Resplendor

5 Falso avanço


Notas iniciais
Gente, essa história era para tá super mais na frente kkk. Devido a problemas na faculdade, depois problemas de saúde, eu tinha parado de escrever. Sinto muito, para quem acompanhava. Espero que ainda acompanhe kkk. Eu irei adicionar capítulos mais frequentemente, porém com menos palavras. Pois, acabei de sair de uma internação e ainda, não consigo ficar muito tempo em frente a um computador. Sim, minha imunidade deu adeus e foi embora para onde judas perdeu as botas, mas espero que vocês tenham um pouquinho de paciência. Os capítulos anteriores não serão modificados, então só acompanhe. Estou pensando em fazer um fichinha para vocês sobre os personagens só para vocês situarem mais. XOXO Prometo um capítulo com mais emoções no próximo, essa parte já estava escrita há algum tempo e só revisei. Então não tem tudo que eu queria desenrolar.

Senti meus olhos se fechando, cansados, exaustos...

Forcei-os a permanecerem abertos. Foquei no monitor que mostrava agora, batimentos cardíacos e pressão estável.

Meu peito estava pesado, como se estivesse impresado por algo invisível. Apoiei minha cabeça no estofado e mirei o teto.

Branco, pálido... estático.

Estático... sem sair do lugar... sempre parado.

Era assim que eu me sentia, quando me deparava com aquele quarto.

Tentei não olhar para Angel. Seu corpo magro, frágil, sua pele fina e transparente, seu cabelo longo escuro... Não importava quantas vezes eu cortava, ele crescia em um piscar de olhos.

Era a única coisa que parecia não obedecer a apatia do hospital.

E pensar que ela estava assim há quase 15 anos.

Franzi o rosto.

Se nada daquilo tivesse acontecido... Como seria nossas vidas hoje?

Poderíamos continuado unidas ou separadas com o processo de adoção?

Angel teria investido em seu talento musical...

Ela era fantástica. Era...

Iria ser uma vida perfeita... comparada a nossa realidade.

Balancei a cabeça, dispersando meus pensamentos.

― Você precisa esperar somente por seis meses ― Murmurei. Eu li em uma pesquisa que pessoas em coma, conseguiam ainda ouvir. Eu tinha esperança que isso fosse verdade. ― Até que seja seguro. Então podemos tentar uma última vez ― Olhei para o amontoado de tubos que estavam ao redor de Angel ― Então, por favor ― Senti o peso no meu peito ficando mais e mais pesado ― Não ouse morrer, enquanto há uma droga de chance. ― Respirei fundo tentando dispersar a mistura de tristeza frustrada.

Ouvi o bipe constate das máquinas em resposta.

Seis meses...Então tudo estaria nos eixos novamente. Nós poderíamos finalmente abandonar o passado.

Nos meus planos... Eu sempre fazia planos... Quando eu conseguisse o dinheiro eu levaria Angel para Lyon, França.

Havia um local que eu estava depositando minhas últimas tentativas, o Hospital Européen Jean-Marie. Eles faziam pesquisas a respeito de pacientes em coma e estado vegetativo prolongados. Depois de vários anos de pesquisa, conseguiram desenvolver uma estratégia de estímulo cerebral elétrico no sistema nervoso.

A condição dela batia com o padrão de lesão das pessoas que estavam participando do experimento de estímulos. Ia ser minha última tentativa.

Olhei para o celular ao meu lado. Nove horas em ponto.

Eu havia mandado uma mensagem para Cers, quando meu alarme soou seis horas, avisando-a que não poderia ir para empresa. Normalmente, eu falaria com meu supervisor...Sr. Powell. Porém, na situação atual, isso era impossível.

Para minha felicidade, a CEO, e minha amiga nas horas vagas, só respondeu um “OK”. Não perguntando nada a respeito sobre o interrogatório de ontem.

— Você precisa descansar — Ouvi ao longe uma voz conhecida dizer — Essa noite não foi nada fácil para você.

— Eu estou bem — Disse. Eu não consegui dormir um minuto. Emendando situações, que eu não tinha a mínima capacidade resolver, uma com a outra.

Senti alguém se sentando no meu lado do sofá acolchoado.

— Por favor não — Falei, encarando senhora com um par de olhos verdes, em contraste com sua pele morena.

