Restless Hearts

1 Temos um suspeito


Notas iniciais
Oeeeee!

Olha eu aqui com mais um projeto! Espero que deem uma chance para Restless Hearts!
Opiniões, criticas, comentários.... Serão super bem-vindos!

Boa leitura!

[POV Felicity Smoak]

Essa manhã havia me levantado muito antes de o despertador tocar. Já havia corrido por cerca de uma hora, debaixo de uma garoa grossa. Entrei em minha casa e me dirijo diretamente para o banheiro em meu quarto, disposta a tomar um demorado banho de banheira. Estava preparando o banho quando meu celular tocou.

— Smoak. – atendi formal já que usava o mesmo número para o trabalho.

Preciso de você. – foi tudo que a voz masculina conseguiu dizer antes de começar a soluçar de tanto chorar.

— Onde você está? – eu o ouvia chorar. – Por Deus, homem, me diz onde te encontrar!

Delegacia.

Encerrei a chamada e corri para o banheiro. Descartei a água da banheira e tomei uma ducha rápida. Corri em seguida para o closet e vesti uma calça jeans, uma regata branca, uma jaqueta de couro e botas pretas. Passei como um furacão pela sala, pegando apenas a minha rotineira bolsa preta e as chaves do carro.

[...]

Entrei correndo no prédio da polícia de Las Vegas, me direcionando para o escritório dos detetives da unidade. Parei de correr somente quando estava no meio do escritório, olhando em volta à procura do desesperado que me ligou. Vejo somente sua cabeça na sala do Capitão Joe Bolton. Andei até lá a passos largos, fechando a porta ao passar por ela. Olhei diretamente para o moreno que chorava sentado na poltrona do outro lado da sala.

— Logan? – o chamei, andando até ele. Assim que me aproximei, ele se levantou da poltrona e me abraçou, se desfazendo em lágrimas. Eu o abracei, sem entender o que estava acontecendo. Permaneci abraçada à ele até sentir que ele aos poucos parava de chorar. Seu corpo ainda tremia quando o fiz sentar novamente na poltrona. Endireitei o corpo e passei a mão por seu cabelo. – Quer me falar o que aconteceu?

Ele negou com a cabeça, respirando fundo. Me virei e encarei o capitão, que nos olhava com uma expressão triste.

— O que está acontecendo?

— Sente-se, Smoak. Temos muito que conversar.

[...]

Não conseguia acreditar que isso estava acontecendo. Elizabeth Smith estava morta. Beth era tão jovem, tão cheia de energia. Não merecia o que tinha acontecido. E o pior era que há apenas alguns dias eu a havia visto. Ela esteve aqui, me convidando para passar uns dias com ela em Star City. Bom, no final era exatamente o que eu iria fazer. Iria para Star City e não iria descansar enquanto seu assassino não estivesse atrás das grades. Logan estava muito abalado pela morte da irmã, não poderia se envolver com o caso. Mas eu sim poderia. Vantagens de não ser detetive da LVPD. Eu posso pegar o caso que eu quiser fazendo o que eu faço.

Beth. Não posso deixar seu assassino impune! Tirou de mim a única pessoa que não se aproximou por interesse, a única pessoa que gostava de estar ao meu lado, que me entendia. Me tirou a única amiga que eu tinha. Isso não iria ficar assim, não mesmo!

Levei Logan para seu apartamento e cuidei dele durante o dia todo: o fiz tomar banho, fiz uma panelada de macarrão e o fiz se alimentar. Deixei que desabafasse e chorasse até cansar, só então o fiz ir para a cama para descansar. Saí de seu apartamento já planejando a minha ida à Star City.

[...]

Eu já tinha preparado minha mala e estava com a passagem comprada. Esta noite eu iria para Star. Dois dias passaram voando. Logan seguia em seu luto, sem a possibilidade de se despedir da irmã. Ele não aguentaria isso. O Capitão achou melhor afastá-lo por uns dias, assim ele poderia se recompor antes de voltar ao trabalho, se Logan fosse às ruas da forma como estava, ele faria alguma idiotice, com certeza faria. Eu estava ajudando a repassar seus casos para outros detetives e me empenhei em conseguir o máximo de informações para anexar aos casos. Joe Bolton era um bom chefe, sabia que nada que pudesse dizer ou fazer me impediria de ir à Star e resolver esse caso. Entenda, eu não sou detetive. Sou formada em T.I. pela MIT, sou boa com computadores. Mas tenho habilidade em conseguir informações também. Graças à minha formação, somada à essa habilidade de ter acesso à informações e a à minha inquietante mania de resolver problemas e solucionar qualquer mistério que apareça em minha frente, passei a ter dois trabalhos na LVPD: fui contratada simplesmente como a garota do T.I., mas logo passei a ser consultora. Detetive consultora. Eu me apaixonei por esse novo trabalho. Claro, eu poderia estar em campo, mas sempre desarmada e acompanhada de alguém do departamento de polícia local. Mas tinha minhas vantagens, como poder fazer o que Logan não poderia: achar e prender o assassino de Beth. O mais legal de ser detetive consultora, mas ser formada em T.I., é que eu podia ajudar outras cidades, mesmo sem estar em campo. Conseguir informações, mesmo que de longe, ajudava para que eles conseguissem resolver os casos. Star City era uma dessas cidades que eu ajudava de longe. John Diggle é detetive na SCPD, e eu sou sua informante. Algumas vezes ele me enviava todo o material de seus casos para que eu consultasse. Além de ser um bom amigo. Eu sentia falta de ter Dig sempre por perto. Ir à Star seria bom por esse motivo: eu sentia saudades de pessoas muito queridas. Diggle, minha mãe, meu padrasto e minhas duas irmãs de consideração. Talvez eu nem ao menos voltasse para Las Vegas depois de resolver esse caso. Talvez eu precise de um tempo perto da minha família. Essas pessoas são tudo que tenho.

Meu telefone toca sobre a mesa. Suspiro ao ser tirada dessa onda de pensamentos.

— Smoak.

Hey, loira.— a voz de Diggle fez meus olhos arderem. Eu não havia derramado nem ao menos uma lágrima pela morte de Beth. Eu não podia. Se eu deixasse que isso acontecesse, provavelmente eu perderia o rumo, perderia o foco. Eu não ia deixar acontecer. — Soube o que houve com Beth, eu sinto muito.

— Obrigada, Dig. Tenho certeza que o cara vai ser preso.

É justamente sobre isso que eu queria falar com você.— Ele fez uma pausa. — Você é boa em conseguir informações e não seria a primeira vez que me daria assessoria em um caso, então...

— Dig? – perguntei quando houve mais uma pausa.

Temos um suspeito.

Notas finais
E aí? Gostaram? Continuo?
Deixem seus comentários!

X,
Lola