Retrato de Família

10 A Vitória do Ciúmes


Notas iniciais
Preparem seus corações, esse capítulo promete abalar.

Bianca pensou, pensou, pensou e pensou, ela raciocinou e tentou decidir a melhor maneira de se vingar de Cobra e Jade.

Ela estava no escritório com os cotovelos apoiados na mesa enquanto roía a unha do polegar. Ela olhou pela janela e viu Cobra treinar.

Seus olhos se fixaram no irmão e ela pode perceber quando ele se distraiu do treino olhando além da academia. Ela seguiu seu olhar e viu Jade perto das escadas com Vicki e Joaquina. Jade sorriu e deu uma piscadela discreta pro namorado. Bianca voltou seus olhos a Cobra que sorriu e tentou se concentrar no treino novamente.

Bianca se sentiu idiota de novo. Agora que ela já sabia da verdade era fácil perceber.

— Sua idiota. – Criticou-se Bianca. – Não, ela é uma idiota, ELES são uns idiotas.

A atriz bufou e voltou a seu plano de vingança, mas ainda estava sem ideias para ele.

— Bi, quer almoçar? – Perguntou Ruiva.

Bianca olhou para sua amiga na porta e assim que focalizou em Ruiva, sua mente clareou e ela teve um estalo.

— Bárbara. – Ela sorriu.

— Oi? – Estranhou Ruiva.

— É você. – Animou-se Bianca.

— É, sou eu. – Assentiu Ruiva confusa. – Você quer almoçar?

— Quero sim. – Concordou Bianca radiante.

Ela se levantou com euforia e pegou sua bolsa acompanhando a amiga para fora.

— Você não me contou o que aconteceu ontem com o Duca e a Jade. – Lembrou Ruiva enquanto as duas se encaminhavam.

— Essa é uma longa história. – Suspirou Bianca.

—OXOXOXOXOX-

Cobra e Jade estavam sentados em uma banheira cobertos de espuma. Ele estava sentado atrás dela com os braços ao redor de sua cintura enquanto ela juntava espuma com as duas mãos e assoprava.

— Olha, adorei isso. – Ele disse traçando uma trilha de beijos pelo ombro dela.

Ela riu jogando a cabeça para o lado para que ele pudesse subir os beijos até seu pescoço.

— É bom, né? – Ela sorriu esfregando seu braço com a esponja.

— A gente devia fazer isso sempre. – Sonhou ele.

— E correr o risco de sermos mortos pelos meus pais por usar a banheira deles? – Zombou ela. – A gente deu muita sorte deles ganharem esses ingressos pra essa orquestra sinfônica e a gente ficar com a casa só pra gente.

Ela entregou a esponja para o namorado e ele começou a esfregar as costas dela.

— Não tem perigo deles pegarem a gente? – Perguntou Cobra receoso.

— Tá com medo do meu pai, lutador? – Caçoou Jade.

— Do seu pai não, da sua mãe. – Corrigiu Cobra.

— Ai, Vagabundo. – Jade riu e se inclinou para trás deitando no peito do namorado.

Ele passou os braços ao redor do pescoço dela e ela pegou a esponja da mão dele, dobrou uma perna e começou a esfregá-la, começando pelo joelho.

—X-

Jade estava jantando na casa de Cobra com sua família aproveitando que Bianca tinha ido dormir na casa de Ruiva.

Ela ria muito segurando Miguel enquanto conversava com Gael e Dandara. E Cobra assistia a tudo sorridente enquanto Karina contava de seu treino para ele.

— Cobra, você tá prestando atenção em mim? – Perguntou Karina irritada.

— Foi mal, Ka, eu tava distraído. – Ele respondeu sorridente.

— Tô vendo. – Karina riu.

— Eu vou casar com essa garota, Karina. – Ele sorriu.

— Nossa. – Chocou-se Karina. – Quem te viu, quem te vê hein, Cobra?

— Eu tô louco por essa garota, Ka. – Confessou ele. – Não consigo mais viver sem ela.

— Pra sua sorte, acho que ela também não consegue mais viver sem você. – Observou Karina olhando para Jade que conversava com Gael e Dandara, mas que volta e meia, voltava seu olhar a Cobra. – Ela tá se arriscando muito por sua causa.

— Eu sei. – Confirmou Cobra.

— Você também tá se arriscando. – Karina suspirou.

— Mas ela vale o risco. – Garantiu Cobra.

— Eu sei. – Afirmou Karina.

— Eiiiiiiiiiiiiii, oh lá o irmãozão, oh lá. – Brincou Jade se aproximando com Miguel nos braços.

— Eiiiiiiiiiiii. – Respondeu Cobra esticando os braços para mexer com o irmãozinho.

Jade se sentou ao lado dele e os três começaram a brincar com o bebê.

— Você podia dormir aqui hoje. – Convidou Cobra. – A Bianca vai passar a noite toda fora mesmo.

— Seu pai vai deixar a gente dormir juntos? – Estranhou ela.

— Você pode dormir no quarto comigo. – Karina deu de ombros. – Dorme na cama da Bianca.

As duas garotas riram.

