Resutoran, Koran To Ai
5 Conciliação! Amigos ou...?
Notas iniciais
As pessoas que eu tenho para agradecer são as mesmas, afinal me apoiam sempre!!
Capitulo betado pela gentil Amanda Catarina, que me atura nos e-mails!! He he!
http://www.fanfiction.com.br/amanda_catarina
E ela escreve muito bem, quando crescer quero escrever como ela! *O*
Já fazia mais de um mês que Grimmjow estava sumido, ele não deu notícias desde aquele dia no restaurante, também não tinha notícias da Yui. O que será que ele estava aprontado? Notou também que já fazia algumas semanas que Shuuhei estava meio abatido, talvez tivesse alguma coisa a ver com aquela mulher aproveitadora. Não ia se atrever a perguntar a ele, não tinha coragem e, mesmo se tivesse, provavelmente, ele não ia responder.
- Tudo bem com você, Sayuri? Parece meio avoada hoje — reparou Rukia.
- Tudo bem... só tava pensando em algumas coisas — Sayuri tratou de acordar de seus pensamentos, logo o restaurante ia abrir.
- Essas “algumas coisas” seria no Shuuhei?
Na mosca!
- N-não! Por que eu estaria pensando naquele cabeça oca?! Mané! — tentou disfarçar.
- Pensei que estivesse. Todos os dias você o xinga de algum nome diferente! — já estava cansada de ouvir Sayuri resmungando por causa do cozinheiro.
- Não... não tem nada a ver! — desconversou. — Falando nisso, o Grimmjow deu uma sumida — mal falou e ouviu o som de uma música vindo de seu bolso, tinha recebido uma mensagem.
“Tá no papo”. Era uma mensagem dele, provavelmente tinha conseguido pegar Yui, mas não contou mais nada, o que será que ele tinha feito? Não deu tempo para pensar, ouviu um barulho alto vindo da cozinha, ambas correram pra lá.
- Ai! — resmungava Shuuhei, que queimara a mão. Na cozinha, panela no chão e uma sujeira daquelas.
Mas quando percebeu sua mão estava debaixo da torneira.
- Fica assim! Vou pegar gelo! — Sayuri o tinha puxado até lá, fazia dias que não trocavam uma palavra, por isso o gesto o surpreendeu um pouco.
- Eu tô legal, não precisa se preocupar — contudo não tirou a mão debaixo da água, isso amenizava aquela sensação de ardência.
- Se não cuidar disso vai virar uma bolha enorme! — Sayuri voltou logo com gelo e um saquinho plástico. — Ainda temos meia hora, vou na farmácia comprar uma pomada para isso. Já volto! — saiu correndo, sem deixar chances de respostas.
- O que deu nela? — Shuuhei não entendia, nem estavam se falando e agora ela tinha ido até a farmácia por causa dele.
- Apesar de vocês não se bicarem, ela se preocupa com você — comentou Rukia e tratou de limpar aquela bagunça que tinha ficado no chão.
- Não deveria — não sabia explicar, mas se sentiu bem em ver Sayuri se preocupando com ele.
Em quinze minutos a pequena estava de volta, pelo suor e respiração ofegante, notou-se que ela fora correndo.
- Toma, passe isso... vai te ajudar — entregou a pomada para o moreno.
- Depois eu te pago.
- Não precisa, não foi nada... agora tenho que ir trabalhar. Até mais! — sem encará-lo foi para o vestuário. Ela mesma não se entendia, não deveria se preocupar com ele, mas se preocupava... ninguém entende o coração.
Naquele dia, tanto Sayuri como Shuuhei tiveram que ficar até mais tarde no restaurante; se contassem o dinheiro do extra dava outro salário, e era o que salvava ambos no fim do mês.
- Espera, Ikehara-san! Eu te acompanho até sua casa — Shuuhei queria retribuir a gentileza de mais cedo.
- Não precisa, obrigada — agradeceu a morena, não sabia explicar, mas sentia-se um pouco desconfortável com a presença dele.
- Certo... — ele não ia insistir, se ela não queria, não ia obrigá-la a ser acompanhada.
Mas resolveu acompanhá-la de longe, notou que o caminho da casa dela era o mesmo da casa de Yui, o que o fez ficar abatido, fazia tempo que não se viam.
- Grimmjow? — Sayuri o viu na porta de uma casa, provavelmente a de Yui, pois os dois estavam ali, na maior pegação.