— Elleanor — Ela começou mesmo assim — Você precisa cogitar essa hipótese.

— Eu não posso.

— Eu sei que é uma decisão difícil, mas ela está assim há muito, muito tempo — A enfermeira fez uma pausa — Eu sei que você tem um plano, mas, minha querida, você quer realmente fazer isso?

— Ela está viva, Estie — Disse, desviando o olhar para lado. Tencionei o maxilar, evitando que houvesse uma enchente sobre o chão, de lágrimas cuidadosamente ignoradas durante as últimas décadas.

— Isso não é viver — Ela repetiu as palavras que sempre dizia — Sua irmã respira com ajuda de aparelhos, se alimenta por intravenosa. Isso é mal sobreviver. Você precisa pensar na hipótese de que ela precisa ir.

Respirei fundo, engolindo aquele sentimento angustiante que me inundava. Medo. Medo de que ela estivesse certa.

— Eu não quero ser responsável por ela ir — Sussurrei, porque não confiava na firmeza da minha voz. Tentei parecer neutra a essa conversa, assim talvez doesse menos.

— Ela teve duas paradas cardíacas essa noite — Ela continuou a argumentar — Você só está prologando algo sem sentindo.

— Se eu fizer isso — Senti a mão de Estie na minha costa — Eu vou estar desistindo dela. — E fazer isso seria como traí-la. A sentença pairou no ar em meu inconsciente.

— Não, ela só vai cumprir o curso natural da vida — Ela falou — Não precisa ser nesse momento, mas você precisa convencer sua mente dessa possibilidade. Quanto mais o tempo passa, as chances de ela acordar ficam inexistentes.

— Mas... ainda tem uma chance — Falei sorrindo levemente, como se eu estivesse pudesse assustar aquela parte de mim que ainda acreditava.

Não a olhei nos olhos, pois o que eu mais queria era que me dissesse que tudo ia ficar bem... E isso era uma mentira, que nem mesmo a melhor fachada de uma enfermeira poderia ser capaz de expressá-la nesse momento.

— Eu não a sinto lutando mais — Estie colocou a mão no meu rosto, virando-o e nivelando nossos olhares — Você está tentando lutar por vocês duas. Isso não vai levar a lugar algum. — Ela pausou — Pense a respeito sobre retirar os aparelhos. — Comecei a balançar a cabeça em negação. Estie levantou e beijou a minha testa — Diga-me se mudar de ideia. Preciso voltar agora. Descanse um pouco.

Vi seu pequeno corpo se movimentando em direção a saída.

Eu a conheci há oito anos, quando Angel veio receber suporte nesse hospital. Afeiçoei-me por ela rapidamente. Uma enfermeira antiga, na época, na casa dos quarenta. Ela já tinha visto e ouvido muita coisa e ela fazia questão de colocar em prática toda sua experiência dentro de sua profissão.

— Estie — Chamei ela, antes que ela saísse.

— Sim — Ela voltou seus olhos claros em minha direção.

— Obrigada — Disse — De novo.

— Elleanor — A enfermeira sorriu — não precisa me agradecer toda vez, esse é meu trabalho.

Sorri em resposta, olhando-a abrir a porta e sumir, deixando o apático quarto.

Olhei em direção ao monitor, confirmando o que eu já sabia, tudo estável. Encostei novamente minha cabeça no estofado.

Talvez agora eu possa dormir um pouco.

Senti minha mente ficando relaxada, distanciando do som dos aparelhos, adquirindo seu clamado momento de sosseg-

A melodia distópica invadiu meus ouvidos novamente.

Abri meus olhos assustada, voltando-me para Angel. Tudo certo. Nenhum bipe ensurdecedor da noite anterior.

Balancei a cabeça tentando espantar o sono.

Tateei o sofá a procura do meu celular. Não o achei. Virei meu rosto em direção aonde ele estava há pouco tempo. O celular piscava sua tela, preso entre o encosto e o assento do sofá.

Ele deve ter escorregado para esse local quando Estie sentou ao meu lado.

Peguei-o e levei ao ouvido automaticamente.

— Alô — Disse com minha voz sonolenta.

— Aonde você está?! — Uma voz ressoante disse do ouro lado do telefone — Quer saber, isso não é importante agora... Por favor, diga-me que você viu.