— Será, gente? – Ela sorriu.

— Vai, fica. – Pediu Cobra.

— É, fica aí. – Chamou Karina. – Amanhã a gente sai um pouco mais cedo pra Bianca não ver a gente chegando junto e pronto.

— Ah, tudo bem, se não for incomodar. – Animou-se Jade.

— E quando é que você incomoda, minha Dama?

Jade sorriu e deu um selinho no namorado.

—O-

— E ai, você conseguiu flagrar a Jade e Duca? – Perguntou Mari colocando uma barra de chocolate na boca.

— Não. – Negou Bianca. – Eu perdi ela no meio do caminho.

— E o que você vai fazer agora? – Questionou Mari.

— Bi, meu conselho é pra você deixar tudo isso pra lá. – Disse Ruiva. – Esqueça a Jade e o Duca, esquece essa história toda. Se entende com o Henrique, segue em frente com essa história.

— Quer saber, Bárbara? – Bianca suspirou. – Eu andei pensando muito e acho que você tem razão.

— Acha? – As amigas da atriz se surpreenderam.

— Acho. – Confirmou a filha mais velha de Gael. – É hora de seguir em frente.

— É? – Repetiram as duas meninas abobadas.

— Eu tenho sido muito possessiva com coisas que não são da minha conta. – Mentiu Bianca. – Tá na hora de deixar minha imaturidade e meu ciúme de lado. Ao começar por você, Ruiva.

— Eu? – Confundiu-se Ruiva.

— É, minha amiga, acho que pisei na bola com você. – Confessou Bianca. – Mas eu vou me redimir.

Ruiva e Mari se entreolharam confusas.

—OXOXOXOXOX-

— Ai, Ka, acho que nunca na minha vida eu estive tão feliz. – Jade se jogou na cama abraçada a um travesseiro.

Karina riu, se levantou de sua cama e foi sentar-se ao lado de Jade na cama da irmã.

— Eu amo o seu irmão. – Continuou a bailarina.

— Eu sei. – Confirmou a lutadora. – Ele também ama você.

— Eu sei. – Jade suspirou tristemente.

— Então por que o suspiro? – Estranhou Karina.

— Sabe nos filmes quando as coisas estão perfeitas, tá tudo lindo, daí você sabe que alguma coisa ruim vai acontecer antes do final feliz antes dos créditos? – Exemplificou Jade.

— Sei. – Respondeu Karina confusa.

— Eu tô sentido que tô nessa parte do filme. – Confessou Jade. – Eu tenho medo de estar passando pela calmaria antes da tempestade.

— Ai, Jade. Que coisa horrível de se pensar.

— Eu sei. – Assentiu Jade. – Mas é que eu tô com tanto medo, Ka. Eu tô tão feliz que tô com o pressentimento ruim de que alguma coisa vai vir acabar com tudo isso.

— Bom, se alguma coisa vier, você sabe que é só a tempestade antes da calmaria. – Consolou Karina. – Você mesma disse que a coisa ruim acontece antes do final feliz. O final feliz é que vem antes dos créditos.

— É, mas eu não quero o meu final feliz só um pouco antes dos créditos, entende? – Jade continuou com a metáfora. – Eu só quer ser feliz... Tanto quanto eu sou agora, todos os dias.

— Vai ser. – Prometeu Karina. – Vai ter dias bons e ruins, mas vai ser feliz.

— Ah menos que eu seja a protagonista de um drama. – Lamuriou Jade.

— Não é. – Repreendeu a filha mais nova de Gael.

— Eu sinto que fiz alguma coisa errada. – Admitiu Jade.

— Como o que?

— Sabe a história antiga que já caiu por terra de que as virgens sempre sobrevivem em filmes de terror? – Jade exemplificou de novo.

— Sei. – Assentiu Karina.

— E se elas perdem a virgindade, morrem praticamente em seguida.

— Acho que a história não fala sobre isso.

— Estou constatando. – Explicou Jade.

— E daí? – Confundiu-se Karina.

— E seu eu tiver cometido um erro dormindo com o Cobra. – Indagou Jade. – E se isso for como o sacrifício de uma virgem em um filme de terror? E se ter dormido com ele for a morte pro Cobra e eu.

— Credo, Jade. – Repreendeu Karina. – Primeiro, para de comparar sua vida a filmes. Segundo, você e o Cobra se amam, a Bianca vai se conformar e tudo vai ficar bem.

— Eu espero que tenha razão. – Torceu Jade.

— Eu tenho. – Prometeu Karina se deitando ao lado de Jade na cama.

As duas se abraçaram e Jade sorriu fracamente.

—X-

Jade estava dormindo na cama de Bianca ainda com o braço de Karina, que apagou ao seu lado, ao seu redor.

Cobra se espreitou silenciosamente até Jade e colocou a mão na boca dela. A bailarina acordou assustada e arregalou os olhos zangada para o namorado.

O lutador fez sinal para que a namorada o seguisse e foi se afastando aos poucos.

Jade levantou delicadamente o braço de Karina e desceu da cama devagar.

Ela foi até a sala e encontrou Cobra de pé sorrindo travesso.

