Notas iniciais
Espero que gostem :3

Havia pouco do que se lembrava antes de ter sido colocado pela primeira vez em uma pokébola e ficar em um estado de adormecimento por muito e muito tempo. Charmander recordava de princípio muita grama e árvores, quando poucos feixes de luz se atreviam a tocar o seu rosto por conta de todo aquele verde próximo. Não tinha ideias de como se chamaria aquele lugar pelos seus habitantes, se é que aquele lugar tinha sido nomeado.

Talvez tivesse sido por aquelas criaturas que andavam por aí com aquelas esferas que aprisionavam seus conhecidos de tempos e tempos. E se esse fosse o caso, se importaria ainda menos com o nome do lugar, uma vez que as “pessoas”, os “humanos”, não lhe interessavam. Pelo menos, não até conhecer aquele humano em particular. Ele se apresentou como Oak. Era bem provável que aquela teria sido a primeira vez que entendeu aquele sentimento dentro de si que queimava como uma brasa quando ele menos esperava.

O sentimento de que, ainda que aquela floresta fosse tão verde, aqueles feixes de luz calorosos, não eram o suficiente para que ele se sentisse confortável. Não eram o suficiente quando haviam tantos resquícios de solidão. Então, Charmander cedeu para seu sentimento e decidiu confiar naquele homem de olhos calorosos, tanto quanto o elemento que a natureza lhe concedeu ao nascer. Dessa forma, ele entrou em uma pokébola como seus outros conhecidos e adormeceu e esperou.

Para, desse modo, acordar naquela estrutura de cor fria, e encontrar o rosto dele e o rosto dela. Oak a apresentou como Blue e disse que ela estaria cuidando dele a partir de então. Aquele Oak parecia diferente daquele com que tinha se encontrado pela primeira vez, parecia cansado, parecia um pouco desiludido também, mas lutando para manter a esperança presente em seu sorriso. Parecia que ele devia estar confiando tudo àquela menina, e o que ela teria de especial?

— Você pode dar um apelido a ele se quiser. — Oak disse olhando para a garota.

— Hum... — Blue disse, observando bem Charmander de cima a baixo, a brasa na ponta da cauda dele acendendo mais por conta do nervoso da proximidade. — O que acha de Brave?

— Parece ótimo. — Oak respondeu como se a pergunta tivesse sido dirigida a ele. Mas Brave sabia com quem Blue estava realmente falando.

A presença daquela humana era de certa forma estranha, com uma voz melódica, e olhos gentis e solitários como a água imutável de um lago, como aquela floresta que ele tinha dito adeus. Mas, diferente da floresta, ele não quis fugir daquela pessoa. Ele lançou um pequeno lança chamas de contentamento, talvez porque, diferente daquele verde, aquela gentileza não terminava em si, mas ela também poderia ser sua amiga.

Não poderiam ser amigos, ele e a floresta, e aquele verde foi tudo que ele sempre teve. Até aquele momento. Não entendia por completo o que devia significar aquela palavra que tinha sido escolhida para ser seu “nome”. Mas protegeria o valor daquele nome em particular. Não tinha um real apreço por palavras dadas a algo, mas aquele nome era algo além de um nome, era uma ligação entre ele e ela. Por isso ele seria Brave e a acompanharia naquela jornada.

Notas finais
Até!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!