Ressaca do amor

12 Capítulo XII – O sonhado abraço.


Notas iniciais
Yeeeeeeeeeeeap o/ Foi um final de semana corrido, então só consegui postar agora, mas esse é um capítulo especial...... #TeamLeoForever Capítulo cheeeio de novidades com um lembrete importante nas notas final eeeem >.

Levantei sonolenta com meu celular vibrando incessantemente no criado mudo perto da minha cama. Eram várias ligações de Clarisse.

— Diga – Cumprimentei.

— Bom dia Rainha da beleza. Como foi ontem? – Perguntou.

— Ín-crí-vel. – Respondi pausadamente. – Tenho tantas coisas para te contar que precisa ser pessoalmente. E ai, como foi?

— Meu pai ficou tão aliviado que ficou de bom humor o dia inteiro. Ainda estou surpresa com o jeito que está tratando Chris, embora tenha o colocado para dormir no quarto do andar de baixo, o mais longe possível de mim. – Bufou.

— Ele está se precavendo. – Disse gargalhando. – Acho que o fato de seu pai estar tão bom com o Chris é um motivo para você me agradecer não?

— Nem que me pagassem. – Gritou no meu ouvido. – Antes das coisas ficarem desse jeito nós passamos por maus bocados sabe, precisava ver o clima que estava aqui em casa quando chegamos. Meu pai disse que já tinha até preparado as coisas para que eu voltasse a morar aqui, o que iria acontecer se eu não tivesse contado sobre a brincadeira que fiz com você.

— O que ele disse sobre isso?

— Que se fosse ele teria feito pior. – Ela gargalhou. – Ele realmente tem medo da sua mãe.

— Quem não tem? Mas fala, porque me ligar tão cedo? São dez da manhã. – Reclamei.

— Oh é, tinha quase esquecido. Temos um churrasco agora na hora do almoço, vai ser na casa da namorada do meu irmão, meu pai me intimou a acompanha-los, então agora estou intimando vocês. Mando o endereço pelo whats, beijos. – Disse logo desligando o telefone, não me dando tempo de negar seu pedido.

Não que eu fosse negar comida de graça.

Lembrei-me de uma conversa que eu vi em um filme uma vez onde o cara pedia moedas para usar na máquina de lanches e o outro cara reclamava algo do tipo “você é milionário agora e continua pedindo moedas” e o sábio rapaz respondeu: “é assim que se continua milionário”.

Bom, eu acho que foi isso.

Coloquei o celular de volta no lugar e fui arrumar minha cama. E ainda bem que fiz porque o pacote de camisinha rasgado caiu no chão quando sacudi o edredom para estender no colchão.

No final tínhamos desistido do filme e nos empenhado em fazer o mínimo barulho possível, o que por si só já era impossível levando em conta a atividade que praticamos ali. Era a primeira vez que tínhamos transado desde aquela festa, embora já tivéssemos passado dos beijos algumas vezes durante esses dois meses juntos.

Aquela noite pareceu o momento perfeito para acomodar nosso desejo já que agora éramos enfim namorados real oficial. Foi ainda mais excitante saber que tínhamos que nos esconder dos meus pais.

O ruim foi que por conta disso não pudemos aproveitar muito e assim que finalizamos, ambos tendo atingido o ápice o que me deixou com as pernas trêmulas durante o resto da noite, tivemos que nos trocar e agir como se nada tivesse acontecido, colocando uma série aleatória na TV na qual não prestamos a mínima atenção.

Quando Jason teve de ir para o quarto, depois de uma sessão de amassos de despedida, eu me dirigi ao espelho do banheiro e falei comigo mesma.

“Ainda bem que tu tinha se depilado. Valeu a coceira.”

Não sabia se Jason tinha problemas com pelos, mas eu tinha. Eu não conseguia nem imaginar ele colocando a boca ali se estivesse peluda, e sexo oral era minha parte favorita. Não acho que seja o caso dos homens, mas eles adoram mesmo assim.

E o que é que eu estou pensando a essa hora da manhã?

Fui para o banheiro enrolar o pacotinho em papel higiênico para jogar no lixo e voltei para terminar de fazer a cama. O celular vibrou mais uma vez e pude ver a mensagem de Clarisse com o endereço. Agora precisava falar com Jason e os meus pais sobre aquilo e conseguir uma carona.

