Retribution: Vingança em Família

14 Revolução Espiritual.


Notas iniciais
Tudo que tem início também tem um fim, Byakuya e Kunrei lutam pelas suas crenças, mas um final inesperado aguarda e o resultado de todas as lutas se resumirão a uma única palavras: Retribuição.

No quartel do quarto esquadrão Unohana cuidava de Rukia e sua família quando sente a reiatsu de Hisana sumir, ela olha preocupada e no fundo parecia querer agir.

– Maninha! – Kaien levanta da cama em um salto.

– Se acalme Kaien-kun. – Unohana o segura.

– Mas...! Mas...!? – Ele olhava para a capitã com olhar perdido.

– Mesmo que vá até lá, de nada adiantaria, os poderes que circulam ao redor de sua irmã são muito densos... Você não resistiria, assim como ela.

A expressão do pequeno treme e seus olhos ficam marejados, ele começar a chorar no colo de Unohana que tenta acalmá-lo, a capitã volta a observar o lugar de onde sentia tanto poder em conflito.

– Byakuya-taichou... É melhor fazer alguma...

Enquanto isso na cama que dormia, lágrimas descem dos olhos de Rukia.

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QFVDC — Ascensão — Clash — Ryuuko x Satsuki

Kunrei estava ferido e olhava satisfeito para Byakuya, já o capitão tremia de tanta raiva que nem mesmo ele sabia que podia se sentir assim, Hisana não se mexia e a reiatsu da jovem se esvaia do ferimento quase vorpal de Kunrei.

– Maldito Kunrei! – Byakuya some com shunpo surgindo com a espada em riste na direção do adversário e quando as duas lâminas se chocam ele não perde tempo em desferir uma sequência insana de golpes enquanto gritava de raiva.

Kunrei defendia indo para trás e sorria quando via a expressão de Byakuya, o capitão estava ficando cada vez mais rápido, porém aquilo ainda não era o suficiente para assustá-lo naquela forma, ele some da visão do capitão e com um movimento rápido transforma sua zanpakutou em um chicote de espinho e enrola em oponente, Kunrei pula e o arremessa com força no chão, o capitão cospe sangue e não consegue reagir quando seu tio começa a jogá-lo para todos os lados batendo-o nas encostas de pedras, por fim ele joga Byakuya que bate em uma parede de pedras e cai de rosto no chão.

– Quanto mais cego de ódio você fica, mais previsíveis se tornam seus movimentos, sua sede de matar é tanta que me faz pensar que este não é você meu nobre capitão... Ou será que este é de fato você? – Kunrei indaga.

Byakuya levanta todo machucado, mas ele estava fora de si, a conversa não tinha mais sentido, a brincadeira irônica com sua sobrinha e esposa, ambas Hisanas lhe fez perder a paciência a tal ponto que ele não percebia mais que tinha uma costela quebrada, seu corpo estava dormente e sua mente enevoada... Aquela era a primeira vez que Byakuya se sentia assim.

– Venha Kuchiki Byakuya!

– AaAaHhHh! – O capitão grita com uma fera selvagem batendo com as mãos no chão e levantando em um salto com a espada descendente sobre Kunrei que afunda no chão e range os dentes.

– Não vai conseguir! – Kunrei desfere um chute giratório no ar tentando atingir Byakuya que recebe o golpe em cheio no rosto, ele sai voando batendo no chão, mas antes que atinja a encosta some com um shunpo no meio da poeira e surge atrás de Kunrei acertando-lhe uma estocada, o revolucionário cospe sangue e segura a lâmina, com um movimento rápido ele arranca a espada cortando o próprio flanco e pula para um lugar seguro.

Byakuya caminhava com sua reiatsu branco-azulada explodindo.

Kunrei sorri.

– Era esse tipo de poder que eu buscava Kuchiki Byakuya, aquela besta selvagem que existe dentro de você desde tenra idade, a mesma que Kuchiki Hisana trancafiou e isolou com sua presença, se você não tivesse fechado os olhos por causa da presença dela, nós nunca estaríamos neste embate.

– Eu irei eliminá-lo Kuchiki Kunrei, nem que seja a última coisa que eu faça, até o raiar de um novo dia seu sangue estará em minhas mãos.

O homem gargalha.

– Você soa como eu quando era mais jovem... Igual à noite em que perdi as pessoas que me eram mais importantes... Bom... Muito bom...

