Notas iniciais
Bom dia, boa tarde, boa noite! Que tenham um bom capítulo e agora conhecendo novas pessoas, deem as boas-vindas para a família Barcelos (sim gente, Barcelos, incrível ;-;)! Comentem por obséquio (é assim que escreve? AHUSASASAU) Boa leitura!

10:27 – 24/09/2016 – Tolopólis – Colégio Marnvield

O Colégio Marnvield era a escola particular mais cara de Tolopólis. Por mais que Alexandre não tenha essas condições financeiras para bancar o colégio, ele é muito inteligente. Por ter notas altas e um ótimo comportamento, ele foi aceito em Marnvield com bolsa integral.

Alexandre era um ótimo menino. Tinha muitos amigos e era querido pelos professores. Esse bimestre escolar não tem sido muito bom para ele, mas todos sabiam que ele passariam, de alguma forma. Alexandre, como quase todos os garotos, gostava de jogar basquete. Ele era bem alto, de porte atlético e tinha uma velocidade imbatível. Alex, como muitos chamavam-no, tinha 17 anos, cursava o 3º ano do ensino médio.

Na mesma escola, estudava Sophia Barcelos, irmã de Alex. Com 12 anos, cursava o 8º ano do ensino fundamental dois. Ela era tão inteligente quanto seu irmão e sua aparência era similar ao seu irmão.

– Quantos minutos faltam? – sussurrou Spencer batendo o lápis na mesa com ansiedade.

– Dois minutos. – respondeu Alex.

– Não suporto mais essa aula. – disse Spencer revirando o olho enquanto o professor de filosofia falava suas baboseiras.

O sinal toca. Todos guardam seus materiais na mochila com pressa. Alex já ia saindo mas foi surpreendido por uma garota, era Lauren. Todos diziam que Lauren era a garota mais linda da sala. Uma ruiva realmente linda. Sua pele clara, seu rosto cheio de sardinhas, seus olhos era um tom de azul bem escuro.

– É... Ahn... Alex... – disse ela meio sem graça.

– Pois não? – perguntou.

– Eu estava pensando... dizem que você é o mais inteligente da sala... E quem dera eu ter uma inteligência como a sua. Enfim... Eu queria uma ajuda para os testes de semana que vem. Você pode? – disse Lauren.

– É claro. Pode ser amanhã, pela tarde? – ele respondeu com as bochechas arosadas.

– Ótimo. – disse ela enquanto anotava o endereço e o telefone na mão de Alex. – Me liga antes.

Eles saíram. No corredor estavam Spencer e Felipe com um sorriso totalmente irônico. É claro que Alex sabia que eles iam tirar sarro com sua cara. Inveja? Bem provável. Mas ela só me chamou para estudar, pensava Alexandre.

– Vem aí... O pega-todas! – disse Felipe com voz de um apresentador.

– Ah, vai se ferrar cara. – rebateu Alex.

Os dois, Spencer e Felipe, faziam caras e bocas de beijos para irritar o amigo.

– Que ridículo vocês, hein. – disse Alexandre, já estressado. – Ela só queria minha ajuda, nada além.

– Aham... – disse Felipe com sarcasmo.

– E aí, Alexandre, topa de ir lá em casa joga Hunters of Vampires? – perguntou Spencer dando um soco amigável no ombro do amigo.

– Puts, hoje nem vai dar. Minha mãe me ligou e disse para eu ir direto pra casa. Tem alguma coisa acontecendo. – respondeu.

– Por falar em coisas acontecendo você está sabendo dos casos de Weekstreet? Está se iniciando uma epidemia lá. – disse Spencer.

– Verdade! Meu avô tinha ido lá e me contou uma história maluca de que viu vampiros comendo pessoas em uma rua deserta. – disse Felipe rindo. – É claro que eu não acreditei meu vô é muito doido e vampiros é tudo ficção.

– Caramba que loucura... Mas então, preciso ir. A minha irmã já deve estar me esperando e vocês sabem como ela é chata né? – disse Alexandre rindo e apertando as mãos de seus colegas como forma de despedida. — Valeu!

