Notas iniciais
Chegamos!!!
Eu sei que demorou gente, mas não teve jeito acreditem que quando dizemos que queríamos postar antes, principalmente esse capitulo que é tão esperando por nós (estamos ansiosas pela reação de vocês), mas num teve jeito amores, é PC que estraga, é internet que falta, tabalho... Enfim...
Chegamos e é o que importa...
Feliz Natal atrasado e Bom 2013 pra todas!!!!
Capítulo dedicado a nossa linda e maravilhosa amiga Miss Black/maquina de escrever rs... de quem eu sou super fã que fez uma recomendação linda, valeu chuchu você é foda!!! e também por ultimo e não menos importante a Lilian Raquel leitora nova que já chegou chegando em Revenge mandou ver nos reviews e fez uma recomendação lindíssima também, valeu pelo carinho amora!!! Você também é foda!
Sobre as mps que recebi de fim de ano, vou respondê-las, assim que tiver tempo eu prometo Ok.
Como vocês viram Die e eu como prometido estamos respondendo todos os reviews antes de cada postagem, dá um trabalho danado meninas então não deixem de comentar as impressões de vcs. Por favor!
Atenção!!!
Esse capitulo contem cenas fortes, então vale lembrar os avisos e indicações da Fic na pagina principal da história... Se não gosta não leia e o de sempre beleza?
No mais...
Boa leitura e nos falamos lá em baixo...

Pov Renesmee

O tempo se encarrega de nos pregar enormes surpresas, passei a vida inteira fugindo de compromissos e casamentos, sempre dizendo que não queria e nem aceitava perder minha liberdade. Vivendo a vida do meu jeito, sem regras e principalmente sem aceitar as rédeas que minha mãe queria me impor, mas no fundo mesmo não admitindo, eu sabia que na verdade eu sempre tive medo, sim a resposta para o que eu sentia era o medo. Medo de entregar meu coração e meus sentimentos para alguém que não os merecesse. Mas nem com todo medo e com toda a precaução do mundo eu consegui evitar de me apaixonar perdidamente por Jacob. Ele que chegou doce, carinhoso, envolvente e misterioso foi como um cobertor quente em um dia de frio.

Entreguei-me a ele de corpo e alma e em uma busca desesperada por carinho e segurança eu me casei com ele, e foi ali que meu inferno começou, pois tudo não passava de uma mentira e meu príncipe não passava de vilão cruel e tirano no sentido literal da palavra. Porém mesmo com todo o sofrimento que ele me causou com suas palavras de acusações e com seu desprezo eu continuei iludida por um tempo, pensava que com amor e carinho eu conseguiria fazê-lo mudar de ideia, e que seu amor por mim no fim seria mais forte que seu desejo de vingança por minha família. Eu fui paciente e compreensiva, tentei de todas as formas convencê-lo a esquecer de tudo e ser feliz comigo, afinal eu não acreditava que meu pai fosse o responsável pela morte da mãe de Jake. Pelo menos não por querer, tinha algo escondido naquela história, algo que nem mesmo Jacob sabia e algo que eu nunca consegui descobrir. Eu tinha certeza de que ele me amava ou do contrário já teria jogado os “supostos” segredos de minha família aos quatro ventos.

Depois de uns meses eu fui perdendo minhas esperanças Jake ficava cada vez mais frio, e eu o confrontava sempre que podia. Nossa convivência dentro do nosso “lar” não era nada fácil, eu vivia em uma prisão cuja só tinha permissão para sair na companhia dele ou quando ia à faculdade que estranhamente ele não se opôs para que eu a cursasse, mesmo assim eu tinha que seguir uma série de regras e ordens impostas por ele.

Eu quase não falava com minha família e nem mesmo com Lee que passou a trabalhar na empresa de Jake e por isso teve que estudar à noite. O máximo que nos falávamos era por telefone, ela sempre me perguntava se tinha algo errado, mas por medo eu sempre mentia dizendo que minha vida com Jake era perfeita. Os outros não estranharam muito porque vez ou outra meu marido fazia questão de marcar presença ao meu lado para que não levantar suspeitas, e eu claro tinha que posar como a esposa feliz vivendo um lindo conto de fadas.