Byakuya e Kunrei somem e surgem em colisão no meio da colina, suas reiatsus em outro nível... Suas sanidades em outra dimensão...

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Final Fantasy VII Advent Children_03 — Beyond The Wasteland

Kenpachi estava sentado em cima de uma pedra bebendo agua, centenas de corpos desmembrados ao seu redor e outras dezenas de soldados olhando trêmulos para o capitão.

– E ai? Vão ficar olhando ou virão para cima? – Zaraki olha com um largo sorriso cínico na face.

– Tsc! Miserável... Vai você! – Um dos homens empurra outro.

– O quê? Vai você! – Ele volta correndo para o meio da fila de medrosos.

Zaraki entorta a boca.

– Bando de fracotes. – Volta a saciar a sede.

– Ken-chan! – Yachiru chega com um shunpo.

– O que foi Yachiru?

– Nosso esquadrão foi destruído, só sobraram o carequinha e o sobrancelhudo.

– Entendi... Quer água? – Ele oferece o cantil.

– Quero sim. – Ela pega e senta ao lado do homem e percebe os soldados inimigos trêmulos. – O que eles estão fazendo ali?

– Estão apostando em quantos pedaços eu vou cortá-los se eles ficarem parados me olhando.

– EI! O Ken-chan não é aquário não viu! – Yachiru braveja.

– Deixa eles Yachiru... Eu já estou entediado com esses inúteis o único que aguentou mais de um golpe meu foi esse gordo aqui. – Ele aponta para o soldado de Kunrei que o desafiara.

– Uau... E quantos golpes ele aguentou Ken-chan.

– Um e meio, o segundo pegou de raspão, mas ele morreu porque cortou a artéria do pescoço e eu nem queria matar ele, foi sem querer oh... – Zaraki pega o cantil e dá um gole.

– Eu deixei de sentir a reiatsu da Hisa-chan há algum tempo, além disso, a do Ichi e da Ruki-Ruki também sumiu... Será que eles estão bem? – Yachiru parecia preocupada.

– Feh, não liga para isso, se eles morrerem para uma coisa dessas então desde o início não mereciam morrer pelas minhas mãos.

– Uhm... Tem razão Ken-chan! – Yachiru sorri se sentindo melhor e pega o cantil dividindo a agua.

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Soifon lutava freneticamente com Shunko, Yoruichi havia explicado tudo sobre a história da família Kuchiki e agora ambas lutavam lado a lado protegendo o quartel do comando geral.

– Então Kuchiki Kunrei é uma espécie de “rei” para Rukongai? Impossível Yoruichi-sama, como nós nunca encontramos nada sobre essa revolução antes dela acontecer? – A pequena capitã pergunta desviando de um corte horizontal no pescoço e revidando com um chute.

– Esse é o problema Soifon, nem eu encontrava nada a respeito desta revolução, porém a princípio nossa preocupação era encontrar uma “criança perdida” jamais imaginaríamos que essa criança cresceria para se tornar a pior pedra no sapato da Seireitei! – Yoruichi responde.

– Então por que não tem um esquadrão lá tentando impedi-lo?!

–... Porque o comandante prometeu a Kuchiki Ginrei que não interferiria no dia que Kunrei viesse lutar pela sua linhagem.

– Isso é ridículo Yoruichi-sama, Seireitei está desmoronando bem debaixo de nossos olhos e a senhora me diz que o comandante vai se ligar a coisas como honra?

– Talvez tenha sido a única coisa que sobrara no momento ao lado da vergonha que ele sente por ser menor que uma casa nobre.

Soifon se cala, mas sabia o que Yoruichi queria dizer.

– Seireitei irá cair. – A morena diz finalmente.

– E com ela toda a história que levou milênios para se estabelecer...

Soifon lutava pensativa apenas tentando preservar a própria vida.

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Yamamoto Genryuusai gritava para seus shinigamis fecharem as defesas na ponte do quartel do comando geral de Seireitei, porém, Kunrei havia enviado seus melhores homens para deixa-lo ocupado, para piorar os shinigamis se viam perdidos, matar tantos moradores de Rukongai e soldados era um grande facilitador do desiquilíbrio espiritual e após tanto trabalho para restabelecer o equilíbrio na guerra contra os Quincies, aquela situação deixava Yamamoto sem muitas opções.

