Revenga

9 Danny Jones


Notas iniciais
Heey pequenos grandes leitores. Só tenho um pequeno aviso antes de você começar a ler. Todos os capítulos postados até agora já estavam prontos e guardados faz tempo dentro de uma pasta,e só agora eu tive coragem de mandar pro site.A partir deste porém,ainda não tem nada escrito,então pode ser que demore à sair mais capitulos,pois eu ainda não tive nhenuma idéia ainda. Mas sem pânico,logo logo eu começo a escrever e posto o mais rápido possível pra vocês.

– Você esteve muito bem hoje,lá em cima. – aquela voz que sempre me fazia bem disse vindo atrás de mim,me causando arrepios. Me virei de frente pra ele que mantinha os braços cruzados e sorria pra mim.

– Levando em consideração que você é um excelente crítico de perfomances,sem falar na importância,me sinto honrada com o comentário.

– Não comentei,eu afirmei o fato.- a careta que ele fez pela complexa frase que acabara de falar foi o bastante pra me fazer rir feito uma hiena. – Certo,me desculpa por ter saído da escola. – se fingiu de ofendido o que me causou mais risos ainda. –Quer que eu vá embora? – arqueeou a sombrancelha e por um momento cheguei a acreditar que ele ficara mesmo bravo. Parei de rir e franzi o cenho.

– Não ficou mesmo chateado,né?

– E por quê eu ficaria? É só a sua opinião mesmo. – encolheu os ombros fazendo pouco caso da minha existência.

– Eu te mato Dougie Poynter.

– Se for de amor,sinta-se à vontade.

– Vai te ferrar.

– Não tá na hora.

– Tô falando sério.

– Me ama.- o desgramado sorriu com vitória,ele sabia que era verdade,e que aquelas duas palavras me desarmavam quando ele era o assunto.

– Ah qual é,o que eu fiz pra você? – emburrei cruzando os braços.

– Me ama? – perguntou dessa vez,dando passos até mim. Esperei que ele segurasse a minha cintura para ter certeza do que eu responderia,o que aconteceu quando topei com os seus olhos. Nossos narizes se roçavam tamanha era a proximidade.

– Te amo. – soprei me sentindo leve e incomodada ao mesmo tempo. Sentimentos estúpidos.

– Era o que eu precisava ouvir. – e nossos lábios se uniram mais uma vez,por iniciativa dele.



Era terça-feira. Terceira noite desde que estes malditoas sonhos resolveram trazer essas lembranças de volta. Agora mais do que nunca eu podia dizer : alguém lá em cima com toda certeza não gosta de mim. Sentimentos estúpidos. Por quê eu tinha que sonhar? Eu nunca sonhava. Bati com o travesseiro gasto no meu rosto,com esperança de que as pancadas fizessem essas malditas lembranças irem embora de uma vez por todas. Minha cabeça precisava estar no lugar,pelo menos hoje. Hoje era o dia pelo qual eu sempre esperei e não iria mais adiar. Seria hoje e que fosse o que Deus quisesse. Para a minha maior infelicidade,ainda eram 5:47 da manhã,sendo que eu só precisaria acordar daqui à 4 horas. Mas eu sabia que depois deste pesadelo,eu não conseguiria voltar a durmir. Como é que eu ficaria com a cabeça no lugar desse jeito? Me joguei de barriga pra baixo na cama desconfortável,para encarar o teto encardido. Eu ficaria um caco se não conseguisse dormir. 5,6,25,60 minutos e nada. Por quê eu nasci mesmo? Me lembrem de perguntar minha mãe no dia em que eu criar vergonha na cara e ir visitá-la. Ah,me esqueci,ela pensa que eu estou morta. Ponto para o verme do Poynter,fez o trabalho perfeitamente,tenho de reconhecer. Eu ia precisar de muita compaixão divina,porque de um jeito ou de outro,eu ia reencontrar meus garotos hoje. E que se Deus ainda estivesse comigo,que ele me ajudasse.