- Ah, e aí? — cumprimentou ele como se nada demais estivesse acontecendo. — Ah, e olha o trouxa aí! Viu agora a namorada que tem? — bem atrás de Sayuri estava Shuuhei, aparentemente abalado, é claro.
- Hisagi-kun?! — Yui olhou surpresa para ele e depois quando viu a expressão de Grimmjow notou na hora que fora um plano. — E-ele me obrigou a parar de te ver! Me ameaçou dizendo que se eu não ficasse com ele e parasse de ver você, ele ia me matar! — disse chorando, em atuar ela era ótima.
- Ah não! Até ele que é mais idiota não vai acreditar em você, se toca sua bruxa! — Grimmjow não acreditava que alguém poderia ser mais idiota do que isso, até receber um soco na cara vindo dito cujo.
- Como ousa ameaçar minha namorada? — não pensou duas vezes antes de bater em Grimmjow.
- Ah não, você tá mesmo acreditando nesse teatro vagabundo? — e devolveu o soco.
Enquanto os dois brigavam, Yui não perdeu tempo em ir provocar Sayuri.
- O Hisagi-kun sempre vai acreditar em mim! Ele é bem bobinho — Yui riu com deboche, disse em um tom em que só as duas ouvissem.
- Sua bruxa! Pare de brincar com ele! Ele não merece! — Sayuri serrou os punhos, se segurando para não bater nela.
- Eu me aproveito dele porque ele merece! Se ele passa minhas vontades em cima da mãe doente no hospital, diga se ele não merece?!
Yui sabia das dívidas que Shuuhei estava e, mesmo assim, sempre dava o que ela pedia.
- Vagabunda... — Sayuri xingou, encarando-a.
A loira não gostou e, sem pensar, deu um tapa no rosto de Sayuri.
- Sua... — sem conseguir se segurar mais, Sayuri deu um belo soco no rosto de Yui. Ela não era o tipo de garota que brigava, mas foi em uma dessas raras brigas que conheceu Grimmjow.
- Ai! Socorro! — gritou Yui, o que rapidamente fez Shuuhei parar de brigar com Grimmjow.
- Solta ela ou não respondo por mim! — gritou Shuuhei.
- Seu idiota! Imbecil! Quer saber? A Yui tem razão! Você merece ser enganado por ela! — Sayuri largou Yui no chão, como um saco de lixo.
Yui estava bem machucada, com roxo por todo corpo, além do sangue saindo da boca e do nariz. Sayuri não acreditou como ele podia ser tão idiota.
- Desisto de tentar te ajudar! — bufou, olhou para Grimmjow que estava um pouco machucado. — Me desculpe, você passou por isso à toa.
- Tudo bem, pelo menos não foi em vão... apesar de tudo, ela continua boa de cama — debochou Grimmjow.
Sayuri o chamou para sua casa para dar um jeito nos machucados, Grimmjow recusou de todas as formas possíveis, pois sabia que ia doer e muito.
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No dia seguinte, Sayuri estava muito mal humorada e ver a felicidade de Shuuhei, por ter voltado com aquela víbora, só a ajudou a ficar ainda mais irritada. E ver a víbora entrando no restaurante, contribuiu para que quase perdesse o auto-controle. Ela pediu “pelo amor de Deus” que alguém fosse atender aquela mulher ou então jurou que não ia responder por si, e no lugar foi Ichigo, porque viu que ia sair besteira se Sayuri a atendesse.
- Até que você é bem gatinho... — Yui não perdia tempo, ia tentar fisgar outro trouxa, mas com Ichigo não funcionava. Apesar de estar com o rosto bem machucado, deu para esconder bem com a maquiagem, ainda assim aparecia um machucado ou outro.
- Então você é tipo aquelas mulheres maçaneta? Que todo mundo passa a mão — Ichigo estava cansado de ouvir histórias sobre ela e odiava mulheres como ela, não ia perder a oportunidade de zoá-la.
- Como? — Yui olhou para Sayuri, que estava do outro lado do restaurante atendendo outro cliente.
- É aquela vadia que está me difamando? Não acredite nela! Ela tem inveja de mim!
- Seu teatro pobre não funciona comigo e se quer pedir alguma coisa anda logo — Ichigo foi curto e grosso.
Só de raiva Yui pediu tudo que tinha naquele cardápio e todos já sabiam para quem ia a conta.
