Ressonância: Uma Nova Aventura Killjoy.
8 Capítulo 7 - Vamos brincar de pique-esconde!
Capítulo 7 – Vamos brincar de pique – esconde.
Ghoul estava entre a Cruz e a caldeirinha. Uma criança e uma moça debilitada. Tinha que mantê-las a salvo! Detalhe, se dois dos mascarados haviam adentrado o restaurante e ele havia as tirado de lá para fins de proteção, por que é que tinha de ter uma vãn cheia de palhacinhos no estacionamento?!
- Maldição! — o pequeno homem praguejou o destino uma terceira vez, sendo repreendido pelos grandes olhos de Sunshine, o que o deixou tanto amedrontado. — Apague de sua memória o que acabei de dizer, pequena. — pediu tanto sem graça — Se lembra do que falei antes? Vamos brincar de pique — esconde okay? — sorriu na tentativa de ele mesmo acreditar que tudo daria certo, porém a desesperança estava prestes a contrariar tudo, assim que ouvissem os disparos à laser vindos do interior do restaurante.
Enquanto Ghoul estava numa de se esgueirar e ser invisível, seus amigos faziam o oposto. O que era estranho!
- Temos de achá-los. Exterminá-los antes que eles achem Fun Ghoul. – designou Party enquanto caminhava rumo ao estacionamento, seguido por Jet e Kid.
- Mas mano que preocupação excessiva é esta pelo nanico? Diga que é porque ele está com a Sunshine, senão vou começar a achar que...
- Se encontrarem Ghoul, encontram também o que procuram e nunca vamos saber o que está acontecendo. E sim, temo pela pequena que é somente uma criança. — respondera Party, tanto sério.
Fora então que Jet e Kid perceberam que era mais que apenas proteger. Tratava-se de ter conhecimento sobre o que planejavam estes novos inimigos. Poderia chamá-los assim? Eles ainda não sabiam ao certo, mas não demoraria muito para que viessem a descobrir.
O estacionamento estava próximo e logo se depararam com a vãn escura que abrigava os ditos palhaços. Eles estavam discutindo, de certo haviam ouvido os disparos de Jet e Party.
Party Poison, logo que os identificou, fez sinal para que os outros se esgueirassem dentre os automóveis, bolando um ataque surpresa. Todos bem entendidos aguardavam o sinal do líder.
- Quem é que vai lá ver que diabo aconteceu? — gritou um dos palhaços, enraivecido.
- Qual é cara? Aposto que eles estouraram alguns miolos. – respondera o outro, tranquilamente. No entanto recebera uma coronhada na nuca do que falou primeiramente.
- Qual é a tua? Eles saíram daqui com duas metralhadoras, e se eu bem sei, não foram este os disparos que escutamos. Tá drogado, por acaso? — chutou grosseiramente o cara que insultou — Três de nós vão até lá, limpar a sujeira. – ordenou.
Do outro lado do cenário estavam Ghoul e suas protegidas, fingindo uma brincadeira. Porém as coisas estavam ficando sérias demais, o pequeno homem sabia que o faz-de-conta não os salvaria. Teria de ser prático e realista, pois viu claramente o pânico nos olhos da desconhecida, e tremeu quando ela o indagou:
- Estamos nos escondendo deles, não é? – apontou aos indivíduos que ainda estavam na vãn. Fun apenas balançou a cabeça, confirmando. Era triste dizer, mas diria a verdade — Isso está errado! – indignou-se, contudo conteve o tom de voz usado. Era apenas para que Ghoul ouvisse, temia ser odiada pela menina. O pequeno homem a fitou desentendido. — Me desculpe. Me desculpe. É tudo minha culpa. Eu os trouxe para cá. Não devia ter sido egoísta, devia ter me preocupado com as outras pessoas quando fugi. — revelou em meio à angústia.
Ou ela dissera tão rapidamente que Ghoul não pode assimilar com tanta agilidade ou então aquilo realmente era confuso demais.
Ela os trouxe? Esta questão começara a martelar na cabeça do pequeno homem, contudo ele se mantinha calado a olhando como se a figura dela fosse curiosa.
Havia algo de muito errado ali, de qualquer forma ele deixaria pra descobrir depois. Por hora tinha de tomar as rédeas e manter as garotas a salvo. Esta era sua missão:
- Não importa agora. Não desejo saber o que você fez; o que deixou de fazer. A única coisa que me importa é sair desta situação com as duas no mesmo estado em que estão. – ponderou – Digo. Você não me parece bem. Mas vamos dar um jeito nisso, futuramente. – ele sorriu após sua fala interromper o silêncio que martirizava a jovem.
- Espero poder pagar a minha dívida. – ela forçou um sorriso, consentindo com os ideais do sujeito.
A questão não era somente esta, ela bem sabia. Suas dívidas seriam pagas, assim como seus pecados que logo seriam cobrados? A jovem pensou à respeito naqueles longos segundos que pareciam eternizar. Logo fora interrompida novamente, pelo pequeno homem:
- Preciso que faça uma coisa. – garantiu — Pegue a criança e corra até lá. Se escondam e não saiam até que eu volte pra buscá-las, okay? — apontou para um corredor estreito onde havia dezenas de coisas esquecidas, inutilidades. — Haja o que houver, eu vou voltar. Não as deixaria por nada. É uma promessa.
Curiosa, o observou. Parecera descrer na lealdade daquele homem, como se coisas como esta fossem impossíveis nos tempos em que estavam. Contudo assentiu, dando um voto de confiança naquele que fizera o mesmo por ela, anteriormente. Na situação em que estava, faria tudo o que ele pedisse, ainda mais quando fosse para proteger a pequena que há pouco cativara seu coração desolado.
Os segundos posteriores seguiram. A moça agarrara a criança fortemente pela mão, a trazendo consigo, mesmo que nada entendesse. Dirigiram-se até o estreito corredor e se esconderam ali. Fun Ghoul, por sua vez, caminhou apreensivo na direção oposta, em direção a vãn.
Fun sabia que sua função era proteger as garotas e faria isso, mesmo que custasse sua vida. Entretanto seu coração não sossegaria enquanto ele não visse com os próprios olhos que seus amigos estavam também a salvo.
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