— Cobra, você quase me matou do coração. – Brigou ela.

Ele a ignorou, a puxou pela cintura e a beijou.

— Você tá achando que vai me comprar com esses beijos só porque tá todo gostoso aí sem camisa? – Ela sorriu.

— Eu posso tentar. – Ele maliciou.

Os dois se beijaram e ele a puxou para a poltrona.

Ele se sentou e ela colocou em seu colo. Eles ficaram apenas sentados se beijando por horas.

—X-

Cobra saiu de casa e olhou para todos os lados.

— Tá limpo, pode sair. – Ele acenou.

Jade saiu logo em seguida olhando ao redor. Ela voltou-se para o namorado e sorriu.

— A noite foi ótima. – Ela disse.

— Podia ter sido melhor. – Ele olhou para ela malicioso fazendo-a rir. – A gente se vê mais tarde.

— Até mais tarde. – Ela de despediu.

Os dois se beijaram e sorriram.

—O-

Bianca chegou com Ruiva e Mari. E enquanto Ruiva estacionava e Mari pegava as bolsas, Bianca desceu do carro a tempo de ver seu irmão e Jade se beijando em frente a sua porta.

— Desgraçados. – Praguejou ela. – Na minha casa. Vão aproveitando bem o tempo juntos, porque tá se esgotando.

— Vamo, Bi. – Chamou Ruiva.

— Vamos. – Ela sorriu e seguiu as amigas até a porta.

—O-

— Eu tenho mesmo que ir agora. – Anunciou Jade tentando se separar do namorado.

— Só mais um. – Pediu Cobra já a puxando e a beijando de novo.

Jade riu e se soltou.

— Agora eu tenho que ir, Vagabundo. – Ela o empurrou. – Sua irmã não pode ver a gente chegando junto.

Cobra suspirou assentindo.

— A gente se vê depois. – Ela se despediu lhe dando o último selinho.

—OXOXOXOXOX-

Bianca cutucou o ombro de Henrique que se virou para ela e assim que a viu, sorriu.

— Oi, Bi.

— A gente pode conversar rapidinho?

— Claro. – Ele respondeu alegremente.

— Henrique, você quer sair comigo? – Ela foi direto ao ponto. – Quer dizer, quer MESMO sair comigo?

— Claro que quero, Bi. – Assentiu ele empolgado. – Eu tô tentando fazer você sair comigo desde que eu terminei com a Jade.

— Se você quer sair comigo de verdade, vai ter que me fazer um favor antes. – Alertou ela.

Ele a olhou estranhando, mas assentiu.

—OXOXOXOXOX-

Cobra estava no QG mexendo em sua aliança quando Bianca entrou. Ele rapidamente colocou a corrente de volta dentro da camiseta.

Bianca notou a aliança pela primeira vez.

— Oi. – Ela sorriu.

— E ai. – Ele devolveu o sorriso.

— Quer jantar comigo na sexta? – Convidou ela.

— Qual a ocasião? – Brincou ele.

— Eu quero passar um tempinho com o meu irmão mais velho. – Informou ela. – E tenho uma surpresa pra você.

— Surpresa, que surpresa? – Estranhou ele.

— Vai ter que jantar comigo se quiser saber. – Provocou ela.

Ele riu.

— Tá legal. – Ele assentiu.

— Janta? – Animou-se ela.

— Janto. – Ele respondeu rindo.

Bianca deu alguns pulinhos e abraçou o irmão por cima do balcão que riu.

—X-

Cobra e Jade estavam se pegando nos fundos do QG.

— Hum. – Jade interrompeu um dos beijos. – Vai ter uma festa de um vizinho do Lírio na sexta e o Lírio chamou a gente. Acho que vai ser ótimo, a Bianca não vai estar lá.

— Não vai dar não. – Lamentou ele. – A Bi quer jantar comigo na sexta.

— Incrível como ela sempre dá um jeito de empacar nosso lado. – Jade riu sarcástica.

— É. – Lastimou o vagabundo. – Eu vou contar pra ela logo agora.

— Promete? – Cobrou a dama enquanto ele colocava uma mexa do cabelo dela atrás da orelha.

— Eu prometo. – Assentiu Cobra.

— Então tá. – Ela sorriu e os dois voltaram a se beijar.

—OXOXOXOXOX-

Karina estava indo para o vestuário depois de terminar o seu treino quando foi interceptada por Pedro que desceu as escadas correndo.

— Karina, Karina, Karina. – Chamou ele até chegar ofegante à base da escada e parar ao lado de Karina.

— Oi, Pe. – Ela riu.

— Quer sair comigo amanhã? – Ele foi direto.

— Aaaaaaaaaaaaah. – A lutadora pensou por um momento e viu seu irmão assentindo da porta do banheiro. – Tá bom.

— Sério? – Animou-se Pedro.

— Sério. – Ela sorriu.

— Yes. – Ele deu um pulo em comemoração e fez Karina rir. – Então a gente se vê amanhã.

— Até amanhã. – Karina acenou.