Eles acenaram enquanto Alexandre saia do corredor descendo as escadas. Antes que chegasse à quadra algo lhe chamou muito atenção e de muitas outras pessoas também que olhavam atentamente para o céu.

Alguns helicópteros – precisamente vinte e cinco. — passaram em direção norte. Várias sirenes tocavam de três tons diferentes. Não era comum ver esses acontecimentos em Tolopólis. Alexandre começou a pensar que esses helicópteros e todas essas sirenes poderiam ter alguma relação com os acontecimentos em Weekstreet. Praticamente, todo o país já estava sabendo dos casos desconhecidos, mas nenhumas das outras cidades tinham registrados tais casos, pois todos estavam em quarentena com suas estradas principais de divisas fechadas.

Chegou à portaria e lá estava aquela pequena massa pirracenta batendo o pé no chão como se fosse à mãe nervosa de Alexandre. Era na verdade, uma cópia da mãe. Sophia cruzava os braços e olhava a hora em seu relógio depois lançava um olhar para Alexandre.

– Vamos chegar atrasado por sua culpa. – disse Sophia repreendendo seu irmão.

– Ah... Vamos embora pirralha. – disse ele puxando pelo braço.

– Embora? Mas hoje eu tinha aula de taekwondo você sabe muito bem e eu odeio e ir pra casa do Spencer ficar jogando aquele jogo estúpido de vampiro. – disse Sophia empurrando o irmão.

– Ah, é. Esqueci que você tem medo de vampiro... – disse Alexandre fazendo uma cara engraçada de vampiro.

– Claro que não, mas...

– Mas nada, a mamãe ligou e disse pra gente ir direto para casa. Nada de lutinha, nada de joguinho, nada de conversa fiada. Vamos! – disse Alexandre interrompendo-a.

A casa deles ficava a alguns grandes quarteirões do colégio que eram bem cansativos de se caminhar naqueles dias ensolarados em Tolopólis. Assim que chegaram ao portão de suas casas sentiram aquele aroma apreciável que era da comida de sua mãe. Abriram o pequeno portão de madeira, passaram pelo quintal gramado e entraram na casa.

Assim que você entrava, dava de cara na cozinha e naquela pequena mesa circular que no momento suportava uma travessa de macarrão com queijo e os pratos já estavam prontos para servir. Suspiraram bem fundo.

Logo chegou Lilian – a mãe solteira, porém casada de dois filhos – e pôs se a falar:

– Bom dia crianças.

– Oi, mãe! – disse Sophia.

– Oi, mãe. – disse Alexandre menos entusiasmado.

– Sentem-se. Preciso conversar com todos vocês. – disse Lilian num tom mais sério e sem abrir um sorriso – Já volto, enquanto isso se sirvam. – disse saindo da cozinha.

Os irmãos Barcelos se entreolharam sem entender muito. Bem, Lilian é intitulada de “mãe solteira-casada” porque ela cuida sozinha de seus dois filhos mas ainda permanece casada. Seu marido, Eliot Barcelos, era um grande general do exército do país. Há 6 anos que foi enviado numa missão confidencial deixando Lilian sozinha cuidando de seus filhos. Uma vez por ano, Eliot mandava cartas através de um soldado de confiança e depositava uma bela quantia de dinheiro para o sustento da família.

Sophia e Alexandre se serviram quando depois de mastigar um pouco aquela receita saborosa percebeu um pequeno envelope lacrado na mesa. Eles trocaram dois sorrisos maliciosos como planejassem algo. Quando foram tocar as mãos na carta, ouvem passos de sua mãe. Disfarçam comendo o macarrão. Lilian voltou e com ela um pequeno baú de madeira que pôs sobre a mesa.

– O papai enviou mais uma carta? – perguntou Sophia.

– Sim, podem abrir. – disse Lilian.

– Caramba... Ele já enviou duas cartas esse ano, essa já é a terceira. Que legal. – disse Alexandre encarando o baú – E esse baú foi ele também?

Lilian abanou a cabeça afirmativamente.