Franzi o rosto, tentando raciocinar entre a névoa de sono que se não dissipava.

— Quem é? — Perguntei, reconhecendo a voz, mas não conseguindo fazer nenhuma associação.

— O amor da sua vida — A voz continuou — O ser único que aguenta sua temível existência.

— O que você quer Aiden? — Perguntei revirando os olhos. — E diga-me que você não me ligou porque estava entediado.

— Sinto lhe informar, mas essa é a primeira vez em anos que o trabalho não está chato — Ele disse — Mas, mesmo não sendo um dia nada comum, eu estou bem triste porque Samantha não entende meu sarcasmo.

— Oh, céus — Comecei a falar com os olhos fechados, tentando pelo menos descansá-los um pouco — Aiden não tem com quem conversar e compartilhar seus espirituosos pensamentos — Falei fingindo um grande entusiasmo — Se eu fosse você eu ficaria desamparada e nunca mais sairia de casa. — Continuei com minha voz neutra sonolenta — Faça isso e nos poupe de ver seu rosto todos os dias.

— Viu — Aiden disse — Você deve entender, já que é tão rude quanto eu. — Ouvi-o suspirar — Eu já vi três diferentes brigas, duas passivo-agressivo e uma extremamente agressiva e não consegui fazer ninguém rir com meu humor negro.

Sorri levemente

— Que tipos de brigas nós estamos nos referindo? — Por algum motivo eu perguntei, dando espaço para que Aiden falasse mais, em vez de desligar e dormir — O coordenador deve estar subindo pelas paredes.

Sr. Collin era o coordenador do nosso andar. Na hierarquia estava acima do Sr, Powell, que era supervisor de vendas.

— Ele se demitiu — Aiden falou — Na verdade essa foi a primeira briga passivo-agressivo do dia.

— O que? — Abri meus olhos rapidamente. Sr. Collin trabalhava na empresa há sete anos. — Então estamos sem um supervisor e um coordenador?

— Essa manhã tem sido o caos — Aiden disse parecendo feliz ao falar — O RH interrogou o Sr. Collin sobre a possível existência de uma denúncia de assédio. Se eu não me engano, daquela secretária que saiu pouco tempo depois que entramos na empresa. Em-, An-, Am-... Ah, esqueci o nome dela. — Aiden começou a murmurar tentando acessar sua memória novamente — Enfim, não lembro o nome. A ruiva. — Ele continuou — Então o Sr. Collin saiu gritando da sala, afirmando que a mídia estava fazendo um complô contra ele.

Franzi a testa, tentando compreender aquela situação.

Mídia?

— Aiden — Disse frustrada e cansada. — Por favor, explique a situação inteira e pare de jogar pedaços aleatórios como se fosse um quebra cabeça. O que você está dizendo não estar fazendo nenhum sentido para mim. O que realmente está acontecendo?

— Ah é, esqueci de dizer. Todo mundo sabe o que aconteceu ontem a noite — Ele falou como se estivesse falando do clima. ― Quando eu digo todo mundo, não estou falando somente da empresa.

Eu estava esperando que manter isso em segredo por pelo menos uma semana.

Droga! Eu não podia ter uma droga de descanso?

Respirei fundo. Por que Cers não me disse nada?

— Só o que está passando nas notícias — Aiden tossiu levemente, depois falou com seu tom de voz mais fino — Um monte de desvios imorais de comportamento dos principais chefes de setores da IMPERIUM foi descoberto após uma dica anônima. — Aiden começou a rir no outro lado da linha — Palavras da mulher mais linda e perfeita jornalista Betty Arguey. — Suspirei ao ouvir pela, o que parecia ser, a milésima vez sobre a paixonite de Aiden — De qualquer forma, ninguém sabe se é verdade ou não, mas a mídia caiu em cima, já que a empresa não é conhecida por sua honestidade financeira.

Senti minha garganta ficar seca.

Seria possível? Não, isso seria ilegal. Pode ser somente coincidência.

— O que mais foi publicado? — Perguntei com medo da resposta.

