Notas iniciais
Novo capitulo, awn. Não ta muito legal não, se você quer um história legal, nem leia essa hahaha, bom, ta ai.

Minha mãe estacionou o carro, eu desci do carro, , e entrei na escola. Fui para a secretária, e peguei meu horário. Enquanto o lia, ia em direção ao armário que tinha sido designado para mim. 247, 248, 249... 250. Parei em frente ao armário e o abri com a chave que havia recebido. Bateu o sino, fiquei para trás, todas as pessoas andavam se esbarrando, e eu, não estava nada acostumada com aquilo. Quando tudo se acalmou, ou seja, quando não havia mais ninguém no corredor, eu comecei a andar como eu tenho muita sorte, dei de cara com o Monitor de Corredor.

– Ei você.
– A não – falei baixinho – pois não?
– Posso saber o que faz aqui fora? O sino já tocou.
– Sim, eu sei, mas é que sou nova, e não sei onde fica minha primeira aula.

Ele entendeu perfeitamente, e me ajudou a encontrar a sala de Física, que era a que eu procurava. Entrei na sala, entreguei a professora meu papel. Ela era meio idosa, tinha cabelos brancos ondulados, e curtos. Fiquei parada em frente à turma olhando onde eu poderia me sentar, não encontrei lugar algum.

– Minha querida – ela disse, ajeitando os óculos – só a um aluno com quem você possa se sentar.
– Perdão?
– Ah, aqui nós separamos as classes em duplas, assim podemos explicar melhor, e se um da dupla não entender, o outro explica para ele novamente. Assim fica mais fácil, entende? – fiz que sim com a cabeça – a senhora pode se sentar com...

Ela passava o dedo na lista cochichando “esse já tem dupla, esse também, e esse também”, até que enfim, ela parou o dedo sobre um dos nomes, e olhou para um garoto que lia um livro conhecido por mim, Romeu e Julieta. O garoto era lindo, ele tinha cabelos em forma de juba de leão, alto, cabelos pretos, seu rosto era fino, e sua testa enrugava quando ele levantava a sobrancelha direita, ele usava lápis preto em volta dos olhos castanhos, e suas roupas eram: um adidas, uma calça jeans, e uma blusa preta. Eu já havia visto aquele garoto em algum lugar, ele não me era estranho, eu olhei aquele olhos castanhos, nossa, e que olhos castanhos.

– Bill? – o garoto me olhou

Era ele, só podia ser. Ninguém mais levantaria a sobrancelha daquele jeito, o tempo todo, sem comentar dos olhos profundos, Bill Kaulitz sempre teve os olhos mais profundo que eu já havia visto. Calma, calma, eu explico. Quando meu pai e minha mãe eram casados, assim como os dele, eu, Bella, Tom e Bill brincávamos juntos. Bella e Tom sempre foram mais amigos, assim como eu e Bill. Seis anos atrás depois que meus pais separam mamãe e eu nos mudamos, Bella e papai foram para Essex, e eu nunca mais falei com Bill, tínhamos 12 anos na época.

– Anne? – ele estava surpreso.
– Nossa! Você aqui? Não acredito. – respondi
– Quanto tempo, nossa, você tá lindo demais. – ele se levantou
– Você também. Só ta um pouco magrela. – eu ri abraçando-o

Ele me abraçava forte, como se nunca mais fosse me ver. Apesar de magro, Bill era muito forte, mas tenho que admitir que não parecia.

– RAM RAM! – a professora pigarreou – podemos?
– Ah, claro, me desculpe. – me sentei ao lado de Bill.