Jake por outro lado estava diferente, a cada dia ficava mais frio e isolado, mesmo se mantendo firme em sua vingança ele me parecia triste, como se também sofresse com tudo aquilo, mas ele não se mostrava precisar de ajuda e não me deixava me aproximar. Entrou no vicio da bebida que foi ficando cada vez pior, eu assistia tudo sem poder fazer nada, sofrendo calada no quarto em frente enquanto esperava ele terminar de destruir nossas vidas.

Os momentos de amor em que estávamos juntos em meu quarto eram os únicos onde eu via que ele me amava mesmo me humilhando, me repudiando e negando isso depois. Eu podia ver em seus olhos, ele me odiava por ser quem eu era, mas me amava como mulher, ou pelo menos eu pensava assim.

Era nojenta a situação ao qual eu me submetia sempre quando ele vinha me procurar, mas eu sempre o aceitava não conseguia negar, o desejo de estar em seus braços falava mais alto e eu sempre dizia a mim mesma que era a ultima vez. Aos poucos a esperança de que a situação mudasse foi me deixando e eu já quase não acreditava mais que Jake pudesse um dia acordar pedir desculpas e dizer que estava errado.

O golpe final foi pegá-lo me traindo dentro de minha própria casa, ele contratou aquela maldita arrumadeira oferecida com o intuito de me provocar isso ele fez questão de deixar claro, mas eu não imaginava que ele fosse fazer aquilo dentro da casa em que vivíamos, debaixo do meu nariz. Ele me amava certo? Não. Eu me enganei por todo esse tempo, ele nunca me amou, ele estava certo. Tudo sempre fez parte do plano.

Aquilo foi a gota d’agua e por fim ele conseguiu matar em mim toda a minha esperança e também o resquício de respeito que eu sentia por ele, foi ali naquela noite em que finalmente notei que ele nunca, jamais me amou. Foi então que comecei a suspeitar que Jacob Black talvez nunca fosse capaz de amar.

Aquela com certeza não foi a primeira vez, e depois dela vieram muitas outras, depois do flagra ele não fez questão de esconder mais, chegava em casa tarde e em suas roupas haviam marcas de batom e perfume feminino, parecia que ele fazia questão de que eu visse tudo aquilo. Nossa convivência não podia estar pior, não nos falávamos mais, não saímos juntos nem sequer para manter as aparências às vezes eu passava semanas sem encontrá-lo mesmo morando sob o mesmo teto.

Sem mais esperanças com Jacob eu me foquei em minha faculdade, quem sabe um dia eu não escaparia daquilo tudo e pudesse exercer a profissão que eu escolhi, talvez um dia eu pudesse me tornar a ser concorrente da Customize Black me arrepiei ao sentir um pequeno desejo de vingança ao perceber que estava me igualando a ele expulsei o pensamento como se ele fosse um mosquito. E era lá na faculdade que eu podia esquecer de tudo. Kim, Nahuel e Embry tinham se tornando meus grandes amigos e eles eram os únicos que tinham o dom me faziam sorrir, principalmente Nahuel que me leu tão bem que logo acabei me abrindo com ele, ele sabe de toda minha realidade menos é claro o segredo que Jacob usa contra mim, e dentre os três e ele era o único que conhecia toda minha historia, Kim desconfiava e sempre me perguntava algo querendo me entender, enquanto Embry ficava mais na dele, ele sempre foi extramente discreto, mas acho que também desconfiava que havia algo errado em meu casamento, a amizade dos três brilhavam com sol em minha vida tempestuosa.

***

Era mais um dia comum em minha vida, saí de casa mais uma vez sem encontrar com meu “marido”, as aulas passaram normais como sempre as piadas de Nahuel faziam todos nós rimos, na hora do intervalo sentamos na nossa mesa de costume e foi quando algo me chamou a atenção, Embry levou para Kim um caixinha com ameixas rosa.


– Você gosta não é?


– Amo. Obrigada Embry, você é um amor. – dizendo isso ela num rompante deu um estalado beijo na face de Embry enquanto Nahuel e eu apenas assistíamos a cena.


Em seguida, Embry e Kim trocaram um olhar breve e significativo e que para mim revelou muita coisa, senti-me imensamente feliz pelos dois, ali estava um provável casal que eu não imaginei juntos, senti um pontada de inveja eu conhecia bem aquela sensação, na verdade sentia falta de tudo aquilo, a conversa em nossa mesa fluía enquanto eu permanecia perdida em meus pensamentos, até que Embry estalou os dedos em minha frente chamando minha atenção.


– Nessie... De novo no mundo da lua?


