Em um de seus momentos de lazer com Lin, escondido em seu estúdio, Takamura perguntou-lhe:

“Tô pensando em lançar outra revelação. Não que você não seja suficiente. É que meu emprego exige isso. Mas pode ter certeza de que você está indo muito bem, amor.”

“No que você está pensando?”

“Não tem algum amigo seu talentoso? Ou elegante, que pareça modelo? Ah, deve ter. Você tem bom gosto.” Ele riu. Ela também.

“Ah, então... Tem o Kazu, que é cabeleireiro. Sempre muito elegante, arrumado. Acho que combina com o perfil.”

“Sabia que iria descobrir!” Ele sorriu e beijou a mão dela.

Em contraste com esse alegre instante, encontrava-se Gara numa agonia, refletindo sozinha em seu quarto. Nada poderia fazer, nem cobrar explicações de Shadam. O que ele pensaria a seu respeito? Porém, toda vez que o visse, haveria de se lembrar daquela imagem. Tentou não chorar, pois, como Gorma, acreditava que sofrer por amor era estupidez, mas a dor era mais forte. Reclinou a cabeça sobre os braços, que se recolhiam acima dos joelhos, e rompeu em lágrimas.

Kazu aceitou de boa vontade trabalhar para Takamura como modelo. Não percebeu de imediato que seu Ki enfraquecia. Já estava prejudicando-o nas batalhas. Teve de ser ajudado por Shouji contra um ataque promovido pelos três generais. Aliás, o Tenma Ranger, vendo uma oportunidade, utilizou seu poder gravitacional para elevar Gara e imobilizá-la no ar, enquanto se preparava para um possível golpe final. Shadam, ocupado em um duelo com Ryou, chutou o Ranger vermelho no estômago e correu na direção do Ranger azul, lançando lasers nele. O efeito do Juuryoku Gyakuten-ha acabou, e o coronel apressou-se em socorrer sua amiga, que caiu de grande altura. O impacto da queda derrubou os dois no chão. Reergueram-se em alguns segundos; de certa forma, a proximidade balançou o coração de cada um.