– Comandante recebemos o relatório de uma distorção espiritual de nível 07 a Leste de Rukongai o desequilíbrio espiritual está afetando a dimensão da Soul Society! – Um oficial chega suado e aos gritos de preocupação no meio do caos.

– Mandem o 12º Esquadrão estabilizar! – O comandante ordena.

– Sim senhor!

– É impossível comandante! – Um soldado chega até ele extremamente exausto. – Meu pelotão acabou de encontrar mais de dez distorções somente no 2º distrito de Rukongai...

Yamamoto sua frio.

– Não interessa o que seja necessário fazer, não deixem que a distorção aumente ou a dimensão espiritual irá ruir!

– Sim Senhor! – Os soldados somem com shunpo.

– Maldição! Ginrei o seu filho é o homem mais perigoso que a Soul Society já enfrentou!

O comandante continuava a lutar ao lado de seus subordinados.

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Future World Music 01 — The Call of Midnight

A sobrinha mais velha de Byakuya estava com olhar opaco e enfraquecido, ela via tudo embaçado e sentia um frio pelo corpo inteiro, mas parecia não ter mais forças nem para tremer.

(- Essa foi a coisa mais estúpida que já fiz na minha vida... Da próxima vez vou obedecer aos mais velhos como a mamãe me ensinou...) – Pensava sentindo seu corpo mais pesado.

Ela vê a imagem embaçada de seu tio correndo por todos os lados, sendo jogado, cortado, mas ao contrário de sentir a reiatsu do mesmo diminuir, ela não parava de aumentar.

(- A reiatsu do tio está aumentando... O que significa...). – Hisana tenta mexer o pescoço, mas a jugular doía tanto que ela desiste. (- Tio... Eu não estou gostando nem um pouco disso... Não parece a mesma pessoa...). – Ela tenta virar o pescoço outra vez e consegue girar a cabeça apoiando o queixo no chão para ter uma visão panorâmica da luta.

O olhar ensandecido de Byakuya era tão assustador que ele nem piscava de tão concentrado que estava em querer arrancar a cabeça de Kunrei, era a primeira vez que Hisana o via assim, seu tio nunca foi de muita conversa, apenas de falar o necessário e conveniente, mas desde que se entendia por gente a jovem sobrinha do capitão sabia que ele era alguém mudado, amável e mais carinhoso, Byakuya havia se tornado alguém melhor pelo bem da família que aprendera a se importar, mas o que ela estava vendo parecia um Zaraki Kenpachi sem cérebro querendo arrancar seu couro.

–Ti... – Sua expressão treme e ela cospe sangue, sua visão embaça outra vez e ela perde a consciência.

Byakuya vê quando sua sobrinha cospe sangue e sua expressão treme em temor.

– Hisana não!

Kunrei lhe desfere um soco e o capitão voa longe.

– Esqueça a garota, ela já está morta e você não terá tempo de salvá-la, acostume-se com a sensação de perder algo precioso diante de seus olhos sem poder fazer nada, isso é o mínimo do aprendizado que precisa para ficar mais forte! – Kunrei cospe as palavras rispidamente.

– Nunca... Nunca! – Byakuya se ergue novamente. – Shire! – Várias das gigantescas lâminas que formavam aquele palco ao redor dos dois se espalham em milhares de pétalas cortantes circundando Kunrei.

– Ridículo! Mesmo sua zanpakutou não é mais poderosa que a minha! – Com um movimento rápido o chicote volta a se tornar lâmina. – Toge no Shoheki (Barreira de espinhos)! – Kunrei crava sua zanpakutou no chão e várias lâminas surgem da terra cobrindo-o das inúmeras pétalas da bankai de Byakuya, quando o ataque cessa de dentro é possível ouvir a sua voz. – Azami no bakuhatsu (Explosão de cardos)! – A barreira explode e as mesmas lâminas que protegiam Kunrei empalam Byakuya em todas as direções que cai de joelhos sendo amparado pelas espadas que o feriam.

– Uma das coisas que perder tudo em minha vida me ensinou foi que: “Não importa o quanto você perca, sempre existirá alguém para perder mais do que você”. – Kunrei para na frente de Byakuya. – E foi graças à experiência de perder tudo que percebi uma coisa. – Ele olha para sua mão. – Foi graças a minha dor que adquiri força, sobrepujei os meus limites e cresci.

– Você só ficou mais lunático... – Byakuya tenta se levantar.

Kunrei sorri e segura uma das lâminas encravadas no ombro de Byakuya e o capitão grita voltando a se ajoelhar em agonia.