– Me desculpem, só estava pensando. – Falei sorrindo tentando entrar na conversa.


– Esse é o seu problema amiga você pensa demais. – Kim disse sorrindo pra mim.


– E de pensar morreu um burro. – Zombou Nahuel.


– E é por isso que você nem tenta? – Embry retrucou.


Depois dessa todos nós rimos, era bom Nahuel provar do seu próprio veneno de vez em quanto, o restante das aulas passaram rápidas eu estava saindo prédio quando Naú veio até mim.


– Nessie me dá uma carona? Meu carro está para o concerto. – Droga como eu ia me livrar dessa agora, pensei comigo.


– Hum... Eu... – Não tinha nada demais naquilo, mas eu não queria mais problemas com Jacob.


– Eu levo você Nahuel. – Embry apareceu para me salvar.


– Mas você vai para o lado oposto Embry e meu trabalho é caminho pra Nessie. – Nahuel insistiu sorrindo despreocupado e ele tinha razão era caminho pra mim.


– Sem problemas Nau vamos lá. – Que se dane o resto eles eram meus amigos e eu sempre os evitava fora da faculdade isso não era justo com eles, era no máximo 20 minutos e contando que Jake não ficasse sabendo ia ficar tudo bem.

Já dentro carro conversamos durante o caminho e em um certo momento meu olhar se prendeu no de Nahuel e eu senti uma coisa estranha uma espécie de encantamento, vi em seus olhos um brilho que eu nunca enxergara antes, eu me sentia fascinada e os lábios dele começaram a chamar minha atenção, algo em mim se inquietou e o certo e o errado começaram a entrar em conflito, fiquei desconfortável e desviei os olhos voltando a prestar atenção no caminho, mas algo me perturbava, o que tinha sido aquilo?


– Olha Nessie, eu espero que não dê problemas para você.


– Imagina Naú, não vai dar problema nenhum você é meu amigo.


– Já pensou que não precisa ser assim? Quantas vezes eu vou ter que repetir Nessie, manda esse cara pro inferno, você é jovem bonita não precisa dele.


– Eu já te expliquei Nahu, não é assim tão fácil eu preciso aguentá-lo pelo menos até...


– Até? Conta pra mim Nessie o que é que ele usa contra você heim? O que foi que você fez? Eu duvido que seja algo assim tão grave.


– Não é exatamente contra mim Naú, é complicado.


– Ok. Não toco mais nesse assunto, mas sabe que pode contar comigo pra qualquer coisa, basta ligar e vou voando de salvar.


Depois disso a conversa voltou a ficar agradável, isso era o melhor de ficar perto de Nahuel com ele não tinha tempo ruim, ele estava sempre de bom humor e acabava me contagiando, ele me fazia sorrir, despertava algo em mim que há muito estava adormecido, eu me sentia tranquila e feliz perto dele.

Após deixar Nahuel no trabalho acelerei um pouco mais para chegar em casa dentro do horário e não levantar suspeitas, porém comecei a sentir meu carro um tanto quanto diferente e logo em seguida ele morreu – mais que droga! – praguejei mentalmente, tentei dar a partida várias vezes, mas não funcionou. O máximo que consegui e com muito custo foi afastá-lo para o acostamento, abri o capô, mas eu não entendia profundamente de motores eu até iria aprender o básico em minhas aulas, mas eu ainda não tinha iniciado essa matéria. Sem outra alternativa busquei na lista o número do mecânico que sempre cuidou dos carros de minha família, porque ligar para Jacob estava fora de cogitação. Logo o senhor atendeu e gentilmente disse que viria a meu socorro. Minutos depois ele apareceu, ele estava analisando o carro quando um Mercedes preto se aproximou não demorou para que eu reconhecesse o carro e dele saltaram duas pessoas que eu já estava quase morrendo de saudades, meu pai e meu avô.