Confesso que esse não era o jeito mais inteligente de aparecer de novo depois de tantos anos,mas se você tiver outra idéia,estou aberta à sugestões. Abracei meus joelhos e respirei fundo sabendo que a qualquer momento Danny poderia chegar. Sim,eu estava sentada no meio fio em frente à casa dele. Não sei porquê escolhi aparecer pra ele primeiro,talvez ee me fizesse mais falta. A rua estava deserta,e vez ou outra se via algum movimento. Eu tinha que dizer que a casa dele era bem bonita. Como eu descobri onde ele mora? Quando se tem Shawn Dalson do seu lado,se sabe de tudo. Digamos que Shawn tem vários informantes. Eu disse que ele não era flor que se cheire. Um carro veio chegando,e eu o acompanhei com os olhos até ver que ele subiu a rampinha e parou dentro de uma pequena garagem. Na casa de Danny. Não precisei olhar para ter certeza,já que ao sair do carro a sua voz soou,falando com alguém no celular. Me levantei e fiquei atrás da cerquinha que separava a casa da rua. Danny fechou a porta e deu a volta no carro caminhando em direção à porta. Ok,essa era a hora em que eu aparecia e o chamava. O único problema era conseguir fazer isso. Ele estava à um passo de destrancar a porta. Vamos Amber,força mulher. Com alguma ajuda sobrenatural eu consegui adentrar os domínios da casa,com passos firmes. Juntei todo o ar que meus pulmões conseguiram e encarei as costas dele.

– Danny! – chamei,com uma força que achei que eu não conseguiria. Vi que ele parou de girar a chave e esperou alguns minutos.

– Sim eu estou te ouvindo,mãe. – consegui escutar ele murmurando e senti minha garganta secar.

– Danny! – chamei mais forte e ele parou de vez. Como se fosse em câmera lenta,eu o vi se virar em minha direção,o aparelho telefônico grudado ao seu ouvido. Seus olhos azuis pararam em mim,tentando me reconhecer,e nessa hora eu senti que todos meus órgãos pararam de funcionar,congelados. Ele demorou bastante pra entender o que se passava,e eu quase ri por aquilo ser tão parte dele. Mas quando ele finalmente entendeu,se tencionou. Ele tinha me reconhecido? Seus globos azuis se dilataram,sua boca se entreabriu e eu podia perceber sua respiração violenta. Seus dedos foram soltando o celular incoscientemente e no segundo ele despencou no chão,Danny sequer se tocou. Engoli á seco e tentei me aproximar,não consegui me mover.- Oi Danny. – soprei devagar conseguindo dar um passo pra frente. Foi o suficiente pra ele acordar.


Sabe o que ele fez?


Não vocês não vão acreditar.


Danny deu um pulo,soltou um grito e correu para dentro de casa,batendo a porta.


Inacreditável,não?


Mas o que eu esperava de Danny mesmo? No fundo eu me senti magoada,e até pensei em ir embora,quando algo mais inacreditável ainda aconteceu.


– Você,espera. – a voz grave dele disse e eu ergui meu olhar pra ele,que saía vagamente de trás da porta para o lado de fora. Deu três passos adiante e parou. – Vem aqui. – dava pra ver que ele estava inseguro. Fui até onde ele estava,e Danny se espantou ainda mais ao ver meu rosto de perto. – Não pode ser...você se parece tanto com ela.

– Sou eu,Jones. – meus dedos formigavam querendo tocá-lo.

– Mas Amber morreu.

– Não,eu estou viva.

– Mas eu enterrei você. – a sua cara confusa era a coisa mais linda do mundo.

– Você sabe que eu não estava lá dentro. – respondi com um doce sorriso,ele parou de me analisar para me olhar nos olhos.