– Todo gênio possui um pouco de lunatismo, mas não me importo com a opinião de um garoto que não consegue me vencer, além do mais, cadê toda aquela sua raiva? Será que vou ter que matar mais alguém da sua família para fazê-lo acordar?

Byakuya olhava para o chão, ele estava desistindo, aquele homem era um monstro, conseguiu manipular tudo a seu favor para aquele momento e ainda assim era invulnerável, ele sabia que seus esforços eram todos em vão, o capitão lamenta ao lembrar-se da sobrinha a beira da morte e lamenta que sua família ferida e vulnerável não tivesse chances naquelas condições.

A visão de Byakuya se torna branca.

(- Acabou...). – Ele fecha os olhos.

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QFVDC — Ascensão — Vogel im Kafig Part-A

(Byakuya-sama...)

O capitão ergue a expressão cansada, mas não enxerga nada além de um horizonte branco, ele pisca ao ver uma silhueta andando em sua direção e finalmente arregala os olhos quando a reconhece.

– Hi... Hisana...

A esposa de Byakuya se aproxima com um quimono rosa e se ajoelha pegando o rosto de seu marido que também estava de joelhos todo machucado no chão.

(- Eu morri... Diga-me que eu morri...). – Ele sussurra com os olhos marejados.

Hisana sorri.

(- Não... Você ainda vive Byakuya-sama e embora eu sonhe com o dia que nos reencontraremos o senhor precisa viver...).

(- Não quero mais... Não dá... Eu... Eu desisto...). – Ele baixa a cabeça. – (- Mesmo depois de tudo que fiz ainda não consegui vinga-la... Perdoe-me...).

Hisana volta a levantar o seu rosto.

(- Byakuya-sama eu não me importo com nada que não seja sua felicidade, esqueça seu desejo de vingança e viva, eu imploro).

(- Mas! Mas Hisana! Ele a tirou de mim, nosso filho! Ele matou você e a nosso filho! Minha família!).

(- Mas graças a isso você pôde encontrar uma nova...). – Ela diz.

A imagem de Ichigo e Rukia cumprimentando-o e seus sobrinhos correndo pela mansão, além de sua sobrinha Hisana pulando em seu pescoço passam pela sua cabeça e sua expressão relaxa.

Sua esposa percebe.

(- Byakuya-sama se o senhor deseja vingança, então vingue não pela morte de alguém querido e sim pela vida daqueles que ainda vivem e lhe amam. – Hisana beija sua testa. – Mesmo que este homem nos tenha tirado momentos preciosos, foi graças a ele que o senhor também pôde encontrar novos e felizes momentos que o fizeram voltar a sorrir de alegria).

Ele fica em silêncio.

(- Tem... Tem razão... Foi no desejo de querer novamente uma família que encontrei Rukia e ela me trouxe um universo de possibilidades que eu jamais pensei poder experimentar novamente...).

Hisana sorri.

(- Então viva por isso Byakuya-sama, viva em nome destas infinitas possibilidades...).

Byakuya começa a se levantar do chão.

(- Sinto muito Hisana... Mas eu acho que não poderemos nos reencontrar agora.) – Ele sorri.

Hisana abraça o pescoço de seu marido e eles carinhosamente se beijam.

(- Eu esperarei a eternidade se preciso, mas por enquanto viva, há pessoas que precisam de você nesse momento e de sua direção, é em nome delas que não pode desistir Byakuya-sama).

Eles se dão as mãos e enquanto carinhosamente olham em silêncio um para o outro o corpo de Hisana vai desvanecendo vagarosamente.

(- Viva Byakuya-sama, o senhor merece ser feliz... Por isso... Por isso... Não se apegue a um fantasma, o que nós vivemos, embora tenha sido por pouco tempo foi especial e é um momento só nosso, portanto... Não tenha medo de construir novas lembranças).

Byakuya ouve as palavras e fica surpreso, mas absorve a mensagem de Hisana e assente.

Ela sorri e fechando os olhos desaparece.

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Child of Light — Hymn of Light

Byakuya abre os olhos e olha sério para Kunrei.

– Oho... Eu gosto desse olhar, mas ele sozinho não é capaz de...!?

Asas brancas começam a surgir das costas de Byakuya, Kunrei surpreso pula para trás e assiste suas lâminas serem expulsas à força pela reiatsu do capitão que levanta gritando de raiva.