Ela seguiu seu caminho até o vestuário enquanto Pedro ia embora. No caminho até o vestuário, ela cruzou com seu irmão e ele piscou para ela.

Karina sorriu e saiu enquanto Cobra a observava.

— O que você está olhando, irmão? – Perguntou Duca se aproximando de Cobra pelas costas.

Cobra segurou a regata de Duca pelo colarinho raivosamente.

— Eu vou jantar com a Bianca amanhã. – Avisou Cobra. – E a Karina vai sair com o Pedro. Fica de olho nela pra mim.

— Tá. – Duca riu. – Vou fazer o possível.

Ele soltou a mão de Cobra de sua roupa.

— Mantém o olho naquele capiroto. – Pediu Cobra. – E é melhor deixar bem claro pra ele que eu tô de olho e que ele não se atreva a ultrapassar os limites.

— Pode deixar, eu passo o seu recado. – Duca garantiu divertido.

—OXOXOXOXOX-

Na sexta depois da aula da Ribalta, Bianca esperou Jade se despedir de seus amigos e sair e se aproximou de Joaquina.

— Oi, Jo. – Ela sorriu.

— Oi, Bianca. – Joaquina cumprimentou inocentemente.

— Jo, o meu celular está sem bateria e eu preciso enviar uma mensagem com urgência. – Dissimulou Bianca. – Será que você pode me emprestar o seu?

— Claro. – Assentiu Joaquina entregando o celular à Bianca.

— Valeu, Jo. – Agradeceu Bianca pegando o celular.

Ela rapidamente encontrou o número de Jade e enviou a mensagem:

“Me encontra no Perfeitão hoje à noite.

Preciso te ver com urgência.

Beijos.”

— Aqui, Jo. Muito obrigada. – Bianca devolveu o celular depois de apagar a mensagem.

— Sem problemas. – Joaquina sorriu.

Bianca se afastou sorrindo vitoriosa.

—X-

Bianca e Cobra chegaram de braços dados e sorridentes ao Perfeitão.

Os dois irmãos conversavam animadamente e Cobra beijou o topo da cabeça da irmã.

— Agora a sua surpresa. – Anunciou ela.

— Ah, legal. – Ele sorriu.

Bianca o puxou pela mão até uma mesa onde Henrique e Ruiva estavam sentados.

— Tchã nã. – Bianca gesticulou para os amigos.

O sorriso de Cobra se modificou para um constrangido e ele ficou confuso.

— O que que tá acontecendo? – Ele perguntou.

— Eu pensei bem no que eu fiz e eu estraguei o lance de vocês dois e eu me arrependi. Não foi justo. – Explicou Bianca.

— Ah é? – O sorriso dele morreu.

— Então eu resolvi me redimir. – Continuou a atriz. – Então armei este encontro duplo. – Ela bateu palmas animada. – Vai senta.

Henrique e Ruiva sorriram para ele.

— Senta vai. – Disse Bianca. – Você pode curtir seu encontro e ainda vigiar eu e o Henrique, olha como eu fui legal.

— Bi, olha... – Cobra coçou a cabeça.

— Cobra, senta. – Mandou Bianca. – O encontro só começa quando a gente sentar. E a gente tá aqui pra isso, né? – Ela sorriu cínica. – Não temos nada marcado, marcamos ISSO, não precisamos encontrar ninguém. Tá tudo certo, você só precisa sentar.

Cobra respirou fundo e a irmã o olhou sugestivamente. Ele se sentou de frente à Ruiva se sentindo sem saída.

“A Jade vai me matar.” – Pensou ele.

Ele forçou um sorriso para Ruiva e Henrique e tentou se concentrar nas conversas que se iniciavam, mas só consegui pensar no quanto estaria perdido se Jade descobrisse.

—OXOXOXOXOX-

— Ai, Jade, não entendi por quê a gente não encontra com ela direto na festa. – Estranhou Vicki.

— Ah, nem eu, Vicki, mas ela pediu pra gente encontrar ela aqui hoje à noite, deduzi que era antes da festa. – Jade deu de ombros. – E ela disse que era urgente. Você conhece a Jo.

— E cadê ela? – Vicki procurou pelo Perfeitão.

Jade olhou ao redor e avistou seu namorado com Bianca, Henrique e Ruiva.

— Vicki. – Ela apertou o braço da amiga.

A cantora seguiu o olhar da amiga e viu a cena. Ela respirou fundo sem saber o que dizer.

— Não é nada demais, Jade. – Garantiu ela. – São só os amigos da Bianca.

— Então cadê a Mari? – Questionou Jade.

— Vem. – Vicki puxou a amiga para fora da lanchonete.

— Ele me disse que ia jantar só com a Bianca. – Afirmou Jade.

— Jade, calma. – Vicki a segurou pelos ombros. – Eu tenho certeza que tem uma explicação completamente lógica pra essa situação.

— Veremos. – Jade se desvencilhou da amiga e pegou seu celular raivosamente.

— O que você vai fazer? – Preocupou-se Vicki.

Jade digitou rapidamente e ligou para o namorado.

—O-

Cobra viu o nome de Jade na tela do celular e rapidamente o colocou em baixo da mesa e recusou a ligação.

