Return - Knight Of The Round

5 And now we stay with the weaker soldiers!


Notas iniciais
No final ~

Meus olhos se assustaram com aquilo, assim como os de HyunSeung.

– Qual o seu problema? — Soltou entre os dentes, como se estivesse em um pequeno conflito interno. Mantinha seu punho fechado supondo conter suas vontades.

Meu corpo de uma forma involuntária tencionou-se para frente. Gemi baixo, tudo doía. As mãos mornas de HyunSeung deslizaram em meu tórax e com uma força mínima, fez com que eu encostasse no encosto preto do sofá.

– Consegue levantar? — Fez uma pausa após a pergunta. Tentei olha-lo, mas minha visão ficava cada vez mais embaçada, meus olhos estavam fechando aos poucos. – JunHyung, vamos conversar... Não posso ficar sozinho.

– Não vou... te deixar sozinho. – Minhas palavras saíram com dificuldade tamanha. Enchi meus pulmões, o ar parecia faltar. Fiz força para levantar mas logo cai. Soltei uma risada fraca. – Talvez... Você tenha que...

– Não, preciso que você fique, olhe em meus olhos. – Levantei minhas pálpebras pesadas com dificuldade e vi seus obres refletirem um brilho único, reluzente e sedutor.

Meus olhos fecharam com cautela, encontrava uma escuridão infinita. Meus olhos abriam, a santa incomoda claridade. Meus olhos fecharam, eram pequenas lágrimas quentes que escorriam em minha pele pálida. Meus olhos abriram, os pequenos e sedutores olhos de HyunSeung roubaram minha atenção em um momento crítico.

Mesmo com minha visão embaçada seria impossível não olha-los, eram de desnudar a alma. Naquele momento o sentimento de opressão sobressaia-se em mim. Não entendi como aquilo era possível, a imagem do outro parecia ser uma ilusão, havia um áurea clara envolta seu corpo, que o fazia lindo como uma pintura. Ele não era real, não poderia ser. Suas próximas palavras saíram como autoridade.

– Levante, JunHyung.

Meu corpo levantou daquele sofá com leveza. De onde e como reuni forças para aquilo, era um mistério. Minha visão estava perfeita, mas a única coisa que conseguia ver era HyunSeung e sua áurea, todo resto era escuridão. Tentei olhar em volta, mas ele era onipresente, estava em cada canto do infinito.

Em um simples piscar de olhos, HyunSeung era tomado pelas gotas de uma água que brotava do chão e investiam em seu corpo como se pertencesse aquele. Através daquelas roupas claras que agora usava, conseguia ver o delinear de seu corpo tão bem cultivado. Os riscos negros ao lado esquerdo de seu peito me chamou atenção por ser algo tão familiar. Aproximou-se devagar de meu corpo, chacoalhou sua cabeça algumas vezes, deixando as algumas gotículas de água espalhar em meu rosto, aquilo queimou. Eu fervia. Minha boca pediu água mas era àquela que o molhava. Minha situação era deplorável.

Minhas mãos envolveram a cintura de HyunSeung com uma força não minha. As mãos másculas e gostosas do outro repousaram em meu tórax, aqueles dedos faziam uma massagem quase imperceptível. Nós nos olhamos em silêncio. Vi um desejo contido por tempos queimar entre nossos olhos.

– Você quer voltar para o quarto? — Ele quebrou o silêncio entre nós. Seu rosto ficou tão próximo ao meu, que pude sentir o gosto doce de seus lábios. Eu tentei tirar minhas mãos dele, mas pareciam estarem grudadas. Não estava respondendo pelos meus atos. – Eu tenho certeza que você vai gostar.

– Por que ainda estamos parados? — Meu tom de voz degenerado deu as caras. Minhas pernas caminharam com rapidez, levando o corpo de HyunSeung comigo. Todos os obstáculos pareceram sumir de uma hora para outra.