– Então pretende usar todo seu poder neste último ataque? Muito bem... Que seja...

A reiatsu de Kunrei não ficava atrás, tanto que seus olhos brilham em tom esmeralda, ele posiciona sua zanpakutou para confrontar Byakuya naquela instância e seu corpo se reveste de lâminas espinhosas que o cobriam como um escudo.

Byakuya ofegava ele olha novamente para sua sobrinha sangrando no chão e seu coração pesa quando não sente mais sua reiatsu, era tudo ou nada e ele sabia que poderia morrer ali, mas tinha que decidir aquela luta a qualquer custo, sua condição em relação a Kunrei era precária, mas ele não tinha mais escolhas.

– Shuukei Hakuteiken! – Byakuya voa em direção a Kunrei que faz o mesmo.

Naquele instante Byakuya não sentia nada e não ouvia nada, naquela tênue linha entre vida e morte sua visão se torna branca e em meio ao nada feito de luz ele enxerga uma silhueta familiar e ele apenas se deixa sorrir.

(- Por você... Para sempre o meu único amor!).

Os dois gritam e se chocam em um flash de luz que cria um pilar explodindo as milhares de pétalas de lâminas que cobriam a área.

Byakuya atravessa Kunrei que havia feito o mesmo com o capitão, ele se vira para Kunrei, mas um corte transversal abre em seu peito jorrando sangue em todas as direções e ele cai de joelhos se apoiando em sua zanpakutou, as asas brancas imperiais de desfazendo em partículas espirituais, o revolucionário se aproxima caminhando calmante, ele tinha um corte semelhante, porém menos mortal.

– Você conseguiu Kuchiki Byakuya, pude sentir que seu espírito estava todo depositado naquele último ataque, se você não estivesse naquela condição deplorável talvez tivesse sucesso, mas o destino adora ser irônico e não permite que apenas determinação vença alguém que é tão distante em poder.

– Eu fiz a minha parte... Usei tudo o que tinha e mesmo assim não consegui vencê-lo... Porém não sinto que perdi. – Byakuya sorri serenamente para Kunrei. – E o que eu ganhei em troca nem a morte será capaz de me tirar.

O homem encarava Byakuya com o mesmo sorriso.

– Não... Você não ganhou, mas existem coisas que não é necessário a morte tirar para sentir-se morto.

Byakuya olha confuso.

– O quê...?

Kunrei aponta sua espada para Byakuya.

– Eu vim até aqui para ensinar-lhe o verdadeiro significado de vingança, não aquela em que o objetivo se torna vazio depois de alcançado, não uma mera lembrança vazia que se esvai com o tempo e morre com o seu portador, uma verdadeira vingança é eterna e se estende pelas gerações encravada na história como uma profunda cicatriz, está é minha ultima lição para você.

Kunrei sorri e Byakuya arregala os olhos quando vê uma lâmina transpassar o revolucionário que cospe sangue e olha para trás.

– O... O que significa isso!? – Ele olhava confuso.

– TIO APROVEITE ESSA CHANCE AGORA E ACABE COM ESSA GUERRA! – Hisana mais cospe sangue do que fala.

– Maldita! – Kunrei tenta se virar para retirar a lâmina, mas Hisana se agarra nele impedindo-o de soltar-se.

– Tio!

– Mas se eu fizer isso eu irei machuca-la ainda mais! – Byakuya protesta.

– Que se dane eu não quero ser um peso morto para a família para sempre, eu vou ajudar não importa o preço!

– Garota tola, mesmo que se sacrifique não irá mudar nada. – Kunrei diz, mas agora começa a sentir o peso das feridas.

– Vai sim, porque você não vai estar vivo para rir ou chorar da nossa cara! – Ela responde em igual tom e olha novamente para o seu tio. – Tio Byakuya, por favor, eu não vou aguentar por muito tempo, se eu largar ele eu não vou ter forças para mexer um graveto! – Implora outra vez e Byakuya percebe o sangramento abundante da sobrinha, ela já estava nas últimas.

– Hisana... Eu...!

A jovem fita Byakuya com olhar em brasa e seu tio fica surpreso ao ver tamanha determinação.

– Posso não ter seu sangue tio, mas graças a tia Hisana eu sou uma Kuchiki agora e o senhor me ensinou que um Kuchiki sempre cumpre com suas promessas!

–...

O nobre capitão se apoia com auxilio da zanpakutou e fita Kunrei e sua sobrinha.