— Tudo bem? – Ruiva riu.

— Tudo. – Ele confirmou nervoso.

O celular vibrou outra vez ainda na mão dele e ele viu o nome de Jade novamente.

— A minha mãe tá me ligando. – Mentiu ele. – Eu preciso atender.

Ele se levantou com pressa e atendeu o telefone.

— Dama, eu não posso falar agora. – Ele foi dizendo assim que atendeu.

— Onde você tá? – Ela perguntou seca.

— No jantar com a Bianca, eu te falei. – Ele respondeu. – E eu tenho que desligar, ou ela pode desconfiar.

— Vocês estão sozinhos? – Questionou ela.

Cobra hesitou por um minuto pensando em qual resposta traria maiores problemas. Para evitar um conflito imediato, ele mentiu:

— Estamos, claro que estamos sozinhos. – Ele olhou preocupado para a mesa.

—O-

— Manda ele voltar. – Sugeriu Bianca animada. – A mãe do Cobra adora quando ele tá com uma garota.

— Tem certeza? – Ruiva estranhou divertida.

Bianca assentiu.

— Tá. – Concordou Ruiva. – COBRA, VEM!

Cobra estacou em seu lugar rezando para que Jade não tivesse ouvido.

— Foi a Bianca? – Indagou Jade reconhecendo a voz de Ruiva.

— Foi. – Mentiu Cobra nervoso. – Eu preciso ir, te ligo quando chegar em casa.

— Tá bom. — Jade desligou o celular.

— Jade? – Chamou Cobra achando esquisito.

Ele olhou para o celular sem entender a atitude da namorada e depois deu de ombros e voltou-se para a mesa.

—O-

— E ai? – Questionou Vicki.

— Ele mentiu pra mim. – Entristeceu-se Jade.

A cantora pensou por um minuto e olhou para dentro do restaurante sem saber o que fazer.

— Liga pro Lírio. – Pediu a bailarina. – Diz que a gente não vai mais.

— O que você vai fazer? – Preocupou-se Vicki.

Jade pensou por um momento antes de responder.

— Nada. – Ela balançou a cabeça chorosa.

Vicki suspirou e pegou seu celular ligando para Lírio.

—O-

— Ai, gente, a noite tá ótima. – Animou-se Bianca. – A gente podia estender ela um pouquinho mais, o que vocês acham?

— Eu acho ótimo. – Concordou Ruiva.

— Eu também. – Assentiu Henrique.

— Não, não vai rolar. – Cobra fingiu lastimar. – O papai não vai gostar muito não.

— Ai, Cobra, desde quando o papai liga de você ir pra uma balada? – Lembrou Bianca. – E se eu estiver com você, ele também não vai se importar. Nós vamos.

Cobra não sabia o que inventar para fugir, então decidiu contar a verdade para a namorada, mas quando olhou seu celular se condenou por estar sem bateria.

— Não dá. – Disse ele. – Meu celular tá sem bateria.

— Relaxa, eu aviso o papai. – Bianca sorriu.

— Mas é que eu preciso avisar...

— Avisar quem? – Incitou ela.

— Ninguém, se você vai avisar o mestre. – Desconversou ele.

— Ótimo, então vamos. – Bianca sorriu. – Eu vou ligar pro papai.

— Vai ser divertido. – Animou-se Ruiva enquanto Bianca ligava.

— É. – Cobra concordou a contra gosto.

— Você tá bem, Cobra? – Preocupou-se Ruiva. – Parece meio agitado, tá distante.

— É só uma coisa com a minha mãe. – Mentiu ele.

— Mas tá tudo bem? – Repetiu Ruiva.

— Nada de mais. – Cobriu sorriu fracamente.

— Pronto. – Anunciou Bianca desligando o celular. – Já avisei o papai e já tá tudo certo.

— Mas ele deixou fácil assim? – Cobra começou a entrar em pânico.

— Eu já tinha dito que se tudo desse certo, nós prolongaríamos a noite. – Bianca deu de ombros. Vamos.

Ela se levantou e Henrique e Ruiva a imitaram.

Cobra vendo que não tinha escolha, se não quisesse que Bianca desconfiasse de nada, os seguiu.

—O-

— Pronto, já avisei pro Lírio. – Vicki suspirou.

Jade concordou com a cabeça melancolicamente.

Vicki ouviu a voz de Bianca e viu os três saírem do restaurante. Ela empurrou Jade e as duas se esconderam atrás da parede do Perfeitão.

Bianca conseguiu ver as duas antes delas se esconderem e riu vitoriosa.

— Vamos lá na Eco. – Bianca falou alto o bastante para que Vicki e Jade pudessem ouvir.

— Acho ótimo. – Assentiu Ruiva.

— É, eu gosto de lá. – Reforçou Henrique.

— Pode ser. – Cobra deu de ombros.

— Vamos no meu carro. – Convidou Henrique.

— Não perde tempo, hein. – Sussurrou Bianca para Ruiva. – Pode atacar o meu irmão.