— Bom dia! – Disse beijando-lhe o rosto depois de ter adentrado o quarto enquanto dormia. – Ei namorado, ta na hora de levantar porque temos nosso primeiro programa como um casal de namorados. – Dava um gostinho bom ficar repetindo aquela palavra. Namorado.

— Bom dia namorada. – Murmurou ainda de olhos fechados, mas abrindo um leve sorriso. – onde seria isso?

— Na casa da namorada do Frank, o irmão da Clarisse. Vai ser um churrasco e ela nos convidou especialmente.

—O que quer dizer que ela não quer ir sozinha. – Ele riu baixinho. – E você não quer negar comida.

— Que bom que nós falamos a mesma língua. – Falei mordendo sua bochecha em seguida. – Topa?

— Tenho certeza que você vai conseguir me convencer bem. – Ele sorriu travesso. – Essa vai ser a sua desculpa. – E abriu os olhos só para poder piscar para mim.

Segurei a gargalhada para não estragar o momento e subi o corpo de forma que pudesse ficar completamente em cima dele com o rosto na sua altura, ele voltou a fechar os olhos esperando pelo que eu iria fazer.

Rocei nossos lábios de leve, mas não aprofundei nada. Desci para o pescoço e soprei-o, para então depositar alguns beijos, subindo para perto da orelha e descendo de novo até a altura do peito. Brinquei um tempo assim, e quando o ouvi suspirar dei um chupão no pescoço, bem fraquinho de forma a não deixar marca e voltei para morder seu queixo e finalmente finalizar com um beijo.

Ele decidiu tomar atitude e levou as mãos para minha coxa, separando-as de forma a deixar uma perna de cada lado das suas e então subiu a mão, apertando minha bunda e eu suspirei entre o beijo. Senti-o ficar duro, o que deveria estar controlando muito antes para que não acontecesse, e percebi que era hora de parar antes que ultrapassássemos o sinal.

— Minha mãe vai aparecer daqui a pouco para nos chamar. – Sussurrei quando separei os lábios.

Nós éramos adolescentes cheios de hormônios, uma vez que começássemos de verdade não conseguiríamos parar, até porque nosso bom senso tem um limite bem pequeno.

— Você sabe o quão errado é me deixar nesse estado e então parar no meio? – Ele reclamou.

— Você sabe que tenho razão. – Tentei não rir da situação dele.

— Pra vocês mulheres é tão fácil. – Disse resignado me colocando de lado e se levantando. – Eu vou tomar um banho e cuidar disso, vai descendo.

— Desculpa. – Falei divertida e ele revirou os olhos me ignorando. – Ei, eu te amo. – Gritei antes que ele entrasse no banheiro.

— Acho que não existe prova maior do que essa que eu te amo também. – Respondeu rindo. – Um banho gelado por você.

Meu celular mostrava que fazia nove graus aquele dia e quase senti pena dele.

***---***

Meu pai tinha deixado seu motorista a nossa disposição naquele dia, então quando nos deixou no local do churrasco, disse que ligaria para ele quando estivesse na hora de irmos e o liberei para fazer o que quisesse enquanto isso.

Ele parecia muito agradecido quando partiu. Não era para menos, ele tinha uma filha pequena e passava a maior parte das horas ao lado do meu pai o levando para cima e para baixo, seria bom ter um tempo para curtir a família, assim como eu desejava que acontecesse comigo e meus pais antes. Agora eu já estava na fase da aceitação.

Toquei a campainha da casa e falei nossos nomes no interfone, a pessoa nos liberou em alguns segundos. Quando entramos na casa uma empregada nos recebeu com sorrisos e nos acompanhou para o quintal no fundo onde todos estavam.

— Clarisse. – Chamei quando a avistei.

Ela veio em nossa direção e sem cumprimentar Jason direito me puxou junto dela para podermos conversar. Olhei para trás para me certificar de que Chris faria companhia a meu namorado e que ele não acabaria largado ali onde não conhecia ninguém.

— Pode contar tudo já. – Ela disse.

Comecei minha história e Clarisse se fez uma ótima ouvinte fazendo comentários nas horas certas, exclamando e ficando feliz também. Quando contei sobre o pedido ela comentou “que banana” como se Chris não tivesse tido um ataque de pânico quando a pediu em namoro também. O dele só era um pouco mais aceitável levando em conta a quem ele estava se amarrando.