Pela primeira vez o revolucionário percebe o perigo a sua vida, mas ao contrário de se desesperar ele parece aceitar seu destino.

– Se pensam que vão realizar alguma coisa grandiosa ao me eliminarem estão muito enganados.

– TIO!!! – Hisana grita desesperada não conseguindo segurar direito.

– Senbonzakura... Só mais uma vez... – Ele sussurra para sua lâmina e a direciona para Kunrei e Hisana. – SHIRE!!!

As pequenas lâminas voam em espiral na direção de Kunrei e Hisana que fecha os olhos apertando os dentes, mas o homem sorria enquanto via a morte.

As lâminas transpassam os dois fazendo um buraco em ambos que cospem sangue e caem longe um do outro.

– HISANA!!! – Byakuya corre até ela aos tropeços e ao chegar enxerga a sobrinha com olhar sem brilho respirando com dificuldades.

– Tio me diz... Que... Ele ficou pior... Do que eu... – Ela ironiza.

– Não fale, economize suas energias, eu vou leva-la até Unohana, eu tenho certeza que ela lhe ajudará.

–... Eu não quero agulhas...

– Não seja tola suas feridas são graves, não posso...

– Eu boto uns esparadrapos nesse buraco se necessário, mas eu não quero levar agulhada da tia Unohana... O senhor já viu a expressão que ela faz...?

–... Tudo bem... Mas dá próxima vez não grite comigo para fazer uma loucura dessas...

– Tá... Da próxima vez eu peço com carinho. – Hisana sorri com a borda dos lábios.

Eles ouvem Kunrei cuspir sangue e se viram para ele, devido sua estatura Byakuya tinha conseguido acertar seu coração, mas por causa do posicionamento apenas o ombro de Hisana fora atingido, porém, o impacto forte a fez perder bastante sangue, problema que sua zanpakutou resolvia no momento.

Byakuya se aproxima de Kunrei e senta ao seu lado, ele sorri para o capitão e olha para Hisana.

– Muito bem... Conseguiram me vencer de uma maneira inusitada, confesso que fiquei orgulhoso.

– Como se o seu orgulho significasse alguma coisa agora que está morrendo. – Byakuya responde.

– Sim Kuchiki Byakuya... Orgulho significa tudo para pessoas como nós... Não tente filosofar sobre suas mudanças internas ocorridas em um calor de aproximação com a morte... – O homem sorria.

FullMetal Alchemist Brotherhood_21. Trisha's Lullaby

Kunrei vira a cabeça para Hisana que estava deitada descansando.

– Ela é da primeira geração que testemunhará o ocorrido e a primeira que fará parte das mudanças.

Byakuya faz força para levantar e consegue, mesmo que miseravelmente se apoiar em sua própria espada.

– Tudo será diferente a partir de agora, mas não deixarei que façam nada a ela, pois sua sobrinha é uma das primeiras que fará “tudo”.

– Por quê...? Por que fez isso consigo?

– Porque é necessário que eu morra para que minha vingança se realize, desde o início eu tinha consciência de que iria morrer, ou pelas suas mãos, ou pelas mãos daqueles que o vingariam.

– Então... Então...?

– Sim... A Soul Society será destruída hoje... Assim que minha reiatsu deixar de existir meus soldados chamarão o último contingente que aguarda em Rukongai e eles devastarão Seireitei.

– Maldito... Então você mentiu! – Byakuya grita, mas quando seu peito dói ele se ajoelha.

– Eu não poderia deixa-lo morrer sem testemunhar e aprender Kuchiki Byakuya que grandes mudanças nascem de atos planejados e eu planejei este dia por muitos anos, nada será capaz de impedir. – Kunrei vomita sangue.

Byakuya rangia os dentes.

– No final você não vingou sua família, não protegeu ninguém e hoje só continuará vivo graças a misericórdia de seu inimigo, o mesmo que tirou tudo de você.

Byakuya tremia de dor e raiva.

– Quanto a mim... Eu ganhei esta guerra em cada mínimo detalhe e mesmo a minha morte será uma vitória, pois vivo muitos dividirão suas opiniões a meu respeito, porém morto... Eu me tornarei o tão aguardado herói eternizado na história do mundo e com o tempo mesmo aqueles que hoje são contra minha imagem não poderão negar as mudanças...

– O mártir perfeito...

Kunrei sorri e sua visão começa a ficar embaçada.