—O-

Jade e Vicki que espiaram toda a cena saíram de seu esconderijo e viram os quatro entrando no carro de Henrique.

— Aquele desgraçado. – Xingou Vicki.

Jade assistiu ao carro se afastar e viu Duca sentado na praça.

— Vem. – Ela puxou a amiga.

— Pra onde? – Estranhou Vicki.

— O que você tá fazendo? – Jade perguntou se aproximando de Duca.

Duca olhou para as duas e vendo as amigas um tanto exaltadas respondeu:

— Tô de olho no Pedro e a Karina. – Duca apontou pro outro lado da praça onde o guitarrista e lutadora estavam sentados conversando alegremente. – O Cobra me pediu pra vigiar eles.

— Você tá dispensado da tarefa. – Disse Jade o puxando.

Duca se levantou confuso.

— Mas o Cobra pediu...

— Eu sou a namorada do Cobra e preciso de você por um motivo de força maior. – Interrompeu a bailarina. – O Cobra vai te perdoar. Preciso de uma carona.

— Jade, eu tô de carro. – Lembrou Vicki. – Eu levo você.

— O Duca vai com a gente. – Insistiu Jade.

— Tá, tudo bem. – Concordou Duca percebendo o estado da amiga.

— Se você quer assim. – Assentiu Vicki.

Duca voltou para Pedro e Karina e gritou:

— EI GUITARRISTA!

Pedro deu um salto se afastando de Karina.

— Se comporta. – Avisou Duca. – Não esquece que eu tô de olho.

Pedro assentiu assustado fazendo uma reverência e Karina revirou os olhos.

— Vamos. – Duca chamou colocando a mão protetoramente nas costas de Jade e acompanhando as duas garotas até o carro.

—OXOXOXOXOX-

Bianca e Henrique estavam no bar assistindo de longe enquanto Ruiva e Cobra conversavam, ela animadamente e ele constrangido.

— Ele não parece muito animado. – Observou Henrique.

— Nem precisa. – Bianca sorriu. – Licença. – Ela interceptou uma moça que parou do lado deles. – Olha é muito chato pedir isso, mas tá vendo aquele cara ali com aquela ruiva?

A moça assentiu.

— Então, ele é namorado da minha melhor amiga. – Mentiu Bianca dramaticamente. – E ele tá aqui com essa outra garota. Não é a primeira vez que ele apronta. – Bianca fingiu um suspiro abatido. – A minha amiga é muito apaixonada por ele, mas ele não faz bem pra ela, só a faz sofrer. Ela PRECISA superar. Só que ela não vai acreditar em mim sem uma prova e o meu celular ficou sem bateria.

— Tá, já entendi. – Acenou a garota entregando o celular. – Vai fundo, amiga.

— Nossa, muito obrigada. – Bianca agradeceu exageradamente. – É muito chato pedir isso.

— Imagina. – Discordou a garota. – Se esse cretino tá enganando a sua amiga, você tem que proteger ela mesmo.

— Sim. – Concordou Bianca.

— Canalha. – Comentou a garota.

Bianca assentiu tirando uma foto do irmão e a melhor amiga. Ela conseguiu capturar o momento exato em que Cobra sorriu de alguma coisa de que Ruiva disse.

Assim que tirou a foto, a atriz enviou como uma mensagem para o número de Jade, que ela tinha decorado especialmente para a ocasião.

— Aqui, moça. – Ela devolveu o celular para a garota. – E muito obrigada mesmo.

— Imagina. – A garota sorriu. – Nós mulheres temos que nos unir.

— Com certeza. – Concordou Bianca acenando para a mulher que se afastava.

— Bem convincente você. – Brincou Henrique.

— Eu sou atriz. – Lembrou ela.

— A namorada do seu irmão é tão ruim assim? – Perguntou o paulista.

— Péssima. – Irritou-se Bianca. – Mas ela vai ter o que merece.

—O-

Jade estava ansiosa no banco de trás do carro enquanto Duca dirigia e Vicki olhava pela janela preocupada do banco do passageiro.

O celular de Jade vibrou em suas mãos e ela viu que tinha uma mensagem de um número desconhecido. Assim que abriu a mensagem, viu a foto de Cobra e Ruiva rindo na balada.

Ela respirou fundo e fechou a mensagem.

— Vai mais rápido, Duca. – Ordenou ela.

— Por que é tão importante ir pra Eco? – Questionou Duca.

— Só dirige. – A bailarina mandou entre dentes.

Duca achou melhor não perguntar e só obedeceu, mas decidiu que depois perguntaria ao melhor amigo o que houve com a sua garota.

—OXOXOXOXOX-

Ruiva se levantou e puxou Cobra consigo.

— Vem dançar. – Ela chamou o puxando.

Cobra estacou em seu lugar e respondeu fingindo lamentar:

— Eu não danço.

— Vai, Cobra. – Pediu Ruiva. – Só uma música.

— Não. – Cobra riu.

Ruiva se aproximou ainda segurando a mão dele e implorou:

— Por favor, vai?

Cobra negou.

— Desculpa, hoje não.

— Você tá tão difícil hoje. – Brincou Ruiva.