Quanto a nossa noite ela evitou comentários maliciosos e ao invés disso acrescentou sua própria história sobre como tinham se pegado na lavanderia quando o pai dela estava muito ocupado para interferir.

Quando as novidades acabaram decidi que era hora de voltar e finalmente cumprimentar a todos como a educação, que Clarisse dispensava às vezes, mandava.

O primeiro foi Frank e Hazel que eu já conhecia. Agradeci a menina por nos deixar vir e ela sorriu alegre, como se fosse mesmo a vontade dela que estivéssemos lá, embora eu pensasse antes que Clarisse tivesse imposto aquilo.

Depois cumprimentei mais umas dez pessoas dos quais únicos nomes que guardei foram Gwen, Dakota e Bianca a meia irmã da Hazel. Por fim cheguei onde estavam Jason e Chris sentados conversando com outras três pessoas.

— Esses são Nico, o outro meio irmão da Hazel – Clarisse apontou para um moreno sentado de frente para Jason. – O namorado dele Will – Apontou para o loiro ao lado do moreno. – E por último Reyna. – Apontou para a menina linda que se sentava ao lado de Jason, e pela expressão corporal ela parecia interessada demais naquela conversa.

— Oi pessoal. – Falei quando me aproximei, dando um beijo na bochecha de cada um enquanto me apresentava. Ao passar por Jason lhe dei um selinho rápido olhando pelo canto do olho a reação da menina o mais disfarçadamente que consegui e ela suspirou meio frustrada, parecendo perceber que ali seria impossível conseguir algo.

Clarisse conseguiu um lugar ao lado de Chris, mas o máximo que eu conseguiria com a disposição de cadeiras seria um ao seu lado então me dirigi a ela.

— Ei quer trocar comigo? – Reyna perguntou antes que eu me sentasse.

Encarei-a surpresa, mas sorri agradecendo.

— Ciumenta. – Jason sussurrou no meu ouvido quando me sentei ao seu lado.

— Calado. – Resmunguei de volta, alto o suficiente para todos ouvirem e nos encararem curiosos.

Foi uma reação natural entrar na defensiva daquela forma, mas Reyna parecia ser alguém legal. Depois que soube que ele tinha uma namorada simplesmente respeitou e se retirou. Eu até entendia ela, não é como se no dia que nos conhecemos eu não tivesse secado ele e me jogado pra cima.

Ela era uma pessoa normal que sabia apreciar a beleza, a única coisa é que ela teria que procurar outro para apreciar.

Eles continuaram a conversa que estavam tendo antes de atrapalharmos e pouco a pouco nos adaptamos ao que estavam falando e juntos rimos como bons amigos. Não pude deixar de apreciar o casal de meninos, eles eram fofos sem ser melosos. Eram só olhares e às vezes toques de mãos, mas essas simples ações me faziam focar neles, e chegavam a me deixar envergonhada como se estivesse invadindo a intimidade deles.

Novo OTP.

O moreno parecia ser o mais reservado, enquanto o loiro era só sorrisos e super caloroso com todos. Reyna parecia alguém bem séria e uma boa amiga de Nico já que em determinado momento, quando Chris comentou algo sobre a Albânia, eles se encararam como se tivessem uma piada interna sobre aquilo e sorriram.

Estávamos entretidos na conversa de tal forma que as pessoas ao redor começaram a se aproximar para poderem participar também e quando notei estávamos todos em uma grande roda, passando pratos cheios de comida de mão em mão e nos lambuzando com as delícias que eram servidas.

Se meu estomago tivesse vida ele estaria revoltado comigo agora. Há alguns anos atrás tinha me tornado vegetariana, mas não fui forte o suficiente para resistir a tentação, e há alguns meses abandonei essa minha promessa. Não sei o quanto poderia esperar por ter prometido retomar essa promessa um dia.

Estava tomando um gole generoso do meu refrigerante quando Jason cutucou minha barriga com força e quase me fez cuspir tudo.

— Desculpa. – Disse quando percebeu o que quase me fez fazer. – Nós precisamos conversar. – Disse apontando para um lugar isolado onde não tinha ninguém.

Pedimos licença e caminhei junto dele para o lugar indicado, seu rosto estava cheio de preocupação o que me deixou nervosa.

— O que aconteceu? – Perguntei agitada.

— Leo precisa de ajuda. – Disse mostrando o celular que estava aberto em uma mensagem, nela estava escrito:

“Meu pai voltou.”