— Algumas coisas bem chocantes — Aiden — Tem, o affair do Sr. Tony com sua secretária... sabe o supervisor administrativo. — Droga! Droga! Minha mente se agitou — Ah, você não vai acreditar, saiu na TV o currículo da filha da Gerente. Como suspeitávamos e surpreendendo um total de zero pessoas, ela não tem formação suficiente nem para ser babá do meu sobrinho... Aliás, acho que compará-la com essas pessoas que aturam crianças pequenas seria até um desrespeito... também tem o escândalo de Nathy, da mídia...

Então, praticamente tudo que eu disse naquele interrogatório estava hoje no noticiário.

Dica anônima o caramba.

Eu sabia exatamente com quem, ou melhor, com quais pessoas tirar satisfação.

— A CEO está se preparando para uma conferência para explicar a situação — Voltei a prestar a atenção em Aiden — Essa empresa está bombando nas redes. Elle, você precisa ver os comentários da página da empres-

— Quando? — Interrompi Ainden, já me levantando do sofá.

— O que? — Aiden questionou, não entendendo minha pergunta.

— Que horas a conferência vai acontecer? — Calcei minha sapatilha apressadamente.

— De acordo com as conversas... e há muitas... — Ele respondeu — Daqui há mais ou menos duas horas. — Aiden continuou falando coisas aleatórias — Essa empresa estar com tudo... Assassinato, escândalos, demissões... Sim, nota dez.

— Tchau, Aiden. — Disse.

— Você está vindo? — Ele perguntou, agitado — Aí, que bom. Finalmente vou voltar a ter alguém que entende minhas piadas... Você ouviu Samantha?! — Meu colega de trabalho pausou — Não vai pela entrada principal, está cheio de jornalistas. Vai pela entrada de cargas.

— Obrigada — Disse e desliguei antes que Aiden descobrisse que precisava falar mais alguma coisa.

Fui em direção a Angel. Franzi a sobrancelha, quando me aproximei. Peguei a mão dela fria e esguia e apertei.

Tinha um limite de palavras que você encontrava depois de quinze anos tendo um monólogo em uma relação.

Afastei-me e fui em direção a porta. Frustrada com o quão eu tinha sido burra, tinha dado situações da empresa de mão beijada para aquele detetive e o promotor, achando que isso era melhor que eles se interessassem pelas finanças. Aparentemente, eu dei informação mais do que suficiente para desestabilizar a IMPERIUM. Se esses escândalos não fossem abafados logo, os sócios poderiam retirar os investimentos, ou pior pedir uma nova votação para CEO.

Cers tinha feito uma péssima escolha me fazendo de cumplice dela... péssima... Eu tinha acabado de ferrar com a estabilidade dela na empresa.

E eu não conseguia, simplemente, NÃO fazer nada...

— Diga de novo — Corey disse, segurando o riso — Eu ainda não estou acreditando.

Corey estava atolado com a papelada de pelo menos uma semana da estação policial, porque ficou ocupado resolvendo as exigências absurdas que seu pai fazia dentro da prisão. Ele não parecia entender que mesmo sendo uma prisão de colarinho branco, ele não podia ter certas coisas, como um celular.

E tinha... Cers, que se recusava a responder as mensagens dele, mesmo que explicasse que o pai deles estava planejando algo que poderia jogar toda as acusações de corrupção empresa para ela.

Mas o que você poderia esperar Corey? Você traiu sua confiança quando escolheu seu pai ao invés de Cers a apoiar.

Corey sabia que tinha inúmeras coisas para ocupar sua mente, mas ouvir as palavras que saíram da boca de Carson, ele não fez nem questão de pensar em outra coisa.

— Que? — Carson falou, distraidamente, lendo um livro aleatório que encontrou nas coisas de Ryker — Ah, Sobre Dylan ser responsável por que está dito na TV?

Corey tentava com todas as suas forças não sorri da situação, mas ele conhecia muito bem a pessoa com quem o promotor havia mexido.

Elleanor Campbell.

Era mais do que correto dizer que, quando estudavam juntos, toda a escola a conhecia.

Sabiam da “tímida” garota que quase arrancou os olhos de Cers antes de se tornarem amigas... Sabiam do temperamento tempestuoso...

Mesmo sendo uma série antes de Elleanor e sua irmã, Corey sabia de todas as brigas que Elleanor provocou, que devido a alguma obra do destino, não a fez ser expulsa.

