Revendo Conceitos
1 Fim da Inocência
Finalmente, a Grande Guerra chegara ao fim, arrastando consigo uma era de inocência. Uma guerra faz isso com as pessoas, arranca toda a ingenuidade que possa existir nelas. Isso porque em uma guerra ou você mata ou morre.
No início, os Crucios e os Avadas Kedravas eram combatidos com Estupefaça, Expelliarmus e Protego.
Isso era apenas no início.
Com o decorrer da Guerra, Crucios foram combatidos com Crucios e os Avadas Kedravas com Avadas Kedravas. Ninguém mais era inocente! Ou você matava ou morria. Até mesmo o nosso grande herói, Harry Potter, matou! Ainda que com o ricocheteio de um Expelliarmus, mas matou... E Harry Potter gostou de matar Lorde Voldemort!
A guerra chegou ao fim, uma era de inocência chegou ao fim, deixando para trás muita destruição, sofrimento e dor.
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Encolhida em um canto das ruínas do castelo, Molly Weasley era a imagem viva da desolação. O medo que a perseguia finalmente se realizara: a guerra lhe roubara um filho. Suas lágrimas não eram apenas por Fred; ela chorava por Tonks, Lupin, pelo jovem Colin Creevey e por tantas outras vidas interrompidas.
Com o fim da guerra, o Conselho da Magia Britânico se reuniu e decidiu que Kingsley Shacklebolt assumiria o cargo de Ministro da Magia. Precisavam de alguém para pôr ordem em todo o caos estabelecido no pós guerra. Uma das primeiras ações do novo ministro foi determinar a criação de uma espécie de memorial de Guerra. Reservou uma área que pegava uma parte da Floresta Proibida e um pouco da área mais afastada dos terrenos de Hogwarts. Lá, foram construídas sepulturas em tributo aos “Heróis da Guerra”. Para Voldemort e seus Comensais da Morte, Kim determinou que fossem enterrados em cemitérios trouxas. Esta decisão foi recebida com muito ódio pelas famílias de puro sangue que tinham parentesco com algum Comensal da Morte. Entretanto, esta resolução de Kim foi um aviso! Um aviso de que não toleraria mais nenhum preconceito durante seu mandato.
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Molly estava sentada em silêncio no quintal. Embora a tristeza pesasse forte em seu peito, não conseguia deixar de sorrir ao ver toda sua família reunida. Percy voltara para casa; Fleur e Gui resolveram passar um tempo na Toca, enquanto Carlinhos pediu licença de seu trabalho na Romênia. Além disso, ainda estavam por lá Hermione, Harry, Andrômeda e o pequeno Teddy Lupin. Para comportar tanta gente, duas barracas, como as usadas no torneio de Quadribol, estavam montadas no quintal.
Sentado à grande mesa que havia sido posta para o almoço, Sr. Weasley comentava com Gui e Carlinhos, as notícias mais recentes do Profeta Diário:
- Grande homem este Kim. Escrevam o que eu digo, ele será o melhor Ministro da Magia dos últimos tempos. Ele já está prendendo vários Comensais da Morte, mesmo os que não estavam duelando na batalha final na hora que Você-Sabe-Quem foi derrotado. Como os Malfoy, por exemplo.
- Sério? – Perguntou Harry ao Sr. Weasley, indo se juntar ao grupo que o rodeava, ele balançou a cabeça afirmativamente – E ahhh… Sr. Weasley? Acho que agora podemos chamá-lo de Voldemort? O que acha? Ou pelo menos de Tom. Tom Riddle. As várias pessoas que estavam em volta da mesa, acenaram com a cabeça concordando com Harry.
- Tá bom, tá bom! Mesmo os que não estavam duelando na hora que Riddle foi derrotado. Os Malfoy vão ficar em uma espécie de prisão domiciliar, por conta do filho. E olhem aqui – todos se viraram para o jornal – Kim disse também que haverá julgamento para todos os casos de vandalismo, tortura, morte, independente do lado do acusado. Os julgamentos começam em uma semana. As intimações devem chegar esta semana ainda.