– “Queridos filhos e querida mulher,

Eu amo muito vocês e preciso que vocês saiam desta casa o mais urgente possível. Eu e meu grupo estamos bem. Vocês não vão precisar de dinheiro nem esse ano nem nunca mais, apenas do que está contido neste baú. Vá para a casa do tio Benjamin, lá é seguro. Preciso que vocês sobrevivam. Use o que está no baú sem medo e sem piedade. O mundo é mau.

Abraços e beijos, Eliot Barcelos.” – disse Sophia lendo a carta com um ar de medo.

– E o que é que tem no baú, mãe? – perguntou Alexandre.

Em resposta, Lilian abriu o baú e nele uma Desert Eagle e um único pente carregado.

– Uma arma? – perguntou Sophia num sussurro baixo para si mesmo.

– Uma arma! Que maneiro deixa eu ver... – disse Alexandre tocando na pistola quando sua mão é recepcionada com um tapa.

– Não, vocês não estão entendendo a situação está crítica. Precisamos sair daqui o mais rápido possível. – disse Lilian subindo com o baú para seu quarto.

Eles se olharam novamente deram de ombros ainda sem entender o que estava acontecendo e decidiram subir deixando metade da comida nos pratos. Lilian estava em seu quarto colocando várias roupas em um mala de viagem de maneira desesperada.

– Vamos viajar? – perguntou Sophia contente.

– Quase isso minha filha... Vamos para casa do tio Benjamin em Weekstreet. – disse Lilian.

– Espera... Mas as estradas principais de Weekstreet estão fechadas devido aquela doença maluca. Ninguém sai, e muito menos entra. Além disso podemos ficar infectad...

Lilian interrompe-o:

– Não vamos pela estrada principal, eu conheço um caminho que não está bloqueado... A estrada 214.

10:27 – 24/09/2016 – Weekstreet – Estrada 214

Em um urro apavorado, suando bastante com as mãos trêmulas, Mike acorda. Tateia suas pernas e salta para verificar se tudo está bem. Seu coração batia intensamente, e parecia ter molhado todo o colchonete de suor. Percebeu então que estava apenas a mercê de um sonho, um pesadelo ruim, o pior que alguém poderia ter.

Olhou para o lado onde dormia Emily e July e elas não estavam mais lá. Em passos rápidos e desesperado, abriu a porta do trailer e aquela luz intensa de sol bateu no seu rosto e parecia queimar seus olhos. Ficou cego por alguns segundos até ouvir uma voz familiar:

– A bela adormecida acordou! – disse Martin sentado num capô de um das dezenas de carros descascando uma manga.

Mike sorriu percebendo que tudo estava bem.

– Bom dia Mike! – disse Emily carregando um cesto cheio de frutas.

– Bom dia, Emily. – ele cumprimentou.

Em seguida veio July com uma garrafa d’água e uma maçã nas mãos:

– Carambolas, você dormiu muito pai. Enquanto você ficou no bem bom, nós montamos um acampamento bosque à dentro. – entregou a bebida e a fruta – Seu café da manhã.

– Bom dia pra você também, acordou com um ótimo humor. Amei suas piadas. – disse Mike com um ar sarcástico – Ué onde está Leonardo?

– No meu bolso que não está... – ela riu. — Vem preciso de mostrar uma coisa. – disse July puxando-o por uma trilha marcada por um par de rodas de carros. – Como eu disse montamos um acampamento dentro do bosque e não lá não é seguro. Pegamos o carro da viatura policial e outro aí e botamos lá no acampamento. Acho que a gente vai dormir mais algumas noites aqui até acharmos um lugar seguro e partir pela trilha com os carros.

Chegaram ao acampamento com uma fogueira de pedra com lenha esperando para ser acesa e ao redor duas barracas e alguns sacos de dormir, a viatura e um Hyundai IX35 novinho em folha que brilhava com o sol. O sonho de Mike era um carro daquele, seus olhos brilharam quando o viu.

– Que belezura! Eu posso dirigir? – perguntou Mike feito uma criança com um sorriso inocente.

July e Leonardo que estava no carro da viatura tentando fazer contato riram.

– Do que vocês estão rindo? Poxa isso é uma máquina e tanto... E você Leonardo está fazendo o que aí dentro? – perguntou Mike.