- E fala pra sua amiguinha que ela vai pagar caro! — deixou a conta para Shuuhei pagar e foi embora, bufando.
Sayuri decidiu ignorar a existência de Yui e tentou focar seus pensamentos em outras coisas.
- A Sayuri anda muito estressada... — Rukia conversava com Ichigo no depósito.
- Isso acontece porque ela é intrometida.
- Você ia fazer a mesma coisa. Ou ia deixar uma pessoa ser enganada na cara lavada e ficar de braços cruzados?
- Bah! — não tinha o que argumentar, pois ele realmente teria a mesma atitude. — Vamos voltar. Não era pra gente estar de conversa agora — Ichigo deu dois passos e tropeçou em um pedaço de plástico que estava no chão, por consequência do desequilíbrio caiu, levando Rukia ao chão junto consigo.
- Foi mal... — ele tentou se levantar, mas ao ver a saia de Rukia levantada, mostrando toda a calcinha, paralisou. De repente, começou a imaginar umas cenas pervertidas com a morena; não que não pensasse sacanagens com ela, mas não em pleno serviço. Antes que pensasse mais alguma bobagem, tratou de levantar-se e ajudar Rukia a se levantar também.
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Passaram-se três dias, Sayuri estava tão cansada que pediu a Rukia para sair um pouco mais cedo, queria descansar um pouco, estava precisando, só não contava que Yui era uma pessoa muito vingativa...
Um rapaz alto, loiro, a seguia fazia dois dias, esperando o momento certo para agir. Quando estava na metade do caminho para casa, Sayuri sentiu um braço laçando sua cintura, e algo pontiagudo em seu pescoço.
- Me segue — sem reação, resolveu obedecer, seria um ladrão?
Ele a levou para um beco que tinha por perto, o medo estava estampado nos olhos de Sayuri.
- Olha, eu não tenho muito dinheiro... mas você pode levar tudo! — esticou a mochila para o homem, e ele apenas pegou a mochila e jogou longe, logo viu que não era dinheiro que ele queria.
- Você não devia ter deixado uma certa pessoa nervosa. Não tenho nada contra você, só que ela me pagou bem para fazer isso, e confesso que você não é nada mal. É bem gostosinha — ele lambeu os lábios dela e pressionou seu corpo contra o dela. Rapidamente, com o canivete, rasgou a camisa dela junto com o sutiã.
- Espere! Por favor... — Sayuri fechou os olhos, tentando pensar em alguma maneira de sair dali. Como Yui podia chegar tão longe? Sem conseguir pensar em nada começou a chorar. Não tinha se guardado para uma pessoa especial à toa, não queria perder sua virgindade assim, com um cara que nunca viu na vida e desse jeito tão repugnante.
Cansado de ouvir o choro de Sayuri, ele a virou de costas para a parede. Não poupou violência, raspando o rosto dela na parede fria e imunda. Ela sentiu o rosto arder, mas, na hora, não ligou muito pra isso, queria sair dali. Sentiu o sangue parar de circular em seu corpo ao sentir sua calça escorregar pelo joelho e algo grande, quente e duro em suas nádegas.
O desespero tomou conta. Com toda força que teve, se soltou dos braços do homem e tentou correr, mas por causa das calças, caiu no chão. Na hora do desespero não conseguiu pensar e perdeu a única chance de fugir.
- Não precisa fugir... Você vai adorar... tenho certeza... — ele abriu as pernas dela e ela fez toda força para fechá-las. Sendo tomada pelo desespero, não se importou mais com aquele canivete que estava nas mãos dele e gritou o mais alto que conseguiu. Quem sabe alguém ouviria seu grito?
Shuuhei, que por sorte tinha saído mais cedo, pois ia sair com Yui — provavelmente para gastar todo seu dinheiro -, caminhava por ali, mas seus pensamentos foram interrompidos pelo grito, que lhe soou bem familiar.
- Sayuri?! — a imagem veio em sua mente. Sem pensar foi em direção do grito e se deparou com aquela cena pavorosa: Sayuri nua, com o rosto todo ralado e um cara tentando violentá-la. O sangue subiu na hora. Ele mesmo não sabia explicar, mas a raiva que sentiu foi bem maior do que quando Yui estava sendo espancada por Sayuri.