Mal Arthur acabou de falar, muitas corujas entraram na propriedade carregando diversos papéis. Praticamente todos os membros da família – com exceção de Andrômeda e Teddy – receberam intimações para comparecerem como testemunhas nos julgamentos que aconteceriam na próxima semana. Entretanto, alguns – e dentre eles Harry, Rony e Hermione – receberam intimações para também comparecerem como réus.
-Que ridículo! — Rony disse gargalhando — Veja isto, Harry! Seremos julgados pelo roubo em Gringotes! Ah, qual é Harry? Por que tá assim tão sério? — falou cutucando o melhor amigo que somente o olhou — Você acha mesmo que seremos condenados? NÓS SALVAMOS O MUNDO, Harry! Eu só quero ver a cara daquele duende safado.- disse entre gargalhadas.
- Ah Meu Merlin, AI MEU MERLIN!!! AI MEU MERLIN! — gritou Hermione, exasperada.
- QUE FOI, MIONE? – Gina perguntou no mesmo tom, preocupada – O que houve?
-Ah, Mione! Deixa de drama, vai!!! – Rony secava uma lágrima de tanto que rira – Tudo isso por causa de um julgamentozinho. Eu já disse! Não seremos condenados.
- Não é isso, Rony! Eu não estou preocupada com isso – falou Hermione com a voz carregada de choro.
- O que é então, Mi? – Harry perguntou, se aproximando da amiga e a abraçando. Com as mãos trêmulas e os olhos cheios de lágrimas, Hermione entregou o pergaminho nas mãos de Harry.
Prezada, Sra. Granger
Chegou ao nosso conhecimento que V.Sª. executou o Feitiço Obliviate há aproximadamente 12 meses atrás em área habitada por trouxas e em dois deles.
Gostaríamos de ressaltar a gravidade de seu ato, uma vez que o Feitiço Obliviate de alteração de Memória é apenas executado por profissionais especializados do Ministério da Magia.
Além disso, o ato de V.Sª. acarreta em infração à Seção 13 do Estatuto de Sigilo em Magia da Confederação Internacional de Bruxos. V.Sª. deverá comparecer a uma audiência no Ministério da Magia às dez horas do dia 29 de julho.
Fazemos votos que esteja bem,
Atenciosamente,
Mafalda Hopkirk
Seção de Controle do Uso Indevido da Magia
Ministério da Magia
-ESQUECI DE DESOBLIVIAR MEUS PAIS!!!! Como pude? Ai, Meu Merlin, como pude esquecer? Já se passou praticamente um mês desde o fim da guerra.- Hermione chorou abertamente. A Sra. Weasley correu e a abraçou.
- Calma, minha filha! Nós vamos resolver isso! Arthur querido vá até a casa dos pais dela e desoblivie-os, por favor.
- N-não v-vai dar – disse Hermione ainda chorando – Eu alterei a m-memória d-deles, e eles estão na Austrália.
- Calma, querida, venha comigo. Vamos tomar um chá. Arthur providencie uma chave de portal, vá até lá.
- N-NÃO – Gritou Hermione – Eu quero ir, não sei onde eles estão! Eu quero procurá-los!
-Querido, vá com ela então.- disse Molly olhando da jovem para o marido.
Arthur Weasley preparava-se para aparatar rumo ao Ministério quando o bater de asas de uma coruja o deteve. A ave pousou em seu ombro, estendendo a pata com um pergaminho enrolado.
- É o Kim, quer falar comigo. Vou ver o que ele quer e aproveito para solicitar a chave de portal.
Hermione foi até o quarto para arrumar suas coisas para a viagem. Ouviu a porta abrir lentamente e, quando virou se deparou com Rony à sua frente, vermelho como seus cabelos.