— O que isso significa? – Perguntei atordoada. Nunca tinha ouvido falar nada sobre a família de Leo, embora convivêssemos a maior parte do tempo juntos.

— Eu adoraria saber. Ele mandou isso e mais nada, tentei ligar e ele não atendeu. – Disse abatido. – Pipes, eu preciso voltar.

— Jason...nós precisamos voltar.

***---***

Estávamos no carro a caminho da minha casa. Despedimos-nos rapidinho do pessoal e falei para Clarisse que Leo precisava da gente, então ela nos liberou e pediu por notícias (no fundo ela tinha um lado preocupado). Liguei na hora para o motorista do papai e ele chegou em dez minutos. Agora estava pensando em como explicar para minha mãe que teria que voltar antes da hora sem nem mesmo saber ao certo porque.

— Jason, você pode me explicar, por favor. – Pedi.

Estávamos em silencio há uns cinco minutos e eu realmente esperava que ele fosse começar a falar sozinho, mas pelo visto não era o caso.

— Eu vou explicar, porque sei que Leo confia em você, mas é um assunto delicado para ele por isso nunca te contou antes, não é que você não seja amiga dele. – Disse me acalmando. – Eu não poderia contar antes sem o consentimento dele, mas agora ele sabia que eu estava com você e mesmo assim mandou a mensagem, então é de se esperar que você saiba certo? – perguntou confuso. Parecia estar em um dilema sobre trair seu melhor amigo ou deixar sua namorada no escuro. Coloquei a mão em seu rosto, sorrindo e o incentivando.

— Ele me apelidou de Rainha da Beleza e mesmo assim eu estou indo encarar minha mãe para podermos ir até ele, é melhor que ele confie em mim. – Brinquei tentando aliviar a tensão.

— Certo, você tem razão. – Disse balançando a cabeça e rindo de leve. –Ahn...por onde começar? Pelo que Leo me contou os pais dele não estiveram juntos durante muito tempo sabe. Eles se conhecerem e um ano depois se casaram em uma viagem que fizeram. O pai dele era um cara muito ocupado e vivia trabalhando, então um dia ele simplesmente aceitou um trabalho fora do país e foi. Leo não conhece muito a história, mas a tia dele, com quem ele vive desde a morte da mãe dele, disse que o pai dele nunca soube sobre ele.

— A mãe dele nunca contou que estava grávida? – Perguntei surpresa.

— Nunca. – Suspirou. – A tia dele também disse que ela sempre manteve esperanças de que ele fosse voltar, mas isso nunca aconteceu, até agora. Mas por causa disso Leo teve que ir morar com ela e eles se odeiam sabe. É um caos aquela casa.

— Ele vive com alguém que ele não gosta? – Perguntei incrédula.

— Ela é a única pessoa, legalmente falando, que poderia ficar com ele. Também não gosto da ideia, mas ele sempre falou que tudo bem, que logo chegaria ao ensino médio e poderia morar na escola...eu convido ele todo final de semana pra ficar em casa, mas ele nunca topa. Provavelmente porque ela sempre visita ele em casa nos finais de semana, mas ainda assim me deixa preocupado.

— Ela quem? – Perguntei meio perdida.

— Essa parte eu ainda não posso contar. – Respondeu com um sorriso de canto.

— Aah, você ta falando da garota que ela gosta. Eu não acredito que vocês vão continuar me deixando curiosa sobre isso. – Reclamei.

— Quem sabe depois que formos ao resgate dele, ele libere a informação. – Disse piscando para mim.

— Eu vou arrancar a informação quer ele queira ou não. – Declarei.

***---***

— Boa noite, nós viemos ver o Leo. – Jason disse assim que a tia do Leo abriu a porta.

— Ele está no quarto dele. – Respondeu depois de alguns segundos nos encarando com cara de nojo.

Achei que depois disso ela fosse nos dar passagem, mas continuou parada na nossa frente como uma barreira humana.

— Leo, desce aqui agora antes que eu suba para te arrastar. – Gritei o mais alto que consegui.

— Quem você pensa...

— Sou amiga dele, com licença. – Disse voraz a interrompendo e irrompendo pela sala. – Onde é o quarto dele? – Perguntei a Jason que me seguia atônico.

Ele apontou as direções, mas quando cheguei ao corredor Leo já estava parado na porta do quarto com uma cara assustada.

— O que vocês....