- Solta ela! — puxou o cara pelo colarinho da camisa, fazendo-o sair de cima de Sayuri e nem perguntou nada ou pensou, saiu esmurrando o indivíduo, até este ficar desacordado. — Idiota!
Sayuri se sentiu aliviada por ele estar ali, mas o susto fora tão grande que desabou em lágrimas. Ela tremia muito e tentava esconder de Shuuhei seu corpo nu com as mãos.
- Toma, veste isso — Shuuhei a cobriu com sua blusa, que parecia mais um vestido para ela, mas naquela hora foi perfeito. Ele a pegou no colo, já que parecia que ela não ia se levantar.
Aproveitou para ligar para a polícia do celular mesmo, o safado ia ficar bons tempos na prisão.
- Vou te levar para casa. Consegue me dizer onde é?
Sayuri com certa dificuldade em falar, ela o guiou até sua casa.
- Cadê a chave? — Sayuri apontou para a mochila que estava nos braços dele.
Estavam sozinhos, Tsumi ainda não tinha chegado do serviço. Shuuhei não tinha coragem de deixá-la sozinha, no estado em que estava.
- Quer ir tomar um banho?
- Quero...
- Então vai lá.
Sayuri não queria ficar sozinha, mas foi mesmo assim, não ia pedir para ele lhe dar banho, ia ser muito estranho. Ficou pensando em como ia dormir. Shuuhei aproveitou que Sayuri foi tomar banho para ir até a farmácia, ia comprar algumas coisas para fazer curativos.
No meio do caminho, em um bar que tinha por perto, ele avistou Yui. Ela estava agarrada com um cara, e não era o Grimmjow, mas alguém totalmente diferente. Seu cérebro deu um nó, não podia acreditar no que estava vendo. Resolveu chegar mais perto, sem ser percebido, então pôde ouvir o que não queria.
- Pedi pro meu irmão dar um jeito naquela Sayuri! A essa hora, deve estar em um beco sendo comida por ele.
- Você é mesmo vingativa! — disse seu amante. — Ainda não acredito que ele acreditou naquele seu teatro todo... Como ele é idiota!
- O Hisagi sempre acredita no que eu falo! Ele foi o namorado mais trouxa que eu peguei! Ele me dá tudo o que quero e nem pergunta nada!
Shuuhei sentiu vontade de matá-la, ao mesmo tempo em que sentia vontade de chorar de raiva e decepção. A culpa caía sobre si agora, Sayuri estava tentando abrir os olhos dele há tempos, brigou com ele e quase foi estuprada por culpa dele. Nesse momento, ele se lembrou dela sozinha, precisava ir a farmácia, depois se acertava com Yui.
Foi até a farmácia mais próxima, comprou o que achava que precisava e voltou o mais rápido que conseguiu. Ainda não tinha sinal da irmã de Sayuri e nem dela, será que ainda estava no banho?
Coisas horríveis começaram a surgir na mente dele; ela estava traumatizada, será que resolveu se matar na banheira, ou qualquer coisa do gênero? Afinal fazia quase uma hora que estava no banho. Subiu voando. Encontrou três portas, não sabia qual delas era o banheiro, foi na primeira que viu, abriu a porta, ascendeu a luz, estava vazia. Foi para a porta do meio, o quarto estava aceso, ele ouviu o barulho do chuveiro, antes de chegar até a porta do banheiro a porta abriu, sua face corou na hora, ela estava totalmente nua, molhada da cabeça aos pés, estava fazendo uma poça em volta. Ele a olhou de cima a baixo, sentiu a calça apertar.
Sayuri ficou parada, sem reação, não esperava se deparar com ele ali.
- Me desculpe! — virou-se, saiu do quarto correndo e fechou a porta.
Não era hora de ficar excitado, ela quase fora estuprada, devia estar se sentindo muito mal, tudo bem que tinha visto ela nua antes, mas nem ligou na hora, nem era hora pra isso.
- Preciso me desculpar com ela. Fui muito rude, além de burro — e pensar que ela passou por tudo isso por culpa dele. Ah, mas ia acertar as contas com Yui. Estava remoendo todo, sentia raiva, tristeza e remorso.
Enquanto estava refletindo sobre a cagada que tinha feito, a porta do quarto abriu, mas Sayuri não saiu do quarto, apenas disse:
- Shuuhei, você está aí?
- S-sim! — saiu dos pensamentos e voltou à realidade.