- Diga, Ron – ela estava mais tranquila. Já conhecia aquele ruivo demais e, mesmo triste, não pode deixar de sorrir ao vê-lo tão tímido.
- Errr... Hum, eu queria saber se eu podia ir com você – Rony conseguiu sorrir – Mas só se você quiser, é claro! – completou rapidamente.
- Ah Rony!!! – Hermione correu e deu um grande abraço no ruivo – É claro que quero! Dê-me suas coisas para eu guardar em minha bolsinha.
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Enquanto isso, na sala, Arthur chamava Molly pela lareira.
- Arthur! Que bom! Já providenciou a chave do portal? Porque seria muito perigoso para ela aparatar até a Austrália. É muito longe! Você vai daí mesmo? Quer que eu separe algumas mudas de roupa para você?
- Não poderei ir, nem hoje, nem amanhã com a Mione para a Austrália. Kim vai começar a reestruturar o Ministério e vai precisar de minha ajuda. Mas já providenciei uma chave de portal para hoje. Já que ela disse que precisa procurar os pais primeiro, ela pode ir com Harry e o Rony. Eu vou depois para desobliviar os pais. Querida, a chave do portal sai às 17:00 horas.
Só restavam as cinzas na lareira quando Harry, Rony, Gina e Mione apareceram na sala.
- Ouvi a voz do papai. Era ele? Cadê? Ele já conseguiu a chave do portal? – Perguntou Gina.
-Sim, minha filha, era seu pai. Ele está no Ministério. O Ministro precisa dele lá. Ele não poderá ir hoje com você, Mione. Mas calma, não fique triste, ele já conseguiu a chave do portal. Vai sair daqui a duas horas. Arthur pediu para que Rony – o ruivo sorriu – e Harry pudessem ir com você – o sorriso de Rony se fechou – e depois de amanhã ele se encontra com vocês por lá e desoblivia seus pais. Tudo bem para vocês?
Rony fez que sim com a cabeça, e na hora que Harry iria confirmar quase levou um tombo. Ele não percebeu, mas Rony havia o azarado.
- Hum, Harry... Você não me disse que iria na casa dos Black amanhã? Para ver como as coisas estão por lá?
- Errrr, eu disse? – Perguntou Harry, confuso. Gina se segurava para não dar uma gargalhada. Entendeu rapidamente as intenções de seu irmão.
- É, Harry, você nos disse. Não se lembra? – ela olhou dentro de seus olhos na esperança que lesse sua mente, mas esquecera da lentidão de Harry para perceber certas coisas. – Você disse que precisava ver se algum Comensal havia entrado na casa, precisava pegar suas coisas que ficaram por lá. Eu até fiquei de ir com você!!
Rony, que até então, estava sorrindo pela esperteza de sua irmã, ficou logo sério, pois percebeu que, assim como ele gostaria de ficar a sós com Mione, Gina queria ficar a sós com Harry.
A Sra. Weasley olhava confusa para seus filhos.
- Né, Rony? – Perguntou Gina segurando o riso.
- É! – respondeu Rony meio emburrado.
- Então, meus queridos? O que resolveram? – a voz de Molly tirou os quatro da “batalha de olhos” que travavam. — Rony, você vai com a Mione?
- Vou sim, mãe – respondeu Rony, dando uma fuzilada com os olhos em Harry e Gina. – Minhas coisas já estão prontas, eu já havia me oferecido para ir com ela.
- Então vamos todos para o Ministério? Lá nos despedimos com calma! Ah, também precisamos ver um local para vocês ficarem até encontrar seus pais, Mione.
- Ah , Sra. Weasley, eu estou levando uma daquelas barracas que nós três utilizamos durante a caça às horcruxes. A gente dorme essa noite na barraca. Acho que não tem problema.
Molly olhou da Hermione para Rony sem saber o que falar. Seu filho estava vermelho, mas sabia que não era a primeira vez que ficariam sozinhos em uma barraca.
- Então vamos para o Ministério? – Perguntou Molly.