— Não faça perguntas estúpidas. Viemos ver você, obviamente. – Disse revirando os olhos. – Vai nos convidar pra entrar? – Perguntei apontando para seu quarto. Ele olhou para Jason que parecia entender a situação tanto quanto ele e então nos deixou entrar. – Qual a dificuldade de atender seu telefone? – Perguntei meio irritada.

No caminho até aqui Jason me contou histórias sobre aquela velha e como tinha tratado Leo durante o tempo que moraram juntos, o que é muito já que sua mãe morreu quando ele tinha oito anos, e isso, mas o fato de ter visto como reagiu a nossa presença agora pouco fez meu sangue ferver.

— Ah...ela tirou o meu celular. – Respondeu.

— Ela tirou seu celular? – Quase rosnei. – Por quê?

— Provavelmente por causa disso. – Disse apontando para nós dois. – Ela não gosta de visitas em casa.

— E onde está o seu pai para mandar aquela mulher pra puta que pariu? – Perguntei.

Tinha a sensação de que entraria em combustão espontânea a qualquer momento.

— Ela o expulsou assim que apareceu. – Ele olhou para Jason que balançou a cabeça afirmativamente e percebi que aquela era uma pergunta muda se eu estava por dentro dos acontecimentos. – Ela sempre o culpou por minha mãe ter sido infeliz e eu meio que sou uma lembrança viva disso para ela. Eu só tive tempo de mandar aquela mensagem e ela me tirou o celular e me trancou em casa.

— E você simplesmente aceitou e ficou aqui? – Disse indignada. – Não foi falar com seu pai?

— Bom, não é como se eu tivesse muito que fazer, ou o que falar com ele. – Deu de ombros, indiferente, mas eu podia ver o quanto estava triste e abatido.

´- Ok, deixe-me ver se entendi. Você passa a vida inteira sem saber sobre seu pai, só escutando o que sua tia, uma grande babaca se quer saber minha opinião, tem a dizer sobre isso e quando tem a chance de descobrir a verdade, ou melhor, de exigir a verdade do seu pai você decide se trancar no quarto? – Perguntei exaltada.

— Pipes, você é muito jovem para ter um ataque do coração. – Jason disse se aproximando e colocando as mãos em meus ombros. – Se acalma.

— Eu to calma o suficiente para não ir agredir aquela mulher, e você sabe que por mais que eu não seja uma Clarisse da vida, minhas habilidades melhoram bastante nas aulas do clube. – Disse, mas parei pra respirar fundo. – Você vai ficar ai parado ou podemos ir atrás dele?

— Eu não sei onde ele ta. – Respondeu, mas tinha um sorriso gigante no rosto. – Mas sei quem pode encontrá-lo.

— Ótimo. – Ajeitei meu cabelo para trás. – Tão esperando o que? Vamos – Disse para os dois que me encaravam que nem paspalhos sorrindo.

— Meu querido amigo, eu espero que você tenha conseguido pedir ela em namoro, se não eu peço. – Leo comentou divertido para Jason.

— Ela já aceitou. – Respondeu vindo até mim e me dando um selinho. – Sem chances pra você ou qualquer outro.

— Oh falando nisso, você já tem a sua garota Leo. – Abri um sorriso malvado. – E eu vim pensando em táticas nada divertidas para você pra conseguir descobrir quem é.

— Não se preocupe rainha da beleza. Eu vou apresenta-la pra você agora. – Disse indo até a porta e olhando pra trás antes de atravessá-la. – Tão esperando o que?

— Essa frase é minha Valdez. – Gritei o seguindo.

Quando chegamos a sala a bruxa do 71 nos esperava furiosa.

— Você não vai sair de casa. – Ela gritou. – Está de castigo.

— Castigo é aturar você por quase oito anos, acho que ele já ta liberado agora. – Respondi e me segurei para não passar a língua pela boca a fim de limpar o veneno que caia dela.

— Você sua garota petulante e ridícula...

— O nome dela é Piper e ela só está dizendo a verdade. – Jason interviu e nunca tinha o visto com um olhar tão irritado.

— Pelo jeito os pais de nenhum de vocês lhes deu educação. Eu não esperava menos de um cara que teve coragem de casar com a megera da sua madrasta. – Disse para Jason com o rosto vermelho pela cólera. – Agora você, eu adoraria saber quem é o pobretão que te criou com essas maneiras...

— Tristan McLean.

— O que?

