudesse voltar no tempo faria tudo diferente.
Durante o percurso o silêncio era incomodo dentro do carro e eu continuava lutando contra mim mesmo para não puxar assunto, pois já sabia que não seria uma conversa longa, ela me responderia monossilabicamente com um simples “sim” ou “não”. Sinto tanta falta dela me chamando de “Jake”, sinto saudades do sorriso dela, da alegria que ela esbanjava ao me ver quando tudo começou, sinto falta de tê-la em meus braço e de sentir seu perfume de perto. Hoje nessa noite mesmo ela esta tão linda com aquele vestido que comprou especialmente para o casamento da prima. E por falar em casamento nunca pensei que uma simples cerimônia pudesse ser tão dolorosa, foi praticamente um sacrifício e em vários momentos eu cogitei a ideia de sair dali. Estar em um casamento na mesma igreja em que Renesmee e eu nos casamos me fez reviver todas as emoções que passamos naquele dia do momento em que nossos olhos se cruzaram com ela entrando na igreja até o momento dos votos em que finalmente comecei a perceber o forte sentimento que já sentia por ela. Todo aquele clima de romance entre Clarie e Quill, me fez pensar em como seria se a situação entre nós tivesse sido outra e tudo pudesse ter acontecido naturalmente entre Nessie e eu. Talvez agora já estivéssemos felizes e totalmente plenos, talvez estivéssemos até com filhos. Tenho certeza que os mesmos pensamentos se passavam pela mente dela, mesmo ela mantendo o semblante frio o tempo todo, eu podia ver através dos seus olhos que se não fosse o amor pela prima ela também não estaria ali.
De tempos em tempos eu a observava para conferir se ela estava bem, o desmaio que ela sofreu hoje durante o casamento da Clarie me deixou extremamente preocupado. Sei que ela passou por dias difíceis, ficou sem se alimentar, o que foi com muito custoso para que Graça conseguisse a fazer comer algo, mas seria somente esse o problema? Eu pensava sobre isso enquanto já entrava com o carro em nossa casa, “Deus não permita que meu amor tenha algo grave”.
Assim que entramos ela subiu para seu quarto como sempre sem dizer uma única palavra. Sem remédio me livrei dos sapatos, paletó e gravata e me joguei no sofá. Eu mesmo havia me livrado de todas as garrafas de bebidas da casa, foi à forma que encontrei de me controlar e de lembrar a mim mesmo de como eu era fraco quando me rendia ao álcool, mesmo assim eu ainda cultivava o habito de ficar acordado até mais tarde me corroendo de culpa e lamentando meus erros. Sei que de nada adianta, mas mesmo assim eu me alto flagelo por tudo que o fiz. Porém essa noite sentado ali no escuro da sala eu só conseguia pensar em meu casamento, lembro-me como se fosse hoje tudo que sentia quando me casei com Nessie, incrível como olhando para o passado hoje eu percebo que naquele momento eu estava muito feliz...
***
Uma forte chuva castigava Forks, raios cortavam o céu de uma forma violenta, estrondos altos davam a impressão de que a casa quase estremecia, depois de um tempo ali sentando no escuro resolvi me recolher para o meu quarto e continuar meu martírio lá. Enquanto subia as escadas não pude deixar de me perguntar se Renesmee estaria bem. Será que ela já havia adormecido mesmo com todo o barulho da tempestade que caia lá fora? Por um instante quase cogitei abrir a porta do seu quarto somente para checar se estava tudo bem, mas logo eliminei essa possibilidade, eu não me atreveria a invadir seu espaço, não depois de tudo que eu fiz. Antes eu até entrava, mas me matava ver o olhar de medo que ela direcionava a mim.
O corredor que dava acesso aos quartos estava escuro, porém ainda dava para ver uma fresta na porta onde uma fraca luz saía do quarto dela. Curioso me aproximei devagar evitando fazer barulho, a porta estava entreaberta e foi com o próximo clarão que iluminou novamente o quarto que eu pude ver a cena que me deixou estático no lugar onde estava. Ela se encontrava deitada sobre a cama em posição fetal e de longe mesmo com a pouca iluminação eu pude ver seu corpo tremulo e ainda com todo o barulho lá fora eu podia ouvir os soluços decorrente do choro que lamentavelmente já me era tão conhecido.