Conversamos por quase toda a aula, ele era ótimo em lembrar meus micos no passado, e vejo que não mudou absolutamente nada. Ele se lembrava apenas de “quando você caiu na frente do Josh, aquele menino que você gostava” ou “quando você foi beber um suco no refeitório da escola, e colocou o canudinho no nariz sem querer – pausa para rir – e Josh estava passando na hora”. Sim, minha infância foi totalmente deprimente, eu só passava vergonha, felizmente, ou nem tanto assim, Bill estava sempre lá para me fazer rir dessas coisas, ou para rir sozinho mais ainda. Bill e eu, éramos unha e carne, não nos largávamos por nada! Assim funcionava com Tom e Isabella também, tanto que Isabella tinha um cachorro chamado Tom, e ele tinha uma tartaruga chamada Bella. Isso de certo modo era engraçado, Tom sempre foi meio cachorrão, e Isabella meio lentinha, em quase tudo, menos matemática, física, química, e trigonometria. Isabella era muito boa nossas matérias, melhor que ninguém, e sempre ajudava Tom, por que ele sempre se dava mal.

– Espera só até Bella saber que vocês ainda moram aqui. – eu dizia pegando meus livros no armário enquanto Bill pegava os dele no armário que por ventura era ao lado do meu.
– Ela também está estudando aqui? – ele perguntou pegando o livro de Química.
– Não – meu sorriso sumiu. – Na verdade, não vejo a Bella há seis anos também.
– Sério? E onde ela está? – ele disse fechando o armário.
– Agora? – fechei meu armário também. – Numa escola em Essex, provavelmente.

O sino soou novamente, Bill me acompanhou até a sala de Química. Os nossos horários eram os mesmos, ainda bem.

– Ali, sente-se ali – ele apontava para uma cadeira vazia, ao lado de Bill
– É impressão, ou você é o único solitário por aqui na escola? – eu soltei os livros em cima do balcão
– É isso mesmo. Todos os professores me dizem que sou o mais inteligente, e tudo mais, que eu não posso ser mesmo irmão do Tom – eu ri
– Tom continua indo mal na escola?
– Sem duvida. Tom sempre irá mal na escola. Sorte a dele, é que todas as meninas babam por ele, se não, ele não faria nenhum trabalho – ele riu
– Sei – ri também – Não acredito que é você. – o abracei.
– Eu também – ele riu, e me abraçou.

Calma, quer dizer, eu e Bill sempre fomos amigos, e nos encontrarmos depois de seis anos, foi uma enorme surpresa, eu sentia muita falta do Bill, ele era meu melhor amigo, desde... Desde sempre.

– Tom não faz nenhuma aula com você? – eu perguntei, olhando o tubo de ensaio.
– Na verdade, sim. No quarto tempo. Temos Inglês juntos.
– Por que as aulas são separadas? – peguei um liquido verde, e despejei no tubo de ensaio
– O Terceiro Ano A, e o Terceiro Ano B são separados, mamãe pediu para que nos separassem nas turmas, por que você sabe né?
– Sei... – respondi olhando o tubo de ensaio novamente

Eu explico. Tom e Bill alem de gêmeos idênticos, sempre foram inseparáveis nas escolas, sempre ficavam na mesma turma, com os mesmo amigos, mesmos professores, mesmas aulas. Pelo que vejo, Simone decidiu que ficar em outras turmas seria de certo modo uma coisa boa. Simone era uma ótima mãe. Realmente esplêndida. Sempre se importava muito com seus filhos, como nenhuma outra mãe, ela se importava com Bill e Tom acima de tudo. Depois, Gordon, o padrasto dos garotos, desde que havia se separado do ai dos meninos. Simone não era super protetora, ela era muito calma, só cuidava do bem estar de seus filhos.

– Então é isso alunos. Para quem não fez as misturas, quero na minha mesa Quarta-Feira – ele continuou falando, porem, Bill e eu não prestávamos mais atenção.
– A culpa é sua, eu sempre consegui terminar minhas misturas antes de todos – ele estava sério
– Mas... Eu...
– Anne. – ele deu um sorriso – relaxa.

Dei um soco de leve em seu ombro. Não podia acreditar que meu melhor amigo estava ao meu lado, depois de todo aquele tempo, ele ainda era da mesma forma que há seis anos.

Notas finais
esse ta maiorzinho kkkkk, mas está ruim também. Mas enfim, é isso.