Revelações De Um Passado Obscuro
7 Aquela lembrança... Um único objetivo.
Notas iniciais
Eu comecei a ficar aflita e preocupava, corria o mais rápido que consegui, mas foi então que pra mim, o mundo parou um instante. O que eu via era o gigante se aproximar cada vez mais do garoto, comecei a ver cenas de morte na minha mente... Cenas e mais cenas... Minha própria mente parecia querer me torturar... Eu continuava a correr, mesmo assim, mas uma cena... Aquela cena...
“Era noite, uma tempestade começava a cair, os trovões estrondavam, assustando-me vez ou outra. Raios e mais raios tomavam conta do céu, clareando aquela rua escura. Quando os pingos começaram a cair fortes, eu entrei em casa, numa sala comum. Eu, naquela época, devia ter uns quatro ou cinco anos, corri então até o quarto de minha mãe, eu não sei o porquê, apenas senti que devia ir lá. Ao chegar perto, a porta estava entreaberta, eu ia entrar, mas me detive ao ouvir uma voz.
–Cumpra sua promessa no final, é apenas o que lhe peço em troca. O senhor tem minha lealdade Lorde. Thanatos. – Era a voz de minha mãe, então eu fiquei apenas espiando pela pequena abertura. Pelo barulho que vinha lá de fora, a chuva havia aumentado.
–Quanto à parte da lealdade que diz ter, você me provará mais tarde. Pois sim, você e seu marido lutarão ao meu lado, vocês são fortes e já tive prova disso, os quero como meus generais principais da tropa de monstros. Como já prometi, com isso, juntando-se à mim, terão poder quase ilimitado – O que? Tropa de monstros?Minha mãe? Meu pai?
– NÃO! Eu me recuso a ir para o lado do mal Thanatos! Não acredito que convenceu minha esposa à isso! Não acredito que VOCÊ, “querida”, fará tudo isso apenas por causa de poder!!! Eu sempre soube que você queria poder, que faria qualquer coisa por isso, mas não achei que fosse chegar a tal ponto!!! – Meu pai gritou.
–MUAHAHA, Bruxo tolo, bem, a opção é sua, estava entre juntar-se à mim ou morrer, e me parece que você já fez sua escolha! – A criatura, denominada Thanatos, caminhou em direção à meu pai, eu fiquei aflita, meu pai parecia sem poderes e não estava em condições de lutar. Thanatos levantou a espada em direção à meu pai, que nada fazia. Lágrimas desceram de meus olhos, minha mãe parecia aflita, mas não se demonstrava desesperada e hesitava em lutar. – Hum, não, melhor, faça as honras, querida, está aí a sua chancde, prove sua lealdade, mate-o e prove, assim terá minha confiança e seu poder – O homem deu um sorriso diabólico, minha mãe... Ela... Iria mesmo fazer isso? Matar meu pai? Por poder? Não... Não pode ser!!!
Eu a vi levantar seu cajado, seus cabelos castanhos perdiam o brilho, mas se esvoaçaram com a magia conjurada. Vi uma lágrima cair de seus olhos, antes extremamente verdes, agora se via apenas o branco. Assim, eu vi... Não sei descrever bem o que vi... Apenas as lágrimas encharcavam meus olhos, e numa visão turva vi uma espécie de bola negra e roxa ir em direção à meu pai e atingi-lo. Após isso, apenas o vi no chão... Morto.
Saí correndo o mais rápido que pude daquela casa, não me importava com a chuva, com os trovões ou com os raios, apenas corri, com a certeza de que eu odiaria minha mãe pelo resto da vida, ela matara meu pai... Ela estragou nossas vidas. Por quê? Por poder... Uma mera futilidade à qual ela sempre desejou.
Corri muito, fui para longe daquele lugar, adentrei uma floresta e me sentei encostada em uma árvore, chorando muito. Eu vi meu pai morrer na minha frente. Eu vi minha mãe matar meu pai!”
Aquela lembrança... Isso me atormenta há anos...
Eu sempre tentava evitar me lembrar desta memória. É algo doloroso demais, é a memória que traz à tona o fato de que naquele dia eu perdi minha família. Meu pai pra mim foi um herói, mas... Minha mãe morreu pra mim junto com ele. Morreu como minha mãe.
A morte se tornou algo que eu temia mais pelos outros que por mim mesma, ver alguém morrer... Eu preferia estar no lugar daquela pessoa.
Desde aquele dia eu prometi pra mim mesma que ninguém mais morreria na minha frente, não se eu pudesse impedir! Então, nesse momento, uma fúria descomunal tomou conta do meu corpo, me senti mais forte, talvez porque machucado nenhum, cansaço nenhum importava mais, o que importava era que eu iria salvá-lo! Custe o que custar!
Concentrei-me em meus pés, e percebi o quão minha velocidade aumentava, também percebi que os lugares onde eu pisava, em minhas pegadas formavam-se uma espécie de lava vulcânica.
Corri numa velocidade sobrenatural, e, quando dei por mim, eu estava entre o garoto e o gigante, aparando um golpe antes certeiro.
Não sei dizer direito como foi que fiz aquilo, não sei o que estava acontecendo dentro de mim, ou fora de mim, mas eu estava consumida pela fúria, e tinha um único objetivo. Salvá-lo.
CONTINUA... XD
Notas finais
Lembrem-se, se vocês me matarem não vão saber o final =D
Gostaram? Fui cruel na 'lembrança'? Fui cruel ao deixar vocês curiosos mais uma vez? haha' Mandem Reviews!
o/
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