— Eu realmente não sei se quero saber o que irá acontecer — Correy disse pensativo, virando o eixo de sua cadeira em direção a mesa do detetive.

— Bem, ninguém vai dizer que Dylan não é criativo – Carson disse sorrindo levemente. Corey sabia que isso era o máximo de divertimento que o detetive iria expressar.

— Não mais criativo do que Elle — Corey murmurou, ainda o sorriso no rosto. – Por que ele fez isso de qualquer forma?

O único nome citado na TV relacionado a investigação caso do Sr. Powell, foi o de Dylan. A imprensa acreditava ter recebido uma pista que levou a descoberta de situações escandalosas da IMPERIUM, mas Corey sabia que Elleanor ia culpar o promotor e o detetive.

— A IMPERIUM é intocável, se mantermos o status quo, não vamos conseguir chegar na verdade. — Carson falou seriamente, fitando Corey do outro lado da sala — Tudo que a envolve, se torna uma confusão de culpa, uma por cima da outra, tudo se misturando. Precisávamos de um fator de mudança dessa vez — O detetive deu de ombros – Por mais que não concordo plenamente com método de Dylan.

Corey ficou esperando que ele falasse mais. O que não aconteceu, mesmo assim, assentiu devagar.

Aquela exposição afetava a empresa de Cers. Provavelmente, o pai deles, que não estava nem um pouco feliz por ter sido descoberto em seu esquema. Ainda mais, por ter perdido para Cers, agora deveria estar com um sorriso pregado na face.

— Como ele o convenceu a fazer isso? — Corey perguntou.

— Ele não precisou – Carson disse — Cometi o erro entregar a investigação nas mãos dele sem perguntar o que ele tinha mente.

— Então você está fora desse caso?

— Oficialmente não, mas eu estava a fim de observar como Dylan lidaria com uma investigação desse porte.

— Dylan não se importa como as coisas são resolvidas – Corey disse lembrando da ficha que leu sobre Dylan há algumas semanas. Sempre havia algo confuso ou o ambíguo em seus casos. Corey achava que isso não era somente uma coincidência — Aparentemente, só vai importar resultado.

Carson desviou rapidamente seus olhos em direção a outro na estação, aparentando estar interessado com o rumo da conversa. O detetive queria a ajuda de Dylan no caso da Nova Itália e era provavelmente, pelo caráter contraditório que ele tinha. Mas ninguém ousava afirmar isso.

— Não tinha como ser diferente. O tutor de Dylan é o Bryon Fox – Carson disse.

Corey franziu o rosto, sabendo que havia ouvido esse nome antes.

— Quem é Bryon Fox? — Ele perguntou mesmo assim.

— Um velho amigo — O detetive falou — Nós formamos no mesmo ano e começamos a trabalhar como promotores na mesma firma. Desde daquela época, ele já tinha mais processos contra ele que casos defendidos.

Bryon Fox... Onde ele havia ouvido esse nome?

— Dylan tem processos contra ele? – Corey perguntou curioso.

— Intrigantemente não – Carson respondeu – Mesmo que ele já tenha defendido um número considerável de casos e alguns deles, em associação com Bryon... E eu estou ansioso para descobrir os motivos por trás dessa conexão desses dois — Ele continuou em um tom mais baixo.

— Espera — Corey disse finalmente se lembrando — Bryon Fox não é o promotor patrono atual do caso da Nova Itália?

— É? — Carson falou não prestando atenção na conversa ou pelo menos fingindo — Minha memória está um pouco enferrujada.

Corey tinha certeza de que esse era o nome que aparecera na nota de aviso de encerramento do processo Nova Itália. Provavelmente, ninguém deve ter prestado atenção no nome do promotor, já havia se passado anos desde que aconteceu o caso.

Mas essa desculpa não se aplicava ao detetive, que parecia fixado em descobrir novas pistas a respeito desse caso.

Carson, como sempre, estava armando algo. Ele aparentemente tinha entregado todas as decisões pra Dylan a respeito do encaminhamento da investigação, mas estava observando o promotor como se não pudesse perder uma partida do jogo.

Corey ignorou a mentira descarada de Carson

— Você acha que vale a pena arriscar colocar Dylan nesse caso – Corey perguntou fingindo desinteresse ao voltar-se para seu computador.

— Sinceramente ainda não sei. Porém, vai ser interessante observar.