- Pode me fazer um favor? — Sayuri parecia envergonhada, a voz falhava.
- Claro, pode dizer.
- Pode ir ao meu quarto e buscar umas roupas? Eu esqueci de pegar...
O silêncio reinou durante um tempo. Bom, ele era o único ali, não tinha mais ninguém para fazer aquilo, ou ele poderia descer, então ela poderia pegar a roupa.
- Não seria melhor eu descer? Aí você pode ir lá pegar sossegada...
- É que... eu não quero que você fique longe — a voz de Sayuri estava ainda mais falha, além de embargada, estava chorando.
- Então tá... eu vou... — disse embaraçado, estava preocupado também. — Onde é?
- A primeira porta depois da escada.
- Certo, já volto.
Era o quarto que ele tinha ido antes. Um quarto pequeno, um pouco bagunçado, mas estava jeitoso. Abriu a primeira gaveta, a primeira coisa que viu foi um monte de calcinhas. Pegou a primeira que viu e fechou rápido a gaveta; não soube se era sorte ou azar, mas era daquelas calcinhas minúsculas, tentou não imaginá-la usando. Abriu a segunda gaveta, um monte de sutiã, fez a mesma coisa, nem olhou e pegou o primeiro. Abriu a terceira gaveta, tinha algumas camisolas, pegou a primeira que viu também.
Antes de sair do quarto, viu algo que chamou sua atenção, tinha uma foto em cima da escrivaninha, era Sayuri com um rapaz ao seu lado, olhos verdes, cabelos escuros. Pareciam felizes... seria seu namorado? Não soube porque, mas não gostou de pensar isso, olhou para as roupas na mão e foi logo levá-las a ela.
- Toma! — estendeu a mão na porta.
Sayuri pegou as roupas e encostou a porta, ficou analisando as roupas, eram roupas um pouco provocantes demais... era isso que ele queria que ela vestisse? E as roupas não eram dela, provavelmente abriu as gavetas da irmã, já que as roupas não cabiam mais no armário dela, parte delas foi para o quarto de Sayuri. Shuuhei tinha voltado rápido, talvez não tivesse olhado o que pegou, sabia que ele não era um depravado; pelo menos era isso que ela queria acreditar.
A única coisa que não ficou grande foi a calcinha e a camisola, porque o sutiã sobrava, a irmã era mais bem dotada que ela, além de mais alta. Ela sentou na cama e se cobriu com o lençol, era embaraçoso aparecer na frente dele vestida daquele jeito. A camisola era de um vermelho intenso, a calcinha quase ficava aparecendo de tão curta.
- Pode vir aqui? — Sayuri o chamou, ele apareceu na porta. Ainda estava envergonhado. — Senta aqui — pediu, na verdade, foi mais uma ordem.
Ele obedeceu, sentou na beirada da cama, a olhava nos olhos, estavam vermelhos, Shuuhei achou que seria uma boa hora para se desculpar, mas foi interrompido por Sayuri.
- Sei que não vai acreditar em mim, mas eu preciso te contar: a Yui que mandou fazer isso comigo... — as lágrimas começaram a sair, não era isso que estava planejando, não queria chorar na frente dele de novo.
- Eu acredito em você. Eu ouvi ela falando isso há pouco... — a voz dele começou a pesar, pensar que tudo que viveu com ela foi uma mentira, as juras de amor que ela falava, as palavras de carinho, todas vazias. — Me desculpe, fui tão idiota com você, que mal me conhece e tentou me ajudar. E eu... só soube ser cego e ignorante... — era duro enxergar a realidade.
Agora os dois estavam chorando.
Ouvir que ele finalmente tinha enxergado a verdade, tirou um peso do coração dela, mas vê-lo daquele jeito, não a deixava nem um pouco feliz.
- Me desculpe por fazer você passar por isso, foi tudo culpa minha! — ele abaixou a cabeça, pensar que era culpa sua, só o deixava pior.
- Não é culpa sua se ela é mau caráter... — disse enquanto secava as próprias lagrimas.
- Mas se eu tivesse percebido antes, você não teria passado por isso. Seu rosto tá todo ralado, além do quase estupro que você passou... sinto muito... — o rosto de Sayuri não estava tão ralado, nem precisava de curativo, apenas desinfetar.
- Já passou. E você me salvou... você me ajudou, fiquei feliz por isso e mais tranquila — embora estivesse em um poço de lágrimas, conseguiu esboçar um sorriso.