— Tristan McLean é meu pai, o pobretão que me criou, e você deve saber quem é minha mãe não? Se você quiser falar com eles sobre isso fique a vontade, mas nós estamos indo agora. – Respondi puxando os dois meninos pela mão em direção à porta. – Eu tenho certeza que eles também vão ter ótimas coisas para dizer a alguém como você.

— Espera espera espera. Para tudo. – Leo se soltou de mim assim que passamos pela porta (que eu fiz questão de bater) e tinha uma expressão incrédula no rosto. – Seu pai é Tristan McLean? Aquele Tristan McLean, o cara sem camisa dos pôsteres? – Perguntou. Eu afirmei com a cabeça e ele se virou para Jason. – Você sabia disso e não me disse?

— Ela pediu que não contasse a ninguém. – Ele respondeu sorrindo das caras e bocas que Leo fazia. – Você também me pediu para não contar sobre a sua garota e até hoje ela não sabia sobre sua família também...

— Oh não tente defende-la. – Leo o parou com a mão espalmada na frente de sua cara. – Eu só planejo perdoa-la se me arranjar um autografo dele no tanquinho do meu pôster.

— Você é ridículo. – Respondi entre gargalhadas. – Fechado! Agora vamos logo que eu quero conhecer a famosa garota.

Andamos durante uns vinte minutos para chegar a uma casa feat mansão com um portão imenso na frente. Leo tocou o interfone e a voz de uma garota atendeu.

— O que quer Valdez? – Perguntou a voz eletrônica.

O aparelho era no estilo Skype sabe, com uma telinha onde os dois lados se viam, mas a que nós víamos estava tampada com uma mão.

— Precisamos de um favor. – Disse dando espaço para que eu e Jason aparecêssemos também. Foram alguns segundos para o portão destrancar. – Isso foi rápido, quando eu to sozinho você me enrola durante minutos. – Ele gritou para a máquina que já tinha a tela desligada. – Eu estou começando a levar para o lado pessoal aqui.

— Uma hora você tinha que perceber. – A tela se acendeu de novo e apagou depois de ter dado sua resposta.

Aquela menina estava levando a fase de negação para outro nível se ainda conseguia resistir a Leo tanto tempo depois de já tê-lo beijado.

— Piper, o TeamLeo acabou de sofrer uma séria baixa. – Leo comentou choroso.

— Não se preocupe, a recompensa vai ser maior depois. – Disse o abraçando de lado e atravessando o portão para a entrada da casa. – As pessoas bonitas nunca erram.

— Eu to torcendo pra que não. – Ele comentou já tendo voltado a sorrir.

Quando a porta abriu nada no mundo teria me preparado para o que eu vi. Tudo bem que eu já deveria ter percebido quando chegamos numa casa que parecia a própria prefeitura, mas Calipso definitivamente não era a primeira opção de garota que eu pensaria para Leo, sem querer ofender.

Ela era uma deusa da beleza sem exagerar e no pouco que nos conhecíamos, já que não nos falávamos muito fora da mesa, sabia que era uma boa garota, então eu já estava aprovando. Leo merecia, Calipso merecia o Leo e agora eles já poderiam competir para virar meu otp, embora duvide que alguém supere tão cedo Nico e Will.

Bom, assim que eles decidirem assumir algo de verdade.

— O que vocês precisam? – Calipso perguntou depois de nos trazer para dentro do escritório de seu pai e termos explicado a situação para ela.

— Eu preciso saber em qual dos dois hotéis que existem aqui o meu pai está e em que quarto. – Leo disse. – Você consegue achar?

— Provavelmente. Todos os dados são mandados para o computador do meu pai imediatamente depois de cadastrados. Você só precisa vir até aqui procurá-lo nessa lista. – Disse mexendo numa rapidez impressionante no teclado do computador e indicando que Leo se aproximasse.

Eles procuraram durante uns cinco minutos até encontrar e quando estávamos saindo Calipso nos acompanhou.

— Eu vou junto não importa o que você diga. – Declarou para Leo sem olhar para nós.

Ela tratava-o como se não se importasse a maior parte do tempo, mas pelo visto não conseguia disfarçar sempre.

— Eu não ia dizer nada. – Ele respondeu sorrindo e tentando abraça-la de lado.

— Você realmente parece não enxergar seu lugar em. – Ela reclamou segurando o braço dele, mas ao invés de soltá-lo como eu esperava que fizesse, Calipso lhe deu a mão. – Vamos logo que já está tarde.