Eles se aproximaram e me abraçaram carinhosamente, expliquei o que aconteceu e ficamos conversando enquanto o mecânico verificava meu carro, depois de detectado o problema o senhor que avaliou o carro disse que era algo simples, mas que precisaria rebocá-lo para sua oficina e que levaria algumas horas para trocar uma peça, com isso meu pai e meu avô começaram a insistir para que eu fosse almoçar na mansão e eu não pude recusar no fundo me doía admitir, mas eu sentia saudade de casa, sentia falta do carinho e do colo de meus avós, das conversas animadas com tia Rosie, das piadas do tio Emm, das loucuras da tia Alice, de tocar piano com meu pai sentia até mesmo falta de brigar com minha mãe. Resolvi mandar tudo pro inferno e ser uma pessoa de verdade por algumas horas e passar um tempo com minha família, afinal eu merecia aquilo e precisa muito daquilo também, eram eles que me davam forças para continuar suportando tudo aquilo mesmo que eles não soubessem de nada. Eu teria tempo para me entender com Jacob depois, ele sempre chegava tarde mesmo, talvez eu até convencesse os empregados a não falarem nada, então eu apenas liguei para casa e avisei Amélia que eu tive um imprevisto e ia demorar, isso me serviria de álibi depois juntamente com a nota do concerto da oficina.

A tarde foi muito agradável, todos vieram para o almoço e pude conversar um pouquinho com cada um deles, pena que não tive a chance de ficar a sós com meu pai, assim talvez eu pudesse com jeitinho tentar descobrir algo. Em um certo momento tia Alice pareceu querer me perguntar algo mas foi interrompida por tio Emmett me chamando pra jogar videogame, agradeci mentalmente por isso eu não sei por quanto tempo eu ainda conseguiria mentir para ela, afinal ela é a que mais me entende e consequentemente é a que mais me conhece, nunca foi fácil para mim enganá-la e cada dia ficava mais difícil. Depois do almoço todos voltaram a seus trabalhos menos minha avó que então ficou me paparicando e tio Emm que estava de folga, conversamos a tarde inteira e a única pessoa que não vi foi minha mãe que estava em uma viagem fazendo uma pesquisa para seu novo romance.

– Monstrinha como você está? – Um frio percorreu meu estomago, a pergunta do tio Emm era genérica, mas a entonação de sua voz, me fez perceber que ele sabia que as coisas não estavam bem.

– Estou bem tio, aliás, mas do que bem, estou maravilhosa – disse tentando soar engraçado.

– Muito bem então minha linda. Se você não se sente a vontade pra conversar comigo eu entendo, mas não minta pra mim.

– Tio não é...

– Não precisa ficar sem graça e nem tentar explicar. Só quero que saiba que pode contar comigo e com sua tia Rose, amamos você como se fosse nossa própria Claire.

– Eu sei tio. Obrigada. Pode deixar, confio muito em vocês. — Aquilo ao mesmo tempo que era uma verdade, era uma mentira, pois eu entrei em um problema tão grande que não tinha como confiar em ninguém da minha familia pra sair dele.

A noite caiu e eu nem dei por mim. Quando o mecânico por fim chegou eu dirigi apressada para casa, já estava um pouco tarde e se por ventura Jacob tivesse ido direto depois do trabalho, provavelmente ele já poderia estar lá. Tentei afastar estes pensamentos, tentando idealizar que daria tudo certo, que ele ia chegar em casa eu já estaria dormindo e ele iria me ignorar como sempre.

Ao passar com o carro pelo portão fui tomada por um mau pressentimento na forma de um aperto forte no peito e ele se confirmou quando entrei pela porta e encontrei Jacob totalmente embriagado, sua aparência era de quem já estava bebendo há horas fiquei me perguntado desde quando ele estava em casa.


– Posso saber onde você estava minha querida? – Sua voz irônica, embargada e arrastada apenas me confirmou seu estado de embriaguez.


- Na casa dos meus pais Jacob, meu carro quebrou e meu pai apareceu e insistiu para que eu esperasse o concerto lá.


- Só eu mecho em seu carro.


- E há quanto tempo você não faz isso hein? – acusei com verdade já indo em direção as escadas. — Por isso mesmo ele deu problema, e quer saber eu vou subir por que estou cansada e tenho que estudar.


Ele me olhou de uma forma diferente, ele não sabia o que falar e eu não estava disposta a ficar ali discutindo com um bêbado. Sabia que ele não ia deixar aquela história barato, só espero que pelo menos ele tenha a decência de me procurar apenas quando estivesse sóbrio.


- Nessie eu...


- Agora não Jacob, você sabe que eu não converso com bêbados. –dizendo isso subi as escadas em direção ao meu quarto.