– Hoje morro como um herói... Amanhã serei lembrando como um salvador...

– Espere maldito você não pode...!

– Adeus Kuchiki Byakuya... Espero que consiga adaptar-se ao novo mundo...

Kunrei morre de uma maneira impossível de se imaginar diante de Byakuya, assim que os olhos do homem fecham diante do capitão ele grita com furor para o céu sentindo-se completamente derrotado e desmaia devido a perda de sangue.

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Tudo o que Kunrei havia previsto acontece, seus comandados em fúria pela perda do líder marcham em direção a Seireitei, os shinigamis vão sendo empurrados e acuados se tornam prisioneiros de guerra.

Os soldados rebelados exterminam os nobres visados por Kunrei desde o princípio, mas mantém a mansão Kuchiki intacta.

Assim como uma tempestade furiosa capaz de varrer um país os homens de Kunrei destroem a Soul Society e em um urro de vitória anunciam sua vitória destruindo as grandes muralhas que circundavam a cidade central.

Os limites que separavam os menores dos maiores não existiam mais e o rastro de destruição se torna mais evidente aos olhos de quem sobrevive.

Em meio a toda esta destruição o quartel general do 4º Esquadrão se mantinha intacto Unohana e Rukia que havia acordado preocupada com as reiatsus de Byakuya e Hisana olhava sem acreditar para o resultado de tudo aquilo, eles eram sitiados pelos inimigos que calculavam seus passos sem deixa-los sair.

– (Essa não... Se nós entramos em conflito agora os feridos não irão resistir...) – Pensava.

– Saiam da minha frente.

Os soldados olham para trás e abrem espaço em uma reverência.

Uma bela mulher, porém ferida se aproximava do esquadrão ao lado de uma criança, provavelmente seu filho, ela estava carregando duas pessoas.

– Você é...! – Rukia a reconhece.

– Kurosaki Rukia... – A mulher assente.

Ela joga Byakuya e Hisana na frente da morena.

– Minha filha! Nii-sama! – Ela corre até eles e vendo que estavam vivos olha de volta para a mulher. – O-Obrigada...

– Não me agradeça eles estarem vivos não passa de uma grande ironia do destino, porém... – Ela olha para Eiji. – Eu tinha uma dívida com sua filha e hoje ela foi paga, agradeça a ela.

Rukia olha para Hisana e faz carinho em seus cabelos.

– Sim...

– Comandante Hayame suas ordens? – Um dos subordinados se ajoelha diante dela.

– Nós vamos voltar para casa, a partir de agora existe muito a ser feito, este mundo será moldado conforme a vontade de Kunrei-sama e nós estaremos de olho em vocês, é bom que se lembrem do que foi feito hoje e do poder que reside dentro de pessoas que sequer conhecem. – Hayame olha para Unohana. – Não importa se você possui a força de mil pessoas ou a autoridade de outras mil, vocês não podem vencer o poder daqueles que almejam mudanças.

Unohana e Rukia ficam caladas, Hayame se vira para seus homens.

– Vamos homens, hoje foi feita a justiça de Kunrei-sama e todo sacrifício valeu a pena, voltemos a nossa morada de onde agora esperaremos para colher os frutos de nosso árduo trabalho!

Os soldados vibram e Hayame começa a marcham com seus homens.

– AH!!! – Eiji lembra algo e corre até Rukia, ele pega algo do bolso e entrega para ela. – Quando ela acordar entregue este presente para ela por tudo o que ela fez por mim e pela minha mãe! – Ele sorri inocentemente.

–... Tudo bem... – Rukia não tinha entendido muito bem.

Eiji sorri e volta correndo para o lado de sua mãe.

Rukia abre a mão e existia uma pequena flor chamada Jacinto, também conhecida como “a flor do recomeço”.

Ela levanta o semblante para o pequeno e ele sorria de volta enquanto sua mãe com olhar sereno assente àquele significado.

Rukia fecha os olhos e se deixa sorrir.

A guerra teve o seu fim pelas mãos de um homem visionário cuja revolução mudaria para sempre a concepção que um dia deu origem a Soul Society, agora caberia aos poucos ainda vivos e testemunhas daquele grande conflito mudar para sempre a sua história.

O que o destino reservava após aquele conflito ninguém poderia dizer.

Mas eles tinham esperanças...

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Continua...

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Notas finais
Partindo para o último capítulo!!!