Revelações Avassaladoras

35 Capitulo 34 por Stephanie Potter


Nos sentamos a mesa da Grifinória e ficamos esperando os outros, mas somente Hermione e Rony apareceram.

— Cadê meu irmão? — Perguntei.

— Filch disse que Umbridge quer falar com ele. — Hermione explicou.

— O que será que ela quer?

— Não sabemos.

Não demorou muito que o pandemônio começou. Ouvimos estrondos e todos se levantaram. Os professores saíram correndo. Levantei junto com os outros e corremos. Uns andar a cima alguém tinha colocado fogo em uma caixa de fogos mágicos.

O melhor de tudo foi ver Umbridge correndo pela escola atendendo os chamados dos professores que não facilitaram em nada o trabalho dela. As férias de pascoa estava se aproximando. E Snape se recusou a dar mais aulas ao Harry.

— Vai já abrindo o bico. — Falei quando ficamos sozinhos no salão comunal.

— Ele disse...

— Eu não sou seus amigos que cai nesse seu papo furado. Desembucha Potter.

— Afiada como uma faca.

— Sempre.

— Bom... Eu entrei na penseira de Snape.

— Penseira?

— Ela mostra os pensamentos das pessoas. Dumbledore disse que é bom para pessoas que tem a cabeça cheia.

— Charlotte iria adorar isso, mas continua.

— Bom acho que Snape guardou algumas lembranças lá para eu não poder ver, mas ele saiu da sala e eu acabei ficando curioso.

— É claro. Mas o que tinha lá afinal?

— Nossos pais. Nosso pai era... Eu sempre tive ele como um herói, mas... Foi decepcionante. Ele se achava melhor que os outros, gostava de chamar atenção. Atormentava Snape. Ele e Sirius eram cruéis. E nossos pais se odiavam. Eu não estou entendo nada.

— Harry você criou algo na sua cabeça que nunca existiu. Meninos demoram a amadurecer. Meninas amadurecem mais rápido...

— Você não entendeu. Meu pai era como Snape fala mesmo.

— Todos os adolescentes cometem erros. Alguns continuam idiotas para sempre, outros mudam. Serena... Bom ela já me disse que eles atormentavam mesmo a vida de Snape. Sirius o odiava. Não é que mamãe odiasse papai. Ela só não gostava dele agir como um idiota e ele agia como idiota por que queria chamar atenção dela. Não é algo para se entender. Nós somos diferentes. Mas pegue o exemplo de... Malfoy. Ele chama atenção dos seus amigos se achando com a riqueza e nobreza de sua família. Talvez um dia ele entenda o quanto isso é patético.

— Eu não sei... Todos falam que sou igual a ele.

— Na aparência. Na coragem. No coração bom. Jogando quadribol. Papai não foi só um idiota, ele teve qualidades tambem. Qualidades que você herdou Harry.

— Preciso conversar com Sirius sobre isso. Quero saber a verdade.

— Ok. — Levantei depois beijei sua bochecha. — Estou feliz que tenha terminado com a Chang. Boa noite, Harry.

Nos dias seguintes tudo que conseguimos pensar era na Orientação vocacional. E nas provas de N.O.M.s que faríamos em breve.

O treino de quadribol foi um desastre.

— Steph...

— Kate, eu não acho uma boa ideia. Eu preciso mesmo estudar.

— Não precisa não. Por favor, vou ficar devendo essa a você.

— Ok. Ok.

Descemos as arquibancadas enquanto Rony saia levando um dos batedores para a enfermaria. Angelina estava chorando quando nos aproximamos.

— Vai ser um desastre. O pior desastre da historia da Grifinória.

— Angelina? — Kate falou e as três artilherias nos encararam. — Stephanie e eu queremos fazer o teste para batedoras.

— O que? Mas... Agora não.

— Bom então boa sorte com a vaia dos alunos. — Kate debochou.

— Espera. Vocês são boas?

— Melhor que seus batedores, eu tenho certeza que somos.

— Querem fazer um teste agora?

— Sim.

— Ok. Tem vassouras?

— Pegamos da escola depois falamos com Serena.