Subi as escadas correndo. Eu faria de tudo para evitar a presença dele. Entrei no meu quarto e encostei a porta. Deixei minha bolsa em uma poltrona e fui tomar um banho. O dia tinha sido cansativo, e nos últimos tempos eu estava acabada fisicamente e emocionalmente. Entrei no banheiro e pus a banheira para encher, eu precisava de algo relaxante por um momento. Assim que a banheira encheu eu tirei minha roupa e entrei dentro dela e me permiti relaxar afundei para molhar meus cabelos e o rosto e nesse momento eu pensei seriamente em tentar me afogar. Mas Jacob não merecia tal beneficio. Eu lutaria. Minha vingança contra ele seria muito melhor. Eu seria feliz. Jacob Black não iria me destruir. Eu iria encontrar uma solução.

Fiquei um pouco tempo ali, queria ir logo pra cama e assim que água começou a esfriar eu saí da banheira. Me enrolei em uma toalha grande e felpuda, peguei alguns cremes na penteadeira e fui sentar em minha cama eu sempre fazia esse processo, como eu estava chateada fui tentar me mimar um pouco. Fazer uma massagem nos pés, hidratar cada parte do meu corpo. Saí do banheiro e levei um susto ao ver Jacob na porta acabando de entrar no meu quarto.


– O que você está fazendo aqui? –Tinha algo diferente em seus olhos, algo que eu novamente não pude decifrar o que era.


– Eu vim ver minha esposa? Por que não posso? – Um arrepio tomou conta do meu corpo, quando ouvi sua voz, uma sensação em mim me alertou que tinha algo muito errado ali.


– Jacob saia do meu quarto AGORA! – Gritei enfurecida.


– Seu quarto? Aqui não é seu quarto. É meu quarto, minha casa. Tudo aqui é meu inclusive você.


A luxuria estava exposta em seus olhos e naquele momento eu o temi. Ele deixou a garrafa de whisky no chão e veio em minha direção. A repulsa e o medo tomaram conta de mim. Jacob estava totalmente fora de si, ensandecido e parecia desesperado. Ele desabotoava a camisa enquanto vinha em minha direção sua respiração estava ofegante e forte ele devia ter bebido o dia inteiro, estava suado e seu suor também fedia a bebida, eu falava pra ele se afastar, mas ele parecia não me ouvir. Olhei para os lados na intenção de fugir, mas vi que não iria adiantar ele estava vidrado em mim e mesmo sobre o efeito do álcool eu não conseguiria fugir da presença dele. Ele estava insano. Um calafrio subiu novamente por minha coluna ao imaginar o que ele poderia fazer comigo.

Por um momento ele virou-se e vi a grande oportunidade de sair correndo, mas se corresse para o banheiro não teria muita sorte, pois a porta era de vidro e não tinha tranca, se saísse para fora do quarto teria que passar na frente dele lhe chamando lhe a atenção. Fiquei ali assustada, torcendo para que o que quer que fosse que ele estivesse pensando fosse o suficiente para tirá-lo dali. E então reunindo toda a minha coragem saí correndo em direção a porta, sendo totalmente infeliz em minha fuga, pois ele me puxou pelo braço me impedindo de fugir.


– Não tão rápido mocinha. Eu disse que quero você Ness... E eu to vendo que você também quer...


Ele me puxou em beijo que me deu ânsia de vomito. Sua mão explorava todas as partes do meu corpo me levando a um estado de torpor não acredito que isto está acontecendo comigo! Pensei em desespero.


– Eu preciso de você Nessie... Eu amo tanto você. – Ele a afastou o rosto enquanto dizia e naquele momento eu pude perceber, não era o Jacob, o que quer que tenha acontecido o deixou totalmente fora de si.


Gritei de dor quando em um impulso brusco sentir seus dedos invadindo a minha intimidade. Nunca imaginei sentir dor assim, suas mãos que antes traziam fogo para o meu corpo o fazendo excitar agora me tornavam frigida e seca. A cada movimento de vai e vem seus dedos pareciam rasgar meu centro e era impossível não gritar de dor. Sua boca castigava meu pescoço com chupões e mordidas.

Ele puxou minha toalha me deixando totalmente nua enquanto com um único gesto me jogou em cima da cama. Com uma só mão ele tirou a calça e a boxer ficando nu e ereto na minha frente. Olhei para aquele membro que eu tanto desejei um dia e senti a ânsia de vomito subir em meu peito. Ele me olhou com uma expressão dura e ameaçadora.