Gina, Hermione, Molly, Gui, Fleur, Jorge, Rony e Harry encaminharam-se para a lareira para irem até o Ministério. Rony ficou por último, e quando Harry iria entrar, ele o segurou pelo braço.
- Vem cá, Harry. Espero que você continue lembrando que a Gina é minha irmã.
- Alguma vez eu esqueci? – perguntou Harry irritado, olhando para a mão do ruivo em seu braço – Quem começou com essa história de eu visitar a casa dos Black foi você. Eu não entendi nada! Aliás, continuo sem te entender.
- Ah desculpa cara, sabe como é né? Gina é minha única irmã, e é a caçula. – disse ficando vermelho.
-Rony, vamos logo, cara. Você vai acabar perdendo a chave do portal e a sua oportunidade de ficar a sós com a Mione! Eu sei que essa é a sua intenção. E eu espero que você continue lembrando que Mione é minha irmã. E é única.
Rony assentiu com a cabeça e entrou na lareira. Do outro lado, a Sra. Weasley já estava preocupada. Finalmente os dois chegaram e com toda confusão normal da família Weasley antes de qualquer viagem, agora faltavam apenas 20 minutos para a saída da chave do portal.
A Sra. Weasley deu um de seus abraços “quebra ossos” em Mione e Rony. Assim que largaram do abraço, os dois correram e seguraram cada um em uma extremidade da bota. Ela começou a brilhar intensamente e zummmm, os dois sumiram.
- Ué, Harry...Você não iria com eles? – perguntou Arthur, sem entender.
- Ah, querido, eu gostaria mesmo de conversar sobre isso com você. – respondeu Molly no lugar de Harry.
O moreno sentiu um grande frio na boca do estômago e quase ficou tão vermelho quanto o cabelo da Gina, imaginando que a Sra. Weasley faria um interrogatório sobre o que acontecera mais cedo.
— Harry quer ir amanhã à residência dos Black, você acha seguro ele ir sozinho? Você não acha melhor ir um Auror com ele? Pode ser perigoso. Só Merlin sabe o que pode estar lá dentro depois do feitiço Fidelius quebrado.
Harry deu um grande suspiro de alívio que não passou despercebido por Gina, que lhe sorriu na mesma hora.
- Hum, eu concordo com você, Molly. Que horas você pretende ir, Harry? Posso pedir para um Auror ir com você para verificar a casa. Pedirei ao ministro que envie um Auror lá por volta do meio-dia. Tá bom pra você?
- Ahh sim, Sr. Weasley! Muitíssimo bom, nem precisava se preocupar. – Respondeu Harry aliviado.
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Assim que Hermione e Rony chegaram à Austrália, já havia um funcionário do Ministério os esperando.
- Sejam bem vindos ao Ministério da Magia Australiano! – disse um rapazinho que lembrava muito o Percy. – Vocês são Hermione Granger e Ronald Weasley?
- Sim – responderam os dois ao mesmo tempo.
- O ministro Kingsley Shacklebolt nos avisou pessoalmente da vinda de vocês. É um grande prazer conhecê-los. Soube que são grandes heróis lá na Grã-Bretanha. — Rony abriu um grande sorriso — E o grande Harry Potter? Não veio? Por quê?
- Hum desculpa. Qual é mesmo o seu nome? – perguntou Hermione cansada.
- Garnet, Hemerald Garnet à sua disposição.
- Hum Garnet, nós estamos um pouco cansados. Mesmo sendo através de chave de portal a viagem foi um pouco cansativa. Você se importa de conversarmos amanhã?
- Não! Claro que não! – respondeu o rapaz animado.
-Que bom! – continuou Mione – Você sabe onde podemos encontrar por aqui algum acampamento bruxo? E de preferência próximo à Townsville.
- Porque de preferência próximo à esse lugar aí que você falou?- sussurrou Rony.
- Ahh, é a única pista que eu tenho de onde meus pais estão.