– Estou tentando fazer contato, ouvi um rádio pela manhã e a voz dizia que Weekstreet está em quarentena. Ninguém sai muito menos entra. – respondeu.

– Que droga, não? – longa pausa apenas se ouve o cantar dos pássaros e o chiar do rádio – Vamos dirigir por aí, sei lá... Só um pouco!

– Mas é arriscado, Mike. – disse Leonardo.

– Se eu ficar dentro do carro, canibal nenhum toca em mim. – disse Mike.

11:30 – 24/09/2016 – Weekstreet – Estrada 214 (5km do acampamento)

Benjamin era irmão mais velho de Eliot Barcelos. Tinham profissões totalmente diferentes e uma relação não muito próxima. O sábio senhor de alguns sessenta ou mais anos de vida, era graduado e renomado. Neurocirurgião, veterinário e físico eram as três principais profissões daquela mente brilhante e solitária que um dia já fora casado e tivera filhos.

O pobre senhor foi casado por 32 anos com Valentina que na época era uma bela moça. Aquele casal teve outros 4 filhos que enchiam a casa de alegria. Mas eis que algo aconteceu naquele dia que era para ser um dia de paz e alegria. No natal de 2010, toda a família reunida em uma enorme mesa de jantar farta de comida e alegria. Era uma noite chuvosa e de frio e faltava algo naquela mesa. A sobremesa... Valentina tinha se esquecido da sobremesa. Pediu para que o marido fosse à lojinha a alguns quarteirões de seu casebre luxuoso para comprar os ingredientes que faltavam. E lá foi o senhor, vestido com uma capa de borracha naquela rua deserta. Era um percurso que não demoraria mais que 15 minutos. Voltou ele contente com duas sacolas na mão com o que sua esposa tinha pedido e avistou um carro saindo da porta de sua casa. Achou estranho e decidiu apertar o passo.

Achou engraçado quando entrou em casa, na cozinha e percebeu como nossa vida pode mudar em míseros quinze minutos e que no dia seguinte você iria enterrar sua mulher e seus quatro filhos que foram brutalmente assassinados sem motivo algum e deixaria sua casa de 3 andares vazia pelo resto de sua vida.

No carro de Lilian, rolava uma pequena discussão de mãe e filho e ambos que estavam ali não entendia o que estava acontecendo assim como o resto de Weekstreet que esperava ansiosamente por uma resposta.

– Mãe, está acontecendo algo. Você não pode falar o que está acontecendo? – perguntou Alexandre.

– Quando seu pai foi embora de casa pra essa tal missão, ele falou que era pra gente sair quando tivesse que sair... Entrar quando tivesse que entrar. – respondeu Lilian.

– Mãe, a gente está jurado de morte né? Eu sabia, que isso ia acontecer vamos morrer igual a família do tio Benjamin! Meu Deus mãe! – dizia Alexandre enquanto deixava Sophia com medo.

NÓS NÃO VAMOS MORRER ALEXANDRE! TUDO ESTÁ SOB CONTROLE, PARA DE FALAR BESTEIRA E FICA QUIETO! – gritou Lilian já com a paciência no espaço com o filho que a viagem inteira perguntava sobre o que estava acontecendo.

EU SÓ QUERO UMA RESPOSTA! QUE SACO! A GENTE TEM QUE ENCARAR A REALIDADE DE QUE O MEU PAI FOI PARA UMA MISSÃO E DESDE QUE ISSO ACONTECEU A FAMÍLIA BARCELOS ANDA MORRENDO. DÁ PRA VOCÊ DIZER O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – gritou Alexandre enquanto Sophia tampava os ouvidos e cantarolava.

VAMOS FICAR BEM CARAMBA! PARA DE PERTUBA...

– Mãe, cuidado!!! – gritou Sophia desesperada com uma figura à frente que estava ajoelhado devorando um animal... Ou seria um humano?

Lilian não conseguiu desviar, atropelou aquela figura e deslizou pelo asfalto. Tentou manter o controle mas acabou batendo a cabeça no volante assim como Alexandre bateu a cabeça no vidro e capotou com o carro que ficou de cabeça para baixo.