– Por favor... – Eu pedi em sussurro mudo. Desviei minha cabeça pra não ver aquela imagem. – Eu não posso. Eu não quero! – As lágrimas corriam em torrentes pelos os meus olhos.


Mas ele nada respondeu, parecia totalmente absorto no que fazia. Enquanto eu chorava e suplicava, percebi que as minhas súplicas só serviam para excitá-lo mais. Eu lutei tentei fazer de tudo. Lutei para me livrar do seu aperto. Mas enquanto eu agitava os braços para afastá-lo, ele caiu com todo o seu peso sobre mim. Ele continuou a torturar-me com os dedos, enquanto chupava e mordia todo o meu corpo. Eu tentava lhe bater e fazia força no processo, mas nada parecia impedi-lo.

Minhas pernas foram rapidamente afastadas pelas dele e logo senti ele me penetrar com violência, eu não estava lubrificada e aquilo me provocou mais dor do que eu alguma vez imaginei poder sentir. Seus dedos não eram nada diante daquele membro grosso e duro me invadindo. Por alguns momentos, pensei que ele me mataria. Nunca foi assim. Era como se lhe estivesse a me bater com um punhal grosso de madeira cheio de farpas só que por dentro. Era como se ele quisesse provar que era meu dono e que podia fazer tudo o que lhe desse vontade. A dor era quase insuportável e por momentos eu achei que iria desmaiar.

O quarto girava à minha volta, enquanto ele continuava a me violentar furiosamente, apertando os meus seios, chupando os meus lábios, até eu ter a sensação de pairar no espaço, o torpor me tomou e eu apenas esperei rezando que tudo acabasse. Mesmo enquanto ele me violava, eu sabia que não podia continuar com aquele sofrimento. Sabia que eu encontrava à beira de um precipício perigoso e que precisava lutar por minha sobrevivência. E então, sem mesmo saber como me lembrei disso, percebi que estávamos perto da mesa-de-cabeceira onde eu tinha um jarro de vidro.

Estendi a mão para a mesa-de-cabeceira, eu já estava com dificuldades em respirar e a minha visão enevoada, mas senti a mesa-de-cabeceira e peguei o jarro o segurei com força e a ergui acima da cabeça dele, sua expressão de prazer me dizia que ele já estava quase acabando, mas eu não suportava mais e fosse como fosse eu queria detê-lo. Enquanto eu tomava impulso para lhe atirar o jarro com a mão trémula, ele atingiu o clímax com um grito que me fez tremer de dor, de angústia e repulsa. Só de ouvi-lo, o meu ódio por ele aumentou. E quando eu ia lhe atirar o jarro, ele ergueu os olhos e me fitou.


– Nessie... Meu amor. – Gemeu ainda abalado pela força do orgasmo.


Ele sorriu. Iria me tomar de novo, mas eu não podia permitir que isso acontecesse, ele não voltaria a me possuir. Jake ainda estava dentro de mim quando eu lhe atirei o jarro na cabeça. Eu estava tomada de pânico e quando o jarro quebrou, fez um som que me aterrorizou, espalhando pequenos pedaços de vidro por mim e pela cama, eu estremeci e ele pareceu assombrado ao sentir o impacto. Os olhos dele abriram-se e por um momento eu vi um lapso de sanidade e então ele perdeu a consciência.

Jake era muito pesado e eu quase não conseguia respirar. O sangue proveniente do corte escorria da sua cabeça. Naquele momento achei que o tinha matado. Fiz um esforço terrível e consegui tirá-lo de cima de mim. Já em pé e fora da cama vi que Jake ficou estendido de costas, gemendo alguma coisa. Estava vivo, suspirei de alívio, mas logo fui tomada por uma forte dor e senti algo quente escorrer por minhas pernas, por um momento achei que era o sêmen dele, mas ao olhar vi o sangue escorrer e tudo ficou escuro.


Pov Jacob

Acordei aos poucos ouvindo os pássaros cantando do lado de fora, não foi fácil abrir os olhos, minha cabeça doía e latejava bastante, era uma dor diferente, não era como das outras vezes que exagerei com a bebida, levei a mão por extinto e senti algo estranho em meus dedos, era sangue seco, logo concluí que alguém havia me acertado, confuso eu me perguntava quem poderia ter sido, rapidamente reconheci o quarto de Nessie preocupado e assustado levantei-me de sobressalto me sentando na cama,o quarto estava em total desordem havia vidro na cama e no chão, eu estava nu.

