Retracing the past
23 Não vou correr mais atrás!
Notas iniciais
Tiago mal prestou atenção nas aulas. Sua cabeça estava concentrada em sua ruiva, que estava trancafiada dentro do quarto, provavelmente chorando. E o pior, é que ele nem sabia o que tinha feito para deixar a garota assim.
Depois das aulas, os marotos foram direto para a Ala Hospitalar, visitar Aluado.
– Meu Deus Pontas, sinto muito pelo que aconteceu – disse Aluado, após Tiago contar tudo o que aconteceu.
– Mas vocês sabem que eu não fiz nada gente. Eu estava com vocês a noite inteira! – Tiago jogou as mãos para o alto, andando em círculos pela sala.
– Fica calmo Pontas. Nós vamos te ajudar a descobrir o que aconteceu.
(...)
Os dias se passaram e a situação do casal foi de mal a pior. Lily simplesmente começou a ignorar o garoto que não entendia o que tinha acontecido. Tiago tentou fazer de tudo para se aproximar da ruiva e saber o motivo dela o estar evitando, porém não conseguiu, pois sempre que chegava perto de Lily ela saía.
Tiago percebeu que seria impossível tentar trocar algum diálogo com a garota, então, para a surpresa dos amigos, ele desistiu! Ele passou a ficar o dia inteiro trancado no dormitório, não descia para jantar ou tomar café, faltava as aulas e até mesmo os treinos de quadribol. E isso já estava preocupando os amigos.
– Poxa Pontas, você tem que superar! Tem que sair do dormitório, fazer alguma coisa. Sua vida não pode parar por conta de um fora que levou – Remo tentou convencer o amigo, que estava enrolado nos lençóis de sua cama.
– Um fora, da garota no qual sou apaixonado!
– Eu sei Pontas. É complicado, mas você não pode se isolar de tudo e todos por isso. A vida segue. Agora levante dessa cama, coloque o uniforme e vamos passear pela escola. Você precisa sair um pouco desse quarto e pegar uma cor. Você está muito pálido! – Sirius puxou a coberta do amigo, colocou o óculos dele de qualquer jeito e o empurrou da cama.
Tiago, contragosto, saiu da cama e colocou seu uniforme, e desceu com seus amigos. Por sorte o salão comunal estava vazio, assim ninguém veria o estado em que um dos garotos mais desejados de Hogwarts se encontrava.
Eles andavam sem rumo pelos corredores da escola. Os marotos tentavam fazer de tudo para fazer Tiago sorrir, e até que estava dando certo.
– Oi Tiago – a mesma garota da Corvinal foi até ele – faz muito tempo que não te vejo pelos corredores. Tava passando mal? – ela perguntou ao reparar na palidez do garoto.
– Ah... Oi... Er... Sim, eu estava passando mal, mas já estou melhor. Ah... Desculpe, mas qual é seu nome mesmo? – ele perguntou sem jeito. Afinal, nem se lembrava da garota e ela agia como se eles fossem íntimos.
– Ah, me desculpe. Esqueci de me apresentar. Sou Anna Blake – ela disse com uma voz sedutora, se aproximando de Tiago – então, o que acha de darmos uma volta hoje? – a cada vez que a garota se aproximava, Tiago se afastava.
– Ah... Er... Sabe o que é... Eu não posso. Como faltei muito, tenho que fazer a lição de casa... Mas quem sabe na próxima né? Bom, se me der licença, eu tenho que voltar para o dormitório.
– Ah, até mais – ela acenou sorridente, fazendo Tiago dar um sorriso amarelo.
– Que garota doida – o maroto exclamou, assim que despistaram a corvina.
– Realmente...
– Espere – Almofadinhas parou de andar de repente, fazendo os amigos pararem também – ela não é aquela garota, que fica andando pra lá e pra cá com um outro garoto moreno. Um tal de... Ian Hunter?
– É ela mesma – confirmou Aluado.
– Aquele garoto fica dando em cima da Lily o tempo inteiro. E agora essa tal de Blake também está se jogando pra cima do Pontas... Esses dois estão aprontando.
– O Almofadinhas tem razão. É melhor ficarmos de olho neles.
(...)