— Eu tô cansado. – Cobra deu de ombros. – Acho melhor eu ir.

— Não, não, não, ainda não. – Ela disse segurando-o. – Ainda não. Ainda nem aproveitamos a melhor parte.

— Que melhor parte? – Ele perguntou confuso.

— Essa. – Ela respondeu e logo depois o beijou, pegando o lutador de surpresa.

—O-

Jade chegou com Duca e Cobra no exato momento em que Ruiva beijou Cobra.

Ela viu o beijo e respirou fundo. A única coisa que vinha a sua mente eram as palavras das amigas de Cobra de Goiânia:

“É só o tempo dele transar com elas mesmo.”

“Foi o tempo que levou pra conseguir transar.”

“Ele ficou com uma prima primeiro, mas só ficou, daí ela começou a namorar e ele ficou com a outra duas semanas até ela transar com ele, aí ele largou ela, depois a primeira prima terminou o namoro, ele transou com ela também e no fim largou as duas.”

— MANO. – Duca chamou a atenção dele.

—O-

Bianca e Henrique se aproximaram assim que viram Jade chegar. E Henrique ficou surpreso por vê-los ali, enquanto Bianca sorriu vitoriosa.

—O-

Cobra finalmente se recuperando do choque de ser beijado por Ruiva a segurou pelos ombros e a empurrou.

Ele olhou para a direção de onde veio a voz de Duca e viu Jade com um olhar colérico para ele.

Ela não disse uma palavra, apenas deu-lhe as costas balançando o cabelo e saiu com Vicki em seu encalço.

— JADE! – Cobra gritou antes de empurrar Ruiva para longe.

Ele sem pensar, saiu correndo imediatamente atrás dela.

Os outros quatro o seguiram e Bianca dava pulinhos de alegria enquanto ia atrás deles.

—O-

Assim que conseguiu sair da boate, Jade desabou em lágrimas e Vicki a amparou.

— Jade. – Chamou Cobra passando pela porta correndo.

Jade engoliu o choro e voltou a caminhar decidida quando ouviu a voz dele, mas ele a interceptou e a segurou pelo braço.

Quando Cobra a virou para encará-lo, Jade pegou impulso no giro e virou a mão na cara do rapaz com tanta força que o rosto do lutador ardeu tanto quanto a fúria nos olhos da bailarina.

Vicki deu um pulo para trás com o susto. E Duca, Bianca, Henrique e Ruiva saíram da boate e paralisaram como a cena.

Ela soltou seu braço e Cobra colocou a mão no rosto com a marca vermelha da mão de Jade.

— Você tá com raiva, eu sei. – Cobra começou calmamente.

Jade começou a rir sarcasticamente até sua risada se transformar em uma gargalhada.

— Ele acha que eu tô com raiva. – Ela voltou-se ainda rindo para Vicki.

Vicki olhou preocupada para a amiga.

— Pera, vocês dois estão juntos? – Estranhou Ruiva.

— Jade. – Cobra continuou ignorando seus espectadores. – Olha eu sei como você tá se sentindo agora...

— Não. – Interrompeu Jade irritada. – Você não sabe.

Ela passou por Cobra esbarrando propositalmente nele e foi até o paulista parado ao lado de Bianca. Ela puxou Henrique pela nuca e o beijou para a surpresa de todos.

Cobra fechou o punho segurando seus ciúmes.

A bailarina soltou o paulista e o empurrou com indiferença.

— Agora você sabe como eu me sinto. – Provocou ela.

— Você é mesmo muito vagabunda, né, Jade. – Irritou-se Bianca.

— CALA A SUA BOCA, BIANCA. – Exaltou-se Jade. – Volta pro seu poleiro que a conversa ainda não chegou no galinheiro.

— Escuta aqui...

— CALA A BOCA, BIANCA. – Interrompeu Cobra.

— Cobra. – Ofendeu-se a atriz.

— Cala a boca, ou eu não respondo por mim. – Avisou o lutador.

Bianca calou-se receosa e Jade voltou para perto do namorado.

— Eu sou TÃO idiota. – Lamentou-se ela.

— Não, olha, me escuta. – Cobra pediu tentando acariciar os braços dela.

— NÃO TOCA EM MIM. – Ralhou ela. – Não toca em mim.

— Tá, desculpa. – Ele levantou as mãos em rendição. – Jade, eu sei que você tá com raiva, você tem todo o direito de estar, mas eu JURO que não aconteceu nada.

— Você acha que além de idiota, eu sou cega? – Ela perguntou enojada. – Eu VI, Cobra. Ninguém me contou, EU VI. Eu vi vocês dois juntos.

— Foi ela quem me beijou. – Defendeu-se ele. – Eu não queria, Jade, eu nem queria estar aqui, eu, eu. Olha, eu sinto muito de verdade, eu entendo você estar brava, mas eu juro que não fiz nada.

— Ah, não. – Ela riu com sarcasmo. – Então me responde uma coisa, se você não queria ficar com ela, o que você estava fazendo aqui?

Cobra suspirou.

— Eu...

— Você tava num encontro com ela. – Acusou Jade.

