Notas iniciais
oi gente!
tentei não demorar muito, e eu sei que foi totalmente fail por que eu sempre demoro. mas enfim.
aqui está um cap pros leitores que shippam Charnie (WTF) ou Stelie (WTF²), ou seja, Charlie + Stefanie e também pros que shippam Petanie (WTF) ou Stefer (WTF²), ou seja, Peter + Stefanie. e caso estejam curiosos, eu ainda não decidi com quem ela vai ficar :3 ou se ela não vai ficar com ninguém, por que é bem capaz de eu fazer isso hehe.
é, eu devia parar de dar tanto spoiler assim.
último spoiler, não tem tanta coisa fofinha e de casalzinho assim, não se decepcionem. mas poxa, é meio cedo pra isso ainda, né? u-u
nos vemos nas notas finais :)

Quase soltei um palavrão (N.A. quase, pois a fanfic não tem restrição de idade, então não vou colocar palavrões aqui). Quase. Esfreguei os olhos na esperança de que fosse apenas ilusão, mas não era. A água invadia o pequeno barco com uma rapidez extraordinária.

- Caronte – chamei, tentando manter a calma. – Esse barco está furado.

Caronte olhou para trás e arregalou os olhos com a imagem.

- Ah, ótimo. – disse ele. – Vocês pretendiam sair daqui vivos? Por que Hades está chamando vocês para um encontro pessoal com ele do meio mais desagradável possível.

- FILHO DA ... – xinguei, mas fui interrompida.

- Boa mãe dele, sim, todos sabem da história de Hades. – Interrompida por Charlie que fez essa piadinha de tio. Mas graças a ele eu não fui pulverizada ou algo do tipo.

- Ok, temos que sair daqui. – disse eu.

Nossa, que conclusão mais óbvia. Mereço um tiro na testa por essa.

Ok, esqueça. Estou nu mundo inferior, não deveria estar pedindo pra morrer.

- Mas como? – perguntou Charlie.

- Haley, pule para a margem. Você tem essas pernas de bode e consegue. – disse, em tom autoritário.

Ela obedeceu sem hesitar. Joguei as nossas mochilas para ela. A água do Estige estava invadindo o barco cada vez mais rápido, e Caronte fazia o possível para tirar com um balde.

- Peter, controle os ventos e flutue para a margem.

Antes de me obedecer, ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas. Puxou-me pela cintura, passou a mão pela minha nuca e me deu um beijo. Foi um beijo rápido e urgente, que mal tive tempo de corresponder. Em seguida ele se afastou de mim e voou para a margem, para ajudar Haley com as mochilas.

- Só eu e você agora – disse Charlie.

Eu sorri, mas logo o sorriso se desfez. Eu não sabia como iríamos sair dali.

- Alguma ideia de como a gente se salva? – perguntei.

- Bom, eu posso te jogar pra margem e morrer – ele respondeu – mas não quero te deixar assim livre pro Peter. E não sei se você gostaria que eu morresse.

- Claro que não, seu idiota! – respondi. – Eu posso tentar controlar a água do Estige, mas infelizmente o barco eu não consigo. O único que tem permissão pra isso é Caronte.

- Tive uma ideia – disse ele. – Me dá seu escudo.

Acionei Alfa e entreguei-o para Charlie, que tirou algumas ferramentas dos bolsos e começou a trabalhar, modificando o meu precioso escudo, que tantas vezes me salvara da morte. Ele começou a tirar pedaços de bronze celestial dos bolsos e acoplar em Alfa, fazendo com que ficasse mais largo, a ponto de caberem duas pessoas nele.

- Estou quase acabando – ele disse enquanto suas mãos moviam-se por vontade própria, finalizando o trabalho pouco a pouco. – Concentre-se nas águas do Estige.

Assenti. Estendi uma das mãos e uma fina coluna de água esticou-se até quase tocar minha palma. Fiz a água voltar para o rio antes que ela acabasse me tocando, pois eu não queria passar pela dor de tornar-me invulnerável.

- Pronto – disse Charlie.

Ele colocou meu escudo na água e o bronze celestial se expandiu um pouco mais. Charlie sentou-se na plataforma para se certificar de que suportaria peso. Então eu sentei logo na sua frente, para controlar as águas. Ele passou um braço pela minha cintura e segurou na tira de couro que normalmente prendia meu braço. Fiz as águas moverem-se de acordo com a minha vontade e boiamos rapidamente até a margem. Saltei do barco improvisado assim que ele tocou a areia. Charlie levantou-se e puxou meu escudo deformado de dentro de água e me entregou.

- Obrigada – disse eu.

Mas eu estava meio decepcionada por ele ter estragado meu escudo.

- Bom, eu sei que você não deve ter gostado – ele desculpou-se – mas foi o melhor que eu pude fazer. Mas se você desativá-lo ele vai voltar a ser a sua pulseira, só vai ter um pingente a mais.

Quando fiz isso, o escudo realmente voltou a ser pulseira. Mas próximo ao alfa havia um pingente de coração.

- Quando precisar de proteção a mais – ele disse – é só tocar o meu pingente, não o Alfa. Mas se não quiser, bom, eu tiro o pingente e você continua com seu escudo tradicional.

Quase chorei. Foi a coisa mais linda que alguém já tinha feito por mim em todos os meus anos de vida.

- Obrigada – sussurrei, para que minha voz não deixasse transparecer a emoção.

Ele sorriu para mim. Eu sorri para ele. E Peter estendeu o braço.

Espera, Peter?

Sim, Peter. Ele estendeu o braço e entregou minha mochila, abrindo um tímido sorriso também.

Ah, que ótimo. Peguei minha mochila e fui para perto de Haley, que estava sozinha.

- E então, seus instintos de bode farejam alguma coisa? – perguntei.

Ela farejou o ar por um momento antes de responder.

- Meu nariz não indica nada. Mas minhas orelhas sim – disse ela, e olhou para cima.

Imitei-a. Por um momento não havia nada, e eu achei que ela poderia ter se enganado. E então três seres voadores apareceram no “céu” do mundo inferior. E estavam vindo em nossa direção.

- Gente – Peter chamou – Aquelas não são as fúrias de Hades?

Assenti. Senti meu rosto empalidecer .

Parecia que Hades teria aquele “encontro” por bem ou por mal.

Notas finais
é, não gosto muito do tio suquinho. por favor, se tiver algum filho ou filha dele que lê a fic, não abandone a leitura (: UASDHUASHUASDHASDUH
mereço review?
;*