As semanas se passaram, e o relacionamento de Tiago e Lily ainda estava na mesma. Mas apesar do maroto voltar a fazer suas atividades, ele ainda sofria com esse afastamento da ruiva.
E para piorar a situação, Harry começou a passar mal. O garotinho estava ficando extremamente pálido, fraco, sem forças para fazer nada, até mesmo desmaiava. E isso estava preocupando o casal.
Após mais um dos desmaios de Harry, Lily e Tiago decidiram levar o filho até Madame Ponfrey, para saber o que a de errado com o garoto.
Eles chegaram na Ala Hospitalar, e informaram Madame Ponfrey o que estava ocorrendo. Ela mandou deitar Harry na cama em quanto ela atendia outro paciente.
– Vai ficar tudo bem meu filho. Assim que sairmos daqui, vou te levar até a cozinha, e você poderia comer tudo o que quiser – Tiago acariciou o cabelo do filho, que sorriu animado – vamos brincar do que você quiser.
– Mas hoje não vai dar. Harry vai ficar comigo!
– Amanhã você fica com Harry o dia inteiro, mas hoje ele vai ficar comigo. Você fica a maior parte do tempo com Harry. Eu sou o pai dele e mereço ficar com ele também!
– Ninguém mandou ficar o dia inteiro dentro do seu dormitório, não ficou com ele porque não quis! – Tiago trincou a mandíbula. Lily estava começando a irrita-lo.
– Eu estava recuperando a matéria que perdi durante a semana que passei mal. Além de estar estudando – Lily o encarou com um olhar debochado – sim Lilian, eu estudo também. Não é atoa que minha média é próxima à sua – ele falou exaltado.
– Não quero saber o que você faz ou deixa de fazer Potter! O que me interessa é o Harry, e não posso fazer nada se você “não teve tempo” para ele. E... – ela não terminou de falar, pois foi interrompida por tossidas de Harry, que acabou desmaiando novamente, causando o desespero dos amigos.
Tiago se aproximou de Harry, a temperatura do garoto estava altíssima, indicando uma febre grave. Ele se desesperou mais ainda. Tiago abraçou o corpo desacordado do filho, em quanto lágrimas escorriam de seus olhos. Ele estava chorando.
– Não Harry, não faz isso comigo filho. Não me deixe, por favor. Já perdi minha ruiva, não posso perdê-lo também!
– Deixe de ser falso Potter! Você nunca se importou comigo. Eu era apenas um desafio pra você. Deus, como eu pude ser tão idiota de acreditar em você? Como pude acreditar que você não me trairia com outra! Você é um completo idiota Potter. E eu tenho nojo de você!
– Ah, quer saber Lilian. Cansei! Cansei de você me acusando de algo que não fiz! Realmente, eu sou um idiota, por ficar correndo atrás de alguém que não me ama. Que dúvida do meu amor, mesmo depois de eu prova-lo diversas vezes pra você! – ele gritou,, assustando a ruiva e o restante dos amigos, que nunca viram o garoto levantar a voz para Lily — Minha consciência está tranquila pois sei que nunca te trai, e os marotos estão de prova. Mas se não que acreditar, o problema é seu! Agora você pode viver sua vida tranquila que não vou te procurar mais Lilian! – Tiago disse essa última frase com um aperto no coração. Ele saiu da Ala Hospitalar batendo à porta fortemente.
Os marotos e Lene encararam Lily com um olhar de reprovação, e logo saíram da enfermaria, deixando a ruiva sozinha.
Madame Ponfrey examinou Harry, mas infelizmente ela não sabia o motivo do garoto estar assim.
Lily se sentou em uma cadeira ao lado da cama onde o garotinho estava, segurou a mãozinha do filho e deixou que as lágrimas finalmente caíssem.
Ela não sabia por quanto tempo ficou assim, e só foi despertado de seus pensamentos ao sentir uma mão em seu ombro. Ela se virou para trás secando as lágrimas, dando de cara com o diretor que a encarava.
– Ah... Professor Dumbledore, que surpresa. O que o senhor faz aqui? Quer que eu chame Madame Ponfrey?
– Eu vim aqui para tomar uma poção para dor de cabeça. Mas não precisa se preocupar com um velho como eu Srta. Evans. Eu gostaria de saber o porque de você está aqui sozinha chorando.