– É ...você não estava. – ele sorriu radiante e segurou os dois lados do meu rosto. – E se eu posso te tocar,quer dizer que você...- Danny riu e me abraçou com uma força de estalar os ossos. – Amb você está viva! E respirando!

– Senão eu não estaria viva.

– Meu Deus,isso é tão surreal. – ele ria à toa sem querer me soltar. Senti falta disso,eu não queria que ele me soltasse. Enlacei seu tronco com força e senti meu rosto esquentar,como sinal de que o choro vinha chegando. Horas se passaram e eu me recusava a deixá-lo se afastar,Danny também parecia não fazer questão de ir. Danny me afastou para limpar as lágrimas que corriam pelo meu rosto. – Por onde você andou,mulher? Faz idéia do quanto senti sua falta?

– Eu não podia voltar,Dan. – choraminguei tentando respirar normalmente. Ele me abraçou de novo.

– Ainda não acredito que você está viva,espere até Tom e Harry saberem disto. – ele falava como se falasse consigo mesmo,enquanto acariciava meus cabelos. – Vão ficar tão felizes.

– Por favor não fala nada pra eles ainda. – o empurrei com delicadeza, ele me olhou sem entender. – Por favor.

– Se você está me pedindo,eu não conto.

– Obrigada,te explico depois. Quero eu mesma contar pra eles.

– Como você quiser.- ele sorriu gigantemente,parecia ainda tentar acreditar. – Eu nem sei o que dizer,Amby.

– Não precisa,caipira.

– Garota,nunca mais faça isso. – seus olhos brilhavam de choro,e eu me senti na obrigação de confortá-lo. Era bom tâ-lo em meus braços quando eu bem entendesse de novo.- Você vai me contar tudo o que aconteceu.

– Eu vou,prometo,mas não agora.

– Seja o que for,quem fez isso vai me pagar. – tentei ignorar o sentimento ruim que se apossou de mim.

– Não pensa nisso agora. – ele sorriu comovido e acariciou a minha bochecha com a ponta dos dedos cheios de sardinhas.

– Quer dizer então que eu tenho a minha melhor amiga de volta? – questionou com a voz falhando,eu ri baixo,assentindo vagamente com a cabeça. – Cara que loucura!- rimos juntos,para cairmos num silêncio confortável em seguida. Uma brisa leve passou por nós dois e eu me senti estremecer. – Tá com frio né? – concordei mais uma vez . – Você quer entrar? Sabe,eu ainda faço aquele chocolate quente. – enfiou as mãos no bolso e encolheu os ombros,apontando a entrada da casa com a cabeça. Respirei fundo e me deixei ser levada por ele até dentro de casa.


Se por fora era bonita,por dentro superava todas as expectativas. Danny me deixou na sala dizendo que só ia fazer uma ligação e depois desceria pra me fazer chocolate. Fiquei ali em pé,me auto abraçando,enquanto olhava ao meu redor. Pra quem estava acostumado com um quarto apertado e um cubículo de apartamento,aquilo ali era um sonho. Latidos fortes se aproximaram e eu quase pulei de susto quando vi dois cães enormes pararam de frente pra mim,me observando com curiosidade. Céus,eles eram grandes mesmo. Mas foi ai que eu reparei bem no menor deles,que tinha a pelagem branca com algumas ‘’manchas’’ em marron caramelo. As orelhas caídas e a fisionomia de tédio.

– Meu Deus...- sussurrei abrindo um imenso sorriso,o cachorro deu um passo pra frente,como se me reconhecesse. – BRUCE!- o gritei contente,vendo Bruce correr até mim para pular no meu colo. Ri com gosto e o abracei,afagando seus pêlos rasos,enquanto lutava para ficar em pé.

– Amb o que hou...-olhei para a escada,onde apontava Danny que riu ao ver a minha situação. – Já reecontrou seu velho amigo,não é. – acenti com um sorriso se orelha à orelha e ele riu mais uma vez,indo para o que eu julguei ser a cozinha. Nunca foi tão bom estar de volta.