O pai de Leo nos recebeu surpreso, mas parecia aliviado de que ele tivesse ido até lá. Sentamos todos na sala, eu e Jason no chão para que o pai de Leo, o Leo e a Calipso, que ainda segurava sua mão, pudessem sentar no sofá.

A história que ele contou me deixou arrepiada. Ele confirmou o fato de que não sabia sobre a existência de Leo até pouco tempo atrás, quando ligou para um amigo da antiga cidade deles por conta de um favor de trabalho e este lhe contou que sua ex-esposa tinha morrido deixando para trás uma criança. Ele pediu por toda a informação que o amigo podia dar sobre o assunto e a idade bateu, os dois ainda estavam juntos quando Leo fora concebido.

Foi quando ele soube que tinha um filho e arrumou tudo para vir atrás dele. Pediu favores para amigos até que conseguiu arranjar o endereço da irmã da mãe de Leo que era a única pessoa viva que ele conhecia que poderia estar com a guarda dele.

— Eu vivia sempre atolado de trabalho e estava crescendo na empresa, sua mãe sabia disso. Quando cheguei um dia dizendo que seria transferido e sabia que ela não poderia abandonar tudo que tinha para ir comigo e era melhor nos separarmos ela concordou. Na hora ela provavelmente já sabia sobre você e por isso não disse nada e não insistiu para que eu ficasse, talvez imaginando o pior tipo de reação que eu poderia ter...eu era ambicioso na época, mas nunca negaria um filho meu.

Ouvir aquilo me cortou o coração. Leo chorou, Calipso olhava a cena atordoada e parecia se esforçar para não cair no choro também, já eu tive tal esforço frustrado. Jason apertou minha mão durante o tempo todo e encarava firmemente Leo tentando passar o máximo de apoio que conseguia.

— O que nós vamos fazer agora? Você vai ficar comigo ou vou ter que voltar para aquela bruxa velha? – Leo perguntou tentando soar como uma piada, mas não funcionou muito bem.

— Nós vamos ficar juntos, embora eu não saiba ainda como. Podemos comprovar que somos pai e filho com exames de DNA e então você estará legalmente sob minha custódia. Eu vou pedir transferência para a filial daqui novamente, mas não sei ao certo para onde vão me mandar. – O pai dele respondeu.

— Para cá, não existe outra opção. Leo não pode ir embora. – Calipso cortou e ficou vermelha assim que percebeu o que disse.

— Você é a namorada dele? – O pai do Leo perguntou olhando para a mão de ambos.

— Não.

— Sim. – Leo e Calipso falaram ao mesmo tempo e para minha surpresa quem disse sim foi ela. – Algum problema com isso? – Perguntou olhando para Leo.

Ele negou com os olhos arregalados, mas se recuperou rápido voltando-se em minha direção e fazendo um joinha. Parece que toda aquela história tinha derretido o coração dela de uma vez por todas.

— Nós vamos dar um jeito para que vocês fiquem juntos. Parece que esse rapaz tem grandes amigos aqui. – O pai dele disse por fim sorrindo em nossa direção.

Durante todo o momento ele parecia meio deslocado no ambiente o que me fizera ter certeza que estava realmente se esforçando, então o perdoei. Leo provavelmente demoraria mais para conseguir fazer o mesmo, mas já era meio caminho andado que desejasse viver junto dele.

Mamãe que me perdoasse, mas tinha valido muito a pena escapar dela para presenciar o primeiro abraço entre pai e filho.

Notas finais
Yeeeeap o/ Ai gente, esse capítulo me deixou com lágrimas nos olhos :( Mas tudo acabou bem para o #TeamLeo no final o/ hehehe inclusive com a garota dele u.u Meu casal magia Solangelo fez sua visita *---* Eu tive a chance de citar personagens maravilhosos que ainda não tinha aparecidoooo, sério, eu não consigo lidar com o quão bom são os personagens dessa saga hahaha Qual é o favorito de vocês??? Agora o aviso triste e feliz: Esse é o penultimo capítulo :( Sim, a fic acaba no próximo :( Mas prometo um final que valha a pena x) Para todos os nossos casais (Percabeth cof cof) Espero que tenham gostado da história do Leo Divo!! Deixem um comentário me contando o que acharam....Vamos fazer aquela conexão autor/leitor maravilhosa hahahaha Até o próximooo....Beijooooos xD