O teste foi rápido. Steph e eu estávamos acostumadas a jogar juntas. Tínhamos sincronia. E como batedoras nos saímos bem.

— Perfeito. — Alicia falou sorrindo. — Vocês são boas mesmo.

— Estão no time. — Angelina falou sorrindo. — Agora eu estou com um pouco de esperança.

— Certo. — Kate falou.

A noite todos já sabiam que éramos as novas batedoras da Grifinória.

— Quero ver se são boas mesmo. — Fred falou.

— Eu não sou boa, sou ótima Weasley. — Kate debochou.

— Humildade em pessoa. — Jorge debochou e ela mostrou a língua para eles.

— Não sabia que era batedora. — Harry falou.

— Nem eu, mas Kate vai ficar me devendo essa.

— Vão se sair bem. Acredito em você.

— Só vou dar uma força esse ano. Não é algo que eu queria seguir pro resto da vida.

— Achei que seguiria... Namorando Vitor.

— Vitor e eu... Ele sabe que quero ser auror.

— Steph? — Charlotte se aproximou sorrindo com um embrulho para mim. — Parabéns Gina acabou de me contar. Onde esta Kate? Ah esta ali. — Sorriu me entregando o embrulho. — Estava em cima da sua cama. — Se afastou para abraçar Kate.

Abri o embrulho encontrando vários ovos de pascoa trufados com vários sabores. E uma carta.

"Stephanie.

Você nunca mais escreveu, nem me disse se teve algum outro passeio em Hogsmeade. Espero que não tenha desistido de nós dois. Falei com Serena e ela disse que não passaria a Pascoa em casa. Estou mesmo preocupado com você.

Eu sei que não é fácil se acostumar com isso. E vai ser sempre assim. Não gosto dessa situação tambem. Quero um tempo de paz para mim, mas eu amo jogar e não poderia largar isso. Mas eu realmente quero ficar com você. Quero mesmo.

E por você eu largaria tudo. Meu país, meu time. Por favor me escreva de volta.

Vitor Krum"

Meu coração se apertou. Li e reli a carta varias vezes.

— Tudo bem? — Harry perguntou.

— Não tivemos um bom encontro de dia dos namorados. Eu sou ciumenta. E... Aquelas garotas não deixam ele em paz. — Harry riu. — Não ria.

— Mas é engraçado. Não sei como te aconselhar quanto a isso. Eu diria para falar com Hermione, mas... Acho melhor não. Bom vou dizer algo que sempre dizem a mim. Siga seu coração irmã. — Se afastou me deixando sozinha.

Olhei para a carta. Eu não era egoísta para faze-lo largar tudo por mim. Eu tinha que aprender a lidar com essa situação. "Quero você". Eu queria ele como jamais quis ninguém. Era tão forte.

Quando a fui chamada para minha orientação vocacional encontrei Minerva e Umbridge.

— Potter sente-se. — Me sentei a frente de Minerva. — Você já pensou o que gostaria de fazer quando terminasse Hogwarts?

— Ser auror.

— Precisa de notas excelentes para isso. Exige-se no mínimo 5 N.I.E.M.s e nenhuma nota abaixo do Excepcional. Depois teria que passar por uma serie de testes rigorosos de caráter e aptidão na Secção de Aurores. É difícil e somente se aceita os melhores. E não lembro de terem aceitado ninguém nos últimos três anos.

— A questão é que eu quero e eu vou ser uma auror. Sei que consigo. E sei que posso passar. Minhas notas são boas ate mesmo em poções.

— Sim senhorita Potter. Você teve notas excelentes em Defesa Contra as Artes das Trevas, aconselho transfiguração e eu não aceito alunos abaixo de Excede Expectativas.

— Tirei "O" no ultimo trabalho. E feitiços não é? — Assentiu. — O meu problema é poções, mas darei o meu melhor.

— Gosto da sua determinação e seriedade Potter. Se caso precisar de ajuda estarei sempre as ordens.

— Obrigada professora.

Agora eu tinha escrever uma carta ao Vitor dizendo que eu prometia aprender a me comportar, que estaria ocupada estudando para o N.O.M.s por que queria ser auror e estava ainda jogando no time da Grifinória como batedora.