HyunSeung levou suas mãos ao meus ombros o que me obrigou a sentar no colchão macio, que em meio a toda escuridão, era a única coisa que via além daquele corpo em meus braços. Esse era o momento que eu poderia fugir daquele presunçoso jogo de sedução que o outro propunha, mas meu corpo não reagia. As partes internas laterais das coxas do próximo prenderam-se em cada lado de minha cintura, todo o seu peso foi depositado em meu colo, para ser exato em cima de meu sexo, esse que já se encontrava em um nível de animação a algum tempo atrás, tentei controlá-lo esticando minha perna levemente, mas aquilo tornou-se inútil quando o quadril de HyunSeung passou a fazer movimentos circulares em cima. Gemi entre os dentes, desta vez não foi de dor.

A pele macia e confortável do outro passou diversas vezes em meu rosto enquanto seu quadril fazia o trabalho sujo em meu colo. Ah, que deliciosa! Meu membro pulsou rápido, era única resposta que meu corpo dava, apesar de todo meu desespero mental. Senti o sorriso perverso do outro em minha maçã facial. Suas mãos prenderam na parte de trás de minha blusa e dali a puxou, deixando meu troco e meu tórax despidos.

– Aussteigen, aussteigen – Ele jogou as palavras surradas ao ar. Não imaginava o que aquilo significava.

Suas lábios rasparam diversas vezes contra os meus, respirava o ar que saia de seus pulmões. Seu nariz foi de encontro ao meu, ali fez um afago em forma de provocação saudável e tentadora. Minhas mãos envolveram os glúteos fartos de HuynSeung, eu os apertei com força, escutei um suspiro fraco escapar contra minha boca. Muitas vezes ele ameaçava o inicio de um beijo, mas que era acessado de forma rápida quando eu tentava tomar sua boca com minha língua.

– Vai com calma. – Falou de uma forma tão suave que me irritava. Segurou meu queixo com seus dedos delicados. Com os dígitos livres fazia um afago tão confortante e carinhoso em meus cabelos.

– Estou calmo! – Exclamei, exausto e irritado. “De onde vinha tudo isso?” era a pergunta que me maltratava por dentro.

– Você quer tornar isso mais interessante? – Foram palavras sussurradas novamente, tão fracas que precisei me esforçar para entender. HyunSeung resolveu contornar o desenho de minha boca com sua língua quente e úmida, o que deixou minha boca desesperada para tomá-la. – Faremos assim, eu deixo você fazer o que quiser. Só precisa conceder sua permissão para que eu chame outra pessoa para brincar conosco.

– Permissão concedida. – Minha resposta saiu rápida. Por dentro eu me assustei, por fora, tomei o lábio inferior do outro entre os meus e o suguei com força. Ele sorriu e puxou seu lábio para si, meus dentes deslizaram e, por conta de sua cor rosada, seu lábio pareceu ainda suculento.

– Não é assim. – Reclamou manhoso. Passou a língua entre seus lábios. Ah, como eu os desejava! Tão rosados e brilhantes, feitos doces deliciosos, esses saíram de minha linha de visão, com pequenos beijos meu maxilar, talvez um dos meus lugares mais frágeis, pararam próximos ao meu lóbulo. — Você precisa dizer: Você pode me tocar, Yoseob.

– Você – Engoli seco, meu pênis pulsou e em cima dele, o próximo fazia movimentos de vai e vem, completamente provocativos. Queria gritar para ele parar, mas soltei um gemido de aprovação. Minha mente entrou em um estado de tensão. – Po-pode me tocar, Yoseob.

Cai em uma cama com toda força, senti meu corpo relaxar. Tudo havia voltado como antes, exceto por estar em um lugar estranho. Minha visão voltou a embasar. Pisquei diversas vezes, mas tudo pareceu rodar. A dor do meu abdômen pareceu nunca ter saído dali, para falar a verdade estava maior. Meu pênis pulsou forte e não tive força para fazer nada.

– É todo seu. — HyunSeung saiu de cima do meu corpo, como alguém que não sai de um cavalo de montaria.

Olhei para os lados e o ambiente estava claro como o dia, talvez as paredes brancas e os poucos móveis claro ajudavam com a iluminação. Havia várias macas umas ao lado das outras, todas vazias. Apertei meus olhos e com dificuldade, pude ver que nós, HyunSeung e eu, não estávamos sozinhos. O constrangimento bateu na boca do estômago.