— Supostamente sim – Corey murmurou ao lembrar-se de Elleanor. Será se ela vai tentar arrancar os olhos dele também?

Talvez nada aconteça, se Elleanor não estiver com vont-

Vozes altas soaram do lado de fora, quando as portas da delegacia abriram repentinamente.

— O que está acontecendo lá fora? — Carson perguntou, quando avistou de relance uma fileira de policiais do lado de fora impedindo a entrada da multidão.

— Que bom que vocês ainda estão aqui — Ammy entrou na estação agitada, fechando atrás de si a porta, tapando o som do tumulto novamente. — Pensei que já tivessem corrido para almoçar. Sumindo, como todo mundo faz aqui quando dá 12 horas.

— O que foi? — Corey perguntou.

— Vocês não vão acreditar — Ela parou em frente à TV segurando o controle.

A TV tremeluziu e uma voz feminina começou a soar quase que imediatamente.

— -vestigação foi feita, mas não foi encontrado evidências — A câmera focou no rosto neutro de Elleanor.

— Essa tragédia tem associação aos novos casos de corrupção expostos na empresa? — Um dos repórteres perguntou.

Elleanor sorriu para a câmera, como se estivesse esperando essa pergunta... não, como se quisesse que essa pergunta fosse feita.

Oh, céus.

— Só ouça — Ammy disse, surpreendendo Corey, que percebeu que falara alto.

— A aparente conexão entre o passado e o presente dessa empresa, é graças, ao equívoco dos investigadores e detetives — Ela disse — Um grande e irresponsável equívoco que influenciou a vida de um grande e importante funcionário da nossa empresa.

— Ela realmente está fazendo isso? — Corey ouviu Carson murmurar.

— Durante a investigação oficial, não houve sequer um sussurro dessas notícias que foram expostas hoje. Podemos, então, questionar o estão escondendo dessa investigação? Colocando nossos preciosos funcionários e clientes a tal exposição. Quando essa precária justiça irá mudar? Será essa dica anônima associada com esse complô para mascarar o verdadeiro problema? A falta de profissionalismo da justiça. — Elleanor sorriu — A empresa não irá aceitar esse tipo de interferência negativa, iremos fazer nossa própria investigação e esperamos o apoio de todos. Por enquanto iremos estar aceitamos encomendas somente por telefone, para conduzimos o projeto adequadamente.

— Ela acabou de dizer que isso aconteceu por nossa culpa? — Corey disse, sorrindo levemente — A cada situação ela se supera.

— Que canal é esse? — Carson perguntou.

— É a reprise — Ammy disse — Está em todos os canais.

Ou seja, mais de um estado estava olhando essa conferência.

— Você afirma que os envolvidos na investigação podem estar relacionados ao esquema de corrupção? — Outro repórter perguntou.

— Deputados e senadores estavam envolvidos, ficar com uma dúvida ou outra não faz mal — Ela falou.

— Você tem prov-

— Eu vim responder a respeito de fatores de nossa empresa. — Elleannor ficou com o rosto neutro novamente. — E sobre as denúncias sobre nossos empregados, já estamos tomando medidas a combater esse tipo de ações. Nossa nova política, implantado pela nova CEO, não tolera esses tipos de comportamento.

— E sobre o caso do Sr. Powell? Foi suicídio? — Um gritou.

— Nenhuma nota foi publicada pela polícia ou a empresa. Boatos não irão ser comentados e estamos analisando possíveis processo de calúnias de plataformas.

Cortou a reportagem e foi para o repórter em frente ao prédio da IMPERIUM.

— Atualizações — O repórter falou exasperado — Os sócios da empresa concordaram com a coletiva feita. Afirmando que a investigação foi conduzida de maneira falha e que frente aos novos acontecimentos, a polícia pode não está interessada em descobrir o culpado desse macabro acontecimento e sim, trazer sensacionalismo frente a tamanha tragédia.

A TV foi desligada deixando vários olhares perplexos em direção a ela. Todos estariam voltados em direção a polícia, cada movimento calculado, cada ação analisada. A pressão que queriam colocar na empresa IMPERIUM, voltou-se para os investigadores. Porque a mídia não seria mais um empecilho, mas uma aliada, do lado jogador que tivesse mais poder.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.