– Ah. Não precisa perder seu tempo com meus problemas professor – ela disse sem jeito.
– Ora, não vejo problema algum em “perder” meu tempo com a Srta. Além do que você é uma ótima companhia – ele deu uma piscada pra ela, que sorriu fraco e suspirou.
– Está tudo dando errado na minha vida. Primeiro eu peguei meu namorado beijando outra garota, e ele não assumi o que fez. E agora isso acontece com o Harry. Eu não sei o que fazer...
– Srta Evans, você já conversou com o Sr Potter?
– Não... Mas... Eu vi professor. Eu vi com meus próprios olhos.
– Mas você deve ouvir o lado dele também. As vezes, nem tudo é o que parece ser. E todos sabemos que o Sr Potter é apaixonado por você Srta Evans. O amor de vocês é verdadeiro e não pode acabar assim – ele deu um sorriso sincero.
– O Sr tem razão – Lily abaixou os olhos envergonhada. Essa calma e sinceridade de Dumbledore estava lhe deixando sem graça. Que diria que um dia ela estaria desabafando sobre sua vida amorosa com o diretor de sua escola.
– E sobre o Harry, acho que eu sei o que pode estar acontecendo – Dumbledore disse sério, fazendo com que Lily se sentasse mais ereta e prestasse total atenção no diretor.
– Porque ele está assim? – ela perguntou ansiosa.
– Como sabe, Harry é do futuro, fruto do relacionamento entre você e Tiago. Porém, como vocês não estão mais juntos, e brincando bastante, isso está afetando Harry. Com essa separação, vocês estão mudando o futuro. Se você e Tiago não conversarem e se resolverem, Harry, poderá não existir mais – os olhos de Lily se arregalaram.
Seu filho poderia não existir mais! Ele estava sofrendo por sua causa é isso estava lhe machucando. Isso é tudo culpa do idiota do Potter! Porque ele teve que ficar se agarrando com aquela garota da corvinal?! Se bem, que ela deveria seguir o conselho de Dumbledore e conversar com ele. Mas ela poderia se machucar ainda mais... Merlim, o que fazer?
(...)
– Diga Snape, o que lhe fez sair da escola para se encontrar comigo? – Voldemort disse com sua voz gélida, acariciando a cabeça de Nagni.
Snape, usou a passagem secreta que levava até a casa dos gritos e foi até o quartel general dos Comensais. No momento, ele estava de cabeça baixa, sem fazer contato visual com o Lorde das Trevas.
– Tenho informações senhor – Voldemort pareceu surpreso. Snape ainda era um comensal iniciante e já estava demonstrando tamanha coragem em fugir da escola para lhe dar uma informação.
– Então diga Severo.
– É sobre o Potter e a... A s-sangue ruim da Evans – Voldemort revirou os olhos impaciente, mas resolveu escutar, já que Potter fazia parte da ordem da fênix – no início do ano, um garoto com uns quatro anos de idade apareceu do nada em Hogwarts, e ele é a cara do Potter. Logo achei estranho, pois eu sei que Tiago é filho único e que não tem nenhum outro Potter a não ser ele e seus pais... Rabicho, me disse que o garoto se chama Harry, e que ele veio do futuro através de um portal.
Voldemort ficou surpreso. Ele não sabia que era possível viajar no tempo sem utilizar um vira-tempo. Provavelmente, apenas Dumbledore sabia como fazer esse feitiço.
– Dumbledore deve ter trago o garoto para o nosso tempo por algum motivo. Viajar no tempo é algo sério e perigoso – ele disse mais para si mesmo do que para o sonserino em sua frente – Snape, observe o garoto e descubra tudo o que puder sobre ele.
– Sim milorde – Snape fez uma reverência e saiu. Voltando cuidadosamente para a escola.
Voldemort ficou pensativo. Por qual motivo Dumbledore traria o garoto para o “passado”. Ele sabia que os Potter era uma família poderosa, e que de acordo com Snape, a sangue ruim também era bastante inteligente e poderosa. Obviamente o garoto teria alguma importância no tempo dele. Voldemort precisava saber o porque de tudo isso é tentar usar a situação a seu favor...
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