– Finalmente. – O menor bufou e caminhou até meu corpo. Passou a segurar minha mão com calma, examinando a palma da mesma. Ele movimentou sua boca, mas nenhum som saia de lá, ou pelo menos não conseguia escutar. Pressionou minha mão com as suas. – Você consegue sentir isso?

Meu sangue, quer dizer, aquilo que sobrou em meu corpo, circulou as presas em meu ventre, meu membro relaxou de imediato.

–Obrigado. – Soltei e tentei sorrir sem meus dentes, apensas para parecer gentil. Ficou cada vez mais difícil esboçar qualquer tipo de ação.

– Não a de quê. Já perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu. – Ele fez uma pausa, pareceu olhar para mim na procura de alguma resposta. Balançou sua cabeça, abrindo seus olhos como uma criança que acabara de lembra de algo genial. – Parece que alguém fez um estrago feio em você, mas já sei com isso vai passar.

Ele esfregou diversas vezes suas mãos, ora soprava seus dedos em concha, ora sussurrava novas palavras. Ele induziu para que eu respirasse fundo. Respiramos em sincronia como era proposto por algum tempo. Suas pálpebras cobriram seus olhos com leveza e seu rosto, mesmo embaçado parecia tão infantil e angelical. Ele voltou a esquentar suas mãos que foram de encontro ao meu abdômen, não tocavam mas pude sentir a presença com o calor. Minha pele passou a se repuxar, o sangue na superfície do meu abdômen pareceu secar aos poucos. As entranhas dos meus músculos não definidos pediram ajuda, tive a sensação de uma agulha fina e pontuda passando em meu estômago e dando pequenos pontos dentro de mim, era uma dor desconfortável, tentei esticar meu corpo, mas fora inútil.

Apertei meus olhos e o garoto direcionou o olhar à mim. Suas pupilas estavam espalhadas, nunca havia presenciado tal situação, seus olhos pareciam terem estourado em questão de segundos, não restava uma parte clara em todo seu olhar. Estavam negros, fundos e vazios. Aquilo me assustou e talvez não tivesse contido isso apenas para meu eu.

– Já vou terminar, prometo. – Ele sorriu caloroso e voltou sua concentração a minha barriga. A dor diminuía com o tempo.

Não fiz idéia de quanto tempo havia passado, meu abdômen estava dolorido e meu corpo ainda estava fraco, mas estava curado ou pelo menos era o que parecia.

– Senguie! – O menor chamou a atenção do que estava deitado em outra maca ao meu lado que levantou-se as presas. – Acabei, mas acho melhor não tira-lo daqui.

– Por quê? — HyunSeung deslizou seus dedos pela extensão de meu abdômen, parecia analisa-lo com cautela.

– Não sei quem fez isso com ele, mas tinha uma quantidade mínima de uma substância que não consegui identificar... – Ele diminuiu seu tom de voz e preencheu a cama com seu troco, ignorando meu eu. – Quem fez isso, não o queria vivo.

– O que? — Perguntei assustado. Talvez tudo isso tivesse afetado minha audição também.

– Estão querendo te matar. – HyunSeung voltou seu olhar para mim e logo encolheu seus ombros de uma forma acolhedora – Bem vindo ao clube!

– Agora, durma um pouco, você precisa descansar. Durma, nós não iremos sair daqui. — Yoseob disse com um tom calmo.

Notas finais
Olá, como você está?
Repostando o capítulo cinco. ~
Muito obrigada, Gabriela e Nana que comentaram no capítulo passado (♥) , fiquei realmente feliz. /Acho que repeti isso mil vezes na minha resposta do review ~
Ah, o capítulo seis ainda não está 100% pronto, por isso irei demorar um pouco para postar, ando um tanto atordoada com o número de coisas que estou deixando acumular, sos. Mas vamos lá, vou conseguir me ajeitar rápido!
Enfim, tenham um ótimo final de semana.
Hugs mil e Kissus marotos ~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.