- Vou recomendá-los para Magnetic Island – Garnet cortou a conversa dos dois – O local lá é bem bacana!!! Quando forem aparatar pensem Caravan Park, Magnet Island.
Hermione e Rony agradeceram e partiram para o destino sugerido pelo funcionário do Ministério.
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- Você me deixou em uma grande enrascada, Ginevra Molly Weasley – disse Harry. Os dois estavam sentados na varanda assistindo o pôr-do-sol. Gina soltou uma gargalhada, jogando os cabelos para trás.Harry sorriu com a imagem.
- Enrascada? Acho que ainda não!
- Não? Ainda? Como assim? O Rony está furioso comigo. Veio reclamar por você ir à Casa dos Black comigo amanhã. Ainda bem que nenhum dos seus outros irmãos veio tirar satisfação.
- Ah Harry, e você liga para o que aquele hipócrita faz ou diz? – disse Gina sorrindo. – Se ele pode ficar sozinho com a Mione, porque não podemos? – Disse olhando dentro dos olhos de Harry. A ruiva percebeu que o deixou constrangido, mas estava disposta a se acertar de vez com ele. – A não ser que você não queira. É isso?
- Não Gina, claro que não! Eu gosto muito de você, sabia? – Harry respondeu e abraçou a ruiva.
Gina não disse nada, seu coração batia muito depressa para conseguir falar alguma coisa.
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- Por Merlin! Que lugar lindo é esse?- Perguntou Hermione.
- É o nosso acampamento bruxo! – respondeu o funcionário do parque bruxo de Caravan Park. – Vocês podem ficar com o lote 14. Aquele ali – apontou o funcionário – São 15 sicles por dia!
Eles pagaram e se dirigiram ao lote reservado. Com um toque de varinha montaram a barraca. Perceberam que ela logo ficou transparente, aos poucos foram percebendo que o camping estava cheio, mas um feitiço fazia as barracas ficarem invisíveis até para os outros bruxos, sendo protegidas pelos limites dos lotes. Dessa forma, todos poderiam apreciar a vista para o mar.
Rony e Hermione sentaram para contemplar o pôr-do-sol de frente para o mar.
- Mione? – Chamou Rony.
- Hum?
- Você está mais calma? — perguntou ficando completamente vermelho. Hermione que ainda olhava para o pôr do sol, não notou.
- Sim.
- Legal – respondeu o ruivo, sem saber o que falar.
- Mione?
- Pode falar Rony. Estou do seu lado — ela sorriu e olhou para ele. O ruivo estava completamente vermelho e Hermione ampliou seu sorriso perante aquela imagem. Ele ia de trasgo a um fofo em segundos.
- Bonito esse lugar hein?
- É verdade, muito bonito! Estou muito admirada. Esse pôr-do-sol me passa uma paz. Mas diga!
- O quê?
- Oras, Rony, você faz de tudo para virmos sozinhos pra cá. Está aí há alguns minutos com um papo meio sem sentido e completamente vermelho dos cabelos aos pés. Eu acho que você está querendo falar alguma coisa, não?
Rony ficou pensativo durante alguns segundos. Hermione ficou receosa, sabia que às vezes era muito dura com ele. Entretanto, quando ela menos esperava, Rony a abraçou e a beijou docemente. No início um beijo calmo e envolvente que fez Hermione amolecer em seus braços. Aos poucos os beijos e as carícias foram se intensificando e quando os dois perceberam já estavam dentro do quarto. Os beijos e carícias ficaram mais quentes e, pela primeira vez, se amaram.
- Mi? – Rony chamou enquanto alisava as costas de Hermione.
- Hum? – Hermione abriu os olhos e um sorriso.
- Não é nada demais! Só queria te dizer que vamos encontrar seus pais, e tudo vai voltar a ser como antes.
Hermione sentou na cama e abraçou Rony.
- Não Rony, nada mais vai ser como antes!... Mas quer saber? Estou feliz assim!!!
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