Revenge
7 Misumi
Notas iniciais
Também gostaria de me desculpar com ela e os demais leitores pela demora por esse capítulo. Aí está.
Enjoy
P.O.V autora
Intervalo, 12:00
Kaori sentada em cima de uma das inúmeras mesas que recheavam o pátio. Hideko com ambos os pés em cima da mesma e Misumi sentada tão formalmente quanto se estivesse fazendo uma prova. Aquela era a cena que Yuruga presenciava no momento, apenas de pé atrás da primeira garota citada, enquanto esta saboreava um pacote de cookies de baunilha.
–Misumi... aconteceu alguma coisa? – a garota de cabelos castanhos e olhos verdes começou, ainda com os pés sobre a mesa, dessa vez cruzando as pernas, criando uma expressão relaxada.
–Uh? Por quê? – a ruiva retrucou a pergunta. Esta mantinha uma expressão nervosa, completamente o oposto da outra.
–Porque você ainda não me mandou tirar os pés da mesa, e nem mandou a Kaori descer de cima dela. – argumentou Kyoko – Isso significa que aconteceu alguma coisa.
–Você ainda não falou do Yagami. – a morena disse levando um último biscoito à boca e fazendo uma bolinha com a embalagem – Isso também não deveria significar que aconteceu alguma coisa? – brincou a morena jogando a bolinha para qualquer direção sem se preocupar se seu próximo destino seria uma lixeira ou a cabeça da diretora.
–Humph, baka! Eu só não falei porque... porque sei lá! – disse ainda buscando um argumento convincente – Porque não tinha nada pra falar sobre ele. É só isso. – concluiu.
–Hm... – a de orbes castanhos ainda mantinha o sorriso cínico criado em sua última sentença.
–E porque você disse que daria uma facada nele da próxima vez que o nome dele saísse da minha boca. Isso já é motivo suficiente, não acha? Já que vindo de uma Ychizuno eu não duvidaria que realmente matasse alguém.
Antes que Hideko pudesse terminar direito a frase, os orbes cinzas se arregalaram. Misumi sentiu um arrepio profundo antes de sair correndo em alguma outra direção.
–Ah! O que foi que eu disse dessa vez?! – a de cabelos castanhos aparentava confusa e nervosa ao mesmo tempo.
–Acho que não tem nada à ver com o que você disse. – disse a de orbes castanhos, dirigindo os mesmos à direção para onde a ruiva havida corrido, mas sem abandonar a posição em que estava.
–A Misumi tá realmente muito estranha hoje... – Hideko finalizou, também olhando na mesma direção– Olha! O Light!! – a garota se empolgou completamente ao ver o de cabelos igualmente castanhos que simplesmente passeava despreocupado pelo pátio.
Como se por um magnetismo, os orbes castanhos de Kaori foram atraídos para o "rosto" do shinigami atrás de si. Este tinha um olhar de morte para o Yagami. Como se ele fosse sua próxima... "presa"...?
"O que foi, Yuruga?" A garota teria perguntado, se não tivesse se lembrado de Hideko, que ainda lançava olhares e suspiros apaixonados para o garoto de cabelos castanhos. Era bem capaz que esta nem percebesse que Kaori estivesse falando "sozinha" em seu estado atual, mas era melhor não arriscar.
"O Yuruga tem algum problema com o Light?" a morena se perguntava "Mas esta é a primeira vez que ele vem ao mundo dos humanos, como ele pode ter problemas com alguém que sequer sabe que ele existe?"
Ychizuno foi tirada de seus devaneios pelo sinal que convidava os alunos à retornarem à suas devidas classes.
Qual o problema desse shinigami?
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Saída, 15:00
–Hei, o que foi? Já virou rotina levar a Kaori em casa? – a garota de cabelos castanhos perguntava ao moreno, aparentemente irritada, enquanto os três caminhavam de volta à casa.
–Qual o problema? – brincava o de orbes escarlate com um sorriso no rosto pálido.
–O problema é que ela é MINHA marida, ouviu?! Minha! E marida minha não fica por ai com qualquer um, tá Beyond?! Não quero saber dessa história mais!
O garoto ria das expressões furiosas da de cabelos castanhos, mas seu sorriso desapareceu ao observar as expressões – ou falta de– da Ychizuno.
–O que foi, Kaori? – este perguntou com um tom de preocupação quase excessivo em sua voz.
–Uh? Nada, nada. – apressou-se a morena.
–A propósito... ainda está faltando uma garota... – notou Beyond, levando o dedo indicador ao lábio inferior.
