Depois de alguns dias, Kazu notou que seu Ki diminuiu de tal forma que não conseguia mais se transformar em Kirin Ranger. Na base dos Dairangers, havia um estranhamento geral.

“O que você andou fazendo esses últimos dias?” Shouji perguntou.

“Ah, sei lá. Só sei que eu fui contratado pra ser modelo e...”

Lin suspeitou de algo, mas não contou aos demais. Saiu correndo da base. Os outros a chamaram sem sucesso.

A jovem correu para o estúdio de Takamura ao ar livre, onde ele fotografava as modelos. Pegou-o pelo braço:

“Takamura-san, precisamos conversar.”

“Calma, deixa eu avisar o pessoal aqui.” Eles se distanciaram dos presentes.

“O que houve?” o rapaz perguntou.

“Estão acontecendo umas coisas estranhas com meu amigo, não posso explicar muito. Mas isso desde que ele começou a trabalhar contigo. Só me diga uma coisa: você é você mesmo?” Viu no rosto dele uma expressão de estranhamento. “Digo, você não está lidando com magia ou algo do tipo...É, sei lá...”

“Lin, eu não sei o que tá acontecendo, mas eu não faria nada pra te prejudicar, nem trairia sua confiança.” Pausou e olhou fixamente em seus olhos. “Você sabe que eu gosto de você. Muito.” Aproveitou a proximidade e roubou-lhe um beijo. No mesmo instante, os dois foram atacados por Gara e foram lançados ao ar pelas explosões.

“Gara!” ele gritou com ódio.

“Você a conhece? Como?” Lin perguntou.

“Não tenho como explicar agora. Lin, fuja!”

“Não posso! Não vou te deixar sozinho agora!” Ela disse no ímpeto, mas sabia que não poderia morfar na frente dele.

“Você confia em mim? Vai dar tudo certo!” Mesmo assustada, ela o obedeceu. Escondeu-se atrás de uma árvore. “Kiryoku Tenshin! Aura Changer!”

“Gara, você vai ter o que merece agora!” Takamura transformou-se em Media Majutsushi, lançou cordas de rolo de filmagem e imobilizou-a. Lançou-lhe o Inazuma Enjoha de Ryuu Ranger por meio de um vídeo com que tinha captado esse poder. Ela caiu no chão, ferida.

“Não vai atrapalhar minha relação com a Lin!”

“Traidor!”

“Espera só até Shadam ouvir do traidor aqui uma coisa que ele não sabe!” Takamura desapareceu.

“Não pode ser!” Ela começou a entrar em desespero. Desapareceu do cenário igualmente.

Os dois disputaram para ver quem encontraria Shadam primeiro, no Palácio Gorma. Quando ela chegou, Takamura já estava lá.

“Só faltava você mesmo. Não podia revelar sem sua presença, não teria graça.”

“Do que você está falando?” o coronel perguntou.

“Shadam!” Ela o segurou nos braços. “Não acredita nele, por favor!”

“Eu tô amando ver o seu desespero!” Takamura debochou.

Num acesso de raiva, Gara lançou lasers contra ele, que foi jogado contra a parede. Tentou avançar para atacá-lo, mas foi contida por seu parceiro.

“Gara! O que tá acontecendo contigo?” Shadam elevou a voz, mais sério agora.

“Vou falar logo, antes que eu morra.” Takamura disse. “Ela te ama, coronel Shadam.”

Ele respirou tenso, mas permaneceu sério. Ela ficou perturbada, formou-se um nó na garganta. Logo disse: “É mentira. É mentira!”

“Quero ver desmentir este vídeo!” Takamura pegou uma esfera e mostrou a cena gravada, o momento em que Gara chorou ao ver a fotografia. Bateu uma forte emoção na tenente, que fechou os olhos e deu livre curso às lágrimas.

“Um Cotpotro trouxe, sem querer, uma foto sua, com uma mulher.” Takamura explicou a Shadam. “Quer algo mais explícito que isso? Ela chorou ao te ver com outra!”

“Uma foto minha com outra mulher?” Shadam pensou. Lembrou-se então de uma velha fotografia com sua esposa, algo que ele nem imaginava guardar ainda. Respirou pesadamente de novo, compreendendo a confusão feita. Quis questionar Gara, mas não teve coragem ao ver seu estado, talvez não fosse a hora oportuna. Porém, o silêncio dela significava muito.

Sem que Takamura percebesse, ela fez surgir uma espada em suas mãos e o atacou de repente. O monstro mal conseguia reagir aos vários golpes. Foi surpreendido com uma estocada na barriga. Caiu no chão, agonizante.

“Você vai me pagar, e vai ser com o seu sofrimento!”, disse Takamura.

“Morra!” Ela tentou cravar de novo a espada, mas ele segurou. “Já que eu tô pra morrer, vou falar tudo. EU entrei no quarto de Shadam e peguei a fotografia, eu armei tudo pra conseguir chegar até aqui. Já que não conseguirei viver com Lin, que você também não consiga viver com seu amor!”

Shadam ouviu tudo, igualmente. Irou-se ao saber que seu quarto foi invadido com tal propósito.

“E mais: eu vou morrer, Lin talvez sofra por um tempo, mas você vai viver e sofrer muito mais!”.