13:12 – 24/09/2016 – Weekstreet – Estrada 214

Lilian acordava tonta. Sua testa e sua cabeça além de doerem bastante sangravam intensamente. Tudo parecia girar lentamente. Ficou alguns minutos ainda de cabeça para baixo presa pelo cinto de segurança até que estabeleceu o controle de si mesmo. Olhou para o lado direito no banco de carona e o cinto onde Alexandre deveria estar preso estava solto e a porta aberta. Do mesmo jeito estava a porta traseira.

Cautelosamente, seguindo as instruções de como se soltar de um cinto no caso de um capotamento que tinha visto num programa da TV, se soltou sem mais dificuldades. Saiu do carro assustada olhando pros lados esperando ver seus filhos. Gritou o nome de Alexandre e de Sophia mas não obteve sucesso.

Caminhou alguns minutos. Percebeu que tudo estava deserto e isso estava muito estranho já que a Estrada 214 é uma das mais movimentadas e principalmente nesse caso que essa é a única estrada que ligava Weekstreet e Tolopólis que estava aberta. Um sinal de vida foi visto bem longe. Uma mulher que parecia mais uma mendiga de cabelos todos para o ar e a pele suja de lama com a roupa rasgada e nem chinelos vestia, mancava pelo acostamento.

Andou até a mulher na expectativa de conseguir alguma informação. Colocou as mãos sobre o ombro da mesma e falou:

– Com licença senhora, por um acaso você viu os meus filhos... Era uma menina e um menino... – disse Lilian quando parou de falar ao olhar para o rosto da mulher.

Aquele rosto fez Lilian levar um susto que a tirar a mão rapidamente. Seu rosto tinha parte do maxilar arrancado e os dentes que sobravam tinha pedaços de carne. Um forte odor do mau hálito daquela criatura fez lembra Lilian do cheiro de coisa morta. As mãos daquela mulher eram tão finas quanto a perna que qualquer um poderia quebrar ao meio. A mulher avançou em Lilian que derrubou-a no chão.

Rapidamente Lilian correu, mas aquela mulher de filme de terror a seguiu mancado e soltando espécie de uivo agudo e do bosque mais movimentação. Correu para o carro e procurou desesperadamente por sua arma.

– Onde deixei... Onde deixei... – dizia Lilian revirando todo o carro.

Achou a Desert no chão – que na verdade era o teto – e a pegou. Logo se lembrou do que dizia a carta enviada por seu marido “sem medo e sem piedade. O mundo é mau”. Saiu e subiu em cima do carro enquanto aquelas pessoas estranhas começaram a cerca-la.

– Parem por favor! Eu só quero o meus filhos! Me deixem ir eu não quero atirar. – implorava Lilian, mas parecia não funcionar.

Uma daquelas pessoas então tentou pegar no pé de Lilian, mas recebeu um tiro no braço. Ela não teve reação alguma continuou puxando. Lilian então atirou sem piedade disparando 3 tiros na nuca daquele homem careca. “SEM MEDO O MUNDO É MAU”. Visto que aquelas pessoas não tinham noção do que faziam, começou a descarregar as balas da arma na cabeça dos mesmos estourando-as em pedacinhos e gritava:

– FOI VOCÊ QUE MATOU MEUS FILHOS? – atirou. – QUEM FOI? PAREM! EU QUERO OS MEUS FILHOS AGORA! FOI VOCÊ NÉ? – atirou novamente e assim sucessivamente.

Depois de ter descarregado toda as 15 balas aos berros mais deles iam surgindo. Prendeu a pistola sem balas entre seu cinto da calça jeans e pulou esmagando a cabeça de um daqueles mortos no chão. Correu pela floresta e ouvia os grunhidos. Depois de minutos correndo, uma tontura foi tomando conta de seu corpo. Encostou numa árvore por alguns segundos. Estava pálida de mais, e não se aguentava em pé. Continuou a caminha e caiu no chão sem mais forças.

A-Ale-Alexandre... So... Sophia... – gaguejava Lilian quando sua visão ficou completamente embaçada enquanto o céu girava.

Sua última visão foi uma silhueta humana de alguém que tampava o Sol e o céu como as folhagens das árvores e em seguida, tudo apagou de vez.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.