Aquilo doeu em mim como mil adagas perfurando meu peito, já fazia um tempo que eu não a via chorar, e mesmo sabendo de sua dor era extramente doloroso para mim vê-la naquele estado tão frágil, tão diferente da Renesmee forte, confiante e segura que conheci. E o pior de tudo era saber que eu era único responsável por todo o seu sofrimento. Sem pensar direito e sem saber exatamente o que fazia me aproximei lentamente anunciando minha presença, logo ela me olhou assaltada com os olhos banhados em lágrimas em um pedido mudo para que eu fosse embora, pedido esse que eu jamais conseguiria atender. Não a vendo naquele estado, me abaixei ao lado da cama e delicadamente retirei uma mecha de cabelo que cobria seu rosto, como esperado ela se encolheu ao meu toque, mas continuou me olhando com uma expressão que eu não pude decifrar, mas eu não desisti passei a acariciar seu rosto tentando secar as lágrimas que brotavam sem parar de seus olhos. A dor em meu peito só ficava maior, ela se sentou na cama e eu me sentei em sua frente, devagar e aos poucos fui me aproximando ate conseguir envolvê-la em um carinhoso abraço, para minha surpresa ela o acolheu de bom grado, como se tudo que ela precisasse fosse alguém para ampará-la. Por isso eu tentei demonstrar todo o arrependimento e culpa que pesavam sobre mim, de minha boca só saíram duas palavras.
_Me perdoe...
E sem menos perceber quando começou eu me vi chorando junto com ela num abraço apertado e quente. Agora os soluços de ambos se misturavam ecoando pelo quarto, foi primeira vez eu permitir que alguém me visse chorar.
Depois de um tempo ainda mantendo ela junto a mim eu me deitei com ela em meu peito e me pus a acariciar seus cabelos, dizendo-lhe que ia ficar tudo bem, seus soluços foram se acalmando e em seguida ela foi vencida pelo cansaço e adormeceu, e naquele calor gostoso que seu corpo me transmitia eu me permitir dormir prometendo pra mim mesmo que daquele dia em diante eu moveria céus e terras para colocar um sorriso no rosto de meu amor novamente.
Pov. Renesmee
Acordei com a estranha sensação de que não estava sozinha na cama, digo estranha por que não era algo comum pra mim já que mesmo depois de casada Jacob insistiu em ter um quarto só dele. Senti algo me incomodado, devagar abri os olhos e percebi que estava parcialmente por cima de Jacob, logo me lembrei do porquê dele estar ali, seus braços me envolviam de um jeito protetor ainda da mesma forma com que ele me abraçou na noite anterior, lentamente e com cuidado eu me livrei de seu aperto e descobri que o que me incomodava era a fivela do cinto que ele ainda usava com a calça social com a qual foi ao casamento, “ele poderia ter tirado isso pelo menos” pensei irritada. Assim que me coloquei de pé o observei dormir, olhando agora ele parecia tão calmo e sereno ninguém jamais poderia desconfiar sobre a personalidade monstruosa que habita dentro daquele homem, o reparei melhor e mesmo com a camisa parcialmente aberta pude notar que ele também tinha perdido algum peso. Peguei algumas coisas e fui para o banheiro do andar de baixo tomar banho, quando terminei me arrumei rapidamente e pedi para que servissem o café, eu tinha pressa, pois queria sair antes que ele acordasse. Eu precisava de um lugar de paz para poder pensar.
Infelizmente meu plano não deu certo, pois enquanto eu comia ele apareceu, tinha acabado de tomar banho eu pude notar pelo cheiro da loção pós-barba e pelos cabelos molhados, continuei de cabeça baixa, mas pude perceber que ele caminhava inseguro em direção a mesa, diferente da posição erguida e confiante que ele exibia há meses atrás, “o jogo é mesmo, são os jogadores que mudam” pensei comigo mesma, assim que ele se sentou eu o encarei ele esboçou a sombra de um sorriso.
_Bom dia Nessie.
_Bom dia.
Respondi secamente e me aprecei em terminar de comer, assim que Graça o serviu eu me levantei já pegando minha bolsa sobre a mesinha e caminhando para a porta.
_Vai sair? – Estranhamente ele não parecia bravo, olhei para trás e notei que ele parecia desapontando, o que ele queria? Um café da manhã de domingo com conversa agradável e muito carinho?
_Vou. – Iria responder somente isso, mas para não levantar suspeitas eu completei rapidamente com uma mentira. – Tia Alice me pediu para ajudá-la em uma coisa para a loja.
_Pensei que íamos conversar eu... Ontem... – ele parecia procurar as palavras, então tratei logo de cortar a conversa.
