Retalhos
1 A efemeridade do infinito
Uma reta tem infinitos pontos. O universo é infinito por si próprio. Uma praia tem infinitos -pelo menos para nós — grãos de areia. O mundo está repleto de coisas infinitas. As pessoas porém, são o infinito de si mesmas. O problema está em existirem 7 bilhões delas, por que cada uma, em seu intimo, anseia por coisas diferentes, ama -ou odeia, sem serem exatamente opostos- coisas diferentes. Isso as torna únicas — e, por vezes, intolerantes, pois por crer na sua, esquece que no outro, também há uma eternidade. A arte do que é efêmero é saber respeitar o infinito que há em cada um. Pois todos compartilham de uma mesma característica: são eternos que se findam.
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