- Eu... — apesar das palavras dela não tirar a culpa de seu coração, sentiu-se feliz, poderiam ser amigos agora... porém o coração queria mais que amizade, ele ainda não tinha se tocado que um sentimento novo nasceu. — Posso te abraçar?
Sayuri só soube sorrir e engatinhar um pouco até ele, o abraçou, sentiu o coração acelerar, ficaram um bom tempo só sentindo o calor um do outro e o coração acelerado de ambos.
Resolveram se encarar, as lágrimas aos poucos foram sumindo, não tinham mais vontade de chorar, de alguma forma, momentaneamente, a dor de ambos sumiu. Os olhos violetas de Sayuri fisgaram Shuuhei e os olhos negros de Shuuhei tragaram Sayuri, como se uma força invisível estivesse ali, os lábios deles se encontraram.
Nem sabiam porque estavam se beijando, mas, na hora, a cabeça estava em branco. O corpo agia sozinho. O beijo, aos poucos, necessitava de algo mais intenso. Sayuri, sem perceber, estava completamente entregue naquele beijo. As línguas disputavam espaço, querendo um conhecer o interior do outro. Quando necessitavam retomar o fôlego, pararam o beijo. Shuuhei não se contentou com o beijo e começou a mordiscar o pescoço da pequena, que gemeu baixinho.
Sayuri deixou o lençol que estava em volta de seu corpo cair, o que deu a Shuuhei uma visão tentadora, ele empurrou carinhosamente Sayuri para trás, o que a fez cair na cama, ela não resistiu, simplesmente deitou. Não sabia explicar, mas sua cabeça “deletou” o quase estupro, pelo menos naquela hora, ela o enlaçou pelo pescoço, mas antes que seus lábios se encontrassem novamente, ouviram o barulho da porta: Tsumi tinha chegado.
Na hora, os pensamentos voltaram para suas mentes, Shuuhei pulou da cama de susto. Sayuri tratou de correr para o quarto, ia ser estranho a irmã vê-la com suas roupas (que pensou que jamais tivesse, afinal nunca viu a irmã com camisolas assim, isso devia ser alguns dos presentes estranhos da Matsumoto, não eram roupas do gosto de Tsumi e nem dela). Colocou um pijama e arrumou a cama da irmã... e pensar que quase fizeram besteira na cama dela.
- Sayuri? — gritou a irmã da sala.
- Tô indo! — Sayuri desceu e junto dela foi Shuuhei.
- Oi... quem é você? É o Shuuhei?
- Mana, quero te contar uma coisa, mas quero que você se sente — disse com a feição preocupada.
- Não me diga que está grávida dele?!
- Claro que não! Senta...
Sayuri contou de sua quase tragédia e do seu herói, Tsumi não sabia o que dizer.
- Cadê esse merda? E essa tal de Yui?
É, a coisa ia ser feia. Tsumi obrigou, quase à base de socos, Shuuhei falar onde Yui morava, mas ele não queria que terminasse em morte.
Logo depois, Tsumi tocava a campainha da casa de Yui. Ela estava na sala assistindo TV, esperando pelo namorado, toda arrumada, com um vestido rosa decotado em “V”.
- Shuuhei está um pouco atrasado! — a loira disse quando abriu a porta, e levou um belo de um soco na cara; digamos que Sayuri aprendeu a brigar com a irmã.
- VOU TE MATAR SUA VAGABUNDA DESCARADA! — Yui não teve tempo de falar, só conseguia gritar de dor, levou soco e chute em todo o corpo. E Tsumi só não bateu nela até matar porque Sayuri e Shuuhei deram um jeito de segurá-la.
- Shuuhei! Não vai fazer nada? Viu o que essa bruxa fez comigo?! E por que você está com elas? — disse aos prantos de dor.
- Não vem com teatro pra cima de mim. Demorou, mas descobri que fui enganado por você. Eu mesmo não te arrebento porque não bato em mulher, e também a Tsumi já te bateu tanto que nem sobrou um lugar ileso para eu bater — falou seco. — Por favor, não fale mais comigo. E se fizer mais alguma coisa contra a Sayuri, juro que eu mesmo te mato — ver a cara dela só o deixava nervoso de raiva.
Notas finais
Meu ídolo nessa fic XD
Beijos meus queridos leitores e até a próxima!
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