— Eu não sabia que era um encontro.

— Então era um encontro?

— Não. – Negou Cobra. – Quer dizer, sim, mas eu não sabia que era um encontro. Eu jamais teria aceitado se eu soubesse. Jade, eu tô com você, eu não ia sair com outra garota.

— Por que não? – Questionou Jade. – Você já fez isso antes.

— É diferente e você sabe. – Garantiu ele. – Você não é como as outras pra mim e sabe bem disso.

— O que eu sei, Cobra, é que meu suposto namorado estava saindo com a Ruiva.

— Eu já falei que não sabia. – Repetiu Cobra. – A Bianca me chamou pra jantar com ela e quando eu cheguei ela tinha armado um encontro pra mim com a Ruiva. Mas eu juro que não sabia, eu jamais faria isso com você.

— Então, quando eu te liguei e perguntei se você tava com a Bianca, o que foi que você me disse mesmo? – Recordou Ruiva.

Cobra suspirou vencido.

— Eu menti. – Confessou ele.

— Você mentiu. – Ressaltou Jade. – Eu vi vocês juntos no Perfeitão e te dei uma chance de me contar a verdade e você mentiu pra mim.

— Você tá me seguindo? – Surpreendeu-se Cobra.

— Não, Cobra, eu fui pra lá com a Vicki porque a Joaquina me chamou lá. – Explicou Jade. – Depois eu te segui até aqui. Depois de você mentir.

— Eu menti, porque sabia que você ia ficar chateada. – Admitiu Cobra. – Mas eu ia te contar a verdade depois.

— Não. – Desacreditou ela. – Uma vez mentiroso, sempre um mentiroso.

Ela passou por ele e voltou a caminhar até o carro.

— O que você queria que eu fizesse? – Perguntou Cobra. – Se eu saísse de lá a Bianca ia desconfiar. O que você queria que eu fizesse.

— QUE VOCÊ ME ASSUMISSE. – Berrou ela. – Eu queria que você dissesse pra IMBECIL da sua irmã que tava comigo e fosse embora, mas você não fez isso, porque você queria ficar com a Ruiva.

— Não, Jade.

— É, sim. – Ela fez uma pausa pra engolir o choro e continuou: — Mas tá tudo bem, a culpa não é sua, é minha. Eu fui a idiota que achou que essa loucura toda poderia dar certo. Eu sou a idiota que achou que um cara pudesse me escolher ao invés da Bianca, mas isso foi só ilusão, porque eles sempre vão escolher a princesinha presa na torre, não é?

A bailarina voltou-se irritada para a atriz:

— Eles sempre escolhem você, certo? Até quando eu escolho um cara que você não pode ter, você dá um jeito de tirar ele de mim.

— Eu não tirei ninguém, Jade, você que é incapaz de segurar um namorado. – Provocou Bianca.

— O que você quer de mim, Bianca? – Esbravejou Jade. – Quer o Lírio também? O Jeff, tá bom pra você? Talvez o meu pai. Vai me levar a Vicki? O QUE VOCÊ AINDA QUER DE MIM, SUA RECALCADA?

— Você acaba de confessar que sonha com um cara que vá escolher você ao invés de mim e eu sou a recalcada? – Bianca sorriu com crueldade.

— Chega, Bianca. – Mandou Duca.

Jade acenou com a cabeça concordando.

— Tá certo. – Ela suspirou. – Você tem razão.

Ela balançou a cabeça e voltou-se de novo para o carro.

— Jade, espera. – Cobra segurou seu braço novamente.

— Me larga. – Ela ordenou já se desvencilhando.

Ele fez sinal de rendição de novo.

— Me desculpa, por favor. – Implorou ele. – Eu juro que eu quero ficar com você, não com a Ruiva, eu não devia ter mentido pra você, mas eu juro que não sabia, eu juro que não queria. Eu não fiz nada, por favor, me perdoa.

— Não. – Jade negou com a cabeça. – Acabou.

— Jade.

— Duca, me leva pra casa. – Pediu ela.

Duca assentiu.

Ela olhou para Cobra uma última vez e foi para o carro sendo seguida por Vicki.

Cobra tentou impedi-la de novo, mas Duca o segurou.

— Deixa ela ir. – Aconselhou Duca. – Você não vai conseguir nada dela agora. Ela tá de cabeça quente. Dá o final de semana pra ela esfriar a cabeça e depois vocês conversam.

— Mas...

— Não, Cobra, sério, ela precisa de um tempo agora. – Ressaltou Duca. – Eu vou levar ela pra casa e você vai pra sua. Depois do final de semana você tenta se explicar outra vez.

Cobra concordou vencido.

Duca colocou as mãos em seu ombro o apoiando e depois foi para o carro com Jade e Vicki.

Cobra assistiu ao carro se afastar e Jade lhe olhar com decepção pela janela.

Notas finais
É, tava muito amor esses dois, era hora de acabar, infelizmente. Mas fala aí, o Cobra foi muito burro de cair na armação da Bianca, né não? Espero que tenham gostado. Estamos quase acabando agora. Deixem seus comentários, hein.