Notas iniciais
Hmm... Nada pra escrever aqui T.T
Acho que minha escrita regrediu um pouco nesse cap, então, se acharem ruim ou tiverem ideias que possam incrementá-lo, estou aceitando sugestões ok?

Aos poucos, o lugar ia ficando mais claro, já devia ser por volta de meio-dia agora. Continuávamos na caverna, por mais que nenhum de nós dissesse palavra alguma. O silêncio preenchia o lugar completamente, apenas o que se ouvia eram ruídos: Gotas caindo do teto para o chão da caverna, também bem baixinho, se prestássemos atenção, ouvíamos os pássaros cantando lá fora. Apesar de tudo, o silêncio não era algo desconfortável, creio que nós dois estamos no mesmo estado, tantas coisas pra dizer que não se sabe dizer nada.

Eu estava muito cansada, foram duas lutas antes, uma delas me esgotou tanto que eu desmaiei e fui trazida para cá, ou seja, mais uma luta. Nesta última, utilizei um poder que eu mesma havia me proibido de usar, além disso, já faz tempo que eu sou um tipo de garota nômade e fico vagando por florestas, pelos continentes.

Eu sei, eu sei, é muito estranho uma pessoa não ter um lugar para onde ir e muito menos um para onde voltar, mas tente viver numa casa, ou seja, ter um lugar fixo onde você sempre vai estar, sendo que a cada dia um monstro diferente maluco tenta te atacar porque tem alguém querendo você morto. Pois é, acredite, cheguei num ponto onde é mais seguro ficar no meio de uma floresta qualquer que em uma casa confortável, e eu nem me lembro da última vez que eu dormi por uma noite inteira.

Olhei para o lado, onde Lass estava sentado, ele parecia apenas um pouco menos cansado que eu, o que já era muito, acredite. Ele estava encostado na parede da caverna, com a cabeça pendendo levemente para trás. Acho que fitava o teto. De repente, ele se levantou, acompanhei seus movimentos com os olhos. Ele andou vagarosamente em minha direção e parou à minha frente.

– Vamos sair logo daqui – Ele disse, sorriu um pouco e andou. Eu não me movi de onde estava – Você não vem? – Ele perguntou, balancei a cabeça negativamente e fitei o chão.

– Para onde iríamos, Lass?

– Ah, sim, já ouviu falar da Grand Chase? – Disse, pensei um pouco.

– Hm... Sim, é um grupo de guerreiros não?

– Isso, há algum tempo eu faço parte desse grupo, alguns de meus colegas vieram comigo nessa missão, mas eles ficaram para trás lutando contra alguns monstros que tentaram impedi-la, para ser mais rápido. – Ele parou um pouco, vendo se eu diria algo, como eu não fiz nada, continuou – Então eu estava te chamando para ir pra lá. Você, tanto pelo que me lembro quanto pelo que vi agora a pouco, é uma boa guerreira. – Pensei bem, era uma ótima proposta, lutar contra o mal, ter um novo objetivo, mas eu talvez não pudesse, pois colocaria a vida deles em risco por causa dos monstros. Mas espera aí, eles são uma organização de guerreiros, seria suicídio algum monstro tentar ir lá – E então, você aceita?

– Hmm... – Pensei – Sim, eu aceito sim, Lass – Sorri.

– Ótimo, você terá de falar com nossa líder, a Elesis, e com a comandante Lothos – Lass disse, sorrindo. Elesis, esse nome não me é estranho, mas deve ser porque ela é líder deles, não sei – Mas isso nós resolvemos quando chegarmos à base, precisamos voltar logo, os outros podem estar esperando ou até precisando de ajuda. – Completou.

– O.k. – Eu respondi. Levantei-me, o que foi um erro, pois logo que o fiz senti uma dor muito grande no tornozelo e caí novamente. Lass voltou para o meu lado.

– O que houve? – Ele perguntou. Em resposta, virei um pouco meu pé mostrando o local do meu tornozelo que estava bastante roxo e nada bonito. – Vem, eu te ajudo, quando chegarmos à base cuidamos disso – Ele disse estendendo a mão, à qual eu segurei e ele me puxou, logo em seguida me apoiando colocando meu braço sobre seus ombros, assim, fomos mancando para fora da caverna. Pouco a pouco meu cansaço aumentava cada vez mais.

Saímos da caverna, e, quando isso aconteceu, a luz do Sol quase me cegou. Baixei os olhos e continuei a andar, ainda incomodada. Logo ouvi passos à nossa frente, que pareciam de duas pessoas, uma delas tinha outra consigo, a julgar pelo barulho que fazia quando andava. Você pode estar se perguntando como eu sabia disso se ainda não estava conseguindo ver, mas quando você tem de fugir o tempo todo, começa a aprender o quanto cada ruído, mínimo que seja, é importante. E com o tempo fica mais fácil distingui-los também.

