Revelações De Um Passado Obscuro
1 Clima de romance e festa... Perseguição
Notas iniciais
O sol já se punha no horizonte, dando uma bela vista para qualquer um que olhasse, inclusive do QG onde a Grand Chase comemorava mais uma missão concluída com sucesso. O clima era amigável, descontraído. Era um clima de festejo que invadia a base, onde os integrantes estavam felizes comemorando e esquecendo-se brevemente dos problemas.
A maioria se divertia no salão principal que estava decorado para uma festa que a comandante Lothos propunha que fizessem, já que há algum tempo a Grand Chase já estava lutando sem descanso, e, com o êxito da missão, nada melhor que comemorar, certo?
Bom, pelo menos para a maioria sim, os elfos Lire e Ryan estavam conversando enquanto provavam das comidas que a comandante junto a eles se dispôs a fazer algumas horas mais cedo, e que agora já estavam prontas, e a roxinha, junto à eles, arrumava as delícias na mesa, mesmo que, de vez em quando, olhava de canto para um azulado que cuidava, junto à alguns membros, da decoração. A maioria sabia que Arme nutria uma paixão não tão secreta pelo Erudon, que parecia corresponder a tal.
Amy ensaiava, já que esta iria cantar um pouco na festa, sendo observada por Jin, que era namorado da rosada há algum tempo e isso não era segredo pra ninguém.
Elesis como sempre estava brigando com o “imortal preguiçoso”, que, por sua vez, irritava a ruiva enquanto, junto a Ronan, arrumavam a decoração. A ruiva, mesmo discutindo, olhava de esguelha para Zero, que falava com sua espada Grandark. Ela e o peregrino ficaram bem próximos desde a chegada do mesmo à Grand Chase. Mari estudava alguma coisa que só ela mesma faz questão de saber, pra variar, mas recebia também olhares do imortal sobre si, percebia isso e ficou um pouco corada, mas escondia o rosto pelo livro, o que não passou despercebido por Sieg, que sorriu ao ver a situação e voltou a arrumar os enfeites.
Dio e Rey estavam arrumando algumas decorações mais altas, como lhes foi designado, por serem os que teriam mais facilidade em fazê-lo. Eles discutiam sobre alguma coisa na qual discordavam um do outro, mas acabaram por decidir combinar as ideias de ambos, Dio ainda falava meio irônico que a sua ideia era melhor, sorriu de canto e Rey com o ato cora um pouco, mas não deixa de retrucar, iniciando uma nova briga.
O clima de romance também rondava a Grand Chase, como puderam perceber, mas um integrante não estava ligando muito para isso, muito menos para festas, isso até o incomodava um pouco. O albino permanecia em seu quarto, estava bastante confuso, muitas memórias estavam vagas em sua lembrança, o que o fazia tentar lembrar mais delas, para esclarecer algo sobre si mesmo, mas isso só o fazia ficar mais confuso e com fortes dores de cabeça. Estava deitado, mas, por fim, levantou-se e foi ao banheiro lavar o rosto. Quando voltou ao seu quarto, foi à sua cômoda, apenas fitava as roupas que ali estavam, lembrou-se de quando foi encontrado pela Grand Chase, na época, composta apenas por Elesis, Lire e Arme, quando olhou seu traje de Ninja [1ª classe]. Retirou-o da cômoda, e ao desdobrá-lo, percebe um papel levemente dobrado que caíra ao chão. Pegou-o para olhá-lo, mas antes de fazê-lo, ouviu batidas na porta.
– LASS! Estamos precisando de você lá em baixo! – Gritava Elesis para o albino.
– Ta Elesis, eu já vou, espera só um pouco – disse Lass, que ainda olhava o papel em suas mãos, ainda dobrado.
– Ah não!! Nem vem com essa! Da última vez disse isso também, ou você vem AGORA, ou eu vou aí e te arrasto! – Disse a ruiva, já irritada.
–Ta Elesis, ta bom. – O albino enfim desistiu de discutir e colocou o papel em seu criado mudo, com um pouco de relutância, pensando em depois dessa chatice toda olhar o que havia ali com calma. Saiu então de seu quarto e foi ajudar na decoração, juntamente à ruiva.
##X##X## Longe Dalí ##X##X##
–Acha mesmo que consegue me derrotar? Garota tola! Se você quer lutar, pois bem, vou derrotá-la e levá-la para sua mãe, como ela pediu.
–Minha mãe? Ah! Eu já devia saber! Está atrás de mim não? – Dizia a garota, já cansada da luta. – EU NÃO VOU VOLTAR! NÃO DEPOIS DE TANTO TEMPO! NÃO DEPOIS DO QUE ELA FEZ! – Dizia, levantando-se.
– Mas o que? – o monstro olhava pasmo a garota reerguer-se com sua espada em mãos, o brilho de seu colar dourado com um pingente e formato de dragão reluzia um brilho intenso agora. O monstro ficou em posição de defesa.
– MORRA! AAAH, Fúria do Dragão Dourado! – Foi tudo que se ouviu, a garota corria em direção ao monstro com uma aura dourada em volta de si que aos poucos tomou a forma de um dragão, e também aumentava de tamanho à medida que a garota aproximava-se do monstro, que, pasmo, recuava um pouco, mas a garota mandou-lhe um golpe muito forte e certeiro com a espada que reluzia em um dourado intenso. Deferiu-lhe então vários cortes certeiros e recuou. Arfava, mas olhava atenta o lugar onde estava o monstro que agora jazia sem vida no chão. A garota fitou-o com o dourado em seus olhos diminuindo e dando lugar ao tom verde novamente. Virou as costas e adentrou a floresta. Corria muito, mas parou bruscamente ao se deparar com cerca de dez Tarântulas de fogo . Elas pareciam um pouco modificadas. Pareciam mais fortes, como se alguém às tivesse modificado para prepará-las para o ataque. A garota tinha isso em mente, e sabia que isso era realmente muito provável, estavam à todo custo tentando capturá-la há algum tempo, desde que souberam que estava viva. Precisava acabar logo com isso.
–Ah droga! *facepalm*– Disse a garota já empunhando a espada e atacando as tarântulas que lhe cuspiam bolas de fogo.
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