Ao mesmo tempo um monte de imagens desconexas se passavam em minha mente, ainda sem entender e com uma certa dificuldade de raciocínioeu olhei ao meu redor e foi a cena real naquele quarto que me fez entrar em choque. Totalmente nua e jogada no chão aos pés da cama estava Renesmee e para meu desespero havia sangue em suas mãos e em seu corpo, rapidamente me coloquei de pé, uma forte vertigem me atingiu provavelmente devido a pancada que eu levara na cabeça, mas o que diabos havia acontecido?Me forcei a ir ate ela, o desespero me tomou quando percebi que o sangue era dela, e que em seu corpo havia vária marcas que começavam a aparecer.

– Nessie... Amor... – chamei enquanto a examinava.

Para meu alivio ela resmungou algo. Graças a Deus ela esta viva! – pensei comigo, aparentemente ela não tinha nenhum osso quebrado, então me arrisquei a pega-la nos braços e deita-la no sofá que havia no quarto, minha primeira opção era a cama, mas tinha vido quebrado e também havia um pouco de sangue seco nela, e mais mistério, por que tinha sangue e vidro na cama?Por mais que eu me esforçasse não conseguia me lembrar de nada que poderia ter causado aquilo, será que alguém entrou na casa? Mesmo com tantos seguranças do lado de fora? Eu pensaria nisso depois, por hora minha prioridade era acorda-la e saber se ela estava bem, meu desespero só aumentava a cada minuto, alguém tinha feito mal a ela e fosse quem fosse iria pagar com a vida por isso. Tentei mais uma vez chama-la e por fim ela abriu os olhos.

– Renesmee. Graças a Deus meu amor como...

– Nãoooo...

Ela me empurrou pra longe assim que proferiu um grito de desespero, eu cai sentado no chão e ela sentou-se rapidamente no sofá puxando algo para se cobrir, em seus olhos havia medo, e em sua face eu via o quanto ele estava assustada, mesmo surpreso por sua reação eu repetia em minha mente com mais convicção que o causador de tudo aquilo pagaria muito caro pelo o que fez, mas por hora ela era minha prioridade eu precisava acalma-la, cuidar dela, saber onde ela estava ferida e por fim perguntar se ela sabia o que tinha acontecido, lentamente levantei as mãos em sinal de rendição e me aproximei novamente do sofá.

– Calma sou eu, voce esta ferida? Eu posso...

–SAIA DE PERTO DE MIM. – ela gritou aos prantos e abraçando os joelhos chorou copiosamente.

Perplexo eu olhei ao redor buscando algo que me desse uma pista do que tinha acontecido, longo avistei uma garrafa de bebida, e foi ela quem me deu o estalo inicial. Meu Deus o que foi que eu fiz! Eu me negava a aceitar tal possibilidade, mas estava ali e ficava cada vez mais claro, ao constatar esse fato, uma dor forte tomou conta de meu peito como uma ferida recém aberta.

As coisas começaram a fazer sentido, mas eu ainda me recusava a acreditar, mais próximo da cama havia uma toalha no chão, a mesma que estava enrolada no corpo de Renesmee na noite anterior, como um quebra cabeças casa item daquele quarto foram se juntando na minha mente por ultimo a imagem de Renesmee chorando a minha frente epor fim eu entendi tudo. Fui eu, eu era o maldito monstro bêbado e miserável que causou tudo aquilo. Eu a tomei a força.

Meu Deus como eu pude?Em sã consciência eu jamais me julgaria capaz de fazer algo como aquilo, para mulher nenhuma como fui capaz de fazer com a única mulher que amo?Talvez seja esse o problema eu não estava em sã consciência, eu finalmente tinha me atirado no princípio da loucura, mas nem isso serviria depretexto, não havia nome para o que eu tinha feito a ela, e não havia razão no mundo que justificasse meu ato tenebroso.

Mesmo tendo certeza do que tinha acontecido eu ainda não suportava a ideia de ter sido capaz de uma monstruosidade como aquela, mas em minha cabeça ela também me queria, minha mente perturbada havia me enganado mais uma vez, os gritos de Renesmee não eram de prazer, mas sim de dor, eu a violentei de forma rude e cruel, mesmo sem intenção era minha culpa. Sei que ela jamais me ouviria, jamais me entenderia, mas mesmo assim eu precisava tentar, precisava diminuir um pouco essa dor que havia em meu peito.