–Chikada Misumi. Nascida em 17 de agosto de 1989* no Japão e criada no mesmo local. – dizia Kyoko como se lesse em alguma ficha – A mesma ficou sinistrona hoje durante o recreio e saiu correndo depois de eu dizer uma frase qualquer que eu nem lembro mais o que era. Depois de o ocorrido, a ruivinha simplesmente desapareceu sem deixar rastros. Kaori Ychizuno. – a garota finalizava seu "papel" como se participasse de um jornal.
–A situação, no entanto, não é tão incomum, já que pessoas normais fogem o tempo todo de suas "frases maravilhosas". Beyond Birthday.– Kaori continuou a brincadeira.
–O desaparecimento da ruiva ou de qualquer que seja com as típicas frases de Kyoko Hideko já está deixando a população japonesa revoltada. Não temos mais detalhes no momento. Boa noite. – concluiu Beyond sorrindo, fazendo a morena rir também.
–Ah, qual é! Minhas frases nem são tão terríveis assim! – se defendia a de cabelos castanhos.
–Não? – os dois de cabelos negros disseram em uníssono, sorrindo de forma cínica.
–Nem a Misumi tá aturando você. – Kaori disse em meio à risadas.
–Ah, qual é, Kaori! Você mesma disse que não foi por causa da minha frase! – Hideko fez um biquinho – E além do mais, se a ruiva resolveu pirraçar o problema não é meu.
Kaori e Beyond se entreolharam, depois dirigindo seus olhares à Hideko, mas sem nada dizer.
–O quê? – a de orbes esmeralda perguntava.
–"O quê?" Você ainda pergunda, Hideko?!– Beyond disse, dessa vez alterando completamente seu humor para completamente nervoso– Você fala dela como se não fosse você a "pirraçar" à menos de dois dias porque o "amor de sua vida" cumprimentou a Kaori.
–Bey, calma, não precisa ficar nervoso. – disse Ychizuno.
–Aquilo não foi pirraça!! – protestou a de cabelos castanhos.
–Se está dizendo... – o de orbes escarlate concluiu cinicamente.
Kaori apenas dirigiu um olhar para Yuruga – ou como os outros dois presentes veriam: para o nada– antes de parar na porta de sua casa.
–B-bom... pra evitar que ambos se matem desse caminho pra frente... Bey, não quer ficar um pouco? – convidou Ychizuno.
–É melhor assim. Obrigado, Kaori.
A garota se despediu de Kyoko, em seguida abrindo a porta da casa, esperando que seu convidado entrasse. Este, porém, não o fez.
–O que foi? – ela perguntou confusa.
–Eu não vou entrar. – ele sorriu – Só não queria ficar em uma situação deveras emabraçosa com a Hideko. – esclareceu – Mesmo assim, obrigado pelo convite.
–Então, acho que até mais, BB.
–Até mais, Kao-chan. – Beyond disse antes de se afastar.
A garota entrou em sua casa fechando a porta. Em seguida seguiu para o quarto. O shinigami a seguiu, enquanto ela lançava a mochila ao chão.
–Antes de mais nada – iniciou Ychizuno – eu tenho uma pergunta a fazer.
–Pergunte. – disse Yuruga em uma expressão indiferente.
–Qual o seu problema com o Yagami?
A expressão do shinigami mudou completamente para algo como "O que eu deveria dizer?", mas antes que esse respondesse, a garota se adiantou.
–Reparei no olhar mortal que lançou à ele no intervalo. Por que aquilo? Ele sequer pode te ver!
–Aquele olhar... não foi pro Yagami. – a criatura disse, com cuidado e uma certa lentidão. Parecia escolher bem as palavras por medo de que dissesse algo que não deveria.
–Para quem então? – a garota parecia curiosa. Entusiasmada, assim por dizer.
O que ia dizer? O que deveria dizer? A garota tinha-o deixado sem saída. O que ia fazer.
–Isso não é da sua conta. – foi o mais rude que pôde, surpreendendo completamente a garota – Eu quero deixar bem claro que não somos amigos. Você não precisa se intrometer no que não a diz respeito.
A garota apenas assentiu. Pensou em um "me desculpe por me intrometer, não sabia que era algo do qual não podia falar", mas não disse nada.
O shinigami no entanto é quem queria se desculpar. Não queria ter sido tão rude, mas era necessário. O que ele devia ter dito afinal? A verdade?
Aquele olhar foi para um outro shinigami.
Notas finais
Sim, ela nasceu em 1989, mas ainda assim tem 17 anos. O que ocorre é que a história se passa em 2006, assim como no anime.
Obrigado por ler até aqui.
Até o próximo capítulo.
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