– Vejo que conseguiu, Lass. – Disse o que estava mais na frente, agora eu já conseguia ver, um pouco embaçado, mas conseguia. Era um garoto que possuía cabelos e olhos azuis escuros. Logo atrás dele, vinha um garoto de cabelos verde-acinzentados, que usava uma máscara e trazia em seus braços uma garota, que estava desacordada, não consegui ver seu rosto, mas ela tinha cabelos ruivos e usava uma capa.

– Sim, foi difícil, mas consegui, Ronan.

– E você deve ser Millie, não? Olá – Ele sorriu amigavelmente.

– Err... Oi. – Sorri – O que houve com ela? – Falei, referindo-me à garota.

– Depois de derrotarmos os monstros, viemos nessa direção, até que encontramos o Ronan. Ele tinha acabado de derrotar a harpia também, então viemos te procurar, Lass, mas no meio do caminho, mais um monstro nos atacou de surpresa, atingindo a Elesis em cheio. Acho que ela está bem, mas está inconsciente desde aquela hora e também está bastante ferida – Falou o outro garoto, com um semblante meio preocupado.

– Droga... Precisamos voltar rápido, antes que sejamos atacados mais uma vez e para cuidarmos logo dela – Disse Lass.

– A-acho que eu... Que eu posso ajudar – Falei.

– Hum?? Mas você vai perder toda a energia que te resta se fizer algo – Lass falou.

– Eu sei, mas ela tem um ferimento na cabeça, esse tipo de ferimento faz a pessoa perder muito sangue, tem de ser tratado logo, além do mais, não vai ser nada grave pra mim não, provavelmente vou ficar inconsciente, mas não será nada demais, é só descansar por um tempo – Todos assentiram – Lass, me ajuda a chegar mais perto dela – Assim ele fez, parando em frente ao garoto que a carregava. Então, me concentrei um pouco e fiz um feitiço simples de cura. Depois disso, só me lembro de um cansaço extremo, uma tontura e logo depois apaguei.

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– DROGA!!! SERÁ QUE VOCÊ NÃO FAZ NADA CERTO?! – Thanatos vociferou de seu trono, referindo-se à mulher à sua frente.

– Desculpe Lorde. Thanatos, mas não tínhamos como detê-los de ajudarem-na, por mais que tenhamos tentado. – Disse ela.

– Essa garota... Ela vai acabar destruindo meus planos, e a culpa será SUA !!! – Ele falou, extremamente irritado.

– Lorde Thanatos, ainda podemos mandar monstros lá como sempre fizemos – Disse a mulher, de forma inocente.

– NÃO SUA IDIOTA!!! NÃO PODEMOS! ELA ESTÁ NA GRAND CHASE! MALDITA GRAND CHASE!!! LÁ SE OS MONSTROS PERSEGUIREM-NA, ELES VÃO DESCONFIAR DE NOSSOS PLANOS E SERÁ FÁCIL NOS ENCONTRAREM! ELES NÃO PODEM! NÃO AINDA! E SE ESSA GAROTA ESTRAGAR MEUS PLANS VOCÊ ESTÁ MORTA, OUVIU BEM?

– Thanatos, fala sério – Falou um garoto, que estava sentado num dos degraus de uma escada próxima ao local, com a cabeça escorada sobre uma das mãos e um olhar tedioso – Por que o “Deus mais poderoso de todos” – falou essa parte irônica e cinicamente – Teria tanto medo de uma garotinha? Patético.

– MAIS RESPEITO COMIGO SEU INSETO INSIGNIFICANTE!!! E PARA VOCÊ É LORDE THANATOS.

– Tanto faz... – Falou, sem o menor interesse – E pra que descontar sua frustração nela? Por que não fazer algo útil, como adiantar o processo de ressurreição dos monstros antes que a garota venha e acabe com tudo? Aliás, eu ainda acho que é inútil tudo isso, de tempos em tempos, sempre a mesma coisa, sempre uma derrota pra você, quando vai entender que não adianta lutar contra uma lenda?

– GRRR, CALADO! SAIAM, VOCÊS DOIS!

– Sim senhor – falou o garoto, cinicamente, enquanto saia pela grande porta, juntamente à mulher, que nada dizia. Quando ambos saíram, o garoto finalmente falou.

– Você não quer realmente matá-la, não é?

– O que??? – respondeu a mulher, surpresa.

– Se você quisesse matá-la, já o teria feito. Você fica mandando esses monstros fracos, era exatamente o que você queria, que ela fosse para a Grand Chase para que Thanatos ficasse sem possibilidades em relação à ela. – Disse o garoto, inexpressivamente.

– Por favor, não conte.

– Ah, ta, claro, vou contar pra esse imbecil algo que poderia acabar com a lenda de uma vez. Ele vai voltar para o submundo, de onde nunca devia ter saído.

– Achei que trabalhasse pra ele.

– Não, eu trabalho pra mim.

Continua...

Notas finais
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