– Renesmee me ouça, sei o quando voce esta chateada e acredito que nunca irá me perdoar por isso, mas quero que saiba que apesar de tudo não foi minha intenção, eu não sei o que aconteceu eu... Eu estava fora de mim, por favor me desculpe por isso eu...

– POR ISSO O QUÊ JACOB? HEIN? Por ter me estuprado? Ou por ter arruinado minha vida quando me pediu em casamento? Ou por todas as vezes que me fez sentir um lixo dentro dessa casa? Ou por ter ameaçado a mim e a minha família? PELO O QUE EXATAMENTE VOCE ESTA SE DESCULPANDO?

Ela gritava e chorava ao mesmo tempo, e eu sem sentir quando começou já estava chorando junto, o olhar de desprezo dela por mim só fazia aumentar ainda mais o buraco que se abriu em meu peito.

– Sinceramente eu já nem sei mais.

– Por favor Jacob saia daqui.

Sem mais ter o que dizer e sem saber como agir eu me levantei e sai sem nem ao menos me vestir, quando fechei a porta eu ainda podia ouvir o seu choro e aquilo estava me matando por dentro, e como o bom covarde que sou entrei apressado no meu quarto e foi pro chuveiro, tentar lavar um pouco da vergonha e do nojo que eu sentia de mim mesmo.


Notas finais
N/B: Feliz NATAL E ANO novo! (Atrasado e adiantado! 2014/2015) hahaha...
Eita... Que eu estou na expectativa pra saber o que vocês acharam desse episódio... Mas antes quero pedir desculpas por nosso atraso, a Cris está numa correria louca e eu não fico atrás, pra vocês terem uma ideia eu trabalhei até no dia 24 e estava fazendo turnos de 08:00 as 22:00hs. Então complicou um pouquinho. Hoje meio que inesperadamente conseguimos nos reunir pra responder os reviews tão lindos e carinhosos de vocês. De coração, agradeço muito pelo carinho de vocês e por sempre prestigiarem a nossa história.
Bom hoje Eu e a Cris (Né dona Cris? - hahahaha) queremos nos comprometer a postarmos pelo menos um capitulo mensal. Sei que pra vocês é pouco, mas com o corre-corre da vida da gente essa é a única assiduidade na qual a gente pode tentar se comprometer. Então até o dia 28/02/2013 a gente se compromete a postar o capitulo 16. Combinado? Hihihi
Bom sobre o episódio... Dessa vez o Jake foi longe demais hein? E acredito que a Cris já tenha dito, mas vou reafirmar nos informamos nos avisos da Fic (+18) que teria estupro, sei que é algo triste e chocante, mas desde o início da trama a gente resolveu que ia abordar esse assunto e estamos pesquisando muito sobre isso. Se você não gostar fique a vontade para reclamar, chorar, arrancar os cabelos e zaz... Mas não nos falte com o respeito, pois isso nós não toleraremos. Sua opinião, critica e/ou sugestão é muito especial e bem vinda e nós amamos ter vocês aqui!
Bom o que posso adiantar é que ainda não acabou...
Aguardando loucamente pelos reviews de vocês!
Super beijo!
*´¨)
¸.·´¸.·*´¨) ¸.·*¨)
(¸.·´ (¸.·´ Diê Kellner ;)
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N/A: Tochas e forcados na mão eu imagino?
Momento apelo: Sei que foi cruel e horrível, mas pensem um pouquinho antes de nos matarem, pois se fizerem isso nunca saberão o final de Revenge, Die e eu levaremos pro tumulo todos os segredos finais da história rs...(cara de pau eu sei) agora falando serio, como a Die falou isso já estava planejado desde o começo e precisou acontecer pra justificar as coisas que virão, então... como ela pediu eu reforço expressem suas opiniões mas sem ofensas pessoais, beleza galerinha.
Bom... Vamos odiar o Jake um bocado por um tempo e acreditem o preço que ele pagará pelo erro cometido será muuuuito caro.
Como sempre a (dona Die) joga pra mim a próxima postagem rs... Ok em fevereiro tem capitulo com certeza, isso posso garantir, como ela explicou estamos atoladas mas pode ter certeza que podemos demorar mas sempre vamos aparecer com um cap novinho e grande e atualizar a historia.*-* Revenge é nossa Paixão comum!!!
Reviews??? Recomendações???
Boa semana pra todos...
Beijokas... Cris Black