_Não tenho nada para conversar com você Jacob.
Sai apressadamente, tinha muito no que pensar e precisava dirigir, era a única coisa que me conseguiria me acalmar, a praia de La Push seria meu destino, fazia tempo que eu não ia lá, sempre gostei do cheiro do mar, e nas atuais circunstancias iria me fazer bem. O bebe que estava crescendo em meu ventre se tornou a injeção de ânimo que eu precisava, o sopro de vida que me fez querer recomeçar. No começo foi um choque, pois tudo que eu conseguia pensar era na concepção do meu filho, pois a única vez em que estive com Jacob nos últimos meses foi na noite em que ele me abusou, então só poderia ter sido naquela noite, eu não sabia o que pensar e não sei dizer direito o que senti, quando finalmente chegamos em casa eu só conseguia chorar, meu estado era de total torpor, tanto que não fechei a porta direito e Jacob acabou presenciando a cena e naquele momento tudo que eu queria era um abraço um porto para me sentir segura e acolhida e estranhamente quando ele me abraçou por alguns momentos eu me senti um pouco mais aliviada, só depois entendi que me sentiria da mesma forma ainda que abraçasse um estranho qualquer. A noite passada não alterou em nada o que sinto em relação a ele, pelo contrário, agora eu o temo mais do que nunca! Pelo menos ele me deu algo de bom, ao menos tudo que eu passei naquela noite não tinha sido em vão, eu estava grávida e ele jamais saberia disso, pois pedi segredo ao meu pai com a desculpa de que queria fazer uma surpresa para todos, me recordei da conversa que tive com meu pai durante o casamento e mesmo ele dizendo que eu tinha que fazer um exame para confirmar eu já tinha certeza sobre a gravidez, eu não precisava de exame nenhum, pois eu já me sentia grávida. Os sinais ficaram claros em mim. Nunca entendi o que as mulheres diziam sobre se sentir diferentes durante a gestação agora eu sentia exatamente como era, e mesmo sendo concebido da forma horrenda que foi eu já tinha passado a amar meu bebe com todas as minhas forças e farei de tudo para que ele fique a salvo e seja muito feliz.
E isso significava apenas uma coisa, eu precisava fugir, precisava ir pra longe de toda essa sujeira e principalmente precisava ir pra longe de Jacob. Eu estava disposta a tudo isso pelo meu filho eu lutaria com unhas e dentes e seria uma ótima mãe e faria com que ele nunca soubesse sobre o pai que tem, pois isso o faria odiar Jacob e eu já vi o que o ódio é capaz de fazer com uma pessoa, o pai de Jacob plantou esse ódio dentro dele a vida inteira e por isso ele é como é, não que justifique muita coisa, mas com meu filho eu não queria se quer cogitar essa possibilidade, ele crescia longe de tudo isso acreditando que seu pai era bom e que morreu e eu serei tudo que ele precisar. Por esse pequeno no meu ventre eu iria abandonar minha família, talvez por um tempo, ou talvez pra sempre.
Eu não tenho ideia de como Jacob vai reagir quando eu partir, talvez fique furioso e acabe com minha família, isso iria me entristecer muito, mas será por um bem maior e já que terei que escolher que seja eu e o meu bebê.
A única questão era como? Como eu conseguiria escapar sozinha sem deixar rastros para serem seguidos, eu nem ao menos tinha dinheiro suficiente para isso, pois meu dinheiro vinha de Jacob mensalmente e era uma quantia relativamente pequena para algo assim, eu precisava de ajuda, mas em que eu poderia confiar algo assim? Rapidamente um único nome veio em minha mente, uma esperança se aqueceu dentro de mim encostei o carro ainda na estrada e peguei meu celular buscando na agenda o numero da única pessoa que seria capaz de me ajudar nesse momento difícil, o único em que eu poderia confiar agora e depois de dois toques ele me atendeu.
_Oi, eu preciso saber você estaria disposto a largar tudo e fugir comigo...
Para nunca mais voltar...
Notas finais
Bem dá pra ver que o clima ta tenso entre eles neh... Nessie com coisa na barriga, cheia de planos na mente... Só digo... a coisa vai piorar.
Enquanto isso nos digam o que acham... Amamos os reviews de vocês e ficamos ansiosas por eles.
Quero agradecer o carinho, a paciência... Tudo!
Cherim
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(¸.´ (¸.´ Diê Kellner ;)
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